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Marco zero 52

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MARCO

ZERO

Número 52– Março/Abril de 2017

OPINIÃO Nesta edição, o Marco Zero aborda assuntos interessantíssimos e polêmicos, como a série americana 13 Reasons Why. O jornal também mostra a preocupação de pessoas com artrite reumatoide para encontrar um emprego. O leitor pode desfrutar de uma matéria relacionada à bike, pois muitas pessoas estão trocando seus carros e ônibus por um meio de transporte mais saudável. Uma matéria mais que especial sobre a profissão de engraxate, como é seu dia, e os desafios que enfrentam. Outro assunto especial é sobre um local que oferece segurança às mulheres contra a violência. Veja também uma reportagem sobre o jornalismo e seu método de checagem e a importância em desvendar dados oficiais e não se ater a boatos e informações falsas. Já a ONG Beco faz um trabalho maravilhoso de proteção aos animais para que eles possam ser adotados e protegidos. Para fechar, um ensaio fotográfico mostrando um pouco da diversidade cultural da Bolívia. Boa leitura a todos!

Equipe Marco Zero

O Marco Zero

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Expediente

Na Praça Tiradentes, bem em frente à Catedral, está o Marco Zero de Curitiba, que oficialmente é tido como o local onde nasceu a cidade, além de ser o ponto de marcação de medidas de distâncias de Curitiba em relação a outros municípios. Ao jornal Marco Zero foi concedido este nome, por conter notícias e reportagens voltadas para o público da região central da capital paranaense.

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MAR CO ZERO

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Precisamos falar sobre a série 13 Reasons Why Foto: Divulgção

Ao leitor

Jacqueline Correia

O que você acha da reforma trabalhista que está em discussão no Congresso?

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aseada no livro de Jay Asher, a série 13 Reasons Why ( Os 13 Porquês), produzida pela cantora e atriz Selena Gomez, virou assunto em todas as redes sociais, repercutindo de forma significativa e gerando questionamentos quanto a sua influência sobre os jovens. São colocados em discussão assuntos como o bullying, depressão e o suicídio da protagonista Hannah Baker, contando o passo-a-passo que a levou a cometer o ato. A série é totalmente focada no drama adolescente e, fica claro, que é voltada para um público mais jovem, o que gerou uma discussão no meio dos profissionais da área de psicologia e organizações de prevenção ao suicídio. Eles questionam a influência negativa e o poder de indução da série, uma vez que viola várias regras do Manual de Prevenção ao Suicídio – documento criado pela Organização Mundial de Saúde que ajuda os profissionais da mídia a abordarem certos temas – e, uma delas, é a maneira explícita como é mostrado o suicídio de Hannah. Spoiler Alert! O Manual da OMS diz que a cobertura sensacionalista de um suicídio deve ser evitada, e ele deve ser minimizado o máximo possível. Embora seja uma obra de ficção, em hipótese alguma, deve-se descrever de forma detalhada o método usado para cometer tal ato, o que acontece de forma explícita na série, na cena chocante que mostra a personagem cortando os pulsos na banheira. Segundo a Organização, esse tipo de demonstração exerce influência no sentido de ensinar aos jovens meios eficazes de cometer suicídio. Por este mesmo motivo, não são publicadas cartas de suicidas, para que eles não se tornem “mártires” e as pessoas não se sintam suscetíveis a esta alternativa para se tornarem conhecidos.

Larissa de Oliveira

A história é narrada desde o primeiro episódio por Hannah. Antes de se matar, ela grava fitas cassetes que explicam os motivos que a levaram a tirar sua própria vida, apontando outros personagens na trama como os responsáveis por sua morte – outra violação ao Manual que diz para não se apontarem culpados. A série mostra a visão de Clay Jensen, colega de Hannah e que era apaixonado por ela. Ele recebe as fitas e então começa a ser contada a história. Em cada episodio é ouvido um lado, e Clay, que ainda está abalado pela morte da menina, não consegue ouvir todas as fitas de uma vez, o que deixa o desenrolar da trama bem lento e desperta a curiosidade para assistir o próximo episódio. Já no primeiro episódio, o cyberbullying é abordado de forma clara, quando fotos constrangedoras de Hannah são enviadas para os celulares de todos os adolescentes do colégio em que ela estudava, causando fofocas e comentários humilhantes e trazendo “má fama” à jovem. A primeira decepção amorosa, algo comum na vida adolescente, também acaba se tornando algo muito mais intenso. Começa então a saga de Clay, que passa pelos lugares onde a adolescente narra os piores acontecimentos de sua vida. Ele segue fielmente cada fita, em busca de compreender o que ela sentia, pensava e como foram seus últimos momentos. O bullying continua sendo abordado de diferentes formas ao longo da série. A jovem tenta fazer amizades, mas acaba sempre se envolvendo em situa-

O jornal Marco Zero é uma publicação feita pelos alunos do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Internacional Uninter Coordenador do Curso de Jornalismo: Guilherme Carvalho Professor responsável: Roberto Nicolato

Diagramação: Larissa de Oliveira Arthur Neves

ções difíceis e brigas adolescentes, e vai perdendo cada amigo e pessoa próxima. A série explora bem esse lado da depressão, mostrando como a personagem se isola cada vez mais e acaba por sentir que não tem opções. Construindo uma trama pesada e, considerada por alguns críticos como exagero e oportunismo, a série também aborda o tema da cultura do estupro, e mostra cenas de Hannah e a amiga Jessica sendo estupradas pelo mesmo agressor, outro colega das meninas, em momentos separados. Não é possível citar as razões pelas quais você deve ou não assistir a série, mas é preciso estar preparado para cenas fortes. São temas que, há não muito tempo, costumavam ser tabus e pouco repercutidos na mídia e no meio social. A forma como é abordada pode não ser a melhor, pois exalta o suicídio e aponta um fator que determinou o suicídio da protagonista no caso cada um dos jovens citados por ela nas fitas. Segundo dados da OMS, os reais motivos para um suicídio vão muito além de pessoas, mas sim a interação completa de vários fatores, como transtornos mentais, doenças físicas, condição social e conflitos interpessoais. Vale a pena assistir e tirar suas próprias conclusões e, o mais importante, estar atento aos sinais e procurar ajuda quando necessário. Precisamos falar sobre bullying, cultura do estupro, depressão e suicídio. Mas precisamos falar de forma clara e segura; de uma maneira que todos entendam e se preocupem, sem causar mais dano. Uninter - Campus Tiradentes Rua Saldanha Marinho, 131 80410-150 |Centro- Curitiba PR

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E-mail comunicacaosocial@grupouninter.com.br

Telefones 2102-3336 e 2102-3380.

Cecília de Freitas, aposentada.

“Vejo a reforma trabalhista de forma negativa, pois de maneira alguma esse governo não quer ajudar o trabalhador.”

“Essa reforma é prejudicial, tira direitos do trabalhador, assim como Wesley Bueno a reforma da de Souza, previdência. vendedor A mídia tenta mostrar que é bom, porque está com o governo. Se sem essa aprovação a gente já é quase escravo, imagine agora.”

Ana Paula Cordeiro Ferreira dos Santos, autônoma.

“Não estou muito a par da situação, como não trabalho com carteira assinada, para mim não interfere. Mas se eu fosse registrada, não

iria gostar” “Tem coisas ruins e boas. Eu gostei da parte sobre as férias que serão paCamila Roberta gas em três Modesto da vezes. Agora Silva, também atendente de poderemos ter telemarketing. mais diálogo com nossos patrões. Mas não gostei da terceirização, achei isso ruim”.


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