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Publicação do Instituto Presbiteriano Mackenzie Ano XII - Nº 49

ENTREVISTA Simone Mattar, a designer que é mackenzista de carteirinha

MACKENZIE E ORACLE O SUCESSO DA UNIÃO ENTRE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

PROGRAMA QUALIMACK QUALIDADE DE VIDA A ALUNOS E FUNCIONÁRIOS

i c a n r e Int

o ã ç a z i l ona

das e t r pa z a f zie n o e i k b c Ma câm Inter égias do t estra


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editorial

Para o Mackenzie, o primeiro semestre de 2011 teve a marca das mudanças. Nova Diretoria Executiva, nova Reitoria, novos membros do Conselho Deliberativo, novos diretores de Unidades Acadêmicas, novos Decanos, novo Conselho Editorial Acadêmico, novo campus Campinas e outros tantos eventos que movimentaram o dia-a-dia da Instituição. As mudanças são bem-vindas e, no Mackenzie, elas pretendem alçá-lo a um patamar de excelência no ensino em seus diversos cursos de graduação e pós-graduação, sem esquecer-se da importância do aprendizado na Educação Básica. O início desse processo, mostrado na página 32, está no programa Caminhando Juntos, um intercâmbio criado entre Colégio e Universidade que potencializa currículos. A busca pela adaptação às diferentes realidades que as Instituições de Ensino atravessam no país faz com que a internacionalização seja um diferencial entre tantas concorrentes e prioridade para o Mackenzie. “A vivência fora do país possibilita aos alunos de graduação e pós-graduação a capacidade de se adaptar melhor às diferentes realidades que irão viver”, explica o reitor da UPM, doutor Benedito Aguiar na matéria da página 10. Ter capacidade frente ao mercado de trabalho cada vez mais exigente é o que diferencia um bom curso. Nossa entrevistada, Simone Mattar, conta da importância que teve o Mackenzie em sua bem sucedida carreira de consultora de branding, profissional capaz de pensar em todas as áreas que tangenciam uma marca – um dos maiores patrimônios de uma empresa. Muitos outros eventos que marcaram este primeiro semestre estão nas 76 páginas da revista Mackenzie 49, e os leitores terão a oportunidade de apreciá-los. As Aulas Magnas com autoridades nacionais como o vice-presidente do Brasil, doutor Michel Temer e os governadores dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, doutores Geraldo Alckmin e Sergio Cabral, são exemplos do empenho da Instituição em oferecer qualidade aos seus discentes, docentes e a toda comunidade mackenzista, marca da Instituição dentro de sua missão de educar o ser humano criado à imagem de Deus para o exercício pleno de cidadania. Boa leitura!


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sumÁrio

6

Entrevista com Simone Mattar

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Internacionalização Uma das estratégias do Mackenzie

t t

16

Qualimack

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24

Qualidade de vida para funcionários

Oracle

Tecnologia e Educação

t 32

Caminhando Juntos Cooperação entre Colégio e Universidade


E+ Ano XII – Nº 49 – 2011

14 PALAVRA DO REITOR Benedito Aguiar

20 BULLYING Situações de violência a serem vencidas

28 JINGLES I Festival de Jingles Eleitorais

36 DACAM 22 anos de um Diretório de grande repercussão

40 ACONTECEU NO MACK Eventos do 10 semestre

Matrícula nº 444.001/2002, no 4º Registro de Títulos e Documentos — São Paulo ISSN 15199657 Instituto Presbiteriano Mackenzie Hesio Cesar de Souza Maciel - Diretor Presidente José Paulo Fernandes Júnior - Diretor de Ensino e Desenvolvimento Solano Portela - Diretor de Planejamento e Finanças Wallace Tesch Sabaini - Diretor de Administração e Gestão de Pessoas www.mackenzie.br Entidade filantrópica recadastrada no CNAS conforme Resolução 096/95 Conselho Editorial: Doutores Maurício Melo de Meneses – presidente do Conselho Deliberativo; Hesio Cesar de Souza Maciel – diretor-presidente do IPM; Benedito Guimarães Aguiar Neto – reitor da UPM; rev. Augustus Nicodemus Gomes Lopes – chanceler da UPM; José Paulo Fernandes Junior – diretor de Ensino e Desenvolvimento do IPM; Helena Bonito Couto Pereira – coordenadora de Publicações Acadêmicas da UPM; jornalista Déspina Nogueira – Editora da Revista Mackenzie Unidade de Marketing e Relacionamento / Revista Mackenzie Rua Itacolomi, 412 — 4º andar CEP 01239–020 — São Paulo-SP Tel. (11) 2114–8149 — Fax (11) 3214-2582 imprensa@mackenzie.br Jornalista Responsável e Editora: Déspina Nogueira — MTB 26571 Apoio Editorial: Marcel Mendes Redação: Textos: Talita Silveira, Flávio Mesquita, Fernanda Cremonezi, João Pedro Piragibe Revisão: Eloisa Nunes Publicidade: Tels. (11) 2114-8666 / 8462 / 8744 Produção: Sete Comunicação Direção de Arte e diagramação: Ana Lucas Impressão: Doron Central

73 PALAVRA DO CHANCELER Carta de Princípios

Tiragem: 60 mil exemplares Distribuição: TecnoCourier www.tecnocourier.com.br Artigos assinados são de responsabilidade dos respectivos autores. Autoriza-se a reprodução de matéria, desde que citada a fonte Créditos Capa: Amélia Ariel Gomes, aluna do curso de Publicidade e Propaganda Foto da capa: Carlos Patrício


entrevista

DIVULGAÇÃO

simone mattar

mackenzista de carteirinha

Simone Mattar, Consultora em branding

Apesar de formada em Design Gráfico e de Produtos, foi no curso de Arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) que a paixão de Simone Mattar pelo design nasceu. Atuando em seu estúdio em São Paulo desde 1990, realiza trabalhos com destaque na mídia, exposições no território brasileiro e também em cidades como Tóquio, Madri e Florença. Aliás, foi na Itália que Simone iniciou sua carreira vitoriosa, onde trabalhou com Andréa Rauch e Stefano Rovai, no estúdio Graphitti, participando de trabalhos de Design ligados à área social e cultural, como a publicação do livro Bambini, Mutanti Replicanti pela Casa Usher e o Projeto Visual da Mostra delle Etruschi do Pallazzo Vecchio. “Acredito que a maior influência do início de minha carreira foi a visão ampla do design e o conceito de estar a serviço do desenvolvimento e bem-estar da humanidade, pensamentos que trago comigo e direcionam todo o meu trabalho até hoje”. Representando o Brasil, também expôs seus trabalhos em Milão e atuou diversas vezes como diretora na Associação dos Designers Gráficos (ADG). Também foi professora de Pós-Graduação de Design Experimental com ênfase em Branding do SENAC de 2004 a 2008. Em 1995, na comemoração dos 135 anos do Mackenzie, foi responsável pela revitalização da logomarca da Instituição, utilizada até hoje. Nessa entrevista à revista Mackenzie, Simone detalha a importância de gerir uma empresa baseada no branding. 6


Por que escolheu o branding? Porque é a palavra que hoje mais se assemelha ao conceito que aprendi como design. Hoje o design está a serviço do marketing, os designers se reduziram a operadores técnicos a serviço do profissional de marketing, quando não, a serviço do profissional de compras. Isto é muito triste, daí vem a dificuldade de se encontrar algo realmente novo, capaz de se destacar no mercado. O design no Brasil sofreu influências americanas e europeias, tanto do ponto de vista estético como no modelo comercial que se pratica no mercado. A partir do final da segunda guerra, quase todas as áreas do conhecimento no mundo seguiram uma tendência à especialização, principalmente nos EUA. Isto se deu no design, na medicina, na engenharia etc. Com isso perdeu-se a visão global das coisas. O branding nasceu da necessidade de se olhar para os acontecimentos de uma forma mais ampla. Assim como hoje existe o médico de família, que tem a função de olhar para a pessoa como um todo, o branding também pressupõe um olhar capaz de pensar todas as áreas que tangenciam uma marca e com a vantagem de incluir novos conceitos sob este guarda-chuva, como a linguagem verbal, arquitetura, entre outros.

Qual a sua opinião sobre essa nova abordagem de gerir uma empresa do século 21 baseada no branding?

Hoje em dia podemos dizer que existem empresas geridas com base no branding, mas se elas existem, é porque estão alinhadas a uma administração visionária, às pessoas que veem isto como o mote do negócio. E estas são as marcas que estão se destacando no mercado. Temos diversos exemplos no exterior: Starbucks, Abercrombie etc. e algumas no Brasil como a Natura, a Osklen etc. Entretanto, o branding ainda está se estruturando como serviço, o mercado ainda está se acertando. Não acredito em serviços de branding prestados apenas como consultoria. A meu ver, o desafio é sempre alinhar a estratégia à implementação, senão não faz sentido. Neste caso, quando não há ao menos um período de execução, ou um corpo de itens para serem postos em prática a criação se dará por meio de interlocutores e será limitada. Não haverá riscos, mas o designer não está livre para o processo de criação. Com 20 anos de experiência, posso dizer que entre o layout e a execução há um abismo. E se não houver é porque não há risco, não há inovações. Daí é que se vê a estagnação da criação, a cópia, os projetos tímidos, sem personalidade. A diferença na criação só se faz no risco, em processos que passam pela experimentação. Por isso a palavra “inovação” entrou fortemente em pauta nas empresas, é moderna! Também para suprir esses gaps.

Qual a importância da marca para uma empresa? Ela reflete toda a cultura da empresa, representa uma das formas de comunicação mais fortes e imediatas, tendo assim um papel muito importante. Ela funciona como um determinante na hora da escolha do consumidor em relação à qualidade de um determinado produto ou serviço. Sem falar do aspecto econômico, hoje significa um dos maiores patrimônios de uma empresa. Em um período de fusões de empresas, mudanças no mercado, globalização de produtos, cópia de tecnologia, o que conta é a marca e seus atributos. Outro fator é o tempo. Hoje as pessoas não têm tempo para entender tecnicamente de cada coisa que compram, a marca é a única percepção do diferencial entre a qualidade técnica de um determinado produto em sua categoria.

Para você, o que é cultura da marca? Na verdade a cultura da marca é a síntese dos valores de uma empresa. Um termo interessante atribuído à complexidade que envolve uma marca é o “comportamento de marca”. Esse termo demonstra realmente que uma marca é viva, e não compreende apenas sua definição gráfica de origem. Compreende muito mais que isso, é toda a linguagem visual, a comunicação verbal, e outras áreas que tangenciam esse universo, chamado de cultura, que é vivenciado por meio de seu público. São todos os elementos que envolvem a percepção desse público em relação à empresa. A forma que se apresenta, a forma que administra, que atende, que gerencia etc. Por isso chamamos de comportamento ou cultura da marca. 7


entrevista simone mattar

Por esse motivo o branding tem tanta importância. Ele pressupõe o gerenciamento de todo esse universo em consonância com os atributos de uma marca. Nos tempos da modernidade líquida*, o tempo de vida de uma marca, em termos gráficos, também diminuiu, ou seja, essa marca também deve ser revista em menor espaço de tempo. As empresas estão sempre se reestruturando, crescendo, adquirindo novos atributos e uma marca deve refletir essas mudanças.

Qual a importância do branding no marketing e quais são as tendências desse conceito na administração do marketing em grandes empresas? O branding é visto hoje como uma ferramenta do marketing. É a área que vai ajudar o marketing a olhar a empresa do ponto de vista de sua imagem perante o seu público, estrategicamente. Depois de traçar essa estratégia macro, também chamada de “arquitetura de marca” entra o que chamamos a “gestão da marca”, ou seja, a empresa de branding deverá ajudar

a gerir essa marca por meio das implementações em todas as áreas que envolvem sua identidade. Exemplos: comunicação visual, impressos, comunicação on-line, arquitetura, ambientação, comunicação verbal, atendimento, identidade auditiva, identidade olfativa etc. Esses são alguns dos veículos de comunicação da marca. Por isso é um trabalho que deve ser elaborado em conjunto com o departamento de marketing de uma grande empresa ou instituição – para defender os interesses da empresa, potencializando sua identidade, fortalecendo sua marca e seus atributos.

Como está o branding no Brasil em relação a outros países? A história do branding no Brasil tem uma peculiaridade, o modelo comercial seguido é o americano, mas houve uma formação acadêmica com o pensamento nos moldes europeus até alguns anos atrás. Isso é um fator relevante na qualidade do serviço de branding no Brasil. Já tínhamos uma visão ampla da marca. Não sei o que será daqui para frente, eu não me arriscaria a dizer que tudo está indo para um bom caminho.

Agências de publicidade estão se autonomeando “agências de comunicação total” e oferecendo o serviço de branding. Não só não é de sua expertise, como, por conceito, vai no sentido oposto à volatilidade da publicidade. Uma gestão de marca pressupõe um entendimento mais perene, mais complexo e menos volátil, por isso deve ser contratado um profissional da área. Por que há uma tendência em agências especializadas na área? Deve se desconfiar do nome “agência” de branding. Para mim, o termo agência já demonstra o formato de trabalho. Escritórios de branding especializados na área são capacitados para prestar esse serviço. De qualquer forma, como já comentado anteriomente, o mercado está se formando, as “agências” especializadas na área têm origens diversas e propostas completamente distintas. Há agências de branding mais focadas em Brand Value, que são as que analisam o cliente do ponto de vista do valor de sua marca, e traçam as estratégias sob esse ponto de vista – com um enfoque mais financeiro e agências advindas do design, que são mais capacitadas no quesito criativo. O ideal é o trabalho multidisciplinar, no futuro isso tende a acontecer.

Comedoria Sesc Santana: conceitos de marca enfatizados em cada detalhe da arquitetura, design gráfico e gastronomia

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* Termo criado pelo filósofo Zygmunt Bauman, e que recentemente foi utilizado como uma metáfora ao mundo atual, à sociedade líquida. Em constante mutação.


Berti: linha de produtos criada para o Sesc Bertioga com conceito que enfatiza as relações entre o homem e a natureza

Pensando nos alunos do Mackenzie, quais as dicas que você considera importantes para quem vai ingressar no mercado de trabalho?

DIVULGAÇÃO

Por que contratar uma agência de branding? Porque apenas assim a empresa terá um serviço coeso, um pensamento global a partir de estratégias trabalhadas em cima de pesquisas e diagnósticos. Mas o que considero mais importante é uma implementação e gestão da marca visando a percepção do seu público. Como obter um bom gerenciamento de marcas? Trabalhar com profissionais competentes e responsáveis, mas escolher um. O grande problema são as contratações por jobs ou por preço e pular de escritório em escritório. Acho importantíssimo manter a coerência no pensamento. A fidelidade e respeito ao profissional contratado garantirá a coesão no resultado do trabalho do ponto de vista do conjunto. Dou sempre o mesmo exemplo do que acho que são as contratações profissionais por jobs ou preço: resultam em trabalhos “esquizofrênicos”, pois é muito difícil profissionais de diversas agências terem a mesma sintonia em relação a uma marca. A regra passa a ser: copiar para não arriscar, repetir padrões ou “ter ideias”, o que é pior, pois é inevitável fugir da identidade.

Descreva como você se sentiu trabalhando com uma marca que envolve emocionalmente milhares de pessoas como é a marca Mackenzie.

Realmente, com muita responsabilidade! Uma marca com 135 anos, naquele momento, não foi fácil de trabalhar. Encontramos 40 versões de marcas do Mackenzie sendo usadas concomitantemente. Fizemos pesquisas e lemos a história do Mackenzie. Senti realmente o quanto essa marca significou e até hoje significa no coração de tantas pessoas. Por isso a ideia principal foi reproduzir o pensamento das pessoas em imagem, uma só imagem. Aquilo que a maioria trazia consigo em seu imaginário. Foi uma experiência incrível. Qual o poder da marca Mackenzie para você? A marca Mackenzie teve muito poder ao longo da história, em segmentos diferenciados. Para mim, sintetiza a tradição e, ao mesmo tempo, a modernidade, por se tratar de uma marca que lida com um público jovem e formador de opinião. Quando uma empresa contrata um funcionário, um fator de grande peso é a formação dessas pessoas e, nesse sentido, o Mackenzie tem uma ótima reputação. Isso é poderoso e faz toda a diferença.

Acredito que a formação multidisciplinar seja hoje o fator de maior importância na contratação de um profissional. A visão ampla, a capacidade de gerenciamento e a liderança também são fatores muito importantes. Digo a todos para não terem pressa, passar por alguns estágios é fundamental para encontrar um caminho dentro de sua profissão. Qual a mensagem que você daria aos mackenzistas? A escola, especialmente uma boa escola, consegue dar os guide lines para que o aluno obtenha o sucesso em sua carreira, mas a vida profissional não tem script. Você deverá escrevê-la dia a dia. Errar e acertar. Ser prudente e arriscado ao mesmo tempo. É sempre um desafio, mas é muito gratificante quando você vê o seu trabalho fazendo a diferença no mercado, no ambiente em que atua. Eu senti muito orgulho quando soube que a minha formação foi em uma escola que tem a história e a reputação que o Mackenzie tem. O Mackenzie foi a primeira escola mista do Brasil. Foi a primeira escola sem discriminação de raça ou de classe social. Foi a primeira escola a estimular o esporte no Brasil, entre outras coisas muito bacanas e precursoras que o Mackenzie já foi. Ajude a sua escola a estar sempre na frente! Invista na sua própria formação.

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internacionaliZação

MACKENZIE uma universidade

internacional

ARQUIVO PESSOAL

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Quando entrou no Mackenzie, em 2005, para cursar jornalismo, Erika Gentili não imaginava os rumos que sua vida tomaria. Bolsista do ProUni, a jovem trabalhava duro para se manter na faculdade. Ia bem cedo ao trabalho para conseguir chegar às 13h no campus do Mackenzie São Paulo. O trajeto de Osasco até ali era cansativo, mas Erika não podia abandonar a chance de estudar com bolsa em uma boa universidade. Apesar das dificuldades, buscava ser uma boa aluna e aproveitar ao máximo as disciplinas. O esforço seguiu durante os quatro anos de curso e, no último semestre, um problema com o Trabalho de Graduação Interdisciplinar (TGI) fez com que o sonho da formatura fosse adiado por um semestre. Diante desse imprevisto, Erika pôde vivenciar uma experiência incrível: participar de um intercâmbio pela Universidade e viajar à China com todas as despesas pagas pelo programa TOP China. “Entrei no site do Mackenzie e um banner com os dizeres TOP China me chamou atenção. Cliquei e vi os pré-requisitos antes mesmo de ler o resto. Empolguei-me, mas faltavam apenas cinco dias para o término das inscrições. Eu não possuía o exame de proficiência em inglês, nem passaporte, muito menos visto para a China. Faltava quase tudo, menos a fé”, conta. Naquele mesmo dia, Erika marcou a entrevista para tirar o passaporte, fez a inscrição com um protocolo e conseguiu o exame de proficiência gratuito pelo Centro de Línguas Estrangeiras do Mackenzie (CLEM). “Foi tudo corrido, no limite do horário. Mas tudo deu certo”. Porém, ainda faltava a aprovação. O processo de seleção foi rigoroso, Erika passou por avaliação de trabalhos, bate-papos e uma entrevista. “Olhei para aquela gente tão capacitada e pensei ‘seja feita a vontade de Deus’ e, finalmente, fui selecionada”, lembra. Foi justamente o TGI que a diferenciou de outros candidatos. O tema “Comunicação e Sustentabilidade: Reflexões Teóricas e Interfaces com o desafio da Educomunicação“ cha-


carlos patrĂ­cio


internacionalização

CARLOS PATRÍCIO

mou a atenção pela preocupação com a sustentabilidade. “Fui a ‘menina-verde’ durante o período em que estive pesquisando. O mais interessante é que pude me aperfeiçoar e apresentar o TGI na conclusão desse curso de extensão, falando da importância da comunicação e educação pela sustentabilidade”, conta.

