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Sábado, 20 de julho de 2013
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Gildo Bento
# A cidade Natureza A natureza se molda às intervenções humanas e se recria; na fotografia o encontro do natural com o projetado é um exemplo.
# opiniãoartigo
))Vivências e lembranças Nei Leandro de Castro escritor
N
# previsão do tempo no RN
o meu tempo do Atheneu a turma aprontava. Coitados dos professores. As mestras é que sofriam mais com as molecagens. Certa vez, Ivone Barbalho, professora de inglês, estava dando uma aula, quando eu soprei a um colega que se sentava ao meu lado: “Pergunte a ela como é “dia de pagamento” em inglês. O colega, ingenuamente, fez a pergunta e a professora Ivone respondeu em alto e bom som: “Pay day”, que se pronuncia, como se sabe, “pei dei”. A risadagem tomou conta da sala e a professora, encabulada, saiu de classe para dar queixa à diretoria. Cinema era um luxo para os adolescentes de classe média baixa. O dinheiro que os pais davam no fim de semana era o suficiente para o cinema ou para o sorvete. Cinema e sorvete, nem pensar. Certo dia, um dos meninos descobriu que uma porta lateral do Cine Rio Grande tinha uma abertura que dava para se passar por ela. Foi a grande descoberta da rapaziada. A gente deixava a sessão começar e um bando de meninos ia se esgueirando pela abertura. Cinema já era bom. Cinema de graça era uma maravilha. Outra grande atração da meninada era ir até o Riacho do Baldo, se esconder por trás de moitas e apreciar as lavadeiras lavando roupas. Muitas delas ficavam sem a parte de cima do vestido e a meninada dava vivas a Onan,
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que comparecia aos atos com muito prazer. Andar de bonde sem pagar era outra atração. A gente subia nos bondes na Ladeira do Baldo, às escondidas do cobrador, e ia até a esquina da Rua Apodi, à época um grande areal que se estendia até os morros do Tirol. De vez em quando, uma queda, mas isso não assustava a turma. Não se sabe por que acabaram com os bondes em todo o país. Os únicos que restavam eram os de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, mas foram tirados de circulação, depois de um desastre que causou a morte de onze pessoas. Quando viajo a Lisboa, mato a saudade de Natal dos velhos tempos passeando nos líricos bondes da cidade. Quando vou a Natal, logo no primeiro dia corro para ver a Redinha. Atravesso a Ponte Newton Navarro (bela homenagem ao poeta) e vou ao mercado, que continua igualzinho ao do meu tempo de menino. Tapioca com ginga tem em mim o efeito que uma madeleine fez em Proust, só que não tenho o talento de Proust para fazer aquilo desencadear em mim sete volumes de memórias. Mas um dia, quem sabe... São José de Mipibu também me traz doces lembranças. Era lá que eu costumava passar as férias, na casa do tio Miguel, tabelião da cidade. A casa ficava numa esquina, perto de um belo casarão que sobreviveu aos tempos. Numa manhã, uma priminha bonita se aproximou de mim e me deu um beijo na boca. Inesquecível! Quando vou a Natal, dou um jeito de ir a São José, voltar ao tempo de criança e adolescente. A cidade está mal cuidada, feia, destruída.
Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda. Fund ad o em 28 de agost o de 2000, por Cés ar Sant os
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