8 GERAIS
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
ELEIÇÕES
Maduro diz que receberá 'todos' os observadores internacionais >> O Conselho Nacional Eleitoral, anunciou a data das eleições presidenciais, cumprindo o decreto da Assembleia Nacional Constituinte Agência Brasil/Arquivo
Da Agência EFE
O
presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quinta-feira (8) que o seu governo está aberto para receber "todos os observadores internacionais" que queiram acompanhar as eleições presidenciais que serão realizadas no dia 22 de abril, e que dará a eles "todas as garantias necessárias". A informação é da Agência EFE. "A Venezuela está aberta a dar todas as garantias necessárias e a receber todos os observadores internacionais que queiram vir (acompanhar as eleições). Mais que inspecionar, eles poderão aprender sobre o impecável sistema eleitoral que construímos", informou o governante em uma mensagem no Twitter. Anteontem, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), anunciou a data das eleições presidenciais, cumprindo o decreto da Assembleia Nacional Constituinte, que ordenou a realização do pleito antes de maio. A data anunciada pela presidente do CNE, Tibisay Lucena, é a que foi planejada no documento que o governo assegura ter sur-
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Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro: "Garantias necessárias" gido da mesa de diálogo na República Dominicana, mas que a oposição recusa por considerá-lo insuficiente. O antichavismo buscava nas conversas, entre outras coisas, "melhoras" e "garantias" para as eleições, das quais ainda não decidiu se participará.
Como parte dessas garantias, a oposição pedia uma "observação eleitoral internacional independente" e que as eleições fossem realizadas durante o segundo semestre. Também pediam a habilitação política do ex-candidato à presidência Henrique Capriles e do
dirigente Leopoldo López, ora em prisão domiciliar. O diálogo entre o governo e a oposição terminou ontem sem um acordo e, segundo declarações do presidente dominicano, Danilo Medina, que auxilia essas conversas, entrou em "recesso indefinido".
Barril de petróleo fica abaixo de US$ 65 por aumento na produção nos EUA O preço do barril de petróleo Brent para entrega em abril está sendo cotado abaixo de US$ 65 durante o pregão desta quinta-feira (8) no mercado de futuros de Londres, o nível mais baixo em seis semanas, devido ao grande aumento de produção nos Estados Unidos, segundo os analistas. A informação é da Agência EFE. A cotação do petróleo do Mar do Norte, de referência na Europa, está abaixo dos US$ 64,70 por barril, um valor 1,29% inferior ao do fechamento de ontem (US$ 65,55) e 9,23% abaixo da cotação máxima registrada após 2014, US$ 71,28 no dia 25 de janeiro deste ano. O Departamento de Energia dos EUA informou que as reservas do país aumentaram na semana passada em 1,9 milhão de barris, enquanto a produção do hidrocarboneto cresceu em cerca de 10,25 milhões de barris por dia. "Os investidores estão preocupados com o excesso de oferta", comentou o analista da empresa CMC Markets, David Madden, pois as informações divulgadas ontem "revelam que os estoques nos EUA aumentaram e a produção atingiu um recorde histórico". Ele disse que a informação sobre um aumento das importações por parte da China, divulgada hoje, "não foi suficiente para equilibrar os temores". Aumento paulatino A produção nos Estados Unidos, especialmente a oriunda da exploração de hidrocarbonetos não conven-
cionais, ganhou força nos últimos meses, como resultado de um aumento paulatino do preço do petróleo, o que tornou essas jazidas rentáveis novamente. No início de 2015, o barril do Brent chegou a ser cotado abaixo de US$ 30, devido a um excesso de produção no mercado, o que fez com que a exploração fosse suspensa em algumas jazidas onde é muito caro extrair petróleo. Desde que chegou a um acordo para limitar sua produção, no fim de 2016, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vinha contribuindo para aumentar os preços. Nas últimas semanas, os preços foram influenciados pela expectativa entre os investidores de que o cartel liderado pela Arábia Saudita, junto com outros grandes produtores, avalia a possibilidade de estender esse congelamento da produção para além deste ano.
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No início de 2015, o barril do Brent chegou a ser cotado abaixo de US$ 30, devido a um excesso de produção no mercado