Mackenzie e Santander O TOP China é um programa do Banco Santander que integra as ações do Santander Universidades e promove intercâmbio entre estudantes do Brasil e da China com o objetivo de debater temas de interesse global que envolvam Meio Ambiente e Urbanismo, além de problemas sociais enfrentados nos grandes centros urbanos. Com todas as despesas pagas, os estudantes brasileiros têm a oportunidade de aprender um pouco da língua e conviver com a cultura chinesa durante três semanas de imersão cultural. Segundo Sergio Kogima, gestor de convênios do Santander Universidades, o objetivo do programa é a busca pelo desenvolvimento da sociedade. “Realizamos esses programas com a intenção de melhorar a qualidade de ensino, proporcionar aos alunos do Brasil essa mobilidade e esse intercâmbio, além de compreender de que forma o resto do mundo vê alguns temas, como Meio Ambiente e Urbanismo”. As aulas aconteceram em instituições de ensino superior de Pequim e Shangai Jiao Tong, mas Erika pode visitar outras três cidades: Suzhou, Hushen e Xian. “O contato com os chineses e a metodologia de ensino me fascinou. O mais marcante foi o conflito de culturas, a quebra de paradigmas alimentares, a questão da fé deles e as palavras que aprendi em chinês. Foi maravilhoso estudar outra língua em um país oriental”, lembra. 12

O intercâmbio faz parte da estratégia da Universidade. Ele mostra a marca Mackenzie fora do país, o esforço científico de nossa comunidade e coloca lá fora os projetos e os resultados de nossas pesquisas Doutora Cláudia Forte, professora e coordenadora da COI

O TOP China é apenas um dos projetos de intercâmbio oferecidos pela Coordenadoria de Cooperação Interinstitucional e Internacional (COI), departamento responsável por promover intercâmbios entre alunos. Segundo a professora Cláudia Forte, coordenadora da COI, “o intercâmbio faz parte da estratégia da Universidade. Ele mostra a marca Mackenzie fora do país, o esforço científico de nossa comunidade e coloca lá fora os projetos e os resultados de nossas pesquisas”. Cláudia explica que a vivência fora do país possibilita aos alunos de graduação a capacidade de se adaptar melhor às diferentes realidades que irão viver: “Isso outorga ao estudante uma experiência extramuros, que é determinante para que se

torne um profissional com mais competência, com maior capacidade de penetração no mercado de trabalho”, explica. O reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), doutor Benedito Guimarães Aguiar Neto, acrescenta que diante de um cenário em que as relações entre países se tornam cada vez mais próximas, e que há uma mobilidade profissional bastante grande entre as nações, é importante que o aluno, e futuro profissional, tenha uma melhor concepção de mundo. “Nada melhor do que possibilitar que ele viva fora do ambiente em que foi formado ou fora do país em que recebeu sua formação profissional. Creio que é uma experiência rica e extremamente importante para adquirir o perfil profissional que o mercado de trabalho exige”. Para Cláudia Forte, o intercâmbio proporciona dois diferenciais aos alunos: a possibilidade de permanecer no exterior e ter uma formação mais internacionalizada, cursando uma pós-graduação; e um diferencial no mercado, por exemplo, durante um processo de seleção. “Ele fala a língua, o outro também, ele está em uma boa universidade, o outro também, mas quando se expõe as competências de comportamento, aquele que esteve fora do país se destaca porque aprendeu a ver o mundo diferentemente, e isso o torna mais competitivo”, analisa. Erika é a prova dessa realidade. “Fui bolsista integral durante a faculdade, trabalho desde os 14 anos, atualmente na Avon Cosméticos. Desde o meu primeiro emprego, até chegar a essa multinacional, dois fatores me ajudaram: ter estudado no Mackenzie e ido para outro país”, afirma.

A busca por parcerias Nem todos os projetos têm o apoio de uma empresa, como acontece com


WILSON CAMARGO

o TOP China. A maioria dos intercâmbios requer o investimento financeiro do aluno, pelo menos para que ele possa se sustentar no exterior. Por isso, o Mackenzie busca parcerias com universidades nas quais não seja necessário o pagamento de mensalidade. “Sempre solicitamos essa isenção. O subsídio que o Mackenzie busca dar é que o aluno intercambista não pague nada no Mackenzie nem na universidade de destino. É um ano em que o valor que ele gastaria na faculdade é usado para se manter lá fora”, explica Cláudia Forte. Participar de um intercâmbio pelo Mackenzie requer mais que dinheiro para custear a viagem. A coordenadora da COI alerta para o fato de que a Instituição se preocupa com a qualidade dos alunos que representarão a Universidade lá fora. Por isso, além do idioma, as notas e o comprometimento deles são fundamentais no critério de escolha. “Somos muito bem representados lá fora, nosso processo seletivo é muito sério exatamente por isso. Mandamos pessoas que estejam comprometidas em tirar de lá o melhor e levar o nosso melhor também.” Por isso, ela explica que o aluno precisa realizar um planejamento a longo prazo, preparando-se desde quando entra na universidade, conhecendo o funcionamento da COI, decidindo seu destino e estudando muito, pois, ao contrário do que aconteceu com Erika, segundo Cláudia Forte, o planejamento é necessário. “Não é uma coisa estanque. Há o preparo da documentação, o atestado do idioma que vai falar fluentemente e o histórico escolar deve estar compatível com as exigências”. Para Erika, o esforço valeu a pena. “Recomendo que todos façam os processos seletivos e que tenham a COI como referência. Vivi lindos momentos e sei que é só o começo”.

Nada melhor do que possibilitar que o aluno viva fora do ambiente em que foi formado ou fora do país em que recebeu sua formação profissional Doutor Benedito Guimarães Aguiar Neto, reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Internacional além dos intercâmbios Ser uma instituição de ensino com foco na internacionalização vai além da realização de intercâmbios entre alunos. O doutor Benedito lembra que o Mackenzie é internacional em suas raízes. “Desde a criação do Mackenzie College em 1896, esse aspecto já fazia parte do próprio DNA da Instituição”. Diante dessa realidade histórica, a intenção é inserir cada vez mais a Universidade no circuito internacional. “Estamos desenvolvendo um conjunto de ações estratégicas e uma delas será a internacionalização”, afirma. Nesse sentido, além dos intercâmbios que já acontecem entre alunos da graduação, a Universidade preten-

de abrir suas portas para congressos, simpósios e palestrantes internacionais. Como exemplo disso, em 2011, o Mackenzie participa como parceiro do Fronteiras do Pensamento, um projeto cultural múltiplo que aposta na liberdade de expressão intelectual e na educação de qualidade como ferramentas para o desenvolvimento. O Mackenzie participa da primeira edição em São Paulo dando o apoio e a certificação acadêmica. Serão oito conferências, realizadas entre maio e dezembro, seis na Sala São Paulo e duas no Mackenzie. No campo da pós-graduação stricto sensu, o doutor Benedito apon­ ta para questões importantes como a exigência da CAPES para que os programas de pós-graduação consigam atingir maiores conceitos junto ao órgão que qualifica os cursos. “Para atingir conceitos mais elevados, temos que estar em um contexto de maior inserção internacional. O que significa isso? É trazer professores estrangeiros para ministrar módulos em nossa pós-graduação, possibilitar que os nossos também participem de atividades acadêmicas em instituições estrangeiras, e ainda possibilitar a mobilidade dos alunos da pós-graduação, ou seja, um aluno nosso passar um determinado período fora e um aluno estrangeiro passar um determinado período aqui conosco”, explica. O reitor considera um grande desafio tornar isso uma realidade. “Precisamos desenvolver um conjunto de ações estratégicas, inclusive de caráter infraestrutural. Eu diria que estamos caminhando para isso, e a Universidade levará ao Instituto Presbiteriano Mackenzie a proposta de uma maior inserção internacional de nossos cursos, visando tornar o projeto uma realidade”. 13


joão pedro piragibe

palavra do reitor

Dr. Benedito Guimarães Aguiar Neto Reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie

OS DESAFIOS ATUAIS EM BUSCA DA EXCELÊNCIA ACADÊMICA A educação superior no país apresenta um cenário bastante desafiador em virtude da significativa ampliação do número de Instituições de Ensino Superior (IES) na última década e pela necessidade de uma educação de qualidade frente aos desafios de uma sociedade globalizada. Como consequência dessa expansão, sobretudo na última década, se verificou um enorme aumento do número de cursos e de vagas ofertadas, sem precedentes no país. Se tomarmos valores globais, observamos um aumento de 160% no número de cursos e um percentual semelhante no número de vagas ofertadas. Por outro lado, no mesmo período, o aumento do número de ingressantes foi de apenas 67%. Conforme dados do MEC de 2009, foram ofertadas cerca de 5 milhões de vagas pelo conjunto de IES do país e preenchiApenas 34% das apenas cerca de 1,7 milhões de vagas, ou seja, são ocupadas apenas 34% das das vagas ofertadas vagas ofertadas, correspondendo a uma ociosidade de vagas bastante significativa por Instituições de 66%. Se considerarmos a cidade de São Paulo, a ociosidade é inferior, entretande Ensino Superior to corresponde ainda a um percentual bastante significativo de 50%. Diante desse cenário, a busca crescente pela excelência acadêmica é algo impesão preenchidas rativo para qualquer IES. Hoje não basta oferecer um diploma, mas sim o que este representa em termos de uma educação de qualidade, que permita ao formando a necessária inserção em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. As demandas da sociedade por este profissional, marcadas por uma economia globalizada, exigem uma formação que desenvolva uma atitude pró-ativa e uma visão holística além das fronteiras da formação convencional. Possibilitar aos nossos alunos experiências internacionais, por meio de intercâmbio acadêmico com as mais diversas universidades estrangeiras, tem sido uma estratégia levada a efeito para contribuir com essa desejável visão. A capacidade de continuar aprendendo após sua formação, pois sabe-se que a formatura não é o fim do processo de ensino-aprendizagem, é um dos grandes desafios para o profissional de hoje, e consequentemente para o educador. O desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes específicas para a formação do perfil profissional, delineado pelas respecti14


exercício da criatividade tem sido uma das nossas metas vas Diretrizes Curriculares Nacionais para cada curso, não institucionais para que avancemos rumo a novos patamapode deixar de considerar a necessidade de se desenvolres de qualidade dos nossos cursos. ver o espírito empreendedor do educando. Neste contexto, Programas como o Mackpesquisa, que fomenta a pesentendemos que a capacidade de desenvolvimento do emquisa na Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), com preendedorismo pessoal será, cada vez mais, um requesirecursos próprios, tanto para a graduação quanto para a to fundamental para o sucesso profissional e representará pós-graduação, representa um grande diferencial de qualium diferencial no aumento da empregabilidade no mercadade dos nossos cursos. Sabedores que somos que o finando de trabalho. ciamento da pesquisa não é algo trivial, o fato de alocarmos Após o estabelecimento das Diretrizes Curriculares Narecursos institucionais para esse fim nos coloca em posição cionais (DCN) para cada curso, em 2002, foi introduzido de vanguarda no conjunto das IES do país. Além disso, a o conceito de currículo como todo o conjunto de experiexistência desse programa, representando uma contraparências de aprendizado do aluno, sendo exigida uma nova tida institucional, tem possibilitado a obtenção de recursos concepção de organização curricular. Tornaram-se imperaadicionais junto a agências de fomento à pesquisa. Da mestivos o desenvolvimento de novas metodologias de ensima forma, o programa Mackenzie Soluções, é inovador no-aprendizagem e de métodos e critérios de avaliae igualmente indutor de qualidade dos nossos curção voltados para a aferição de competências e sos, à medida que objetiva prospectar oportuhabilidades. O curso passou, então, a ser canidades de demandas de prestação de serviracterizado por um projeto pedagógico no A capacidade de ços, seja por meio de consultorias ou pelo qual, além do conjunto de conteúdos percontinuar aprendendo desenvolvimento de projetos colaboratinentes, deve estar definido o conjunapós sua formação tivos com o setor empresarial, além de to de todas as atividades que compõem é um dos grandes possibiltar a transferência de tecnologia. o currículo, além das metodologias de A apropriação do conhecimento científiensino-aprendizagem e os processos desafios para o co para o atendimento de demandas da de avaliação baseados na aferição das profissional de hoje, sociedade, por meio dos seus mais divercom­petências e habilidades. Nesse con­ e consequentemente sos segmentos organizados representa, texto, atividades de integração entre o portanto, uma oportunidade ímpar de traensino, a pesquisa e a extensão, com inpara o educador zer para a sala de aula a experiência do merserção na formação acadêmica da realidacado de trabalho e o envolvimento do aluno no de do exercício profissional, aliando a teoria atendimento dessas demandas. às demandas reais, contribuem significativamenImportante ressaltar igualmente como vetor de qualite para a formação do perfil delineado. dade dos nossos cursos a relevância do incentivo ao interPor outro lado, há de se considerar que não obstante se câmbio acadêmico do Mackenzie com instituições dos mais enfatizar a necessidade de uma forte interação com as dediversos continentes. Um número significativo e crescente mandas reais dos setores industrial, de serviços e cultural, de alunos da UPM tem tido essa experiência, em universios fundamentos científicos devem ser, em qualquer área de dades da Europa, América do Norte, Ásia e América Latina. formação, fortemente considerados de forma a possibilitar Devido à importância de uma maior inserção internacioao futuro profissional a necessária adaptabilidade a realinal dos nossos alunos, novos convênios de cooperação com dades futuras durante o seu exercício profissional. A sua universidades estrangeiras têm sido firmados. capacidade de desenvolver e absorver novos conhecimenPortanto, os aspectos supra citados são a base conceitos dependerá, sem sombra de dúvidas, de uma base cientual das metas e diretrizes institucionais identificadas pela tífica sólida na sua formação acadêmica. As melhores uniepígrafe “Visão 150”, que se desdobram em um conjunto versidades no mundo são aquelas que preservam o valor de ações estratégicas a serem implementadas no horizonte da ciência na formação acadêmica dos seus estudantes e temporal de 150 anos do Mackenzie. Estas ações representêm na pesquisa científica e aplicada um dos seus diferentam o esforço institucional quanto à busca constante e inciais de investimento. cessante por novos patamares de qualidade para os nossos A inserção da pesquisa, em todos os níveis, não só na cursos de graduação e programas de pós-graduação que pós-graduação onde é inerente, é um vetor de indução de permitirão à Universidade Presbiteriana Mackenzie manqualidade que não pode deixar de ser considerado. Dester-se no topo das melhores universidades do país. pertar no aluno o interesse pela investigação, levando-o ao 15


qualimack

Iria Nazir M. Francisco, analista de RH da área de Gestão de Pessoas do Mackenzie, tinha uma dor crônica no joelho, decorrente de lesão no menisco. Após fazer uma cirurgia para a correção do problema foi orientada pelo médico a praticar exercícios para acelerar o processo de reabilitação do joelho, além de adquirir um melhor condicionamento físico. “Eu era totalmente sedentária e procurei o programa Qualimack para obter uma orientação. Comecei a frequentar a academia e com ajuda dos profissionais do programa fiz exercícios específicos durante seis meses. Após esse período, participei da minha primeira corrida de rua, e hoje tenho mais de 20 medalhas das competições em que disputei. Acordo todos os dias às 5 horas, venho para o Mackenzie e treino até às 7 horas. Minha vida mudou em todos os sentidos”, diz entusiasmada. Ao contar sua experiência, Iria quer servir de exemplo e incentivo aos que queiram se utilizar do Qualimack na busca por qualidade de vida. “É importante mostrarmos que o Mackenzie se preocupa com os funcionários e alunos, oferecendo um programa que envolve as áreas de fisioterapia, nutrição, farmácia, educação física, psicologia e ciências biológicas, todas voltadas ao bem-estar do participante” explica a analista.

Qualidade de vida e produtividade A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu Qualidade de Vida como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”. Assim, Qualidade de Vida pressupõe o envolvimento de um conjunto de fatores que devem existir para uma melhor subsistência, en16

ARQUIVO PESSOAL

mackenzie é destaque em prevenção e promoção da saúde

Iria Nazir M. Francisco, analista de RH do Mackenzie


DAGO NOGUEIRA

globando diversas mudanças de comportamento, vivência de valores, crescimento profissional e humano, disciplina e respeito, cuidados com os ambientes, atenção à saúde, vivência de espiritualidade, entre outros. Diante dessa diversidade e para que a produtividade não seja afetada, os gestores devem ter em mente que é papel da empresa proporcionar aos funcionários um ambiente saudável de trabalho e o primeiro passo para se fazer isso é praticar uma boa gestão de saúde. Isso significa aplaudir os bons hábitos deles, observar os comportamentos negativos, conhecer as pessoas da equipe e saber em que situação está a saúde de cada uma. Com isto, evita-se a queda da produtividade e prejuízos da empresa, visto que diversas estatísticas revelam que 40% dos afastamentos são motivados por pequenas doenças e mal-estares como gripes, dores nas costas, entorses, facilmente evitados por um bom condicionamento físico. Estudo realizado pelo Institute for Health and Pro-

ductivity Studies (IHPS), dos Estados Unidos mostrou que as empresas brasileiras chegam a perder 42 bilhões de reais ao ano, o equivalente a 3% do Produto Interno Bruto (PIB), devido a presença de funcionários doentes que apresentam falta de rendimento em suas atividades. Diante disso, muitas empresas preocupadas com sua produtividade e qualidade, têm elaborado programas de Qualidade de Vida para a manutenção da saúde de seus funcionários.

Mackenzie foca na saúde Seguindo essa tendência mundial, o Mackenzie tem como mais novo projeto, dentro do Qualimack, os atendimentos setoriais e, posteriormente, também fará o atendimento a grupos epidemiológicos e clínicos. A coordenadora do curso de Nutrição, professora doutora Rosana Farah Simony Lamigueiro Toimil ressalta: “Realizamos atendimentos aos diversos setores da Instituição e também o indivi-

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Professora de Educação Física, Denise Elena Grillo, orienta aluno em aula de musculação

Professora doutora Rosana Farah Simony Lamigueiro Toimil, coordenadora do curso de Nutrição

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CARLOS PATRÍCIO

qualimack

Edeli Simioni de Abreu, professora doutora de Nutrição

Susi Fernandes, coordenadora do programa e professora do curso de Fisioterapia do Mackenzie Yoshimi Yumi, coordenadora do cur­so de Farmácia

WILSON CAMARGO

dualizado, isto é, quando o paciente procura o programa. Agora pretendemos implantar o atendimento por grupos epidemiológicos, como por exemplo, pessoas obesas, diabéticas, hipertensas e outros casos”. O programa Qualimack é uma iniciativa do Centro de Ciências Biológicas e Sociais (CCBS) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), desde 2008, e tem como objetivo a promoção da saúde e a qualidade de vida. Como houve uma grande repercussão entre os funcionários, ele se ampliou e atende também à comunidade mackenzista. A coordenadora do progra18

ma e professora do curso de Fisioterapia do Mackenzie, a mestre Susi Fernandes, explicou o funcionamento dos diversos cursos. “A Fisioterapia faz toda a avaliação ergonômica para diminuir as lesões musculoesqueléticas. Já a Nutrição acompanha e analisa a dieta proposta e demais avaliações relacionadas à promoção da saúde, como por exemplo, prevenção do infarto do miocárdio e diabetes. Temos também o apoio da área da Farmácia, que realiza avaliações bioquímicas e verifica se o indivíduo possui alguma alteração”. E concluiu: “o maior objetivo do programa é proporcionar áreas de pesquisa, ensino e extensão e, no fim de todas as avaliações, levarmos nosso colaborador a ter o hábito de realizar exercícios e frequentar a academia”.

Competitividade no mercado de trabalho Os estágios em Saúde Pública, obrigatórios no curso de Nutrição, são orientados pela professora doutora Edeli Simioni de Abreu. “Temos, aproximadamente, 30 alunos estagiando por ano, mais cinco participando da monitoria e 38 envolvidos somente para o QualiDay, projeto realizado no dia 7 de abril, quando se comemora o Dia Mundial da Saúde de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), promovendo um ciclo de palestras e atendimentos acerca de um tema estabelecido, de acordo com dados epidemiológicos ou temas relevantes à comunidade”. A estagiária Ana Karolina Icó, do curso de Nutrição Mackenzie, conta que é muito importante para ela, como


DAGO NOGUEIRA ARQUIVO PESSOAL

aluna, poder aplicar os estudos teóricos em experimentações práticas e ter um estágio acompanhado por bons orientadores. “Adquirimos um melhor conhecimento da complexidade envolvida no campo da Saúde Pública, desde o planejamento de atividades de educação nutricional para coletividades, até o atendimento individual e personalizado realizado em consultório, sempre com a orientação dos coordenadores”. E completa: “acredito que a iniciativa do Qualimack é uma ótima forma da Universidade proporcionar aos seus alunos oportunidade de aprimorar seus conhecimentos e, consequentemente, garantir que estejam muito bem preparados para o mercado de trabalho”. Yoshimi Yumi, coordenadora do curso de Farmácia, destaca a impor-

O Qualimack também promove e participa de outras atividades de extensão como a corrida Fila Night Run, realizada na capital paulista, e que em 2010 teve uma equipe participando da prova com 28 atletas, sendo 18 homens e 10 mulheres. Desse total, 25 foram inscritos para a distância de 5 km e 3 para a distância de 10 km. A coordenação do Qualimack, como parte do pacote de serviços, disponibilizou a cada atleta um kit de corrida composto por: camiseta, bolsa porta tênis, chip de cronometragem e número a ser fixado na camiseta. O segurança e aluno de Administração da UPM, Eder Mendonça Sodré, participou da corrida e relata sua experiência. “Correndo a Night Run tive duas experiências: a primeira foi competir à noite e a segunda foi completar o percurso de 10 km, após meses de treinamento. Com a ajuda do programa Qualimack pude levar o Mackenzie no peito e no pé”, conta orgulhoso.

