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Ventilação não Invasiva no ambiente pré-hospitalar
A aplicação da VNI por técnicos de emergência nos estudos realizados, seguindo protocolos restritos e aplicando-os da forma “cega”, poderá ter trazido influência negativa sobre os resultados. A VNI aplicada precocemente no ambiente pré-hospitalar não só é extremamente eficaz, com impacto positivo na redução da mortalidade e morbilidade, mas também reduz os custos relacionados com admissão de doentes na unidade de cuidados intensivos, e com os internamentos prolongados. O custo direto de tratamento da exacerbação aguda da DPOC poderá mesmo chegar a valores superiores a 60.000 euros por doente, com internamentos prolongado até 60 dias e mortalidade elevada28,29 . Segundo estudos publicados recentemente a utilização da ventilação não invasiva pelas equipas de emergência pré-hospitalar permite reduzir custos até 500.000 euros por ano quando é aplicada de forma transversal.30 Uma meta-análise recente realizada no Reino Unido sobre custo eficácia de CPAP na área de pré-hospitalar levanta questões da qualidade insuficiente dos estudos realizados até agora e necessidade de treino especifico das equipas de emergência pré-hospitalar, pois o resultado depende de utilização correta desta modalidade ventilatória31. Existem duas modalidade de pressão
Fig 1. Os custos de admissão e tratamento hospitalar de doentes respiratórios crónicos poderá chegar a 45 mil dólares americanos (USD). In Pulmonary edema produced by IPPV with high inflation pressures: protected by PEEP Webb & Tierney Am Rev Respir Dis 110:556-65, 1974
A ventilação não invasiva bi-nível (BiPAP). Que diferenças? positiva na via aérea: continua (CPAP) e bi-nível (BiPAP).
pela redução da necessidade de intubação e da taxa de mortalidade.
Enquanto na modalidade de CPAP é aplicada uma pressão positiva, superior à pressão atmosférica, e mantida relativamente constante ao longo dos ciclos respiratórios, na BiPAP, por outro lado, a pressão positiva é exercida na via aérea com dois niveis distintos, aumentando a cada inspiração e garantindo uma pressão de suporte que promove a entrada de ar na via aérea (ventilação).
A maioria dos estudos que comparam as duas modalidades CPAP vs BiPAP centra-se em pacientes com edema agudo do pulmão e não encontra diferenças significativas em termos de mortalidade. No entanto, a melhoria clinica e gasimétrica são mais frequentes e mais rápidas com o BiPAP.
Os aparelhos de BiPAP são mais caros e requerem maior diferenciação para o seu correto manuseamento. A eficácia dos dois métodos de ventilação é principalmente avaliada em pela melhoria sintomática (e gasométrica),
A exaustão muscular tem um papel fundamental na fisiopatologia das exacerbações de DPOC, razão pela qual é intuitiva a utilização de BiPAP sobre o CPAP, considerando a mecânica ventilatória mais aproximada à fisiológica dessa modalidade, que permite maior descanso dos músculos respiratórios.
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LIFESAVING | FEVEREIRO 2017
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