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Lifesaving n3

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Abordagem da agitação TEMA EMpsicomotora REVISÃOno Pré-hospitalar

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IFESSAVING AVING LLIFE

NEWSLETTER DAS VMER DE FARO E ALBUFEIRA NEWSLETTER DAS VMER DE FARO E ALBUFEIRA

Abordagem da agitação psicomotora no Pré-hospitalar

Atenção: contra-indicação dos antipsicóticos na intoxicação por anticolinérgicos. Não misturar na mesma seringa Diazepam e Haloperidol. (7)

4. Como proceder em caso de recusa de intervenção do(a) doente agitado(a)? Se o doente recusa a intervenção, o médico (com a colaboração da equipa) tem que decidir se aquele(a) está capacitado para tomar essa opção, e se implica um risco vital para ele (e terceiros). A capacidade do doente depende se sofre de um processo psicótico, demencial, delirante ou confusional. Se se estima que a capacidade da pessoa para se autodeterminar está sensivelmente diminuída e existe risco, esta não pode recusar (art.º 5.º, alínea c) da Lei de Saúde Mental nº. 36/98, de 24.7). É indispensável escrever no Processo toda a situação. (3,4) Quando a competência do doente não está afectada, mas há um risco médico importante, o clinico deve esforçar-se a convencê-lo a receber tratamento. Geralmente, é mais eficaz uma abordagem empática, não agressiva, o que dá ao doente a sensação de que não perdeu o controlo.

5. Notas adicionais Da nossa experiência, constatamos que os operacionais de EEPH não suficientemente sensibilizados e habilitados (capacidade de avaliar, prever e prevenir potencial perigosidade) para estas ocorrências, poderão tornar-se factores indutores de (maior) agitação/agressividade, envolvendo inclusive terceiros, com consequências imprevisíveis. Trata-se de uma área que exige a adopção de protocolos/estratégias (p.ex., sob a forma de algoritmos) actualizados e treinados. Sugere-se, como medida de optimização da carga farmacológica da VMER, a inclusão na mala médica de um antipsicótico sedativo por via I.M. [e.g., Clorpromazina ampola de 25 mg, que pode ser administrado com Haloperidol] e, como alternativa à via parentérica, antipsicóticos sedativos/incisivos orais de acção rápida [e.g., Olanzapina orodispersível (comprimidos de 2.5, 5, 7.5 ou 10 mg), ou Haloperidol solução oral (2mg/ml)], para controlo da agitação (p. ex., num doente em crise psicótica aguda). (5)

Luís Ramos Médico VMER fonteramos@gmail.com

Figura 2 - Algoritmo de abordagem da agitação psicomotora. Bibliografia: 1. OMS (1992) - Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10 2. Kaplan, Harold I. et Sadock, Benjamin J. (1996) – Manual de Psiquiatría de Urgencias – Editoral Medica Panamericana 3. Lei de Saúde Mental 36/98, de 24.7 4. González, Rúben J. Díaz et Rodrigo Hidalgo, Mª. Isabel (1999) – Guía de Actuactión en La Clínica Psiquiátrica, Pharmacia & Upjohn, Duphar Nezel 5.Stephen M. Stahl (2005) – Essential Psychopharmacology – The Prescriber`s Guide, Cambridge University Press 6. Carneiro, H. António et Neutel, Elizabete (2011) - Manual do Curso de Evidencia na Emergência, 4ª Edição – Reanima. Porto – Outubro 7. ASCOFAME (2014), Urgencias Psiquiatricas – Guias de Practica Clinica Basadas en La Evidencia 8. KAPLAN & SADOCK`S (2015) – SYNOPSIS OF PSYCHIATRY – Eleventh Edition – Wolters Kluwer PÁGINA

LIFESAVING | FEVEREIRO 2017

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