Da esquerda para direita: professor mestre José Renato Ferreira dos Santos (Educação Física); professora mestre Denise Grillo (Educação Física); convidada Kamila Ressureição; professora doutora Edeli Abreu (Nutrição); professora doutora Dinorah Martins (Psicologia); professora mestre Susi Fernandes (Fisioterapia); professora Isabela Pereira (Farmácia); professora doutora Janina Prado (Fisioterapia); convidada Emília Mois Siamban; professora doutora Rosana Farah (Nutrição); professora doutora Yoshimi Yamamoto (Farmácia)

tância do trabalho em grupo dos cursos do CCBS e elogia os laboratórios do programa. “O Laboratório Escola de Análises Clínicas e Toxicológicas  participa do Projeto Qualimack na prevenção do diabetes e de doenças cardiovasculares. Realiza as dosagens de glicose, colesterol total e frações e de triglicérides no sangue. Além destes exames, também é feito o hemograma para avaliação das células sanguíneas. Nestes exames laboratoriais é possível detectar precocemente alterações bioquímicas do organismo, importantes para avaliação da saúde”, finaliza a coordenadora. No site do programa Qualimack www.mackenzie.br/qualimack.html, você encontra mais informações. Contatos no qualimack@mackenzie.br ou telefone (11) 2114-8544. 19


sem

bullying

ação Sempre que ouvimos histórias de agressão em escolas, na qual um grupo ou um único aluno agrediu um colega, a primeira coisa que nos vem à mente é o famoso conceito do bullying. A principal característica do bullying é ter alguém que ameaça ou intimida outro alguém, em geral em situações não equivalentes, como, por exemplo, uma pessoa maior em relação à outra. E esse tipo de ameaça é repetido constantemente, sem causas específicas. Essa forma de agressão, normalmente, traz graves consequências e deixa marcas na maioria das vítimas. “Quando uma pessoa é constantemente humilhada, desvalorizada ou ridicularizada, recebe uma carga bastante negativa. Não podemos afirmar o que isso trará, mas sabemos que não são coisas positivas”, explica a professora de Psicologia do Mackenzie, Solange Emílio. Ainda que existam casos de pessoas que levaram as situações de humilhação para um lado positivo em suas vidas e conseguiram se sobressair, não podemos simplesmente aceitar episódios de violência e considerar que sejam normais. E de ouvirmos tantos casos semelhantes, acabamos nos esquecendo de levar em conta todo o contexto que envolve uma situação de violência. Focamos a preocupação na vítima e não nos atentamos em outros fatores que poderiam ter evitado alguns conflitos. “Quando ouço que uma criança ou um adolescente foi maltratado por um grupo de alunos e que essa perseguição durou meses, me faço os seguintes questionamentos: como os adultos autorizaram que isso acontecesse? Por que não conseguiram perceber? Essa criança não tem nenhum adulto de confiança para quem ela possa se queixar?”, comenta Solange. 20

A docente, que trabalha com Psicologia Escolar, aponta algumas causas da negligência de professores em casos de violência entre alunos. “Muitas vezes os professores percebem as agressões, mas autorizam. Autorizam porque é desgastante interferir o tempo todo, outras vezes porque o aluno que está sofrendo a agressão é um aluno que causa algum transtorno, então eles consideram que aquilo é uma consequência merecida, entre outros fatores”, explica Solange.

A violência não é só o Bullying Atualmente, o termo bullying ganhou uma grande repercussão. Porém, ele é um fenômeno que está muito mais ligado à cultura americana e à nórdica do que à nossa. É muito comum nos EUA a questão do popular ou do líder nas escolas, fato não tão comum no Brasil. Aqui existem outros fenômenos de violências que são tão graves quanto o bullying.


De acordo com pesquisas que a professora Solange desenvolve, há diversas formas de violência no nosso país. Além da física, há o descaso, o abandono, a negligência, entre outras. “Acho muito mais grave um professor que não interfere ou que não se dá conta de que seus alunos estão se agredindo mutuamente, do que os próprios alunos que se agridem. Os conflitos entre os alunos fazem parte do processo de desenvolvimento e do convívio coletivo. A negligência dos professores é que é um fator problemático”, comenta a docente.

Qual o papel da escola e da família no combate à violência? O livro Família, Gênero e Inclusão Social, que foi desenvolvido por professores do Mackenzie, em colaboração com alunos da graduação e da pós-graduação de Psicologia, apresenta uma pesquisa sobre a violência no contexto

WILSON CAMARGO

reação Muitas vezes professores percebem as agressões, mas autorizam porque é desgastante interferir o tempo todo

Solange Emílio, professora de Psicologia do Mackenzie

escolar. Segundo a professora Solange, que é uma das autoras do livro, foram aplicados questionários e realizados grupos focais de discussão com professores, alunos e pais de escolas públicas da região do Centro de São Paulo. A intenção era questionar o que causava a violência, o que a mantém e o que poderia ser feito para combatê-la. “O que percebemos é que existe um ciclo de violência, ela nunca se dá de forma isolada”, conta Solange. “Se sofro algum tipo de humilhação, mas sei que posso procurar ajuda com alguém da escola, esse tipo de violência não vai mais se repetir, ou seja, o ciclo vai se quebrar”. O Colégio Presbiteriano Mackenzie, por exemplo, sempre trabalhou com uma cultura de respeito e solidariedade, segundo a orientadora edu­ cacional do Ensino Médio, Rita Elisa Temple. “A violência, de modo geral, faz parte das relações de convívio entre os alunos. Educar para a não violência é um princípio. O colégio sem21


sem

bullying

ação

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Há algum tratamento para as vítimas? DAGO NOGUEIRA

pre primou pela diversidade das pessoas e sempre valorizou o estímulo ao companheirismo, respeito e solidariedade”, conta Rita. Diante de casos de violência, o Colégio Mackenzie assume uma postura baseada em seu Código de Ética, no qual estão prescritas sanções e consequências, desde notificação aos pais, suspensão, até uma possível transferência compulsória. “Todas as atitudes tomadas dependem da grandeza da situação. Sempre procuramos restabelecer entre os alunos envolvidos o mínimo de respeito. Na maioria das vezes, basta promovermos um diálogo entre eles, fazer com que um se perceba no lugar do outro, para que o conflito se desfaça”, explica Rita. Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Gilmar Taccola, zona leste de São Paulo, o tema Bullying faz parte do Projeto Pedagógico. De acordo com a diretora, Denise Augusto de Souza Hiraoka, o assunto é cotidianamente tratado por todos os funcionários da escola. “Reuniões de Conselho de Escola são feitas mensalmente, nas quais a Comunidade Educativa – equipe técnica, de apoio, professores, pais, responsáveis e alunos

– participa e ajuda nas soluções dos diversos problemas que podem existir dentro da unidade”, explica Denise. Ainda segundo a diretora, a conscientização dos alunos com relação ao tema ajuda no controle de atitudes discriminatórias. “Em casos mais graves, envolvendo questões de agressão física, os responsáveis são convocados e o Conselho Tutelar acionado”.

A violência, de modo geral, faz parte das relações de convívio entre os alunos. Educar para a não violência é um princípio. O colégio Mackenzie sempre primou pela diversidade das pessoas e sempre valorizou o estímulo ao companheirismo, respeito e solidariedade Rita Elisa Temple, orientadora educacional do Ensino Médio do Colégio Presbiteriano Mackenzie

“Sempre fui uma criança introvertida. Estudei no mesmo colégio durante anos e cresci com os mesmos colegas. Meus problemas começaram quando fui para a quinta série e chegaram novos alunos. Por algum motivo, fui escolhida para ser perseguida. Além de risadas e xingamentos, fizeram uma música me comparando com um personagem de um filme de terror. Cantavam essa música sempre que eu entrava na sala ou quando era chamada para responder a alguma pergunta. No início, tentei resolver o problema recorrendo à diretoria. A diretora chamava os alunos para conversar e tentar descobrir o motivo da perseguição. Mas eles continuavam fazendo as mesmas coisas. Algumas pessoas deste grupo moravam no mesmo condomínio que eu, então, além de ter de enfrentar essas situações incômodas na escola, também tinha que enfrentar onde eu morava. Na sétima série, comecei a  apresentar sinais de depressão. Nessa altura, minha mãe decidiu me transferir para outra es-


reação

Como lidar com o agressor

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cola. Na nova escola, nunca tive problemas com ninguém. Pelo contrário, converso com praticamente todos até hoje. Alguns anos depois, já no terceiro ano do curso de Medicina, tive uma depressão maior. Provavelmente resultado de tudo que passei na época e pelo fato de não ter procurado tratamento com psicólogos”, relata Bruna*, 22 anos. Segundo o psiquiatra e docente do Mackenzie, Pérsio Ribeiro Gomes de Deus, a psiquiatria trata o fato quando está ocorrendo e suas sequelas. “As vítimas apresentam um aumento considerável nos índices de doenças depressivas, nos quadros de fobias, nas síndromes de pânico e, inclusive, nos quadros de suicídio”, comenta o doutor Pérsio. De acordo com o docente, não se deve iniciar um tratamento sem fazer uma investigação diagnóstica cuidadosa, com exames laboratoriais, genéticos, entre outros. Esses exames auxiliarão a compreender quais sistemas cerebrais foram comprometidos pelo transtorno em questão. “Terminada a investigação, teremos condição de indicar medicações mais adequadas, juntamente com outros métodos terapêuticos como a psicoterapia e a prática de exercícios físicos, dependendo de cada caso”, explica o doutor. “Os pais que tiverem um filho vítima de bullying devem procurar um profissional especialista nesses casos. Não necessariamente o psiquiatra, mas um profissional que domine o tema”, enfatiza o doutor Pérsio.

A conscientização dos alunos com relação ao tema ajuda no controle de atitudes discriminatórias Denise Augusto de Souza Hiraoka, diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Gilmar Taccola na zona leste de São Paulo

Segundo os profissionais envolvidos, quando falamos em tratamento não podemos esquecer o outro lado da moeda, isto é, o agressor também necessita de cuidados. “Eu sempre provocava os outros alunos à toa, na intenção de tumultuar a aula. Escolhia alguém aleatoriamente e provocava por diversas vezes. Dava chutes, socos, riscava o caderno deles, jogava o estojo no lixo, colocava a mão na comida para provocar, entre outras coisas”, conta André*, 14 anos, aluno da EMEF Professor Gilmar Taccola. Segundo a direção do colégio, o aluno tem uma família completamente desestruturada. “A mãe nunca atendeu às nossas convocações e ele já foi encaminhado diversas vezes ao Conselho Tutelar. Após inúmeras conversas com a diretoria e equipe técnica pedagógica da escola, percebemos que André precisava de atenção”, constata a diretora Denise. Desde então, ele está sempre em contato com a direção da escola, os professores estão se empenhando para recuperar a defasagem de aprendizado que ele tem, conversam regularmente e o André está recebendo a atenção que sempre precisou. *Nomes fictícios para preservar a identidade dos entrevistados.

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oracle

O Sucesso da união entre Tecnologia e Educação Mackenzie adota nova solução Oracle PeopleSoft Enterprise para gestão institucional e acadêmica

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O Mackenzie está aliando tecnologia e educação. A partir de março de 2011, teve início a implantação das soluções Oracle PeopleSoft Enterprise e Campus Solutions, um dos softwares mais utilizados no mundo em instituições de ensino, para a integração das gestões administrativa e acadêmica. A união da tecnologia e gestão de educação proporcionará mais eficiência e agilidade nas operações de Tecnologia da Informação (TI), além de racionalizar os processos de trabalho. Enumerando os diferenciais da nova plataforma, o gerente do Projeto Oracle no Mackenzie, Marcos Freitas, destacou os seguintes itens: a garantia de continuidade nas ferramentas tecnológicas e nas atualizações; ferramenta compatível com as normas brasileiras, baseada nas melhores práticas de mercado, e atendendo aos requisitos das auditorias internas e externas (incluindo o MEC); programa de nível internacional, referência nas mais importantes instituições de ensino do mundo, entre outros. “O fato de o Mackenzie passar a fazer parte do Higher Education User Group (HEUG) – a comunidade dos grandes usuários que se reúnem, no mínimo, uma vez por ano – dará a oportunidade de nos aproximarmos mais das grandes universidades. Temos a confiança de que essa aproximação também trará frutos para os estudantes”, enfatiza o doutor Marcos, que também destaca os planos da Oracle em organizar um evento voltado aos estudantes. “A Oracle prontificou-se a promover junto aos alunos o evento Oracle Day, que permite um contato do aluno com vários tipos de ferramentas tecnológicas”.


A nova solução substituirá os sistemas existentes e será totalmente integrada e com acesso unificado via internet por micros, laptops, netbooks, tablets e smartphones

divulgação oracle

FOTOS: WILSON CAMARGO

Sistemas unificados via internet no Mackenzie: micros, laptops, netbooks, tablets, smartphones etc.

Ter o Mackenzie como cliente é mais uma conquista a ser comemorada Doutor Cyro Diehl, presidente da Oracle do Brasil

Doutor José Augusto Pereira Brito, gerente de TI do Mackenzie

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oracle

O doutor José Augusto Pereira Brito, gerente de TI do Mackenzie, ressalta os benefícios da plataforma: “A nova solução substituirá os sistemas existentes, será totalmente integrada e com acesso unificado via internet. Todos os serviços necessários aos alunos e professores poderão ser acessados com independência de equipamento – micros, laptops, netbooks, tablets e smartphones –, o que inclui a mobilidade, diferencial importante dentro e fora do campus. Facilidades equivalentes estarão disponíveis aos funcionários e a todos os gestores”. E completa: “a Instituição estará inserida numa comunidade internacional de instituições educacionais, onde há uma cooperação e colaboração aberta. A nova plataforma inclui recursos como o gerenciamento de conteúdos digitais para educação on-line e virtual”.

Fatores fundamentais na parceria entre Mackenzie-Oracle Líder internacional em • soluções completas - Gartner 9.500 produtos •PortfóliodedeSistemas •Solução de gestão madura para IES, com mais de dez anos •Implementação por consultoria especializada 100% via Web, •Tecnologia avançada e escalável 100% integrada •Solução disponível no Brasil flexível e •Solução parametrizável simples com •Integração outros sistemas completa •Auditoria e facilitada Proprietária do •Oracle Database Educacional •Licenciamento Oracle Academy grupo internacional •Exclusivo de usuários - HEUG •Oracle Open World (OOW) nos EUA, China e Brasil (Anual)

Processo de planejamento Após um ano de planejamento, a solução Oracle encontra-se no terceiro mês do cronograma de implantação, com duração prevista para dois anos. Esse projeto conta com a participação da HQS Consulting, uma empresa de consultoria especializada no Oracle PeopleSoft Campus Solutions, que adota há mais de dez anos uma metodologia internacional de implantação desta solução. O presidente da Oracle do Brasil, doutor Cyro Diehl, ressalta que: “Ter o Mackenzie como cliente é mais uma conquista a ser comemorada, pois uma 26

das mais renomadas universidades bra­ sileiras constatou que o trabalho oferecido é o mais eficaz para atender suas necessidades de gestão, integração e interatividade. No Brasil, assim como em diversos outros países, as soluções Oracle são consideradas referência de qualidade e eficiência pelo setor de educação”.

Fórum de Tecnologia Em abril de 2011, o Mackenzie e a Oracle realizaram o “I Fórum de Tecnologia de Gestão em Educação”.

O evento contou com a presença do diretor presidente do IPM, doutor Hesio Cesar de Souza Maciel; do reitor da UPM, doutor Benedito Guimarães Aguiar Neto; do presidente da Oracle Brasil, doutor Cyro Diehl; do diretor executivo do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), doutor Rodrigo Capelato; do gerente de TI do IPM, doutor José Augusto Pereira Brito; do Diretor de Planejamento e Finanças do IPM, doutor Solano Portela entre outros convidados internacionais como: o vice-reitor da Pontificia Universidad Javeriana de Colombia, doutor Roberto Enrique Montoya Villa, e do vice-presidente global da Oracle para os setores Público, Saúde, Educação e Utilities, doutor Juan Rada. Esse I Fórum apresentou a nova parceria Mackenzie-Oracle e teve ênfase nos modelos de gestão educacionais. No encerramento, os participantes debateram sobre o tema “O Futuro das Instituições de Ensino a partir da Relação de uma Visão Inovadora Apoiada pela Tecnologia de Informação e Capital Humano”, que contou com a moderação do reitor da UPM, doutor Benedito Aguiar. “No campo administrativo, essa nova tecnologia trará melhorias que refletirão na área acadêmica, uma vez que as áreas de apoio do Instituto Presbiteriano Mackenzie e da Universidade Presbiteriana Mackenzie trabalham em conjunto”, ressaltou o doutor Benedito.


FOTOS: WILSON CAMARGO

Da esquerda para a direita: presidente da Oracle do Brasil, Cyro Diehl; reitor da UPM, doutor Benedito Aguiar; diretor presidente do IPM, doutor Hesio Maciel; chanceler da UPM, reverendo doutor Augustus Nicodemus; executivo da Semesp, Rodrigo Capelato

O fato de o Mackenzie passar a fazer parte do Higher Education User Group – a comunidade dos grandes usuários – dará a oportunidade de nos aproximarmos mais das grandes universidades Doutor Marcos Freitas, gerente do Projeto Oracle

Vicepresidente global da Oracle para os setores Público, Saúde, Educação e Utilities, doutor Juan Rada

Presidente da Oracle Brasil, doutor Cyro Diehl

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jingles

Marchinhas eleitorais Em época de eleições é comum decorarmos as músicas dos candidatos tocadas nas campanhas eleitorais. Curtas e com letras simples, essas melodias ficam gravadas em nossa mente, muitas vezes por um longo tempo. Esse tipo de propaganda é conhecido como jingle. O jingle é uma peça publicitária musical, geralmente com uma melodia curta e um refrão simples. O objetivo é tornar-se um slogan memorável, que possa ser lembrado com facilidade. Música e propaganda têm uma ligação muito forte e, por isso, o jingle é de extrema importância nas campanhas eleitorais. Ele transmite de uma forma simples e resumida as propostas do candidato, reforça suas virtudes e pontos fortes, utilizando-se de uma linguagem emotiva. A história do jingle político no Brasil é antiga. Com a chegada do rádio no país, em 1922, a música passou a ser incorporada como instrumento de campanha eleitoral. Segundo o professor de Propaganda e Publicidade do Mackenzie, Adolpho Queiroz, foi a partir de 1929, com a fixação do rádio no Brasil como instrumento de comunicação de massa, que o jingle foi realmente incorporado. “Todo mundo percebeu que fazer música para eleição era uma coisa interessante. A partir de então, passamos a ter várias músicas de protesto entre os concorrentes, um desafiava o outro com humor, às vezes com uma boa dose de irreverência”, explica Adolpho. 28


O início do jingle político

algo do candidato registrado pa­ra as pessoas”, explica Adolpho.

O primeiro jingle político feito no Brasil foi para a campanha de Julio Prestes, que concorria para presidência contra Getúlio Vargas, em 1929. Intitulado “Seu Julinho Vem” foi composto por Francisco José Freire Júnior e interpretado por Francisco Alves. Em 1957, o candidato para prefeito de São Paulo, Adhemar de Barros, utilizou em sua campanha a música “A Caixinha do Adhemar”, composta por Herivelto Martins e interpretada por Nelson Gonçalves. Outro que marcou a história das campanhas eleitorais no Brasil foi o “Varre, Varre Vassourinha”, composto por Maugeri Neto, para a campanha presidencial de Jânio Quadros, em 1960. Para Adolpho, essa campanha foi uma grande sacada de marketing. “Foi a ideia mais simples e mais genial de marketing político. Junto com a ideia da vassoura, que é um simples objeto, veio a música. Foi uma ótima solução para o Jânio, que recebeu uma votação estrondosa”, destaca Adolpho.

Instrumento de campanha O jingle é utilizado fortemente, nos dias de hoje, em todas as campanhas eleitorais. Os candidatos fazem programas de governos muito parecidos, as propostas e soluções são normalmente as mesmas. Porém, a peça é fundamental como destaque e diferencial dos candidatos. Mesmo bem produzido, tanto em letra, quanto em melodia, ele não é certeza de uma vitória na campanha eleitoral, mas tem grande importância na identificação do candidato. “Um bom jingle, necessariamente, não vence uma disputa eleitoral. Porém, fica na cabeça das pessoas como uma coisa marcada, que se repete. Isso deixa

DAGO NOGUEIRA

Festival de Jingles

Queremos mostrar que os compositores também existem, são profissionais e que o trabalho deles precisaria ser um pouco mais reconhecido e valorizado no país Professor Adolpho Queiróz, um dos organizadores do evento

Os jingles são compostos exclusivamente para os candidatos e não são parodiados de nenhuma música. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira dos Pesquisadores e Profissionais de Marketing Político (Politicom), com o apoio do Mackenzie, da Associação Brasileira de Consultores Políticos (ABCOP), da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) e da Revista Imprensa, realizará no início de agosto, o I Festival de Jingles Eleitorais. Intitulado “Herivelto Martins”, o Festival homenageia um dos pioneiros na composição de jingles no Brasil. Apesar de existir há tanto tempo, esse segmento nunca foi prestigiado no Brasil. “O jingle é uma peça impor­ tante no processo das campanhas elei­ torais. Valorizá-lo, como pretendemos fazer nesse ano, é dedicar-lhe a homenagem e o interesse merecidos. Queremos mostrar que os compositores também existem, são profissionais e que o trabalho deles precisaria ser um pouco mais reconhecido e valorizado no país”, ressalta o professor Adolpho, que também é um dos organizadores do evento. O evento premiará duas categorias: profissionais e estudantes. Ambos receberão prêmios em dinheiro, no valor de 3,5 mil e 3 mil reais, respectivamente. “Esperamos contar com a presença de estudantes e profissionais de vários cantos do país, a fim de transformar o Festival numa oportunidade de reunir e premiar a infinidade de jingles eleitorais produzidos em âmbito nacional”, avalia o professor Adolpho. 29


Os famosos jingles

Seu Julinho Vem Ó Seu Toninho Da terra do leite grosso Bota cerca no caminho Que o paulista é um colosso Puxa a garrucha Finca o pé firme na estrada Se começa o puxa-puxa Faz do seu leite coalhada

A Caixinha do Adhemar

Seu Julinho vem, Seu Julinho vem Se o mineiro lá de cima descuidar Seu Julinho vem, Seu Julinho vem Vem, mas custa, muita gente há de chorar Ó Seu Julinho, tua terra é do café Fique lá sossegadinho Creia em Deus e tenha fé Pois o mineiro Não conhece a malandragem Cá no Rio de Janeiro Ele não leva vantagem

Quem não conhece, não ouviu falar Na famosa “caixinha do Ademar”, Que deu livro, deu remédio, deu estrada, Caixinha abençoada (…) Já se comenta de norte a sul Com Adhemar tá tudo azul. Deixa falar toda essa gente maldizente, Deixa quem quiser falar (…) Essa gente que não tem o que fazer Faz de tudo, mas não cumpre seu dever Enquanto eles engordam tubarões, A caixinha defende o bem-estar de milhões. 

