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Lifesaving n3

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LIFE SAVING

NÓS POR CÁ

NEWSLETTER DAS VMER DE FARO E ALBUFEIRA

Checklist do politraumatizado grave

A face B é sobretudo de consulta, onde se poderão consultar todos os índices solicitados para preenchimento inicial da face A (critérios de inclusão, Glasgow, Revised Trauma Score, Pain score Eva….) (Fig 4). No percurso destes 12 meses de uso da Checklist tivemos uma fase inicial de integração, de 6 meses, na qual foram registrados 26 episódios com um nível médio-alto na qualidade do preenchimento. A qualidade de preenchimento foi calculada a partir da média da pontuação obtida ao valorizar 11 items da folha Checklist (0-não preenchido, 1-incompleto, 2-completo não correto, 3-completo correto), tendo sido obtida uma media de 21,3 pontos (baixo 1-11,médio 12-21, alto 22-31). No segundo semestre foram registadas 37 fichas, o que indicou um aumento do 34,6 % em relação ao primeiro semestre, com um nível de qualidade no preenchimento alto,correspondente a uma media de 25,1 pontos.

Poderemos assim concluir que o processo de integração e adaptação a esta nova ferramenta foi finalizado com sucesso pela Equipa. Além da necessidade de continuar a melhorar estes pontos foi iniciada já uma segunda fase nos objetivos da Checklist que visa a criação de uma base de dados de registo das atuações descritas e que permitirá identificar as áreas de maior necessidade de atualização formativa. Esta análise será muito importante para ajudar a estruturar o ciclo de formação contínua da VMER, procurando optimizar competências. A Checklist contribuirá assim também para o desenvolvimento da formação de ambas as Equipas do pré– e intrahospitalar, procurando a homogenizaçao dos critérios de atuação, bem como do uso das várias técnicas (sequencia rápida de entubaçao, sedoanalgesia no doente ventilado, analgesia, entre outras), e com base nas recomendações internacionais (ATLS,NICE..).

Depois do claro avanço positivo obtido nestes doze meses de registo na Checklist, é necessário manter no mínimo a mesma intensidade e motivação sem esquecer que muito ainda há por fazer. É importante ainda destacar que, no dercurso destes doze meses, foi criada uma nova linha de trabalho das duas Equipas envolvidas na fase inicial da assistência ao doente grave. Estas acções de sinergismo na assistência ao politraumatizado grave poderão, sem dúvida, vir a ser extrapoladas a outras entidades clínicas graves (edema agudo de pulmão , bradicardia extrema, entre outras). A importância desta acção é fundamental na melhoria da qualidade do atendimento a doentes que precisam de abordagem multidisciplinar e que é um objetivo alvo no avanço do Projeto de otimização do doente grave na Sala de Reanimação. Narciso Barbancho Molina COORDENADOR SALA DE REANIMAÇÃO (DEUCI)

nbarbancho@gmail.com

Bibliografia: 1 - The Injury chart book. A graphical overview of the global burden of injuries Department of Injuries and ViolencePrevention Noncommunicable Diseases and Mental Health Cluster World Health Organization .Geneva

2 - OMS. Los traumatismos: el problema sanitario desatendido en los países en desarrollo.Richard A Gosselin a, David A Spiegel b, Richard Coughlin c & Lewis G Zirkle http://www.who.int/bulletin/ volumes/87/4/08-052290/es/ 3 - Epidemiología del trauma grave.F. Alberdi∗, I. García, L. Atutxa, M. Zabarte Grupo de Trabajo de Trauma y Neurointensivismo de SEMICYUC. Servicio de Medicina Intensiva, Hospital Universitario Donostia, San Sebastián-Donostia, España. 4 - OMS.Lesiones causadas por el trafico. http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs358/es/ 5 - Siniestralidade rodoviária em Portugal continental em 2015 (valores provisórios) 6 - Estadistica nacional portuguesa con mortalidad y siniestralidad en carretera . 7 - American Colleague of Surgeons. Trauma 8 - Guidelines for Field Triage of Injured Patients. https://www.facs.org/~/media/files/quality%20programs/trauma/vrc%20resources/6_guidelines%20field%20triage%202011.ashx. 9 - Atención al Trauma Grave. Procesos Asistenciales Integrados .Conserjeria de Salud de la junta de Andalucia.pg 3-4 10 - To err is Human: ´´Building a Safer Health System´´´.Institute of Medicine (US) Committee on Quality of Health Care in America; Kohn LT, Corrigan JM, Donaldson MS, editors.. 1999 11 - An organization with a memory, 2000. National health Service 12 - First National Report on patient Safety.Australian Council for Safety and Quality in Health Care. 2001. 13 - Mestrado em Qualidade e Segurança Clínica. Grau Experto Universitario .Universidade de Barcelona .Modulo 3 ,unidade 1 .Segurança nos ambientes assistenciais. pg 8, 9 14 - “Normas de Boa Prática em Trauma”, da Competência em Emergência Médica, Ordem dos Médicos, 2009 15 - El paciente politraumatizado en situación crítica . Prof. Dr. Abelardo García de Lorenzo y Mateos. Universidad Autónoma de Madrid. Cátedra de Medicina Crítica y MetabolismoMaster Aplicado de Calidad Asistencial.2016 .Universidade de Barcelona.Modulo 2 ,unidade 3,pg 10 16 - Trunkey D:Trauma . Sci Am 249:28, 1983.

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LIFESAVING | FEVEREIRO 2017

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