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Gasometria arterial em ambiente Pré-hospitalar. Que evidência?

GASOMETRIA ARTERIAL Que evidência?

por Gerhard Prause et al, verificou que houve benefício em utilizar a gasometria no terreno para auxílio do diagnóstico em 72% (n=18) das 25 situações reais consideradas, sendo que em 52% (n=13) destes casos contribuiu para alterações da terapêutica.2 Para além disso, há ainda que salientar que se trata de um aparelho portátil, com autonomia, de fácil utilização, calibração automática, necessitando apenas de pequenas amostras de sangue. 2,3 É importante em diversas situações, designadamente, paragem cardio-respiratória, dispneia e hipoxia, suspeita de acidose, sépsis, choque cardiogénico com má resposta à terapêutica, controlo da ventilação mecânica, arrítmias, taquicárdia e controlo da ressuscitação no doente politraumatizado. 2, 4

Introdução A descoberta da gasometria arterial remonta aos anos 50, quando Severinghaus e Bradley inventaram elétrodos de dióxido de carbono, oxigénio e pH, desenvolvendo posteriormente o primeiro aparelho capaz de analisar os gases no sangue. Rapidamente se verificou a evolução desta ferramenta que revolucionou a prática clínica, adotando um papel imprescindível.1 Deste modo, a gasometria é de suma importância em ambiente hospitalar, para avaliar de uma forma rápida a oxigenação e ventilação, o ionograma e o equilíbrio ácido-base. Posto isto, será também importante em ambiente préhospitalar? As autoras procedem à revisão da utilidade e viabilidade da gasometria enquanto técnica utilizada na assistência aos doentes no terreno, antes da chegada ao hospital.

Em situação de emergência é fulcral avaliar a oxigenação e ventilação, sendo que frequentemente a gravidade da hipoxémia é subvalorizada pelos métodos de avaliação não invasiva destes parâmetros, como a capnografia e oximetria, já que estas medições podem ser dificultadas por alterações fisiológicas comuns a estas situações emergentes (como choque, hemorragia e paragem cardio-respiratória). Numa situação de intoxicação por monóxido de carbono, o uso exclusivo de oximetria pode induzir em erro, já que pode haver sobrevalorização do valor da saturação de oxigénio. Por outro lado, uma alteração ao nível da relação ventilação/perfusão afeta as medições da fração de dióxido de carbono expirada na capnografia.2 Indicações para a Utilização de Gasometria no pré-hospitalar Paragem cardio-respiratória2 Controlo da ressuscitação no doente politraumatizado4 Dispneia e hipoxia2 Suspeita de acidose2 Controlo da ventilação mecânica2 Sépsis2 Choque cardiogénico com má resposta à terapêutica2

Há vantagens na utilização da gasometria no préhospitalar? Após a avaliação de diversos estudos, verificou-se que o rápido acesso à gasometria em ambiente pré-hospitalar tem várias vantagens. Se por um lado permite um acesso mais rápido e facilitado a informação clínica diversa, com obtenção de valores em poucos minutos (até 3 minutos), por outro, reduz o tempo da decisão clínica, facilitando a célere alteração de terapêutica e abordagem, caso necessário. O estudo realizado

Arrítmias e taquicárdia2 Intoxicação por monóxido de carbono2 Trata-se assim de algo que tem vindo a ganhar cada vez mais relevância na emergência pré-hospitalar, já que há estratégias terapêuticas para diversas situações potencialmente fatais que dependem do conhecimento dos parâmetros analíticos.2 Segundo a norma da Direção Geral de Saúde nº 010/2016 de

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