Varre, Varre Vassourinha Varre, varre, varre, varre vassourinha! Varre, varre a bandalheira! Que o povo já ‘tá cansado De sofrer dessa maneira Jânio Quadros é a esperança desse povo abandonado! Jânio Quadros é a certeza de um Brasil moralizado! Alerta, meu irmão! Vassoura, conterrâneo! Vamos vencer com Jânio!

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caminhando juntos

Colégios e Universidade Presbiteriana Mackenzie realizam intercâmbios para potencializar seus currículos “Faculdade é onde a mamãe estuda”, essa foi a resposta de Gabriela Bazeth, 5 anos, quando lhe perguntaram sobre o que é uma faculdade. A jovem estudante do Jardim II do Colégio Presbiteriano Mackenzie São Paulo ainda está longe de frequentar uma e, apesar de não saber o que se aprende naquele lugar, convive com ela de perto na escola. Ter a oportunidade de conviver ao lado de uma universidade, em um ambiente de incentivo à pesquisa e à produção do conhecimento é um privilégio para poucos. Quando se trata de uma escola, a possibilidade de aprendizado aumenta consideravelmente. Foi pensando nisso que as direções dos três Colégios Presbiterianos Mackenzie – hoje representadas pela Gerência de Educação Básica – e o Decanato de Extensão (DEX) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) se uniram na criação do Programa Caminhando Juntos, que tem por objetivo potencializar e aproveitar recursos internos, buscando atender às necessidades dos alunos do colégio, contribuindo na sua formação.

Caminhando Lado a lado O Programa começou em 2008, com o objetivo de preparar os estudantes do terceiro ano do Ensino Médio para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Naquele ano, o ENEM passou por mudanças significativas, as provas seriam bem diferentes das que normalmente eram apresentadas nas escolas. Assim, a parceria com a Universidade previa aulas 32

especiais para que os alunos se preparassem de forma adequada. As aulas eram ministradas por professores da Universidade e apresentadas aos três Colégios, presencialmente em São Paulo e Tamboré, e com transmissão via internet para Brasília. Aos poucos o projeto se aperfeiçoou e atualmente as aulas são presenciais em cada colégio e incluídas oficialmente nos calendários letivos.


TALITA SILVEIRA

juntos O sucesso trouxe novas parcerias, como conta a professora Débora Muniz, gerente de Educação Básica. “Considerando que o Colégio de São Paulo, pela proximidade com a Universidade, já realizava diversas ações com a UPM, entendemos como uma possibilidade fazer um programa que atendesse a todas as unidades” explica. Hoje, o Caminhando Juntos contempla dez projetos diferentes para

2011, envolvendo as mais diversas áreas do conhecimento. Além de incentivo às artes, também promove a capacitação de professores e projetos que visam a melhoria da qualidade de vida – desde alimentação e exercícios físicos, até alertando quanto ao consumo de drogas. São eles: Alice Brasil, Alimentação Saudável, Conversas Sobre Textos, Entendendo Necessidades Especiais Cognitivas, Espaço Matemági-

Igor Cruz, Rebeca Tambelini e Grabriela Bazeth com a pirâmide de alimentos

co Mackenzie, Mackenzie Descobrindo Talentos, MackVIDA na Educação Básica, Saber Mais Mackenzie, Superação e Mini-chefe. “Poucas escolas têm o privilégio de contar com uma parceria dessas. Quantos gostariam de ter a oportunidade de levar professores da universidade para falar com os alunos? Quantas escolas gostariam de ter uma cozinha experimental à sua disposição 33


FOTOS: CARLOS PATRÍCIO

caminhando juntos

Ganham todos. Os alunos, na formação que eles têm, a escola porque oferece o plus que todos gostariam de oferecer e ganha a universidade, que tem a oportunidade de colocar em prática tudo aquilo que ensina e dar um retorno à comunidade, o que é parte integrante de sua missão Professora Débora Muniz, gerente de Educação Básica da UPM

e professores do curso de Nutrição orientando as crianças? Quantos não desejam montar cursos específicos de preparação dos alunos para as provas do ENEM ou pagam caro para que seja feito um trabalho de orientação e prevenção quanto ao uso de drogas em suas escolas? E nós temos tudo isso disponível e de forma muito acessível”, pontua Débora. “Essa parceria é muito importante para os Colégios, pois é a Universidade dando suporte naquilo que tem de melhor”, diz. A professora explica que o programa contempla uma diversidade grande de áreas e focos. Em suas diversas propostas, beneficia alunos que 34

têm bom desempenho e também os que apresentam dificuldades na aprendizagem, atingindo estudantes desde a Educação Básica até o Ensino Médio. Para o decano de Extensão da UPM, doutor Cleverson Pereira de Almeida, o Programa “é uma grande oportunidade de inserção da Uni­ versidade, tanto de professores, como de alunos, darem uma contribuição para os nossos Colégios. Eu entendo que isso dá um sentido de unidade muito grande, e de que nós não vemos o Mackenzie como caixinhas, como bloquinhos ensimesmados, mas somos uma Instituição que busca conhecimento, como diz nossa própria missão: ‘educar o ser humano criado à imagem de Deus para o exercício pleno de cidadania’”.

Aprender brincando A aluna Gabriela Bazeth participa do projeto Mini-chefe, uma parceria com a Faculdade de Nutrição do Mackenzie, que busca ensinar noções de alimentação adequada e incentivar o consumo de alimentos saudáveis pelos alunos. Esse projeto existe há dois anos no Colégio São Paulo e é um dos primeiros a integrar Colégio e Universidade, exemplificando a importância desse intercâmbio. Nele, professores e alunos do curso levam crianças da educação básica à cozinha experimental, atualmente Jardim II e primeiro ano do Ensino Fundamental, e ensinam como alimentar-se corretamente, buscando transformar o consumo de vegetais e frutas em momentos divertidos e gostosos. Orientados pela professora Mônica Spinelli, coordenadora do Projeto Mini-chefe, os alunos voluntários têm a oportunidade de, fora da sala de aula, auxiliar no preparo do curso e também durante a execução dele, em contato direto com as crianças, nesta ati-

Acreditamos tanto nesse Programa que começamos a considerar fortemente a hipótese de expandir o Caminhando Juntos para fora dos muros do Mackenzie Doutor Cleverson Pereira de Almeida, decano de Extensão da UPM

vidade complementar da graduação. Segundo a professora Mônica, esse intercâmbio é fundamental. “Uma coisa é ensinar em sala de aula como dar educação nutricional para crianças, outra coisa é o aluno participar desde o planejamento até a execução do curso, que é bem diferente de ficar só na teoria. É interagir diretamente com a criança, aprender a lidar com o comportamento dela, isso é muito importante”, explica. A aluna de Nutrição Adeilda Moraes concorda. “Colocamos em prática toda a parte da educação nutricional que aprendemos no curso e é gratificante ver a evolução das crianças e saber que elas levam para casa o que aqui estudaram”, avalia. Como professora, Mônica conta que aprendeu muito nos dois anos em


que está envolvida com o Mini-chefe. “Nós não tínhamos um treinamento específico para tratar diretamente com crianças pequenas; vamos percebendo as demandas no contato com os alunos do Colégio e seus professores, que têm liberdade para interagir o tempo todo e aproveitar o momento para enriquecer o conteúdo dado em sala de aula. Com isso, cada turma é uma experiência nova. Aprendemos muito com eles”. A pequena Gabriela também aprendeu. “A professora ensina que precisamos comer frutas e que não podemos comer muita bala. Também aprendi como cuidar das plantinhas” diz. Seu colega de sala, Igor Cruz, 5 anos, acha que as aulas são “da hora”, e gosta das comidas apresentadas pelas nutricionistas, algumas não muito populares entre as crianças, como vegetais e frutas. Em sala de aula, as coisas mudam, Igor diz comer de tudo. “A gente faz a comida, depois experimenta, é muito bom!” conta. A professora dos dois alunos, Rebeca Tambelini, confirma o envolvimento da turma com as aulas e a importância delas no dia-a-dia. Além disso, enfoca a complementação do conteúdo ensinado em sala de aula, como na Semana do Índio, em que aprenderam sobre a cultura indígena e trabalharam comidas típicas na cozinha. Para ela, “essa parceria une o embasamento teórico da nutricionista com a forma lúdica da educação infantil, e é o que proporciona o sucesso, pois as crianças aprendem e expe-

FOTOS: TALITA SILVEIRA

Professora Mônica Spinelli participa do Projeto Minichefe. Abaixo: a aluna de Nutrição Adeilda Moraes, fala sobre a importância da boa alimentação

Colocamos em prática toda a parte da educação nutricional que aprendemos no curso e é gratificante ver a evolução das crianças e saber que elas levam para casa o que aqui estudaram Adeilda Moraes, aluna de Nutrição

rimentam brincando”. Gabriela e Igor ainda precisam percorrer um longo caminho de estudos até chegar à universidade. E enquanto aprendem para o que ela existe, usufruem dos benefícios que lhes é oferecido e de parte do que ali é ensinado. O Mini-chefe é apenas um exem-

plo do que ressalta a professora Débora quando se refere à importância do Caminhando Juntos. “Ganham todos. Ganham os alunos, na formação que eles têm. Ganha a escola porque oferece o plus que todos gostariam de oferecer. E ganha a Universidade, que tem a oportunidade de colocar em prática tudo aquilo que ensina e dar um retorno à comunidade, o que é parte integrante de sua missão”, conclui. Diante do sucesso alcançado, há planos de expansão. “Nós, no âmbito do Decanato, acreditamos tanto nesse Programa que começamos a considerar a hipótese de expandi-lo para fora dos muros do Mackenzie, para alunos da rede pública do nosso entorno e queremos que ele se transforme numa realidade o mais breve possível”, finaliza o doutor Cleverson. 35


dacaM

Movimento estudantil criava DACAM há 22 anos O diretório acadêmico de maior repercussão no estado de São Paulo e um dos mais expressivos do Brasil

O ano de 2010 consolidou o Diretório Acadêmico de Comunicação e Artes Mackenzie (DACAM) como um dos mais fortes da Instituição e da cidade de São Paulo. Somando-se os acontecimentos organizados pelo diretório, que incluem ações acadêmicas e sociais, entrega de Kit-Bixo e diversos eventos voltados especialmente aos mackenzistas, cerca de 20 mil estudantes puderam participar dessas realizações, ou seja, cinco vezes o número de representados pelo DACAM na Universidade, que somam quatro mil estudantes dos cursos de Publicidade, Propaganda, Jornalismo e Letras do Centro de Comunicações e Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Nesses 22 anos de existência, grandes eventos e personalidades fizeram parte dessa história. Entre eles, destaque para palestras, cursos e bate-papos com grandes nomes da comunicação como forma de complementar o que é visto em sala de aula. Só em 2010, apresentaram-se mais de 20 profissionais gabaritados como Caco Barcellos, Tiago Leifert, Emílio Surita, Ricardo Boechat, Kléber Fonseca (DPZ), Moacyr Netto (DM9), entre muitos outros. A organização global Greenpeace também marcou presença. Em 2011, a gestão continua trazendo personalidades como Luis Nassif, Carlos Alberto Leite (Volkswagen), Valter Simões (SAE Brasil), Ivan Moré (Globo Esporte) e Milton Neves. 36


Doutora Helena Bonito, antiga responsável pelo Decanato de Extensão do Mackenzie

FOTOS: CAROLINE CABRAL

CARLOS PATRÍCIO

O DACAM teve um papel fundamental na liderança dos demais diretórios e tem realizado um ótimo trabalho

Acima, quadras externas com shows do Trote Solidário. Ao lado, apresentação de Paula Lima e Tony Garrido

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dacam

O início de tudo

ARQUIVO PESSOAL

O sucesso do DACAM pode ser medido diante do envolvimento cada vez maior de alunos em todos os projetos propostos. A estudante de jornalismo do quinto semestre, Barbara Tavares, resume bem esse sentimento. “Por meio do DACAM podemos desfrutar de palestras com profissionais renomados, fazer visitas técnicas aos principais veículos de comunicação e aproveitar as festas promovidas para integrar os alunos. São poucas as instituições de ensino que conseguem oferecer essa abrangência.”

Tomas Sampaio, atual presidente do DACAM e aluno do curso de Jornalismo, explica essa afinidade com os alunos. “Atualmente, os estudantes procuram o diretório para que haja uma maior interação junto à Universidade, independentemente do curso que frequentam. O espírito mackenzista ultrapassa os ideais da competição estudantil e passa a ser um diferencial que agrega conhecimento e valores sociais.”

Trabalho Social Mas não é só de palestras e festas que vive o DACAM. Nos últimos três anos um forte trabalho social benefi38

ciou mais de 20 instituições filantrópicas, recolhendo três toneladas de alimentos, entre eles, 700 litros de leite e também 300 livros. Vale ressaltar que as iniciativas partiram dos próprios alunos, empenhados em servir a comunidade. O mais recente projeto é a continuidade da campanha de doação de sangue para a Fundação Pró-Sangue, que vem sendo realizada há um ano dentro da Universidade. A doutora Helena Bonito, antiga responsável pelo Decanato de Extensão (DEX) do Mackenzie, que iniciou os trabalhos em 2008, parabeniza o diretório. “O DACAM teve um papel fundamental na liderança dos demais diretórios e tem realizado um ótimo trabalho. Um exemplo disso é o Trote Solidário, onde o calouro é recebido no campus com uma festa de boas vindas e shows com grandes nomes da música brasileira, tudo organizado em parceria com a Universidade.”

Outro projeto que conta com a participação do diretório acadêmico é o Mackenzie Voluntário, um dos maiores projetos sociais do país. O DACAM foi a única entidade estudantil a criar um núcleo de participação específica para esse evento. Já em 2009, um ônibus levou os voluntários em visita a Associação Criança Brasil, em Osasco. No ano seguinte, foi a vez de crianças da Associação Asa Branca de Taboão da Serra visitarem o Mackenzie. Nas quadras da Universidade elas participaram de diversas atividades, brincadeiras e lancharam com fartura. Ainda em 2010, o DACAM, em parceria com o Hopi Hari, trocou três mil passaportes do parque por três toneladas de alimentos que foram destinadas a entidades carentes. Para tais ações, o diretório sempre contou com o apoio do Decanato de Extensão. A atual decano da UPM, doutora Esmeralda Rizzo, destaca o importante papel do diretório acadêmico. “O DACAM soube unir a vontade dos alunos com a responsabilidade de seguir os prazos e a burocracia que a Instituição exige. O trabalho conjunto entre a Instituição e o diretório é muito bom para todos os lados”.

CARLOS PATRÍCIO

Com o propósito de representar os alunos de Publicidade e Desenho Industrial da antiga Faculdade de Comunicação e Artes (FCA), o Diretório Acadêmico de Comunicação e Artes Mackenzie surgiu em 1989. Mais tarde, em 2000, o curso de Jornalismo foi incorporado à Universidade e os seus alunos integrados ao DACAM. Em 2006, foi criado o Centro de Comunicação e Letras (CCL), que passou a ter sob sua tutela os jovens universitários dos cursos de Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Letras. Os estudantes de Desenho Industrial foram incorporados à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), onde criaram um novo diretório.


FOTOS: DACAM

Acima, palestra de Caco Barcellos no Auditório Ruy Barbosa. Ao lado, crianças da Associação Asa Branca em visita ao Mackenzie

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Em fevereiro de 2011, o Mackenzie inaugurou as novas instalações do campus Campinas da Universi­ dade Presbiteriana Macken­ zie (UPM). Com cerca de 28 mil m2, a unidade conta com uma estrutura moderna de 62 salas de aula, laborató­ rios, auditório, biblioteca e estacionamento com 279 va­ gas. A capacidade é para 3,7 mil alunos por pe­ríodo. O evento de inau­­­guração con­ tou com a pre­sen­ ça de muitas auto­ ridades, dentre as quais destacamos: reverendo Rober­ to Bra­­­sileiro Silva, presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbi­ teriana do Brasil; doutor Maurício Melo de Mene­ ses, presidente do Conselho Deliberativo do Ins­ tituto Presbiteriano Mackenzie; doutor Hesio Ce­ sar de Souza Maciel, diretor presidente do IPM; reverendo Augustus Nicodemus Gomes Lopes, chanceler da UPM; doutor Pedro Ronzelli Júnior, então reitor da UPM; membros do Conselho de Curadores e Deliberativo do IPM; autoridades do poder Executivo, Legislativo e Judiciário; mem­

Mackenzie Inaugura Novas Instalações do Campus Campinas

João Pedro Piragibe

inauguração

aconteceu no

bros de diversas Igrejas Presbiterianas; profes­ sores, alunos, funcionários e convidados. Entre os convidados, a família Lane estava representada pela senhora Nelly Lane, pelo se­ nhor John Cook Lane e diversos familiares que prestigiaram o evento e a placa descerrada em homenagem ao reverendo Edward Lane, doador do terreno onde está o Seminário Presbiteriano do Sul e a atual unidade de Campinas da UPM. Outro mackenzista homenageado foi o arquiteto João Batista de Araújo Camargo, que expôs seu trabalho em uma mostra (veja box). Na ocasião, o reitor em exercício doutor Pe­ dro Ronzelli Júnior destacou a importância da chegada do Mackenzie na região. “Todo o con­ forto e a qualidade das instalações permitem consolidar em Campinas o padrão de excelência que a Instituição atingiu ao longo dos seus 140 anos, além de ser um atrativo importante para os futuros universitários”.

Grande público presente no evento. Destaque para o ex-presidente do IPM, doutor Adilson Vieira (segundo na segunda fileira, da esquerda para a direita)

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Wilson Camargo João Pedro Piragibe

Carlos Patricio

Exposição Mackenzista

Reverendo Roberto Brasileiro faz sua saudação

O Mackenzie Campinas oferece atualmente dois cursos de graduação – Administração e Direito – e seis cursos de pós-graduação lato sensu. Para o ano de 2012 já estão sendo desenvolvidos es­ tudos para a implantação de novas áreas de gra­ duação e de pós-graduação, inclusive de projeto inovador na área de educação executiva. Após a solenidade de inauguração, os pre­ sentes foram convidados a conhecer as instala­ ções do novo campus e a participar de um co­ quetel servido na praça de alimentação.

Junto à inauguração das novas instalações do campus, teve início também a exposição de João Batista de Araújo Camargo, um dos nomes mais tradicionais da arquitetura paulista. Mackenzista desde 1950, João Batista expôs alguns de seus desenhos em perspectiva. Dentre os famosos quadros do arquiteto – milimetricamente desenhados em perspectiva aérea –, estava o da Avenida Paulista, trabalho que levou nove meses para ser concluído. Outros trabalhos revelam obras da cidade de Campinas, onde o arquiteto retratou em suas pranchas uma grande variedade de prédios. Ele desenhou a Catedral Metropolitana, o Mercado Municipal, a Praça Carlos Gomes, a Prefeitura Municipal e vários outros edifícios históricos, principalmente do centro da cidade. Como ele mesmo contou, estudar no Mackenzie era um sonho de criança, desde quando morava em uma fazenda na região de São Carlos. “O filho do dono, engenheiro Joaquim Procópio de Araújo, mackenzista, ia nos visitar e contava as histórias

do curso, eu sonhava em entrar para a Instituição”. Em 1950, finalmente, o sonho se realizou. “Surgiram dificuldades e meu pai não podia pagar as mensalidades, mas consegui junto à Instituição um crédito para fazer o curso e pagá-lo após cinco anos de formado, e assim foi feito”, conta emocionado o arquiteto Camargo. Após a formatura, em 1954, ele percebeu que no interior do Estado havia muitas obras do governo, mas nenhuma empreiteira queria realizar. “Fui para lá e comecei a pegar essas obras, a primeira foi a delegacia de Araçatuba”, explica. O arquiteto construiu sua carreira sólida valendose do vasto conhecimento adquirido no Mackenzie. A família Camargo manteve a tradição: seu filho tornou-se mackenzista 30 anos depois, e seu neto também ingressou no Mackenzie, em 2010. Para os alunos que fazem ou pretendem fazer um curso na Instituição, ele manda uma mensagem: “É ótimo o nível de ensino da escola, ela orienta os estudantes na prática da vida profissional, não é só teoria que resolve”, finaliza o arquiteto. 41


Universidade Presbiteriana Mackenzie tem novo reitor Benedito Guimarães Aguiar Neto destacou a importância da manutenção da qualidade do ensino de graduação e o fortalecimento de parcerias internacionais em pesquisas

Em cerimônia ocorrida em março de 2011, o doutor Benedito Guimarães Aguiar Neto foi em­ possado novo reitor da Universidade Presbiteria­ na Mackenzie (UPM). Então professor da Univer­ sidade Federal de Campina Grande, ele destacou a importância da manutenção da qualidade do ensino oferecido no Mackenzie, o fortalecimento de serviços à comunidade e a internacionaliza­ ção dos programas de pós-graduação. Benedito Guimarães é graduado e mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade Fede­ ral da Paraíba, doutor pela Universidade Técni­ ca de Berlim e pós-doutor pela Universidade de Washington. Além da extensa carreira acadêmica, inicia­ da no princípio dos anos de 1980, o novo reitor do Mackenzie tem participação ativa em diver­ sas Comissões Nacionais de Educação. “Acredi­ to que toda a experiência acumulada em minha carreira acadêmica será fundamental para gerir uma universidade do tamanho e da representa­ tividade do Mackenzie. Além disso, temos uma equipe muito bem capacitada para compartilhar a responsabilidade pela boa gestão da Universi­ dade”, destaca Benedito Guimarães. 42

fotos: dago nogueira

reitoria

aconteceu no

Outro ponto ressaltado pelo novo reitor diz respeito ao fortalecimento dos programas de pós-graduação. “Pretendemos aumentar a inser­ ção internacional de nossos programas de pós­ graduação, que já contam com grande reconhe­ cimento no universo acadêmico”. O reitor Benedito ressaltou que o principal objetivo de todos os que atuam no Mackenzie é levar a Instituição a alcançar o mais alto pata­ mar entre as instituições de ensino particulares do país. “Para isso, precisamos ampliar a quali­ dade e quantidade dos nossos cursos de gradua­ ção, alavancar dois cursos de pós-graduação ao conceito 7 – Administração e Letras – e os outros cursos no patamar dos conceitos 6, 5 e, no mí­ nimo 4”.


