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O Banco da (nossa) terra.

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Preço: 2€ | Director: Luís Miguel Ferraz | Bimensal | Ano XXII | Edição 247 | Janeiro / Fevereiro de 2018

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Obra de arte completa qualificação da Igreja de Nossa Senhora de Fátima | P. 3

Vitrais serão a “cereja no topo do bolo” P. 9 • Obra decorre

Protecção ao Mosteiro causa polémica PUB

P. 14 • Centenário

P. 10 • Benção da 1ª pedra

Vigararia da Batalha ruma à Sé, unida à festa da Diocese

Lar da Misericórdia da Batalha avança junto ao hospital

P. 24 • Cartaz

Carnaval para todas as idades na Batalha

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Novo formato e periodicidade bimensal

P. 2

O seu jornal mudou


2 • abertura

.editorial.

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

Novo formato e periodicidade bimensal

O seu jornal

mudou

Luís Miguel Ferraz Director Neste início de 2018, o Jornal da Golpilheira apresenta-se com nova cara aos seus leitores. As mudanças, ao final de mais de 21 anos de edições, surgem da vontade de fazer diferente, mas também da necessidade de tornar o projecto sustentável. Como temos já partilhado com os nossos leitores, não é fácil para uma pequena freguesia como a Golpilheira manter um jornal mensal com as características que apresentamos. Durante mais de duas décadas, fomos conseguindo esse “milagre”, fruto da fidelidade dos nossos assinantes e, sobretudo, do apoio dos anunciantes regulares que, mês após mês, marcam presença nas nossas páginas. Já o dissemos também: a maioria não o faz como publicidade, mas sim como ajuda a este projecto que acarinha.

As dificuldades não são apenas nossas, pois toda a imprensa luta com o mesmo problema de ter cada vez menos meios de sustentação. No nosso caso concreto, em linhas gerais, podemos dizer que o jornal dava prejuízo em metade dos meses do ano e tinha de fazer receitas na outra metade para “tapar o buraco”. Eram sobretudo as edições de Páscoa, do aniversário do Jornal (Outubro) e do Natal que estavam a “aguentar o barco”. A verdade é que a situação tem vindo a agravar-se e 2017 foi o ano de menor facturação dos últimos dez anos. Quase não deu para a despesa e até nos referidos meses de maior receita houve um decréscimo significativo. Assim, tivemos de ponderar soluções para não ter de fechar portas. Depois de muita reflexão, a primeira

decisão foi passar a fazer a edição apenas de dois em dois meses, reduzindo assim para quase metade as despesas de impressão e de expedição, que representam cerca de 800 euros mensais. Por outro lado, esta medida vem reduzir o tempo necessário para fazer o jornal, que tem sido assegurado, maioritariamente, pelo trabalho nos tempos livres do director e do director-adjunto. Assim, esta edição sai próximo do final de Janeiro, sendo as próximas no final dos meses de Março, Maio, Julho, Setembro e Novembro. Mas não queremos baixar os braços. Assim, aproveitámos para melhorar a qualidade da edição, que surge agora com mais páginas, todas a cores, em papel de revista e formato agrafado. Esperamos assim compensar a oferta que fazemos aos leitores, assinantes e anunciantes, que passam a ter textos, fotos e anúncios mais “bonitos”. Dadas as novas características, vamos procurar privilegiar a imagem e reduzir os textos à informação essencial. A assinatura mantém-se nos valores que estavam em vigor, pois, apesar de ser apenas bimensal, o jornal aumenta a qualidade e o peso, sendo também mais caros os serviços de impressão e de envio pelos CTT. Embora a assinatura continue a não chegar para cobrir estas despesas, fica mais próxima do equilíbrio. Apelamos ao pagamento atempado, se possível no início do ano em vigor, como é regra dos jornais e re-

vistas, evitando assim a necessidade de cobrança. O pagamento poderá ser feito no bar do Centro Recreativo da Golpilheira, ou por transferência bancária para o NIB que está na ficha de assinatura, na penúltima página (enviar sempre comprovativo do nome do assinante). Ponderamos, também, terminar a oferta ou envio à experiência para empresas e instituições que não nos comuniquem o desejo de receber o jornal. Tentaremos continuar a fazer o possível por oferecer conteúdos de interesse e a acompanhar a vida passada, presente e futura da Golpilheira e dos golpilheirenses, dentro e fora da freguesia, sobretudo no que diz respeito ao concelho da Batalha. Algumas notícias vão ter menor actualidade, à distância de dois meses, pelo que apelamos ao envio atempado das informações que pessoas e instituições queiram divulgar nas nossas páginas. Paralelamente, vamos tentar manter maior actualidade através do nosso site (jornaldagolpilheira.pt) e das redes sociais como o Facebook, onde temos já disponível uma agenda de eventos da freguesia e da região. Esperamos que os nossos leitores, assinantes e anunciantes compreendam a necessidade destas mudanças e continuem a apoiar este trabalho, que é feito, sobretudo, pelo amor à nossa terra e às suas populações.

