história de rendeira Cacilda Zeferino Neves tem 76 anos. É de São Sebastião do Umbuzeiro, Paraíba. Aprendeu renda em 1954, quando foram ensinar Renascença em sua casa. No começo fazia poucos pontos. Depois aprendeu a fazer Traça, Sianinha e Pipoca. Na época que vivia no sítio, plantava palma pela manhã e tecia à tarde. Quando saiu do sítio para a cidade chegou a trabalhar com mais de 60 rendeiras, coordenando o trabalho delas. Também trabalhou durante 37 anos na Igreja. Acredita que para fazer Renascença tem que ter o dom: “a renda é uma arte que a gente tem que trabalhar para ganhar alguma coisa”. Cacilda conta que a diferença dos dias de hoje é que existem muitos pontos conhecidos e, antes, cada rendeira fazia o ponto que queria. “Acho boa a Renascença, porque ocupa a cabeça. A gente não fica falando da vida alheia”, brinca.