João Pedro Piragibe

No sentido horário, doutor Pedro Ronzelli Jr passa o cargo de reitor ao doutor Benedito Aguiar; vice-reitor professor doutor Marcel Mendes discursando; na mesa, da esquerda para a direita, doutores Benedito Aguiar, Augustus Nicodemus, Cilas Cunha de Meneses, Claudio Lembo, Roberto Brasileiro, Maurício Meneses, Hesio Maciel, Pedro Ronzelli Júnior e Marcel Mendes; auditório Ruy Barbosa recebeu grande público

Vice-Reitoria A Vice-Reitoria da Universidade Presbiteria­ na Mackenzie foi ocupada pelo professor dou­ tor Marcel Mendes, docente da Instituição desde 1972 e um dos nomes mais respeitados da Uni­ versidade. Antes de assumir a Vice-Reitoria, Marcel Mendes ocupava o cargo de Diretor da Escola de Engenharia do Mackenzie. “Encaro este novo de­ safio com o mesmo amor e lealdade em que as­ sumi, há mais de três décadas, o primeiro cargo no Mackenzie. Meu compromisso é ser solidário nos projetos e metas, compartilhando com o rei­ tor em tudo que for necessário com apreço, res­ peito e fidelidade com os compromissos assumi­ dos”, finalizou o vice-reitor. 43


dago nogueira

AULA MAGNA

aconteceu no

Governador Geraldo Alckmin FALA SOBRE EDUCAÇÃO Em março de 2011, a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) recebeu o governador do estado de São Paulo, doutor Geraldo Alckmin, para a aula mag­ na do ano acadêmico 2011 com o tema “Os Desafios do Desenvolvimento para o Estado de São Paulo”. No início do evento, além do governador Alckmin, a mesa diretora foi composta pelo presidente do Su­ premo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, re­ verendo Roberto Brasileiro Silva; pelo comandante do Quarto Comando Aéreo Regional da Força Aé­ rea Brasileira, major-brigadeiro-do-ar Paulo Rober­ to Pertusi; pelo presidente do Conselho Deliberativo do IPM, doutor Maurício Melo de Meneses; pelo vicepre­sidente do Conselho Deliberativo do IPM, doutor Antonio Cabrera Mano Filho; pelo diretor presiden­ te do IPM, doutor Hesio Cesar de Souza Maciel; pelo chanceler da UPM, reverendo doutor Augustus Ni­ codemus Gomes Lopes; pelo então reitor da UPM, doutor Pedro Ronzelli Júnior; pelo secretário de Es­ tado da Educação, doutor Herman Voorwald; e pelo representante do presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, doutor Roberto Mackraken. Também estiveram presentes decanos e direto­ res de unidades, professores, alunos, funcionários e convidados.

Auditório lotado Mais de mil pessoas compareceram ao evento, lo­ tando o auditório principal da Instituição. Na pales­ tra, o governador destacou que o aumento de ren­ 44

da, emprego e educação tem uma consequên­ cia direta na melhoria da saúde. Segundo o dou­ tor Alckmin, o investimento paulista na educação de base, assim como no oferecimento de ensino técnico – caso das FATECs e ETECs – e superior traz efeitos positivos para a qualidade da saúde da população. “A maioria das nossas doenças é proveniente de maus hábitos. Por isso, o aumen­ to da renda e do nível educacional faz com que as pessoas tenham mais condições de adquirir novos hábitos e evitar inúmeras enfermidades”.

Investimento em Tecnologia O governador paulista citou também que uma das marcas de São Paulo é o investimento em pesquisa e inovação. Para o apoio a essas áreas, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) recebe 1% do ICMS paulista, o que equivale a 800 milhões de reais por ano. Casos como o Instituto de Pesquisas Tecno­ lógicas (IPT) e o Butantã são representativos do retorno que a área de pesquisa pode trazer para a população, no desenvolvimento de novos fár­ macos. No término da aula magna, o governador Alckmin fez questão de enviar uma mensagem a todos os mackenzistas. “É uma alegria voltar ao Mackenzie onde tenho dezenas de amigos, uma instituição que une tradição e futuro, experiên­ cia e inovação”.


luis maciel

Mackenzie Rio recebe o Governador Sergio Cabral Em abril de 2011, a Faculdade Mo­ raes Júnior Mackenzie Rio recebeu a visita do governador do estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, que proferiu uma aula magna com o tema “Rio: Ven­ cendo Desafios”. A apresentação foi no auditório do Mackenzie Rio, totalmen­ te lotado, quando o governador desta­ cou os quatro anos do seu governo e os avanços conseguidos nesse período. Diversas autoridades estiveram pre­­ sentes: reverendo Guilhermino Cu­nha, representando o presidente da Igre­ ja Presbiteriana do Brasil, reverendo Roberto Brasileiro Silva; o presidente do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), doutor Hesio Cesar de Souza Ma­ ciel; o reitor da Universidade Presbite­ riana Mackenzie (UPM), doutor Benedi­ to Guimarães Aguiar Neto; o vice-reitor da UPM, doutor Marcel Mendes; o chan­ celer da UPM, doutor Augustus Nicode­ mus Gomes Lopes; os decanos Clever­ son Pereira de Almeida, Moisés Ari Zil­ ber e Esmeralda Rizzo; o reverendo Isa­ ías de Souza Maciel, presidente da Or­ dem dos Ministros Evangélicos do Brasil; o diretor acadêmico do Mackenzie Rio, professor César Vargas, além de auto­ ridades do governo do Rio de Janei­

ro, professores, alunos e funcionários. O evento foi aberto com a fala do pre­ sidente do IPM, doutor Hesio Maciel e pela devocional feita pelo chanceler da UPM, reverendo Augustus Nicode­ mus. Antes de iniciar a aula magna, o governador Sergio Cabral foi home­ nageado com o diploma Laurea Pal­ mas Acadêmicas, entregue pelo rei­ tor da UPM, doutor Benedito Aguiar.

Destaques do Rio Entre os assuntos abordados pelo governador em sua aula magna enu­ meraram-se as frentes de trabalho que puderam transformar o Rio de Janeiro em um Estado com as “contas em dia” e  destacaram-se ações importantes como o compromisso do governo esta­ dual com a gestão da máquina pública, e o enfrentamento da violência. “O Rio hoje tem uma agenda de investimen­ tos considerável em diversos segmen­ tos como petróleo e gás, setores side­ rúrgico, químico, serviços e de tecno­ logia. Estamos crescendo de uma ma­ neira muito contundente e melhorando serviços públicos”, disse o governador. Outro assunto que o governador des­ tacou foi a campanha para as Olimpía­

das de 2016. Ele falou sobre a vitória e a importância que o grande evento es­ portivo terá para a revitalização do es­ tado do Rio e da cidade carioca. “Quan­ do lançamos a campanha das Olimpía­ das muita gente não acreditava. Mos­ tramos aos membros do Comitê Olím­ pico Internacional (COI) que queríamos deixar um legado para a população. Em março deste ano, quando o presidente Barack Obama veio ao Brasil, ficou me provocando, querendo saber como nós havíamos ganhado da cidade dele, Chi­ cago. Eu expliquei: ‘Presidente, eu só re­ peti o que você disse para o povo ameri­ cano: yes, we can’”. O governador lembrou que, em seu primeiro mandato, no ano de 2007, compareceu ao evento de abertura do ano letivo da Faculdade Moraes Júnior Mackenzie Rio. “É uma honra estar aqui, quatro anos depois, celebrando conquistas, avanços, mas lembrando que temos que ficar atentos para que essas conquistas não se percam. Des­ truir é fácil, construir é difícil. Temos que trabalhar para que o bem preva­ leça e para que o nosso Estado conti­ nue neste caminho de pujança econô­ mica”, finalizou. 45


fotos: Wilson camargo

aula magna

aconteceu no

Vice-presidente do Brasil expõe reforma política Em maio de 2011, a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) recebeu o vice-presidente da Re­ pública Federativa do Brasil, doutor Michel Temer, para uma aula magna com o tema “Reforma Políti­ ca”. No início do evento, além do vice-presidente, a mesa diretora foi composta pelo presidente do Su­ premo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, re­ verendo Roberto Brasileiro Silva; pelo presidente do

Conselho Deliberativo do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), doutor Maurício Melo Meneses; pelo diretor presidente do IPM, doutor Hesio Ce­ sar de Souza Maciel; pelo chanceler da UPM, re­ verendo doutor Augustus Nicodemus Gomes Lo­ pes; pelo magnífico reitor da UPM, doutor Bene­ dito Guimarães Aguiar Neto; e pelo diretor da Faculdade de Direito do Mackenzie, doutor Nun­ cio Theophilo Neto. Também estiveram presen­ tes decanos e diretores de unidades, professo­ res, alunos, funcionários e convidados.

Auditório lotado

Michel Temer (Vice-Presidente da República) recebendo Láurea Palmas Acadêmicas com o Dr. Benedito Guimarães Aguiar Neto (Reitor da UPM) e com o Dr. Hesio Cesar de Souza Maciel (Presidente do IPM)

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O Ruy Barbosa recebeu cerca de 900 pesso­ as, lotando o auditório principal da Instituição. Na palestra, o vice-presidente pontuou os diver­ sos mecanismos que fazem da política um tema fascinante. Entre os destaques, falou sobre de­ mocracia, partido político, papéis do executivo, legislativo, judiciário e constituição. Em um mo­ mento descontraído, o doutor Temer sugeriu que “todos deveriam ler a Constituição à noite, an­ tes de dormir, um horário perfeito para saborear essa leitura”. Ao fim do evento, o doutor Michel Temer agradeceu o convite e a oportunidade de falar a tantos alunos do curso de Direito, contri­ buindo para sua capacitação.


Wilson camargo

editora

Doutor Benedito Aguiar preside a mesa com autoridades da UPM, do IPM e os novos conselheiros editoriais acadêmicos

Editora Mackenzie tem novo Conselho Editorial Acadêmico A Coordenadoria de Publicações Acadêmicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e a Editora Mackenzie apresentaram seu novo Conselho Editorial Acadêmico, que conta com um representante de cada Unidade da UPM e é presidido pela professora doutora Helena Bonito Couto Pereira. O evento aconteceu no dia 16 de junho e reuniu autoridades do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), da UPM, além de professores e funcionários de diversas áreas. Os membros do Conselho, que cumprem um mandato de dois anos, têm como responsabilidade deliberar sobre as obras que passam pelo processo de avaliação externa e que obtiveram pareceres favoráveis à publicação. São Conselheiros da Coordenadoria os professores doutores José Francisco Siqueira Neto, Faculdade de Direito (reeleito); Leila Figueiredo de Miranda, Escola de Engenharia; Luciano Silva, Faculdade de Computação e Informática; Márcia Guekezian, Centro de Ciências e Humanidades (reeleita); Maria Cristina Triguero Veloz Teixeira, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde; Maria Lucia Marcondes Carvalho Vasconcelos, Centro de Comunicação e Letras; Moises Ari Zilber, Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (reeleito); Valter Luís Caldana Júnior, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo; Wilson do Amaral Filho, Escola Superior de Teologia. Durante a solenidade também foi lançada a Coleção AcadeMack, criada para publicar e divulgar a produção docente e discente da UPM, abrangendo todas as áreas do conhecimento. Ela privilegia a publicação das melhores pesquisas desenvolvidas tanto na UPM quanto em outras instituições de ensino superior. Os três primeiros títulos da Coleção, que destacam a produção de docentes das áreas de Administração e Letras são: “Em trânsito”, de Renato

Modernell; “Gerenciamento de riscos e aspectos comportamentais no mercado de seguros”, organizado por Herbert Kimura; “Modelos de tomada de decisão para inovação em empresas”, organizado por Herbert Kimura e Leonardo Fernando Cruz Basso.

META É QUALIFICAR A EDITORA MACKENZIE O evento teve início com a devocional feita pelo chanceler da UPM, reverendo doutor Augustus Nicodemus Gomes Lopes e, logo após, o diretor presidente do IPM, doutor Hesio Cesar de Souza Maciel destacou o momento especial em que o Mackenzie vive, vencendo desafios ao avançar na produção científica e de conhecimento. “São saltos que temos de dar, mas facilita o fato da mantenedora, a Instituição e a Igreja estarem juntas nesse trabalho, visando os mesmos objetivos”. Em seguida, a doutora Helena Bonito fez a apresentação dos componentes do Conselho, além de valorizar a produção de nossos professores nos diversos livros lançados pela Editora. “Daremos continuidade ao bom trabalho que já vinha sendo feito e pretendemos qualificar cada vez mais nossa Editora para que, ao longo do tempo, sejamos autossustentáveis”. No encerramento, o reitor da UPM, doutor Benedito Guimarães Aguiar Neto também enfatizou que o grande desafio será consolidar a Editora Mackenzie como uma das grandes entre as instituições de ensino superior. “Graças ao apoio que tivemos do grupo Santander, as revistas acadêmicas serão impressas novamente, sendo que três delas – as mais bem qualificadas pela CAPES – serão lançadas no 2º semestre deste ano. Temos de incentivar nossa produção acadêmica para que haja uma maior visibilidade da nossa Instituição”, finalizou o reitor. 47


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Wilson camargo

universidade

aconteceu no

Unidades da UPM têm novos diretores No dia 22 de junho, o auditório Ruy Barbosa, campus Itambé, recebeu centenas de convidados que prestigiaram a posse dos novos diretores das unidades da Escola de Engenharia (EE), Centro de Ciências Sociais e Biológicas (CCBS), Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA), Centro de Comunicação e Letras (CCL) e Centro de Ciências e Humanidades (CCH). As autoridades que compuseram a mesa foram o reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), doutor Benedito Guimarães Aguiar Neto; o chanceler da UPM, doutor Augustus Nicodemus Gomes Lopes; o presidente do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), doutor Hesio Cesar de Souza Maciel; e o vicereitor da UPM, doutor Marcel Mendes. A devocional foi feita pelo reverendo doutor Augustus. Logo após, o doutor Hesio destacou o otimismo em relação aos rumos do Mackenzie, cumprimentando os novos diretores. “Agradeço aos antigos diretores que cumpriram seu papel de forma brilhante e saúdo os novos diretores. A mantenedora está pronta a ajudar no que for preciso, caminhando com vocês”. Na posse, o professor doutor Roberto Rodrigues Ribeiro (CCBS) destacou a continuidade no caminho de conquistas e sucessos. “Trabalharemos pelos cursos da unidade junto com os coordenadores, agregando valores em confessionalidade, sustentabilidade, inovação, internacionalização, pesquisa, extensão e capacitação do corpo docente. Nossa meta é superar, cada vez mais, nossos objetivos. Sinto orgulho de ser mackenzista”. O professor doutor Marcelo Martins Bueno (CCH) agradeceu primeiramente a Deus por ter lhe proporcionado tantas conquistas, a

Da esquerda para a direita, doutores Roberto Ribeiro (CCBS), Marcelo Bueno (CCH), Leila de Figueiredo (EE), Sergio Lex (CCSA) e Alexandre Huady (CCL)

diversos colegas do Mackenzie e aos pais pelo apoio incondicional. “Não medirei esforços para que o CCH seja referência nos cursos e nos centros. A carreira de docente está nas origens do Mackenzie, formando professores. É uma Instituição com tradição acadêmica, pedagógica e humanista”. Na posse do professor doutor Alexandre Huady Torres Guimarães (CCL) ele relembrou que seus pais estudaram no Mackenzie e ele fez Ensino Médio, criando um vínculo muito forte com a Instituição. “O grande desafio é melhorar a nossa avaliação tanto no stricto sensu quanto na graduação. Temos de ter um olhar de educadores para nossos alunos para que eles façam parte, com competência, da história do Mackenzie”. Na sequência da solenidade, tomou posse o professor doutor Sergio Lex (CCSA), que ressaltou a disposição e o entusiasmo por fazer parte da equipe. “Novos cursos serão implantados valorizando nosso centro e criando um processo contínuo de acompanhamento e avaliação de docentes. Obter conceitos máximos no MEC na graduação e pós-graduação são metas ousadas, mas não impossíveis. Para isso, a inserção internacional é um objetivo que será buscado tenazmente”. Finalizando as posses, a professora doutora Leila de Figueiredo (EE) destacou a honra pela escolha do seu nome e por ser a primeira mulher a dirigir a EE. “Os engenheiros desempenham papel fundamental em qualquer país. E as mudanças no Mackenzie e na EE, baseados nas diretrizes e metas propostas na Visão 150, inserem alunos do século XXI nos maiores patamares da excelência”.


Wilson Camargo

instituto

Conselho Deliberativo tem quatro novos membros

  Em junho, na reunião plenária do Conselho Deliberativo do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), tomaram posse quatro novos conselheiros, eleitos na reunião de março de 2011. Com a presença dos membros do Conselho Deliberativo, de diretores do IPM, do chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), doutor Augustus Nicodemus Gomes Lopes, do reitor da UPM, doutor Benedito Aguiar e de convidados dos empossados, os novos conselheiros assumiram com mandato de quatro anos, podendo ser reeleitos por uma única vez. Os novos conselheiros, que são voluntários e não recebem qualquer tipo de remuneração do Mackenzie, representam quatro regiões do país e além das suas carreiras profissionais, exercem liderança eclesiástica no âmbito da Igreja Presbiteriana do Brasil. O Conselho Deliberativo é o órgão máximo de decisão do Instituto Presbiteriano Mackenzie.

Presidente do Conselho Deliberativo, doutor Maurício Melo de Meneses, falando aos quatro novos conselheiros. Da esquerda para a direita, doutor José Francisco Hintze Jr.,  professor Eli de Freitas, doutor Rogério Donato Kampa, professor Marilo Costa

Os empossados

Doutor José Francisco Hintze Junior - Médico Veterinário. Executivo de Multinacional com atuação no Brasil e no Exterior, tendo exercido a função de Senior Director Special Projects para Canadá, América Latina e Asia. Expositor internacional e autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior. Mora em São Paulo

Professor Eli de Freitas Professor de Educação Física, Especialização em Marketing. Empresário no ramo industrial de autopeças. Mora no Rio de Janeiro

Doutor Rogério Donato Kampa – Médico e Teológo. Empresário industrial no ramo de perfurmaria e higiene pessoal. Foi Prefeito da Cidade de Araucária no Paraná, Diretor Geral da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná. Fundador da Associação das Empresas Ambientalistas do Paraná. Mora em Curitiba

Professor Marilo Costa Engenheiro, Mestrado em Arquitetura, Professor Universitário. Foi Coordenador do Curso de Engenharia Civil e Pro-reitor administrativo substituto da UFPB. Foi Secretário de Meio Ambiente do Estado da Paraíba. Mora em João Pessoa

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Mackenzie e Escola Naval disputam a XL MacNav Neste ano de 2011, entre os dias 5 e 7 de maio, a cidade do Rio de Janeiro sediou a 40ª MacNav, evento que teve início em 1946, e envolve alunos do Mackenzie e cadetes da Escola Naval. Na edição deste ano, na tradicional cerimô­ nia de abertura dos jogos estiveram presentes as seguintes autoridades do Mackenzie: pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), dou­ tor Hesio Cesar de Souza Maciel, presidente; doutor José Paulo Fernandes Júnior, diretor de Ensino e Desenvolvimento; doutor Wallace Tesch Sabaini, diretor de Administração e Ges­ tão de Pessoas; reverendo Joer Correa Batis­ ta, gerente de Responsabilidade Social e Filan­ fotos: dago nogueira

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tropia. Pela Universidade Presbiteriana Macken­ zie (UPM), o chanceler doutor Augustus Nicode­ mus Gomes Lopes; e o vice-reitor doutor Mar­ cel Mendes, representando o reitor da UPM, doutor Benedito Guimarães Aguiar Neto, além de funcionários e convidados do Mackenzie. Pela Escola Naval estiveram presentes o ContraAl­mirante Leonardo Puntel, atual comandante da Escola Naval (EN); Marcelo Campos, Imedia­ to da EN; Herman Stroub, comandante do Corpo de Aspirantes; Leonardo Mesquita Araújo, chefe do Departamento de Formação Marinheira; Fuzi­ leiro Naval Eli Angelo Araújo, chefe do Departa­ mento de Educação Física; Divanildo Felipe San­ tiago, Oficial de Gabinete; Rodrigo de Araújo Cid Santa Rita, Assistente; e professora Marcia Mal­ ta, Relações Públicas. “A competição esportiva é importante, mas importa-nos muito mais o rela­ cionamento, fazer amigos em uma instituição tão séria e que em tanto se parece com a nossa por sua tradição”, afirmou contra-almirante Puntel durante a cerimônia de abertura. Esse relacionamento também foi destacado pelo presidente do Mackenzie, doutor Hesio Ma­ ciel. “O que nós ganhamos com essa parceria não são as vitórias das modalidades esportivas, mas a integração entre esses jovens que formam uma elite nesse país e que serão nossos futuros diri­ gentes.” A competição deste ano contou com provas de atletismo, futebol, polo aquático, judô, vô­ lei, basquete e natação. “O Mackenzie tem tradi­ ção de excelentes desempenhos esportivos, e a Escola Naval se atualiza e consegue crescer mui­ to no esporte com esse intercâmbio. Temos um carinho imenso por essa competição”, comentou o almirante Puntel. Durante a cerimônia, houve


Marco Histórico: O primeiro culto Protestante no Brasil

escola naval

Cabe aos presbiterianos a honra de terem realizado o primeiro culto evangélico na história do Brasil e das Américas. Esse evento ocorreu há 456 anos em uma pequena feitoria fundada pelos franceses na baía da Guanabara. A expedição de Nicolas Durand de Villegagnon, que deu o nome a Ilha de Villegagnon, chegou à Guanabara em 10 de novembro de 1555 e em 10 de março de 1557 desembarcaram na ilha 14 pessoas ligadas à igreja reformada. Logo em seguida, reunidos em uma pequena sala no centro da ilha, foi realizado um culto de ação de graças, o primeiro culto protestante ocorrido nas Américas, o Novo Mundo. O Memorial Presbiteriano em homenagem a esse culto está situado na Ilha de Villegagnon e foi inaugurado em 11 de outubro de 2005.

