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29ª Edição

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ANTÓNIO GANHÃO Critico Literário

SOBRE...

A AFIRMAÇÃO DO PODER JUDICIAL COMO PODER SOBERANO NA ERA DA COMUNICAÇÃO DE ADELINA BARRADAS DE OLIVEIRA

A

autora retoma o tema de dissertação do seu mestrado, centrando o foco na nobreza da Missão da Justiça, sem descurar a fundamentação teórica e a mecânica da aplicação da lei, ciente de que a lei não é justiça. A era da comunicação transformou a Informação numa nova forma de poder, suscetível de ser capturado pelos interesses económicos e colocado ao seu serviço. As fake news, com a sua apropriação maliciosa dos conceitos, são a recreação dessa contaminação aplicada às redes sociais. Para se afirmar como poder soberano, o poder Judicial tem de aprender a

comunicar, sem esquecer que o cerne da sua legitimidade não reside na opinião pública. Contudo, uma boa comunicação ajuda a disseminar essa percepção de legitimidade. Hoje em dia, as redes sociais funcionam como um barómetro, em tempo real, do grau de satisfação ou insatisfação da opinião pública, condicionando qualquer tentativa de debate sério. A tese de que o poder emana dos cidadãos -em relação aos quais responde o poder eleito-, deixa ao poder não eleito, como o judicial, a necessidade de uma accountability: não lhe chega a independência de poderes consagrada na Constituição. A clareza com que a autora aborda estes


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