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Controlo Hemorrágico no Pré-Hospitalar No geral, estes compostos são úteis na redução da hemorragia maciça em feridas penetrantes e profundas, particularmente em locais como a região inguinal, axilar ou na base do pescoço. São exemplos de agentes tópicos hemostáticos o QuikClot® e o Celox® (Figura 6). Figura 4 – Cinta de imobilização de bacia
Este tipo de agente deve ser colocado na ferida, sendo ideal para feridas cavitadas. Requer 3 a 5 minutos de compressão manual direta. Por último, está recomendada a utilização de agentes hemostáticos em contexto de pré-hospitalar, nomeadamente o Ácido Tranexâmico (tema já abordado na Newsletter Lifesaving nº 1 (Agosto 2016). O Ácido Tranexâmico é um fármaco antifibrinolítico, deriva-
Figura 5 – Imobilização de bacia com colete de extração Quando há suspeita de hemorragia resultante de uma fratura de bacia está indicado a imobilização da bacia. Para isso podemos recorrer às cintas de imobilização, ao colete de extração ou à improvisação.
O papel dos agentes hemostáticos tópicos (Figura 6), no controlo de hemorragias tem sido limitado à ressuscitação em contexto de guerra, no entanto, o seu uso tornou-se mais comum em contexto de trauma civil.
do sintético da lisina, que inibe a ativação do plasminogénio, reduzindo a ativação da plasmina (base da fibrinólise), promovendo uma maior estabilidade do coágulo, logo reduz a hemorragia. Deve ser usado tão cedo quanto possível, em vitimas de trauma major, com suspeita ou confirmação de hemorragia ativa. Não deve ser usado se passaram mais de 3 horas após a lesão a não ser que haja evidência de hiperfibrinólise. A hemorragia é um problema significativo no trauma e o seu rápido controlo irá afetar o prognóstico da vítima. Existem diversas estratégias que utilizadas por si só ou combinadas poderão providenciar um controlo hemorrágico eficaz. Compete às equipas do pré-hospitalar conhecê-las para poder utilizá-las da forma mais adequada, contribuindo dessa forma para diminuir a incidência de morbimortalidade nesta
Figura 6 – Agentes hemostáticos tópicos
área. Ana Agostinho ENFERMEIRA VMER aiagostinho@chalgarve.min-saude.pt
Referências: Rodrigues, I. (2016) Ácido Tranexâmico. Newsletter Lifesaving. 1. 6. Consultado em 4 jan. 2017. Disponível em: https://issuu.com/lifesaving/ docs/newsletter_lifesaving_1; Bulguer, E., et al (2014) An evidence-based prehospital guideline for external hemorrhage control: american college of surgeons committee on trauma. Prehospital Emergency Care. 18(2). 163-173; Kerby, J., Cusick, M. (2012) Prehospital Emergency Trauma Care and Management. Surgical Clinics of North America. 92(4), 823-841; National Institute for Health and Care Excellence (2016). Major haemorrhaging in the pre-hospital setting. Consultado em 21 dez. 2016. Disponível em: http://pathways.nice.org.uk/pathways/trauma/major-haemorrhaging-in-the-pre-hospital-setting ; Roussaint, R. et al (2016) The European guideline on management of major bleeding and coagulopathy following trauma: fourth edition. Critical Care. 20(100) Consultado em 21 dez. 2016. Disponível em: http://ccforum.biomedcentral.com/ articles/10.1186/s13054-016-1265-x; Williamson, K., Ramesh, R., Grabinsky, A. (2011, Jan-Jun). Advances in prehospital trauma care. International Journal of Critical Illness & Injury Science. 1(1), 44-50 PÁGINA
LIFESAVING | FEVEREIRO 2017
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