Em frente ao marco histórico, senhora Carmem Regina Mendes, doutor Marcel Mendes, Comandante Puntel, doutores Hesio Maciel, Augustus Nicodemus e José Paulo Fernandes Júnior

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ainda o juramento do atleta, o hasteamento das bandeiras e a pira olímpica foi acesa por aspi­ rantes da escola e atletas da delegação macken­ zista, promovendo mais uma vez a integração.

Primeiras competições e jantar No dia 6 de maio, as duas primeiras compe­ tições aconteceram logo após a cerimônia de abertura. O atletismo e o polo aquático termi­ naram com a vitória do Mackenzie. À tarde, os jogos de vôlei e basquete foram vencidos no­ vamente pelo Mackenzie. À noite, os diretores das duas instituições e convidados participaram do tradicional jantar do comandante, em que a troca de presentes provou mais uma vez a for­ te parceria que os une. Na ocasião, o Mackenzie também renovou o contrato de patrocínio do ve­ leiro oceânico Quiricomba.

Passeio e mais vitórias Ainda na sexta-feira, a diretoria do Ma­ ckenzie conheceu toda a infraestrutura da Es­ cola Naval, com visitas às instalações de salas de aula, alojamentos dos aspirantes, o planetá­ rio e o marco histórico do primeiro culto pro­ testante do Brasil e das Américas, realizado em 10 de março de 1557, na Ilha de Villegagnon. Os jogos tiveram seu término no sábado, com o judô, natação e futebol de campo, única mo­ dalidade vencida pela Escola Naval, fechan­ do o placar geral em 6X1 para o Mackenzie. O encerramento foi marcado por uma feijoada de confraternização e pela entrega do troféu de vencedor, recebido pelo vice-reitor do Macken­ zie, doutor Marcel Mendes. 52

Vice-reitor Marcel Mendes recebe troféu das mãos do Comandante Puntel; troca de presentes entre Escola Naval e Mackenzie


divulgação

esportes Natação Paraolímpica Daniel Dias é um dos principais atletas a representar o Brasil nas Paraolimpíadas e esperança de medalha nas competições em que participa. O atleta começou bem o ano, em fevereiro foi pela terceira vez indicado ao Prêmio Laureus de melhor atleta paraolímpico. A indicação surgiu graças ao desempenho de Daniel no Mundial de Natação da Holanda, em agosto do ano passado, quando faturou sete medalhas de ouro em sete provas individuais, quebrando cinco recordes mundiais na classe S5. Em 2009 ele recebeu o prêmio por sua atuação nas Paraolimpíadas de Pequim. Em tempos de preparação para os jogos Parapanamericanos e Paraolímpicos, Daniel dedicou o primeiro semestre aos treinamentos e, para potencializá-los, participou de dois campeonatos internacionais.

De 8 a 10 de abril, disputou o Open de Sheffield, na Inglaterra, e faturou quatro medalhas de ouro nas quatro provas disputadas. De 28 de abril a 1º de maio, foi à Alemanha competir no Aberto de Paranatação de Berlim. Lá, além do ouro na prova dos 200m livre, o atleta quebrou o recorde mundial em três provas: nos 200m medley, nos 100m livre e nos 100m costas. Para finalizar a série de treinamentos, Daniel passou 21 dias treinando em San Luis Potosí, no México, com a seleção paraolímpica de natação. O objetivo é começar a preparação para o Parapan de Guadalajara, com treinos em altitude. “A rotina é dura, tem treino de manhã e à tarde, mas temos que batalhar pelos nossos objetivos e sonhos. Com trabalho e fé em Deus, chegamos lá!”, diz o atleta. 53


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Aluno do Mackenzie participa do Troféu Brasil 2011 Julio Siqueira Vieira, estudante de Engenharia Eletrônica do Mackenzie, acrescentou mais cinco medalhas para a sua coleção. Na Engenharíadas, competição que reuniu em abril estudantes de todo o país, Julio conquistou quatro ouros e uma prata. No mês de agosto o tricampeão do Brasileiro de Atletismo terá como maior objetivo o Troféu Brasil e a conquista de uma vaga para os Jogos Pan-Americanos. Com 24 anos de idade, Julio passa atualmente pelo estágio de evolução no atletismo. “Segundo meu treinador, o auge físico no atletismo é atingido entre 25 e 30 anos. Estou exatamente nesse estágio e, por isso, treinando bastante para conquistar resultados cada vez mais expressivos”, comentou o atleta. Muitas vezes, a falta de reconhecimento nacional faz com que o atleta se desdobre entre os estudos, para um futuro fora das pistas, e os treinamentos diários. “Consegui bolsa do Mackenzie para cursar Engenharia Eletrônica no período diurno. Esse apoio possibilita que eu continue meus estudos

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e, ao mesmo tempo, treine todos os dias à tarde e à noite. Dessa forma, além de cursar uma área que gosto bastante, posso pensar em outro futuro profissional, após a aposentadoria nos esportes”, destaca Julio, que já é formado em Física e foi pesquisador, durante quatro anos, do Centro de Rádio Astronomia e Astrofísica do Mackenzie (CRAAM). Para o Troféu Brasil desse ano a expectativa é conquistar medalhas nos 400 e 800 metros rasos, de olho nas primeiras posições do ranking e, assim, conseguir vaga para os Jogos Pan-Americanos 2011, em Guadalajara, México. Atleta da equipe Orcampi/Unimed, de São Caetano, Julio Siqueira Vieira é treinado por Adauto Domingues, mesmo técnico do fundista Marilson dos Santos, bicampeão da Maratona de Nova York e tricampeão da São Silvestre. “Estar diariamente em contato com atletas experientes nos dá ainda mais condições para sonhar com um Pan-Americano e, quem sabe, com os Jogos Olímpicos”, afirma Julio.


As atletas Ana Paula e Claudia Shitsuka com a mãe, no pódio de premiação do caratê

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Colégio

Esporte Universitário Os atletas mackenzistas também são destaque no meio universitário. Alunos de vários cursos defendem a bandeira do Mackenzie em diversas modalidades, mantendo acesa a tradição no esporte da Instituição. A aluna de Desenho Industrial, Claudia Ikezumi, conquistou o título da Liga do Desporto Universitário de Tênis de Mesa 2011. O ouro rendeu à atleta de 24 anos a vaga para a Universíade 2011, que acontece na China. Claudia participa de competições desde os 12 anos e já foi integrante da Seleção Brasileira Juvenil de Tênis de Mesa. No caratê, as irmãs Ana Paula e Claudia Shitsuka, de 22 e 26 anos, respectivamente, defenderam bem o Mackenzie na Liga do Desporto Universitário de Lutas 2011. Após se enfrentarem nas oitavas-definal do torneio individual, Ana Paula levou a melhor, venceu a irmã e acabou conquistando o ouro. A atleta já esteve na seleção brasileira de caratê de 2003 a 2009, e detém títulos de campeã mundial (Hungria, 1999) e pan-americana (Caribe, 2006), além de torneios sul-americanos, brasileiros e paulistas, mas teve que diminuir o ritmo dos treinos para se dedicar aos estudos, e passou a defender o Mackenzie no circuito universitário. Aline Perez Mak, aluna de Arquitetura federada pelo Esporte Clube Pinheiros, quebrou o recorde Brasileiro de Natação, nos 100m peito na categoria 20+ reiterando a força na natação feminina do Mackenzie. Além das modalidades individuais, o Mackenzie é sempre bem representado nos Jogos Universitários. Entre os dias 21 e 24 de abril aconteceram simultaneamente dois dos mais tradicionais jogos universitários, as Engenharíadas e os Jogos Jurídicos. O Mackenzie sagrou-se campeão nas duas competições.

No dia 18 de junho, alunos do Colégio Presbiteriano Mackenzie São Paulo, disputaram a final nacional do Torneio NBA 5X5 Brasil 2011, competição internacional com participação da National Basketball Association (NBA). Após vencer o Colégio Prósper, do Rio de Janeiro, com um largo placar de 31 X 12, os alunos da categoria Sub-15, nascidos entre 1996 e 1998, sagraram-se campeões nacionais e partem para as etapas internacionais, ainda sem data e local definidos. O professor de educação física do colégio, Marcos Tadeu, técnico do time, se orgulha do título. “Acredito ter sido um grande resultado para a nossa escola, principalmente por se tratar de um evento com a chancela da NBA. Essa conquista coloca o Mackenzie SP em merecido destaque no cenário estudantil nacional, graças ao esforço que a Instituição atribui ao esporte”, analisa.

Acima, equipe nacional invicta; ao lado, aluno Lucas Moura com o troféu do Torneio NBA 5X5 Brasil 2011

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A partir do alto, no sentido horário: César Castro, Rui Marinho, Ian Matos e Hugo Parisi

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Saltos ornamentais

Os atletas de saltos ornamentais do Mackenzie estão em um ano de atividades intensas. Além dos Jogos Pan-Americanos, em 2011, aconteceu o Mundial de Esportes Aquáticos, na China, em julho, uma das principais competições internacionais da modalidade. Como preparação para as duas importantes competições, os saltadores mackenzistas César Castro, Hugo Parisi, Rui Marinho e Ian Matos intensificaram o treinamento. Entre 7 e 10 de abril aconteceu no Rio de Janeiro o Troféu Brasil de Saltos Ornamentais, competição que foi eliminatória para o Grand Prix do Circuito Mundial de Saltos Ornamentais. César, Hugo e Rui conseguiram o índice e embarcaram no dia 28 do mesmo mês para Montreal, no Canadá, onde garantiram índice para participação no Mundial de Esportes Aquáticos. Partiram então para os Estados Unidos, onde competiram entre 5 e 8 de maio, buscando melhorar a pontuação e aperfeiçoar os saltos. Integrantes da seleção brasileira, os quatro atletas do Mackenzie participaram de treinamento especial da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, entre 19 e 26 de junho, para os jogos Pan-Americanos.


lançamEntos

Lançamento do livro A Tua Palavra é a Verdade A Chancelaria e a Escola Superior de Teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) lançaram o livro “A Tua Palavra é a Verdade” de autoria do reverendo Hermisten M. P. Costa. O evento foi no Espaço Cultural João Calvino, campus Itambé, São Paulo, em março de 2011. O reverendo Hermisten é ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil e doutor em Ciências da Religião. É professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião (PPGCR) do Mackenzie, professor de Teologia Sistemática e Teologia Contemporânea do Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição e integra a equipe de pastores da Igreja Presbiteriana de São Bernardo do Campo. Segundo o autor, o conteúdo da obra é resultado de uma série de pregações feitas na Igreja Protestante Reformada de Maringá, Paraná, e na Igreja Presbiteriana de São Bernardo do Campo, São Paulo, em 2007 e 2008. O estudo sobre o ensino de Cristo a partir da Oração Sacerdotal, ainda segundo o autor, foi extremamente edificante e instrutivo, especialmente no que se refere à construção de uma cosmovisão cristã. “Desejo que a leitura destas anotações possa ser edificante e instrutiva no sentido de nos apegarmos à Verdade Encarnada, Jesus Cristo, como Autor e Consumador de nossa fé e de todo nosso pensar e agir”, finaliza o reverendo Hermisten.

Livro Mochileiros da Fé foi lançado no Mackenzie Em maio de 2011, foi lançado no Centro Histórico Mackenzie o livro “Mochileiros da Fé”, de autoria de Ricardo Bitun. Neste livro, o autor nos convida a analisar a complexidade de movimentos pentecostais que brotaram no Brasil nas últimas décadas. Nesse novo meio proliferam sujeitos que peregrinam e transitam de um para outro movimento religioso. Eles facilmente abandonam e trocam as lealdades religiosas anteriores, e é assim que profetas, líderes carismáticos, apóstolos, missionários ou bispos, na vida real ou virtual, são trocados uns pelos outros, como se troca de produtos na sociedade de consumo. Assim, surgem verdadeiros mochileiros da fé criando um nomadismo de contínua conversão aplicados ao mundo carismático e pentecostal. Compreender este fenômeno é repensar a igreja a partir de sua realidade contemporânea. 57


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Alunos do Ensino Fundamental II Receberam Bíblia Trilíngue Em abril, o Centro Histórico Mackenzie foi palco do lançamento da Bíblia Trilíngue Mackenzie, uma iniciativa da Chancelaria da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e dos Colégios Presbiterianos Mackenzie (CPM) que contemplou os alunos do Ensino Fundamental II das três unidades. O reverendo Fernando de Almeida, da chancelaria da UPM, deu início à solenidade destacando a importância dessa iniciativa, “que permite educar e aproximar os alunos da Palavra de Deus”. O chanceler da UPM, reverendo Augustus Nicodemus Gomes Lopes, agradeceu o empenho de todos na execução do projeto e ressaltou que a Bíblia é o livro mais lido no mundo e o mais traduzido também. “Deus se revelou por meio da Bíblia e acreditamos que Sua mensagem atende a todos os questionamentos e necessidades espirituais porque instrui e educa aos que a leem, em todas as partes do mundo”. O doutor José Paulo Fernandes Júnior, diretor de Ensino e Desenvolvimento do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), enfatizou que a Bíblia Trilíngue é um material didático que ratifica nossa confessionalidade e educa o aluno a ser um cidadão digno. “Além de termos a

excelência no ensino com o Sistema Mackenzie de Ensino, ainda temos esse diferencial no aprendizado do nosso alunado”, destacou. O presidente do IPM, doutor Hesio Cesar de Sousa Maciel, cumprimentou com entusiasmo a iniciativa da Chancelaria, destacando a responsabilidade do Mackenzie na educação. “Deus nos entregou jovens para darmos amor, fraternidade e conhecimento. O nosso grande desafio é cuidar das crianças, dos adolescentes e dos jovens para que semeiem a Palavra de Deus.” O doutor Benedito Guimarães Aguiar Neto, reitor da UPM, ressaltou a importância da solenidade: “Quando pensamos que esse lançamento beneficiará a tantas pessoas, ficamos felizes. Parabenizamos a Chancelaria e os colégios que poderão utilizar a riqueza dessa Bíblia em todos os seus aspectos. Eles são um exemplo para todos”.

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No alto, apresentação da Bíblia Trilíngue pelo chanceler da UPM, reverendo doutor Augustus Nicodemus Gomes Lopes e, ao fundo, reverendo Fernando de Almeida; acima, doutor Hesio com a edição especial da Bíblia Trilíngue


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Mackenzie Tamboré Promove Atividades PELO Dia Mundial do Meio Ambiente Em razão do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, o Colégio Mackenzie Tamboré, na região de Alphaville, realizou diversas atividades de conscientização sobre boas práticas voltadas à preservação da natureza. As atividades aconteceram entre 6 e 10 de junho. Aproveitando a extensa área verde da Instituição, alunos da Educação Infantil participaram de passeios pelo campus para observação da natureza e elaboração de desenhos ao ar livre. Houve também caminhadas ecológicas até o bosque do sesquicentenário, integrando educação física à natureza. Além disso, os estudantes do colégio participaram do dia do “Lanche sem lixo”. As crianças foram convidadas a levar um lanche sem embalagens descartáveis, por exemplo, consumindo sucos em garrafa retornável, utilizando guardanapo de pano e outras práticas sustentáveis. Diversas outras atrações culturais tiveram como foco cuidados com o meio ambiente, como exposição de livros e cartazes na biblioteca e reflexão do livro “Cuidado, Dona Mata!”, de autoria de Regina Siguemoto. Crianças do Jardim II participaram também de excursão para a Associação Girassol, em Santana de Parnaíba. Na oportunidade elas participaram de brincadeiras, jogos, atividades referentes ao

reaproveitamento de água, horta orgânica e captação de água da chuva. No dia 8, o grupo de teatro Paca Tatu apresentou para alunos da Educação Infantil e 10 ano a peça “Viva o Verde”. O espetáculo referiu-se à preservação do meio ambiente e a práticas individuais que favorecem a proteção da natureza. Segundo a professora Vera Mendes, diretora do Colégio Mackenzie Tamboré, é importante que eventos como esses aconteçam durante todo o ano, a fim de estimular uma prática responsável permanente de crianças e adolescentes. “Durante os meses de março e abril, por exemplo, desenvolvemos um projeto inédito com os alunos de 60 a 80 ano, chamado “Fiscais do Meio Ambiente”. Todos os alunos, acompanhados de seus professores, fiscalizaram e conscientizaram os demais a jogarem lixo no lixo”. Na semana de 1 a 3 de junho, o Colégio Mackenzie realizou a I ConfeMack, conferência que envolveu alunos do Ensino Médio e seus pais, com o tema “Energia Nuclear Mundial”. “Foram momentos de integração e reflexão, com debates sobre energia nuclear e seus impactos na natureza. Os alunos fizeram simulações de uma conferência nacional e de reuniões internacionais”, explicou a diretora.

Colégio Mackenzie Tamboré realiza a 13ª Festa da Roça O dia 15 de maio foi reconhecido pela UNESCO como “Dia Internacional das Famílias”. Não por acaso, o Colégio Mackenzie Tamboré, promoveu durante esse mês vários eventos para os alunos, suas famílias e a comunidade. No dia 28, aconteceu a 13ª Festa da Roça, que neste ano teve como tema o “Ano Internacional das Florestas”. Com projetos abordando a cultura típica rural de cada região, o objetivo da festa é trabalhar com os alunos e com o público em geral a diversidade regional, a partir da Mata Atlântica (sudeste), Floresta Amazônica (norte), Mata dos Cocais (nordeste) e Mata dos Pinhais (sul). Durante o evento, os alunos realizaram apresentações de danças e o público pôde desfrutar das diversas barracas de diversão e alimentação. “Além de um projeto pedagógico para trabalharmos com os alunos, o intuito da festa foi que alunos, familiares e o público em geral se confraternizassem em um ambiente alegre e saudável”, destacou a professora Eliana Ferreira Rosa, coordenadora do Ensino Fundamental I.

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Alunos do Mackenzie Brasília representam o Brasil no Mundial de Robótica na Turquia A equipe brasileira embarcou dia 2 de julho para o RoboCup 2011, em Istambul É de Brasília, do Colégio Presbiteriano Mackenzie, a equipe que representou o Brasil no Mundial de Robótica, a RoboCup 2011, que aconteceu entre os dias 5 e 11 de julho, em Istambul, na Turquia. Marcos Paulo Cayres Rosa, Pedro Augusto Elia Franco e Márcio Von Sperling Ribeiro Coelho, todos de 15 anos, formaram a equipe Órion 7.0 que conquistou a vaga na modalidade Rescue secundário do Mundial ao vencer equipes de todo o país na IV Olimpíada Brasileira de Robótica 2010, realizada no Centro Universitário da FEI, em São Bernardo do Campo, São Paulo, no ano passado. Na modalidade Rescue, o desafio dos robôs é resgatar vítimas em um prédio em ruínas e o protótipo desenvolvido pelos alunos do Mackenzie de Brasília apresentou a melhor regularidade no reconhecimento de vítimas e de obstáculos durante as provas no campeonato brasileiro. Os estudantes embarcaram no dia 2 de julho para Istambul. No último dia 18 de junho esta mesma equipe venceu a modalidade prática do Ensino Médio da 5ª  Olimpíada Brasileira de Robótica, realizada no Colégio Presbiteriano Mackenzie, em Brasília, e representará o Distrito

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Federal na etapa nacional, na Universidade Federal de São João Del Rei, em Minas Gerais, de 18 a 21 de setembro.   Apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Olimpíada destina-se a revelar talentos de qualquer escola pública ou privada, dos ensinos Fundamental, Médio ou Técnico. A atividade nacional tem o objetivo de utilizar a robótica — área de grande interesse dos adolescentes e jovens — para estimular a procura pelas carreiras científico-tecnológicas, identificando talentos que contribuam futuramente ao desenvolvimento científico brasileiro. A Olimpíada Brasileira de Robótica é uma iniciativa pública, gratuita, sem fins lucrativos, organizada pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com o apoio da Comissão Organizadora da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) e da Comissão Organizadora da Olimpíada Brasileira de Informática (OBI). A equipe brasileira na RoboCup 2011, na Turquia, teve como mentor o professor Mauro de Azevedo Viana Júnior e coordenação da professora Lucilene Lopes Campanholo, ambos do Colégio Presbiteriano Mackenzie, do Lago Sul, Brasília. Em Istambul, eles concorreram com outras 34 equipes do mundo todo e classificaram-se em 20º lugar. 


