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12 edição

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que passou a ser o Cabo da Boa Esperança. Quando alguém atravessa connosco tão perigosa tarefa pouco nos pode separar. Não há distância física que não possa debelada. Não há fuso horário que nos impeça de abrir o coração. Não há erro que não possa ser emendado E não há palavra que não pode ser desculpada. Todos temos os nossos dias negros. E quando já se navegou tanto mar em conjunto há um capital de confiança que nos alimenta nos dias tormentosos. E a certeza de que vai fazer sol outra vez. Afinal, como escreveu João de Barros

“Partidos dali houveram vista daquele grande e notável cabo, ao qual por causa dos perigos e tormentas em o dobrar lhe puseram o nome de tormentoso, mas el Rei D. João II lhe chamou o Cabo da Boa Esperança, por aquilo que prometia para o descobrimento da Índia tão desejada” (in Décadas da Ásia). Eu e os meus amigos chegámos à Índia. E só posso desejar a quem me lê amigos como os meus, com vinte e quatro quilates como o ouro puro, trazendo já em si todas as riquezas que aquele país prometia. E com a generosidade de as partilharem durante o trajecto.

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