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NEWSLETTER DAS VMER DE FARO E ALBUFEIRA
ABORDAGEM DA VIA AEREA POR OUTRAS EQUIPAS EMERGÊNCIA – BOMBEIROS/TEPH E SIV A avaliação da vítima assume um papel fundamental na área da emergência
pressão para cima e para a frente de forma a promover a deslocação do
pré-hospitalar, pois enquanto Técnica de Emergência Pré-Hospitalar conti-
maxilar inferior para a frente e com os polegares desloca-se o queixo ligei-
nua a ser a nossa melhor ferramenta.
ramente para baixo, de forma a manter a boca da vítima aberta.
Deverá ser aplicada de forma expedita, já que a mesma não sendo estan-
No que concerne à utilização do
que, é sistematizada e assenta em prioridades.
tubo orofaríngeo, a escolha do
Por conseguinte a abordagem e avaliação da vítima pressupõe oito fases,
mesmo pressupõe medição pré-
sendo elas:
via à sua inserção, correspondendo à distância entre a comissura
1.Considerar a informação obtida no acionamento;
labial e o ângulo da mandíbula ou o lóbulo da orelha da vítima.
2.Abordar o local da ocorrência; Fig.2. Fonte: enfermeriacuidadosymas.blogspot.com
3.Avaliação e estabilização inicial (“ABC”); 4.Recolher informação, realizar o exame físico e monitorizar; 5.Realizar exame físico detalhado (quando indicado); 6.Registar e enviar informação para o CODU e SU; Fig.3 Fonte: soportevital112.blogspot.com
7.Avaliar durante o transporte;
A partir do momento em que a VA está permeável, devemos manter ventilação adequada com administração de oxigénio, se necessário com recur-
8.Transferir a vítima no SU
so a máscara/insuflador manual, em caso de paragem cardiorrespiratória. Considerando o ponto 3 Independentemente de existir, no seio da emergência pré-hospitalar, uma A – Airway – permeabilização da Via Aérea (VA);
abordagem avançada, procedimentos de menor complexidade não são
B – Breathing – ventilação e oxigenação;
menos importantes e deverão ser executados cumprindo-se com rigor a manutenção da VA. Assim, o trabalho entre equipas ao seu expoente máxi-
C – Circulation – circulação.
mo é crucial.
No que diz respeito à permeabilização da via aérea, se a vítima está alerta e
A abordagem da via aérea tem
fala normalmente, assume-se que a VA está permeável prosseguindo-se na
vindo a ser melhorada com a
avaliação primária.
introdução de adjuvantes e pro-
Se a vítima está inconsciente e em decúbito dorsal deve inspecionar-se a
cedimentos que facilitam a sua
cavidade oral e remover corpos estranhos (sangue, vómito, secreções,
permeabilidade. Os
dentes partidos, próteses soltas), se necessário com aspiração adequada,
aplicados
de seguida procede-se à extensão e elevação da cabeça ou subluxação da
numa
princípios
abordagem
primária, são fáceis, eficazes e Fig.4. Fonte: www.foro.salvatuvida.com
mandíbula (quando suspeita de lesão medular) para garantir a permeabili-
acessíveis a qualquer individuo
dispensando na maioria das vezes a utilização de dispositivos.
zação da VA. Assim, sempre que não haja
suspeita de traumatismo da coluna cervical, executa-se a
tensão da cabeça, salvo situações de trauma, garantem os primeiros passos para uma adequada permeabilização.
extensão da cabeça colocando
Os adjuvantes como o tubo orofaríngeo são facilitadores mas não substitu-
uma mão na testa da vítima e
em esta abordagem inicial presente desde logo numa avaliação primária. A
dois dedos no bordo do maxilar
correta medição do tubo evita que se for demasiado pequeno empurre a
inferior elevando o mesmo.
língua, se for demasiado grande provoque espasmos laríngeos e conse-
Em alternativa, identifica-se o
Fig.1
A abertura da cavidade oral, a elevação da mandíbula ou protusão e a ex-
quentemente regurgitação.
ângulo da mandíbula, colocando
Os tubos nasofaríngeos, embora descritos nos manuais, são pouco utiliza-
os dedos indicadores por trás
dos devido às contraindicações associadas, tais como trauma e coagulopati-
dos ângulos da mandíbula faz-se
as, sendo no entanto bastante úteis em situações de “encerramento da
Fonte: enfermeriacuidadosymas.blogspot.com
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LIFESAVING | MAIO 2017
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