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Colégio Mackenzie Brasília Comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente Em razão do Dia Mundial do Meio Ambiente, o Colégio Presbiteriano Mackenzie Brasília realizou diversas atividades de conscientização das crianças sobre boas práticas voltadas à preservação da natureza. As atividades fizeram parte do projeto “Plantando Árvores por um Mundo Melhor”. No dia 6 de junho, o projeto do Mackenzie levou os estudantes para plantar mudas de árvores na unidade da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), em Sobradinho. Também puderam visitar a 1ª Exposição de Oportunidades Ambientais, promovida pela Secretaria de Meio Ambiente e pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram). No mesmo dia, outra atividade programada levou estudantes do 60 ano do Ensino Fundamental para um passeio de trem

com a finalidade de conhecerem o bioma do cerrado. Na ocasião fizeram o plantio de mudas na reserva florestal Flona. Segundo a professora Rosimeiry Nascimento, coordenadora do Ensino Fundamental II do Mackenzie, essas atividades são essenciais para incentivar as crianças a seguirem práticas que auxiliem a preservação da natureza. Neste ano, o Mackenzie e seus alunos organizam trabalhos relacionados ao tema “Por um Mundo Melhor, a Começar em Mim”. O objetivo é refletir sobre ações simples e efetivas, mas importantes para a prática consciente da cidadania.

Colégio Mackenzie Tamboré promove o XVIII Festival de Esporte

Equipes formadas por alunos participantes do Festival

Em maio, aconteceu o XVIII Festival de Esporte do Mackenzie, promovido pelo Colégio Mackenzie Tamboré, na região de Alphaville. O evento, que ocorreu até o dia 28, contou com a participação de 27 escolas e 3 clubes da região. As modalidades disputadas foram: basquete, futsal, futebol de campo, voleibol, handebol, natação, ginástica artística, judô e esgrima. Nos festivais de ginástica artística, judô, esgrima e natação todas as crianças receberam medalhas. Nos demais esportes, apenas os campeões e vicecampeões de cada categoria receberam medalhas. O Festival de Esporte é realizado anualmente e exerce um importante papel na formação dos alunos. “O objetivo do projeto é aliar os benefícios educacionais da competição esportiva com a oportunidade de confraternização e integração dos alunos, professores e familiares da região”, explica o professor de Educação Física Marcelo Silveira de Almeida, coordenador do evento. 61


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eventos

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Centro Histórico Mackenzie inaugura College Café Em fevereiro de 2011, o Centro Histórico Mackenzie inaugurou o College Café em parceria com a Boulevard Lanches. Estiveram presentes diversas autoridades: reverendo Ludgero Bonilha Morais, membro do Conselho Deliberativo do IPM; professor Solano Portela Neto, diretor de Planejamento e Finanças do IPM; doutor Wallace Tesch Sabaini, diretor de Administração e Gestão de Pessoas do IPM; doutor Augustus Nicodemus Gomes Lopes, chanceler da UPM; doutor Pedro Ronzelli Júnior, então reitor da UPM; doutor Cleverson Pereira de Almeida, decano de Extensão da UPM; professora Sandra Maria Dotto Stump, então decano de Pesquisa e Pós-Graduação da UPM; e o gerente de Responsabilidade Social e Filantropia do IPM, reverendo Jôer Corrêa Batista, dentre outros convidados e colaboradores da Instituição. Além das autoridades do Mackenzie, o evento contou também com a presença dos sócios da parceira Boulevard Lanches, senhores Sérgio dos Santos Antônio, Mirian dos Santos Antônio e Carolina dos Santos Antônio. O espaço inaugurado serve de ponto de encontro para a comunidade mackenzista.

De acordo com o doutor Solano Portela, “a abertura de uma cafeteria em um espaço como o do Centro Histórico Mackenzie pretende dar maior visibilidade e representatividade a esse prédio, promovendo mais visitas, lazer, descanso, e principalmente discussões acadêmicas e debates”. O reverendo Ludgero Bonilha destacou o valor do Centro Histórico Mackenzie para a Cultura e História do Presbiterianismo e também para o Mackenzie. “Ter um College Café aqui, para nós é de extrema importância”, destacou. O atual gerente de Responsabilidade Social e Filantropia do IPM, reverendo Jôer Corrêa Batista (que deu continuidade ao projeto do College Café, iniciado em 2010 pelo reverendo Marcos Antônio Serjo da Costa, gerente na ocasião) comentou que o principal objetivo desse empreendimento sempre foi o de difundir o Centro Histórico e as atividades que nele são desenvolvidas. O College Café está localizado no famoso coreto, em frente à biblioteca central. O horário de funcionamento no Centro Histórico é das 9h às 21h, e no coreto será o mesmo da praça de alimentação, das 7h às 22h30.

pioneirismo da Engenharia do Mackenzie O Mackenzie saiu na frente. O curso de pós-graduação em Engenharia de Telecomunicações foi cadastrado no Sistema Confea/Crea, possibilitando executar diversas atividades que complementam as competências que o curso oferece. Este é o primeiro curso de pósgraduação a ser cadastrado perante a nova resolução 1.010/2005 – CREA, em São Paulo. “É uma excelente notícia 62

para a Escola de Engenharia, e para a pós em Engenharia de Telecomunicações, que está iniciando a sua 13ª turma e tem sido uma referência consolidada na área”, constata o coordenador do curso de Engenharia Elétrica do Mackenzie, professor Paulo Garcia. Os alunos concluintes poderão atuar em campos como Sistemas, Instalações e

Equipamentos de Eletrônica Digital, Equipamentos Telefônicos, Redes de Dados; Eletricidade Aplicada e Equipamentos Eletroeletrônicos para Redes e Componentes da Engenharia e da Indústria Eletroeletrônica Componentes Ópticos. Informações: (11) 2114-8922 paulo.garcia@mackenzie.br


dacam

Shows e ações solidárias marcaram a chegada dos calouros À universidade Em fevereiro de 2011, a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) recepcionou os calouros com a edição 2011 do Trote Solidário, organizado pelo Decanato de Extensão (DEX), com apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Nesse primeiro dia, os calouros foram recebidos em suas salas de aula pela direção, coordenações de curso e professores de suas unidades. Em seguida, os alunos de São Paulo participaram de uma série de atividades recreativas e shows, por exemplo, Paralamas do Sucesso, Jeito Moleque e Buchecha, fechando o primeiro dia de Trote. No dia seguinte, os alunos foram convidados a participar de ações solidárias já tradicionais na Universidade, como o cadastro universal para doadores de medula óssea e doação de sangue, além da campanha de arrecadação de alimentos. Na edição desse ano, o MackVIDA (programa vinculado ao DEX) promoveu palestras, especialmente dirigidas aos calouros, sobre prevenção ao uso de drogas, focalizando o uso de álcool e tabaco. “Com uma crescente visibilidade a cada edição, o Trote Solidário vem se fixando no cenário estudantil e tornando-se um dia de referência no calendário do ingressante mackenzista, movimentando os alunos e agradando cada vez mais”, explicou o então presidente do DCE-Mack, Eduardo Cabral.

Aproximação de Universidade e Empresa cria Fábrica de Software em SP A aproximação entre universidades e empresas vem se expandindo em vários ramos de atuação. A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), em parceria com a Stefanini IT Solutions, acaba de firmar convênio para instalação de uma Fábrica de Software no campus São Paulo. O objetivo é formar alunos para o mercado de trabalho e ao mesmo tempo oferecer às empresas o capital intelectual existente no universo acadêmico. Segundo Arnaldo Vallim Filho, diretor da Faculdade de Computação e Informática do Mackenzie e um dos responsáveis pela parceria, o convênio permite um benefício mútuo às instituições envolvidas. “Queremos que alunos e professores interajam com condições reais de desenvolvimento de software, e para isso os trabalhos serão desenvolvidos em projetos já em andamento na Stefanini. Serão demandas específicas de clientes em que nossos alunos e professores estarão inseridos, os alunos executando tarefas e os professores acompanhando e orientando em conjunto com os técnicos da empresa. Desta interação, irão surgir questões mais complexas que serão aproveitadas para alavancar projetos de P&D”. O intuito inicial da parceria não é desenvolver novos produtos, mas buscar uma transferência de conhecimento para os alunos envolvidos e propiciar intercâmbio entre os professores e os técnicos da empresa. Para Sergio Donizeti Silva, diretor de Negócios da Stefanini, esse relacionamento traz um benefício muito grande não só à empresa, mas especialmente aos futuros profissionais. “O objetivo do programa é buscar talentos dentro das melhores universidades, treiná-los e trazê-los para dentro do mercado de trabalho, encurtando o largo caminho entre a teoria adquirida na academia e a necessidade do mercado”, explica. Inicialmente, os alunos envolvidos passarão por um treinamento de 80 horas com os técnicos da empresa para ter acesso a metodologias e tecnologias empregadas no desenvolvimento de software. A ideia central é a transferência de conhecimentos em Engenharia de Software, mas futuramente a parceria poderá resultar no desenvolvimento de produtos inovadores, contribuindo para o crescimento do setor no Brasil. 63


Apresentação da Carta de Princípios 2011 feita pelo chanceler da UPM, doutor Augustus Nicodemus (foto maior) e pelo presidente do Conselho Deliberativo do IPM, doutor Maurício Melo de Meneses

fotos: wilson camargo

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Promulgação Da Carta De Princípios 2011 O auditório do prédio João Calvino, campus Itambé, recebeu um grande público para a solenidade de Promulgação da Carta de Princípios 2011, evento ligado a chancelaria da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), que teve como tema neste ano a “Liberdade de Expressão”. A solenidade aconteceu em março de 2011 e contou com a presença do presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), doutor Maurício Melo de Meneses; do diretor presidente do IPM, doutor Hesio Cesar de Souza Maciel; do chanceler da UPM, doutor Augustus Nicodemus Gomes Lopes; do então reitor da UPM, doutor Pedro Ronzelli Júnior; além de autoridades do IPM, da UPM, funcionários e professores. A apresentação da Carta foi feita pelo doutor Maurício Meneses, que destacou a atualidade do tema deste ano, alinhado com os princípios da Instituição há 140 anos: portas abertas a todos e consciência da importância da liberdade. A exposição da Carta ficou a cargo do reverendo Augustus Nicodemus, mostrando que o Mackenzie é uma Instituição que vai de encontro ao debate

destes temas, respeitando a pluralidade cultural e a liberdade religiosa. “O Brasil é um dos países que mais liberdade dá a todas as religiões”. Ele também citou o artigo 5º da Constituição, onde se diz que “todos são iguais perante a Lei, sem distinção de qualquer natureza”. Sobre o tema liberdade religiosa, o Inciso VIII do mesmo artigo, diz que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”, explica o chanceler. Ainda sobre o assunto, o reverendo Nicodemus explicou que discordar é inevitável, que todos têm direito ao contraditório e citou uma frase de Voltaire: “não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo”. Após a apresentação, o chanceler abriu o espaço para que os alunos fizessem perguntas sobre o tema. No final, o vice-presidente do Conselho Deliberativo do IPM, doutor Antonio Cabrera Mano Filho, fez uma devocional agradecendo a presença de todos.

Congresso Mundial EM Comunicação e Artes Entre 17 e 20 de abril, aconteceu em São Paulo o Congresso Mundial em Comunicação e Artes (WCCA). Com sede na Universidade Presbiteriana Mackenzie, o evento debateu as interações entre arte e tecnologia e as novas formas de comunicação em rede. Segundo Marcos Rizolli, professor do Programa de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura do 64

Mackenzie e coordenador local do congresso, o objetivo era refletir sobre as conexões entre arte e comunicação e todas as formas de linguagem mediadas por um contexto social cada vez mais eletroeletrônico. A oportunidade em sediar o congresso internacional surgiu durante a edição 2010. “Participamos no ano passado do WCCA, realizado na Universidade do Minho, em

Portugal e conseguimos trazer para o Brasil debates baseados em temas extremamente atuais”, destaca Marcos Rizolli. A organização do evento no Mackenzie foi feita pelo Centro de Comunicação e Letras. Durante os quatro dias de atividades, houve a apresentação de dezenas de trabalhos produzidos por pesquisadores de vários países.


wilson camargo

Da esquerda para a direita, doutores Marcel Mendes, Helena Bonito, Benedito Aguiar, os visitantes senhores Jamil Hannouche e Afrânio Pereira

Mackenzie Recebeu Vice-Presidente do Grupo Santander Universidades Em abril de 2011, a diretoria do Mackenzie recebeu a visita de Jamil Hannouche, vice-pre­ sidente do Grupo Santander – Universidades, acompanhado de seu assessor, Afrânio Pereira. Os visitantes foram recebidos pelo presidente do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), doutor Hesio Cesar de Souza Maciel; pelo reitor da Uni­ versidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), pro­ fessor doutor Benedito Guimarães Aguiar Neto; e pelo vice-reitor da UPM, professor doutor Mar­ cel Mendes. Estavam presentes as professoras doutoras Cláudia Forte, da Assessoria de Coope­ ração Interinstitucional e Internacional (ACOI), e Helena Bonito, coordenadora de Publicações Acadêmicas; além do chefe de gabinete da rei­ toria, professor doutor Wilson do Amaral Filho. A doutora Cláudia Forte destacou o papel do banco junto às universidades, citando o sucesso do Prêmio Santander Universidades, com 5300 projetos inscritos. “O Mackenzie ficou entre os dez finalistas, um grande feito diante de tantos participantes.” Jamil Hannouche reiterou que a parceria do Mackenzie com o Santander vem de longa data e só tende a crescer. “Agora estamos viabilizando os cartões de acesso ao Instituto e à Universidade, com mobilidade global e acessos múltiplos: funcionam em catracas, laboratórios, para verificação de notas, presenças e outras funções, todas com o mais alto nível de seguran­ ça”, contou o executivo do Santander. Ele explicou que, em longo prazo, o banco pre­ tende aumentar essa relação comercial e acadê­ mica com o Mackenzie e outras universidades. “Temos parceiros de muitos anos e pretendemos ampliar e consolidar essas parcerias pelo mundo todo.” O reitor da UPM, doutor Benedito Guima­

rães Aguiar Neto, explicou que a meta da institui­ ção é fortalecer essa parceria. “Inicialmente, nos­ so projeto de internacionalização prevê a retoma­ da da co-titulação com a Universidade Estadual de Nova York (Suny). Também pretendemos ampliar nossas parcerias com as universidades de Prince­ ton, Pittsburgh e muitas outras, abrindo oportu­ nidades para alunos e professores pelo mundo”. Aproveitando a visita, o reitor da UPM solici­ tou a Jamil Hannouche que transmitisse a dom Ignacio Berdugo, ex-reitor da Universidade de Sa­ lamanca, o convite para proferir uma aula mag­ na no Mackenzie, visando estreitar parcerias.

Revistas Acadêmicas O pedido da doutora Helena Bonito teve como foco a volta da impressão das revistas acadêmi­ cas, que hoje são encontradas somente na ver­ são on-line. “Nossas boas avaliações, feitas pela CAPES, necessariamente contemplam esse item. Precisamos reativá-las”, explicou a coordenadora. Por sugestão do doutor Benedito, as futuras edições impressas devem ser bilíngues, am­ pliando seu alcance internacional. Essa pro­ posta foi prontamente elogiada pela profes­ sora Cláudia Forte: “Uma publicação bilín­ gue traz grandes dividendos à Universidade”. Encerrando a visita, o presidente do Mackenzie, doutor Hesio Maciel, e o reitor da universidade, doutor Benedito Aguiar, sugeriram que no início do segundo semestre de 2011 seja feito um grande evento, com o lançamento de revistas acadêmi­ cas impressas, a entrega dos cartões multiúso e a aula magna do ex-reitor da Universidade de Sala­ manca, dom Ignacio Berdugo. A proposta foi acei­ ta por unanimidade. 65


vladimir cruz

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Culto de Ação de Graças No dia 14 de abril, os 59 anos da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) foram comemorados com um culto solene no auditório da Escola Americana, campus Itambé, SP. Estiveram presentes diversas autoridades do Instituto Presbiteriano Mackenzie e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de professores, funcionários e convidados. A solenidade foi conduzida pelo reverendo Geraldo Barbosa, capelão institucional, e teve Leitura Bíblica e Mensagem feitas pelo reverendo Daniel dos Santos Júnior, professor do Centro de Pós-Graduação e Teologia Andrew Jumper, além da apresentação do Coral da Capela e Congregação do Mackenzie. No culto solene, as autoridades discorreram sobre a importância dos 59 anos de história da Universidade e agradeceram a Deus pelas bênçãos recebidas durante todo esse período.

Formandos de química industrial se reencontram após quase meio século Demorou 46 anos para que a turma de Química Industrial da Escola Técnica Mackenzie conseguisse finalmente realizar um encontro. Em abril, os mackenzistas se encontraram em um restaurante na zona sul de São Paulo para um evento histórico. Formados em 1964, muitos passaram todos esses anos sem contato. Mas os colegas Aderbal Edson Mancini, Helvio Leme de Almeida e Francisco Monter Júnior, o Chiquinho, se uniram para encontrar os colegas e organizar tudo com muito cuidado. “A ideia surgiu no final do ano passado, pegamos o convite de formatura e fomos levantando os nomes, fizemos os contatos e marcamos uma data com quatro meses de antecedência” conta Chiquinho. Foram localizados cerca de 40 alunos. Alguns vieram de longe. Airton Antônio Jorge Neto mora em Florianópolis, mas fez questão de estar presente. “Tenho muito do espírito Mackenzista. Fiz Química, Engenharia e Administração no Mackenzie, tenho vínculo com os amigos que deixei e iria para qualquer lugar para encontrá-los”. Para Helvio foi uma emoção indescritível. “Esse encontro é tão importante que fica difícil descrever com palavras, por isso já beijei todo mundo mais de uma vez”, brinca. Para ele, além dos colegas valeu a pena relembrar os momentos vividos na Instituição. “O Mackenzie é o maior privilégio e orgulho que qualquer estudante pode ter”, finaliza o antigo aluno.

MackVida Anuncia Concurso O programa MackVida está incentivando a participação dos alunos no II Festival do Minuto Universitário, patrocinado pela NET Serviços. O concurso tem como objetivo a produção de vídeos por jovens nos quatro cantos do Brasil, seja para pensar questões de suas áreas de atuação 66

e aplicar conhecimentos específicos de seus cursos por meio do audiovisual, seja simplesmente registrar um dia em sua universidade. Os trabalhos serão analisados por uma equipe de curadoria do festival, formada por 20 curadores juniores e universitários,

contratados especialmente para esse concurso. Podem participar alunos cursando administração de empresas, artes cênicas, medicina, arquitetura, psicologia, relações internacionais, jornalismo, física, química e matemática de qualquer região do país. Faça seu

vídeo, cadastre-se no site www.festivaldominuto. com.br e envie a produção que deverá ter, no máximo, 63 segundos e 100 MB. As inscrições podem ser feitas até 20 de setembro e serão distribuídos cerca de 20 mil reais em prêmios. O tema é livre.


Mackenzie Realizou a 10ª Semana de Administração, Economia e Contabilidade Em maio de 2011, a Universidade Presbiteriana Mackenzie deu início a um dos maiores eventos universitários do país, a Semana de Administração, Economia e Contabilidade do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas – Semana do CCSA. Em sua 10ª edição, contou com a presença de diversos nomes conhecidos do mercado empresarial brasileiro para debates sobre competitividade. Neste ano, o objetivo da Semana foi o de refletir sobre questões fundamentais no universo dos negócios: inovação e sustentabilidade. Para tal, o tema “Construindo um Brasil Competitivo: Inovação e Sustentabilidade” foi inspirado na realização dos grandes eventos esportivos que ocorrerão no Brasil (Copa do Mundo e Olimpíadas) e no crescente reconhecimento mundial da importância econômica brasileira e de seu potencial para gerar soluções inovadoras e sustentáveis. Segundo Adilson Aderito, professor do Mackenzie e coordenador da Semana, o tema do evento está na pauta de toda grande empresa que busca destaque no cenário produtivo internacional. “A inclusão da sustentabilidade na prática de gestão permite explorar novas oportunidades de negócios e soluções inovadoras para fontes energéticas. Nesse sentido, a sustentabilidade, quando pensada de maneira coerente como estratégia de negócios nas organizações, além de proporcionar melhorias nas condições ambientais e minimizar desigualdades sociais, também se torna uma fonte de lucro no longo prazo.” A Semana do CCSA aconteceu nos três campi do Mackenzie no estado: em São Paulo, Tamboré e Campinas. Durante toda a Semana, foram realizadas palestras, workshops e minicursos. Para as palestras, a participação do público foi gratuita.

