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Lifesaving 4

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LIFE SAVING LIFE

TEMA da EMagitação REVISÃO Abordagem psicomotora no Pré-hospitalar Técnica na sequência rápida na Intubação Orotraqueal

NEWSLETTER DAS VMER DE FARO E ALBUFEIRA

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Perguntas e respostas Intubação de Sequência Rápida (ISR) é uma técnica de intubação traqueal em situação de emergência que visa o rápido controle da via aérea enquanto minimiza os riscos de regurgitação e aspiração de conteúdo gástrico; e reduzir ao máximo os efeitos adversos do procedimento. A intubação sob anestesia e bloqueio neuromuscular torna o procedimento mais fácil, rápido e menos traumático.

Indicações: - Estômago cheio ou jejum desconhecido, trauma, emergência cirúrgica, ressuscitação e alterações do nível de consciência (ECG<8); - Refluxo gastro-esofágico conhecido, tal como devido a hérnia do hiato; - Condições que levam ao atraso do esvaziamento gástrico, como por exemplo: gastroparesia autonómica (diabetes mellitus, doença de Parkinson), história de cirurgia com "banda" gástrica, pacientes com dor severa ou uso recente de opióide;

- Gravidez (a partir do segundo trimestre). Foi originalmente descrita por Sellick[1] em 1961 como: esvaziamento do estômago com sonda gástrica prontamente removida; pré-oxigenação; paciente em posição próclive; indução anestésica com barbitúrico (tiopental) ou anestésicos voláteis, e um relaxante muscular de ação rápida (suxametônio); aplicação da pressão cricóide; laringoscopia e intubação traqueal imediatamente após as fasciculações.

Contra-indicações: Caso na avaliação seja prevista uma via aérea difícil a conduta passa a ser o controlo da via aérea com o paciente acordado, com a devida preparação prévia.

houver perda da consciência 30N (equivalente a 3 kg)[4]. A manobra pode ser realizada com o dedo médio e o polegar colocado em cada lado da cartilagem cricoide com o indicador acima para evitar o deslocamento lateral da cartilagem. Uma alternativa, é um auxiliar apoiar a face posterior do pescoço com a mão para contrapor a força aplicada na cartilagem cricoide e para tentar evitar uma possível flexão da cabeça durante a manobra, dificultando a visualização da glote; Não ventilar enquanto aguarda condições de intubação (30 a 60 segundos); Visualização directa da passagem do tubo na glote; Manter compressão da cricóide até confirmação da intubação; Confirmação da intubação traqueal; Detecção de CO2 expirado (capnografia); Auscultação do tórax e epigastro.

Modificações comuns:

Preparação:

- Omitir a passagem de uma sonda esofágica; Monitorização da pressão arterial, ECG e da Posição supina ou em rampa; oximetria; Titular a dose do agente anestésico na induO doente é posicionado em decúbito dorsal e ção para a inconsciência; coloca-se rolo transversal debaixo dos om- Uso de ketamina, midazolam ou etomidato bros para hiperextensão do pescoço (sniffing para induzir anestesia; Uso de rocurónio em dose alta como bloqueposition); ador neuromuscular; Pré-medicação: visa reduzir os efeitos provoOmitir a pressão cricóide. cados pela laringoscopia e pela passagem do tubo endotraqueal, tais como: resposta vagal Complicações potenciais: (bradicardia), taquicardia, hipertensão arteriLaringoespasmo, broncoespasmo e instabilial, hipóxia tecidular, aumento da pressão dade hemodinâmica; intracraniana e intraocular; Náuseas, vómitos, dor ou alterações hemodiRegisto de parâmetros vitais e medicação nâmicas durante a aplicação da manobra administrada. Sellick[5]; Aplicação incorrecta da manobra de Sellick: deformidade dessa cartilagem, ruptura esoTécnica: fágica, caso haja vómitos[5]; Potencial VAD não prevista: ventilação inadeIndutor anestésico endovenoso + Succinilcoquada e dificuldade ou mesmo até a impossilina ou Rocurónio[2]; bilidade de intubação; Manobra de Sellick (aplicar pressão na criParagem cardiorrespiratória e morte. cóide)[3]: durante a indução da anestesia, enquanto o paciente estiver consciente, a Alírio Gouveia força deve ser de cerca de 10 a 20N e quando MÉDICO VMER

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LIFESAVING | MAIO 2017

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