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Protocolo de Dispneia na Sala de Reanimação
Tabela 2. Principais causas de morte em Portugal (INE
base de uma hipótese diagnóstica de alta sensibilidade e especificidade. Os doentes dispneicos excluídos do protocolo são assistidos, segundo outros protocolos (doente agónico, politraumatizado grave...), que também permitem organizar a assistência inicial desde a Triagem. O facto de poder identificar o processo etiológico desde o início, permite nos iniciar num breve período de tempo o tratamento baseado em achados de alta eficiência diagnóstica, sem ter que depender de pedido a terceiros elementos intervenientes. (laboratório, radiologia ....).
No caso do doente ter critérios de exclusão o atendimento será realizado na Triagem da mesma forma com possibilidade de ativar ao medico da SR por critérios de algum outro protocolo. O procedimento a seguir depois da identificação da gravidade da dispneia, corresponde à equipa da Sala de Reanimação a qual trabalha com o doente, numa área anexa à mesma(antecâmara; área de avaliação). O médico realiza a avaliação clínica, gasometria e ecografia e ao mesmo tempo o enfermeiro realiza controlo de parâmetros fisiológicos (frequência respiratória, frequência cardíaca, pressão arterial, saturação periférica), canaliza veia Numa primeira fase o objetivo é a identificação das principais periférica e colheita sanguínea. etiologias que são potencialmente letais nos primeiros minutos de abordagem (pneumotorax, troboembolismo O uso da ecografia por médicos não especialistas neste área maciço , derrame pleural maciço, derrame/tamponamento (Radiologista, Cardiologista) é a principal ferramenta do pericárdico, edema agudo de pulmão e choque). A atuação a Protocolo. O objetivo do uso desta prova complementar é seguir vai ser orientada à identificação do processo (não potencialmente letal), assim como o tratamento a aplicar sobre o mesmo, o qual poderá ser continuado em outra área do serviço de Urgências (Observação, Cuidados Intermédios...), segundo as necessidades da situação clínica. O protocolo é iniciado pela equipa de enfermagem da triagem, com a identificação de um dos critérios de inclusão da Tabela 4, (segundo critérios de gravidade, com base nos dados do National Health Service, Instituto Nacional de Emergências Médicas, Empresa Pública de Emergências Sanitarias-061) e identificação dos critérios de exclusão (doente agónico em fase terminal, estridor ou trauma Figura 1. Fonte: Base de dados estatísticos ALERT, torácico ),Tabela 5. gabinete informática, Unidade hospitalar de Faro.
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LIFESAVING | MAIO 2017
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