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Lifesaving n3

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NÓS E OS OUTROS

BOAS PRÁTICAS NA CONDUÇÃO DE EMERGÊNCIA

A missão de um veículo de emergência (VE) é transportar ao local da ocorrência pessoas e meios técnicos que consigam proporcionar o socorro, num curto espaço de tempo. Após estabilização da (s) vítima (s), o transporte para a unidade é igualmente importante (fisiologia de transporte). Por isso o condutor deve chegar ao local em tempo útil de forma segura e eficaz não criando situações que coloquem os outros utentes da via (condutores e peões) em perigo. Para tal implica um trabalho a nível de atitudes e de comportamento do condutor enquanto agente ativo na problemática da segurança rodoviária. Em missão o mais importante é chegar! A segurança da condução depende do equilíbrio que se estabelece entre o condutor-veiculo-ambiente. Cabe ao condutor conseguir que esse equilíbrio se mantenha.

Adotar uma condução defensiva que se define por conduzir de forma a prevenir, evitar e não provocar acidentes, sejam quais forem as condições de circulação inerentes à via, ao veículo e condições meteorológicas e quaisquer que sejam os comportamentos dos outros utentes, condutores e peões. O condutor consegue prever mas também reagir por antecipação. (Previsão e antecipação). Este tipo de condução vai ajudar a resolver problemas na abordagem ao trânsito. Não é uma condução lenta, sem perícia mas é uma forma de garantir condições de eficácia de segurança e de melhor progressão no trânsito. Aplicar o sistema de abordagem à emergência, como uma ferramenta de trabalho que permite realizar uma marcha de emergência segura. É constituído pelos 5 pilares da condução de emergência:

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Distância de segurança: Distância de segurança necessária para se conseguir parar em segurança, face ao imprevisto. Em emergência a velocidade de marcha é superior a velocidade dos outros condutores, logo a aproximação ao veículo da frente deve ser maior para tomar decisões atempadamente. Quanto maior for a distância entre o veículo e o obstáculo maior a garantia de encontrar um ponto de fuga eficaz e aumentar o nível de segurança.Com uma distância de segurança suficiente podemos mudar ou ajustar a estratégia em função das atitudes dos outros condutores. Posicionamento: É através de um bom posicionamento que para sermos vistos temos de nos mostrar, por isso quanto mais cedo nos mostrarmos, melhor e, se necessário abrandar e esperar que nos vejam pra facilitarem a nossa progressão. Análise do risco (leitura do terreno): Avaliar, analisar, medir, ponderar são tarefas inerrantes ao pensamento do condutor que permanentemente vai avaliando o nível da sua progressão no tráfego. Quando circulamos a velocidade elevada conjugam-se vários fatores como exemplo, barulho das sirenes, situações stressantes do trafego e pessoas, deixando-nos propensos ao risco por isso, a sua análise é fundamental em todos pilares de segurança. Só assim se consegue uma condução prudente e adequada, de modo a minimizar os riscos durante a missão da VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) A condução de veículos em missão de socorro caracteriza-se por envolver uma elevada carga emocional e obriga a uma acentuada preparação técnica, habilidade e perceção do meio envolvente. Uma progressão e sinalização em marcha de emergência exige atitudes/ comportamentos, conhecimentos no domínio das situações de trânsito e controle do veículo: ATITUDES E COMPORTAMENTOS Manter uma atitude responsável na tarefa de condução. Mais importante que chegar rápido é chegar em segurança.

O acesso ao local deve ser feito pelo caminho mais seguro, mais rápido e mais curto, por essa ordem. Cumprir regras de atenção (Smith): -ver o mais longe possível; ver o cenário em toda a sua largura; ver e ser visto; manter sempre os olhos em movimento; manter a distância e prever uma trajetória.

Velocidade: Velocidade deve ser ajustada conforme as condições atmosféricas, condições físicas e emocionais, tipo e estado das vias, estado do veículo, etc.. Velocidade de aproximação: Velocidade instantânea no momento de aproximação a uma fila de trânsito ou cruzamento; velocidade moderada adequada para termos tempo para fazer uma correta leitura do ambiente rodoviário pois permite obter uma distância de segurança e uma distância de travagem necessária até a completa imobilização do veículo.

Nunca pressionar o condutor a praticar uma velocidade mais elevada do que aquela que este considera adequada do ponto de vista de segurança. Respeitar os outros- “Comportamento gera comportamento”. Ser tolerante com os erros dos outros: estar preparado para as mais diversas reações ou mesmo para ausência de reação, como acontece com condutores inexperientes, com idade mais avançada e estrangeiros (carros de aluguer). Atenção: ”Se conduzir não beba e tenha atenção à condução depois de tomar determina da medicação”.

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LIFESAVING | FEVEREIRO 2017

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