Campinas é sede de evento promovido pela Fiesp e CIESP

Mackenzie na Gincana STARTS WITH YOU (SWU)

A Fiesp e o Ciesp Campinas promoveram, no dia 17 de maio, atendimento dirigido a empresários, dirigentes e colaboradores das micro, pequenas e médias empresas de Campinas e região. Ocorrido nas novas instalações do campus da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), em Campinas, o objetivo foi estimular o investimento empresarial da região. O encontro faz parte de uma série de atividades voltadas a informar os empresários sobre assuntos que vão desde capital humano e falta de mão de obra qualificada, até a lei de cotas nas empresas e as possibilidades de financiamentos a baixo custo. O Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp informou o empresariado presente sobre o oferecimento de créditos por parte de instituições financeiras como BNDES, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander e Nossa Caixa Desenvolvimento. Dentre os serviços oferecidos no evento, a ênfase foi para as linhas de financiamento para compra de máquinas e equipamentos, matéria-prima, incremento ao capital de giro e desconto de recebíveis. A Fiesp, inclusive, disponibilizará profissionais para auxiliar empresários de Campinas e região na elaboração de projetos para concessão de crédito. O agendamento de horário deve ser feito pelo telefone (19) 3743-2200. Para informações acesse www.Fiesp.com.br/atendimento.

Das quase 200 instituições inscritas, o Mackenzie ficou entre as 20 universidades classificadas para a segunda etapa do Projeto Impacto Zero. Realizado pela SWU, o Projeto promove ações a favor do meio ambiente. Com o projeto “Recuperação das Árvores do Bairro de Higienópolis”, o Mackenzie foi selecionado para a segunda fase da Gincana SWU. O projeto consiste na retirada manual de uma praga chamada “erva-de-passarinho”, que infestou as árvores centenárias da Avenida Higienópolis. Nesta segunda etapa do SWU foi realizada uma gincana para recolhimento de materiais recicláveis. A equipe do Mackenzie organizou uma mobilização para a coleta, envolvendo toda a comunidade universitária – alunos, professores e funcionários. O Mackenzie sempre esteve preocupado com questões voltadas à responsabilidade ambiental. No campus São Paulo, há 3 reservatórios de captação e aproveitamento de água de chuva e reúso. Também há um espaço de educação ecológica e um projeto de compostagem de resíduos orgânicos. Além de um minhocário no campus São Paulo, que reúne o descarte de resíduos orgânicos e os transformam em húmus. 67


Quem é Robert Shapiro PhD pela Universidade de Harvard e principal conselheiro econômico das campanhas presidenciais de Clinton, Al Gore e John Kerry, Shapiro é atualmente diretor da Iniciativa de Globalização da organização política New Democrat Network (NDN) e Presidente da Climate Task Force (entidade que estuda as mudanças climáticas globais e propõe linhas de ação).

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dago nogueira

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Robert Shapiro realiza palestra no Mackenzie Em maio de 2011, no auditório Ruy Barbosa, autoridades do Mackenzie, diretores, professores, funcionários e convidados puderam apreciar a palestra do economista norte-americano Robert Shapiro, que teve como tema “A Previsão do Futuro”, baseado em seu mais recente livro. O evento foi uma iniciativa do Decanato de Extensão (DEX) do Mackenzie e do programa de pós-graduação do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA), em busca da excelência dos seus cursos por meio da troca de experiência com profissionais renomados de várias nacionalidades. A parceria do Mackenzie com o projeto Fronteiras do Pensamento viabilizou a vinda de personalidades como Robert Shapiro, abrindo as portas para que outros palestrantes de renome internacional possam ser apreciados por mackenzistas, ao longo do ano de 2011. Na abertura, uma devocional foi realizada pelo chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, doutor Augustus Nicodemus Gomes Lopes e, em seguida, o decano de Extensão, doutor Cleverson Pereira de Almeida deu as boas-vindas a todos os presentes e apresentou um breve currículo do palestrante. Em sua palestra, Robert Shapiro explicou que grandes mudanças ocorrerão no mundo graças à globalização, ao envelhecimento da população mundial e à nova força que os países emergentes possuem na economia mundial. “Ao longo do tempo, temos demarcados os períodos em que nações criaram bases sólidas de desenvolvimento: o grande salto dos Estados Unidos foi no século XIX, Japão e países asiáticos no século XX, e agora,

no século XXI, acontece com os países emergentes”, explicou. O economista também destacou que, da mesma forma que as ascensões se alternam, as crises são implacáveis. “A crise econômica foi comum na América Latina nos anos 80, na Ásia nos anos 90, nos Estados Unidos em 2008 e, agora, na Europa.” Parte destas crises deve-se ao envelhecimento da população, que necessita de maiores cuidados em idade avançada e aumenta consideravelmente os gastos de uma nação. “A proporção de pessoas ativas em relação aos aposentados cai gradativamente. Em países como a Alemanha, França e Itália, o número de trabalhadores ativos para cada aposentado está em 1,8 por pessoa”, diz Shapiro. “Nas Américas essa proporção ainda alcança 2 para 1, graças às imigrações, que continuam ocorrendo em grande número.” Robert Shapiro ressaltou que os investimentos privados e o capital estrangeiro podem criar novos empregos e novos negócios, introduzindo a competitividade no mercado. “Investimento estrangeiro alavanca a produtividade. O Brasil pode expandir sua força de trabalho para além da mão de obra básica e formar trabalhadores mais especializados. O caminho está aberto, atualmente vemos altas marcas no ensino superior brasileiro, mas o ensino básico não acompanha esse crescimento”. Assim, o economista prevê que modernização dos emergentes e manutenção no topo dos grandes só acontece por meio da globalização, trazendo benefícios, enriquecendo os países e formando consumidores.


wilson camargo

O reitor do Mackenzie, doutor Benedito Guimarães Aguiar Neto (centro), em reunião com o diretor da Fiesp, senhor Carlos Roberto Monteiro (à esq.) e com o presidente do Mackenzie, doutor Hesio Maciel

parceria entre Fiesp e Mackenzie Em maio, no Salão Nobre do edifício João Calvino, campus São Paulo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) firmaram uma parceria entre a Universidade e a Fiesp, en­ volvendo as pequenas e médias empresas. O objetivo é promover uma troca constante de co­ nhecimento, visando a inovação da produção paulista. Segundo o doutor Hesio Cesar de Souza Maciel, pre­ sidente do IPM, o Brasil vive um momento propício de união entre governo, empresariado e instituições de en­ sino para a melhoria da educação. “O Mackenzie valo­ riza todas as áreas de ensino, mas o foco atual deve es­ tar na formação das áreas tecnológicas, a fim de ofere­ cer mão de obra qualificada à indústria. Daí, a importân­ cia dessa troca de experiências e desse relacionamen­ to entre a Fiesp e instituições de ensino como a nossa.” Para o reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), doutor Benedito Guimarães Aguiar Neto, historica­ mente as universidades brasileiras recebem críticas por se­ rem muito fechadas, comportamento que deve ser altera­ do para o desenvolvimento industrial brasileiro. “É impor­ tante que a universidade possa interagir com empresas e realizar pesquisa aplicada às demandas da indústria. A Fiesp, como órgão representativo desse segmento, pode contribuir bastante como interlocutora de forma a avan­ çarmos no oferecimento de soluções para a indústria.” A parceria entre o Mackenzie e as indústrias ligadas à Fiesp é viabilizada pelo Mackenzie Soluções (http://www. mackenzie.br/mackenziesolucoes_incompany.html), uni­ dade de negócios responsável por atender empresas pú­ blicas e privadas. “Nesse relacionamento, todo capital in­ telectual da universidade está disponibilizado ao mer­ cado, às necessidades específicas das empresas de qual­ quer ramo de atuação”, destaca José Paulo Fernan­ des Filho, diretor de Ensino e Desenvolvimento do IPM.

O desafio da inovação Atualmente 98% das empresas paulistas são com­ postas por instituições de pequeno e médio porte. No entanto, 70% das novas empresas tendem a fechar em seu primeiro ano de atividade, devido principalmen­ te à dificuldade de oferecer produtos diferenciados. A deficiência está justamente na falta de uma cultu­ ra inovadora nas empresas. “O difícil não é ser pe­ queno. O difícil é ser sozinho. Por isso, queremos dar a esses empresários todo suporte para que as em­ presas sobrevivam e se destaquem no mercado, em busca de uma constante inovação”, destaca Carlos Roberto Monteiro, diretor do Departamento da Mi­ cro, Pequena e Média Indústria (DEMPI) da Fiesp. Donizeti Duarte da Silva, que também é diretor do DEMPI, considera que muitas empresas estão no mer­ cado para sobreviver e não para se desenvolver. Para ele, a parceria com o Mackenzie deve propor al­ ternativas para que o mercado tenha à disposição mão de obra qualificada e projetos de inovação que permi­ tam o crescimento das pequenas e médias empresas. “Não queremos apenas fazer eventos com a Univer­ sidade, mas precisamos oferecer para o país uma sa­ ída à falta de inovação, especialmente aos jovens. O Brasil precisa ter uma alternativa ao modelo atual”. Por meio de encontros periódicos com a diretoria da Fiesp e com os próprios empresários, o Mackenzie pretende atuar em três eixos centrais. Primeiramen­ te, utilizar-se da experiência dos próprios empresá­ rios para uma reformulação nos currículos de vários cursos, destacadamente as engenharias. Junto a isso, oferecer à Fiesp uma capacitação continuada do em­ presariado e, finalmente, projetos de pesquisa aplica­ da que auxiliem na inovação da indústria paulista. 69


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Mackenzie Rio tem programa de acompanhamento a estudantes surdos Desde dezembro de 2005, com o Decreto 5626, todas as instituições públicas e privadas estão obrigadas a assegurar atendimento educacional especializado a alunos surdos ou com deficiência auditiva. A Faculdade Moraes Júnior – Mackenzie Rio é a instituição privada de ensino superior com maior número de estudantes surdos no Estado. Atualmente, 20 alunos são acompanhados por 11 intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas graduações de Ciências Contábeis, Administração e Ciências Econômicas. Segundo Vanessa Pereira, assistente social do Mackenzie Rio, desde 2006 os cursos passaram a ter o acompanhamento de intérpretes nas salas de aula onde há universitários com deficiência auditiva. “Todos os profissionais que trabalham em nossa Instituição fizeram o curso de capacitação profissional para intérpretes de Libras e têm o certificado de proficiência em tradução/interpretação emitido pelo MEC, o ProLibras. Essa formação é fundamental para a orientação adequada dos estudantes”. Ela afirma também ser necessário um acompanhamento diferenciado a esse público. “Entendemos que só colocar os intérpretes em sala de aula não faria com que esses alunos fossem

de fato incluídos no processo de ensino aprendizagem. A contratação de uma assistente social especialista em surdez e fluente em Libras fez muita diferença neste crescimento. Ela capacitou e orientou os professores, além de acompanhar de perto o desenvolvimento de cada estudante”. Andreza da Silva Gonçalves formou-se em Administração no Mackenzie Rio. Atualmente empregada em uma das maiores instituições bancárias brasileiras, Andreza destaca a importância de um programa específico. “Se não tivesse esse acompanhamento, seria difícil me formar. Infelizmente, isso ainda não acontece em todas as instituições de ensino”. Ronaldo Luiz Guerretta cursa atualmente Ciências Contábeis, na mesma faculdade que Andreza. Segundo o aluno, a maior dificuldade nas aulas é a produção de textos e as leituras com vocabulários mais complexos. “Temos algumas dificuldades específicas, mas o intérprete sempre auxilia nessas horas, assim como os professores, que fazem um acompanhamento constante e realizam provas diferenciadas para nós”, finaliza.

Campinas Auxilia Cooperativas No dia 6 de junho, a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), em Campinas, deu início a um projeto de reciclagem destinado, inicialmente, à separação de todo papel descartado na Instituição. Segundo a engenheira florestal Rosani Novaes, professora da Secretaria Estadual de Educação e coordenadora voluntária do projeto, a implantação de coletores específicos para o papel é a primeira etapa de um 70

grande projeto ambiental dentro do Mackenzie, que já desenvolve ações de sustentabilidade através do Mackenzie Ambientalmente Responsável (MAR) desde 2007. “Estamos propondo um repensar das práticas cotidianas de descarte do lixo. Num segundo momento, pretendemos realizar projetos relativos ao descarte de pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes”. O Mackenzie Campinas possui mais de 100 recipientes coletores de papéis limpos, ou seja, sem

mistura com lixo orgânico. “Queremos incentivar práticas simples, mas fundamentais para a melhoria do meio ambiente. A reciclagem do papel não exige processos químicos para obtenção da pasta de celulose, diminuindo com isso a poluição do ar e de rios e reduzindo a necessidade do corte de árvores. Há uma grande economia de água, gastando-se metade da energia que seria usada para fabricar o papel a partir da madeira”, destacou Rosani.


wilson camargo

Da esquerda para a direita: Marcos Tozzi, Suzana Funghetto, doutor Marcel Mendes, doutor Augustus Nicodemus Lopes, doutor Benedito Aguiar Neto, doutor Hesio Maciel, professora Cláudia Maffini Griboski, professor Nival Nunes de Almeida e professora Ana Maria de Mattos Rettl

Mackenzie e ABENGE realizaram Fórum Evento abordou as mudanças no ENADE e novos métodos de avaliação A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), em parceria com a Associação Brasileira de Educação em Engenharia (ABENGE), realizou o Fórum Nacional de Gestores de Instituições de Educação de Engenharia, nos dias 27 e 28 de junho. O evento, cujo tema foi “Avaliação”, contou com palestras e debates sobre as mudanças no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), principalmente das Engenharias e os novos processos de avaliação. De acordo com a professora Cláudia Maffini Griboski, diretora de Avaliação da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), o Fórum abordou diversas mudanças no processo avaliativo como um todo, além das mudanças no ENADE, que é um dos componentes de avaliação da educação superior. “A principal mudança que configura para este ano é a utilização da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para o ENADE ingressante. O aluno que tiver realizado a prova do ENEM estará dispensado da prova do ENADE ingressante. A intenção é que possamos verificar o desempenho do aluno quando ele entra e sai da instituição”, explica Cláudia. Todos os cursos são avaliados a cada três

anos, de acordo com o ciclo avaliativo do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). É importante regularizar a criação e o reconhecimento dos cursos e das instituições, sejam faculdades, universidades ou centros universitários. “O melhor caminho é a transparência. Por esse motivo que o INEP e a ABENGE, em parceria com o Mackenzie, realizaram o evento. O intuito foi socializar os instrumentos de avaliação e dar transparência a toda essa nova metodologia para tratarmos essas questões com bastante tranquilidade”, enfatiza o professor Nival Nunes de Almeida, presidente da ABENGE. O tema é muito oportuno para o momento, sobretudo nesse ano em que as Engenharias e Licenciaturas passarão pelo processo de avaliação do ENADE, de acordo com o doutor Benedito Guimarães Aguiar Neto, reitor da UPM. “Muitos critérios e instrumentos de avaliação dos cursos estão sendo modificados em um processo contínuo de aperfeiçoamento da avaliação da educação superior do país. É uma grande honra para a UPM sediar esse evento, que apresenta, em primeira mão, aspectos operacionais dos novos instrumentos de avaliação”, ressalta o doutor Benedito. 71


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Mackenzie, PUC-SP e Metodista realizam evento conjunto sobre religião Congresso aconteceu no Mackenzie e reuniu pesquisadores de todo o país para uma compreensão ampla do fenômeno religioso e de estudos na área

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) foi sede, em maio, do 3º Congresso Teologia e Ciências da Religião: interfaces, realizado em conjunto com a PUC-SP e a Universidade Metodista. O evento reuniu pesquisadores e religiosos, abrindo um diálogo sobre questões que envolvem desde o dualismo entre violência e religião até pesquisas atuais em Teologia e Ciências da Religião no Brasil. O Congresso foi realizado no âmbito da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião (Anptecre). Nesta terceira edição, além do objetivo de reunir cada vez mais teólogos e cientistas da religião de várias vertentes, teve como princípio fundamental a diversidade e a tolerância religiosa. “A Universidade Presbiteriana Mackenzie teve o prazer de sediar o 3º Anptecre. O Congresso é uma importante ocasião para rever colegas, alunos, ex-alunos e professores da PUC-SP, Metodista e do próprio Mackenzie, os quais muito têm contribuído para a discussão da ideia religiosa no mundo atual”, destaca Edson Lopes, diretor da Escola Superior de Teologia do Mackenzie. Jung Mo Sung, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo, ressalta também a importância de atividades abertas a diferentes visões. “A realização conjunta deste Congresso por essas três 72

universidades representa um marco importante na história do diálogo e colaboração entre elas. Religião não é um tema restrito às igrejas, como muitos podem pensar, mas é também objeto de estudos científicos sérios. E o fato deste congresso ser promovido em conjunto por universidades de grande renome é mais um sinal da maturidade deste campo de conhecimento no Brasil”. Para Edênio Valle, professor da PUC-SP e um dos organizadores do Anptecre, o Brasil, e especialmente o Estado de São Paulo, apresenta atualmente um espaço consolidado de pesquisas em Ciências da Religião e Teologia. “São Paulo é sem dúvida uma das principais usinas produtoras de conhecimento no Brasil. Também no campo das Ciências da Religião e da Teologia nossa cidade detém a liderança. Com o surgimento da Anptecre, há dois anos e meio, é natural  que a cidade se destacasse como um pólo acadêmico líder no novo cenário propiciado por uma Associação que congrega os 14 Programas reconhecidos pela CAPES em nosso país”. A responsabilidade pela realização do evento foi dividida entre os quatro programas sediados no Estado de São Paulo, sendo dois na PUC-SP, um no Mackenzie e um na Metodista. O tema do evento foi visto, por muitos anos, como conflitante. Enquanto teologia era entendida como uma frente restrita à perspectiva da fé, as Ciências da Religião teriam como base as ciências modernas. A escolha do tema do Anptecre 2011 vem desmistificar essa dualidade, evidenciando os pontos de encontro entre os estudos desenvolvidos nas duas áreas.


palavra do Chanceler

Reverendo Doutor Augustus Nicodemus Gomes Lopes Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie

MACKENZIE LANÇA CARTA DE PRINCÍPIOS SOBRE LIBERDADE DE EXPRESSÃO Anualmente a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) promulga uma Carta de Princípios sobre temas relevantes para a comunidade acadêmica. Este ano o tema escolhido foi “Liberdade de Consciência e de Expressão”. A Carta foi lançada oficialmente em março deste ano no campus Higienópolis, com a presença de alunos, professores e as autoridades acadêmicas e do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM). Após a exposição da Carta, abrimos um período para perguntas fei­tas pelos alunos. A Carta inicia com a constatação de que os conceitos de liberdade de consciência e de expressão têm recebido crescente atenção pública em nosso país em anos recentes. A grande pergunta é, “de que forma as pessoas podem ter e expressar suas convicções num ambiente onde outros indivíduos pensam e se comportam de maneira diversa destas convicções?” O texto da Carta traz que está implícito na liberdade de expressão o direito de alguém declarar o que acredita e os motivos pelos quais crê desta forma e não de outra. O direito de discordar é o que chamamos de contraditório, a liberdade de análise e posicionamento contrário às expressões ou manifestações de outras pessoas em qualquer área da vida. Tais discordâncias, todavia, não podem ser consideradas como sendo sempre e necessariamente uma forma de se denegrir a honra e a imagem dos indivíduos de quem se discorda. Caso assim fosse, seria impossível a discussão de ideias e a apresentação do contraditório, especialmente no ambiente da Universidade.

CARLOS PATRÍCIO

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liberdade de consciência e de expressão são privilégios do ser humano por direito de criação. Jamais podemos abrir mão deles sob risco de diminuirmos nossa humanidade e a imagem de Deus em nós.

A Carta menciona as bases para a liberdade de expressão. A primeira é a Constituição brasileira que garante no Artigo 5º a livre manifestação do pensamento e determina que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença”. Um destaque da Carta é a explicação de que há separação entre Igreja e Estado no Brasil “significa tão somente que nosso país não adota e nem protege uma ou mais religiões”. O Estado é laico, mas não é antirreligioso. A segunda base para a liberdade de expressão é a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, que define em seu artigo 18 que “todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião”. A Carta menciona ainda que, do ponto de vista da fé cristã, a liberdade de consciência decorre fundamentalmente do fato de termos sido criados por Deus à Sua imagem e semelhança, como seres morais livres: “Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. (Gênesis 1.27) Uma das influências decisivas para que essas liberdades fossem reconhecidas no mundo ocidental veio da Reforma protestante do século XVI. Um exemplo dos esforços dos cristãos para garantir a liberdade de expressão é o apelo de John Milton ao Parlamento Inglês em 1644, em defesa da liberdade de imprensa. Na conclusão da Carta é lembrado que há limites para a manifestação do pensamento. Se por um lado as leis brasileiras nos garantem a liberdade de expressão, por outro, elas também preservam a honra e a imagem das pessoas. Assim, é proibido o anonimato e se requer o respeito nos debates e controvérsias. Como Universidade confessional, o Mackenzie busca, conforme seu Estatuto, “a adoção de um Código de Ética baseado nos ditames da consciência e do bem, que reflitam os valores morais exarados nas Escrituras Sagradas, voltados para exercício crítico da cidadania” (Artigo 3º). Ao mesmo tempo, o Mackenzie também respeita a consciência de cada um de seus alunos, como diz o Estatuto, “a assistência espiritual à comunidade universitária, respeitada a consciência de cada um, é proporcionada pela Capelania Universitária, em conformidade com a natureza confessional presbiteriana” (Estatuto, Artigo 67). A Carta conclui com a declaração que “liberdade de consciência e de expressão são privilégios do ser humano por direito de criação. Jamais podemos abrir mão deles sob risco de diminuirmos nossa humanidade e a imagem de Deus em nós”. 74


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