. agenda regional . 8 de Fevereiro, quinta-feira, 19:30 – Sessão esclarecimento sobre habilitações escolares e profissionais, na Junta de Freguesia da Golpilheira 11 a 18 de Fevereiro, domingo – “Missão País” a decorrer na paróquia da Batalha 11 de Fevereiro, domingo, 14:00 – Desfile de Carnaval na Batalha 11 de Fevereiro, domingo, 18:00 – Convívio, baile e petiscos no CRG, aberto a todos 14 de Fevereiro, quarta-feira, 20:00 – Missa de Quarta-Feira de Cinzas 14 de Fevereiro, quarta-feira – Restaurante Etnográfico organiza “Jantar de Namorados” 15 de Fevereiro, quinta-feira, 21:00 – Celebração com os jovens da “Missão País” na Igreja da Golpilheira 16 de Fevereiro, sexta-feira, 21:00 – Conferência “Casal e família aos olhos de Deus”, no Salão Paroquial da Batalha 16 de Fevereiro, sexta-feira, 22:00 – Assembleia Geral Extraordinária do CRG 17 de Fevereiro, sábado, 19:00 – Festival Sopas do Rancho “do CRG 18 de Fevereiro, domingo, 13:00 – Almoço de Chícharos no Salão da Igreja da Golpilheira, com inscrições até dia 12 de Fevereiro junto dos elementos da Igreja da Golpilheira 18 de Fevereiro, domingo, 17:00 – Reunião para pais das crianças da 1.ª Comunhão, no Centro Paroquial da Batalha 25 de Fevereiro, domingo, 18:00 – Reunião com todos os que fazem o Crisma este ano, no Centro Paroquial da Batalha 2 de Março, sexta-feira, 21:00 – Conferência “Família: pastoral em tempos de misericórdia”, no Salão Paroquial da Batalha 3 de Março, sábado, 19:30 - Festival de Sopas dos Escuteiros, no Salão da Igreja da Golpilheira 3 de Março, sábado, 19:30 - Festival de Sopas dos Festeiros 68 (Senhora da Esperança), no Salão da Igreja de São Bento 10 de Março, sábado – 08:30, 16.º Passeio TT da Golpilheira, partindo do CRG 11 de Março, domingo, 15:00 – Peregrinação da Vigararia da Batalha à Catedral de Leiria 17 de Março, sábado, 19:00 – Festival de Sopas dos Festeiros 78 (Senhor dos Aflitos), no Salão da Igreja da Golpilheira 18 de Março, domingo – Peregrinação Diocesana ao Santuário de Fátima 19 de Março, segunda-feira, Solenidade de S. José – Dia do Pai 24 de Março, sábado, 22:00 – Baile da Pinhata no CRG 25 de Março, domingo – Horário de Verão (à 01h00 adiantar para as 02h00) 29 de Março, quinta-feira, 22:00 – Assembleia Geral Ordinária do CRG 30 de Março – sexta-Feira Santa (Feriado) 1 de Abril, Domingo – Páscoa 8 de Abril, Domingo – Visita Pascal na Golpilheira


destaque • 3

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

Obra de arte completa qualificação da Igreja de Nossa Senhora de Fátima

Vitrais serão a “cereja no topo do bolo”

Viabilidade

Como dissemos, era preciso assegurar a viabilidade económica da empreitada. Constatou-se que a obra decorreu pelas melhores expectativas, sem derrapagens significativas e com oferta de materiais como as pedras, o altar, as cadeiras do presbitério e diversos artigos litúrgicos. As pessoas e empresas da comunidade – e fora dela – foram generosas, incluindo instituições locais, como as autarquias e a Caixa Agrícola, e eclesiais, como a Diocese de Leiria-Fátima, o Santuário de Fátima e a paróquia da Batalha. Um empréstimo anónimo de 60 mil euros fez com que não fosse necessário recorrer à banca, e as festas, tanto do Senhor Bom Jesus dos Aflitos como de Nossa Senhora da Esperança, tem registado saldos muito positivos. Assim, a dívida está controlada e com perspectiva de ser saldada num prazo máximo de 5 anos. A estes factores somou-se a oportunidade de concorrer ao Orçamento Participativo da Câmara Municipal, que não podíamos desperdiçar. Também isso correu bem, com a proposta dos vitrais a vencer o concurso por votação popular, garantindo a verba de 30 mil euros, mais de metade do orçamento previsto de 50 mil euros. Por outro lado, tínhamos já a indicação da oferta particular de um dos painéis, que a seu tempo divulgaremos. Decidimos, portanto, avançar. As condições prévias foram colocadas numa fasquia alta: queríamos fugir à normalidade e garantir uma obra de

arte, com desenhos de autor e materiais da melhor qualidade, para que o resultado fosse a valorização efectiva da igreja que acolheu o altar da Basílica de Nossa Senhora de Fátima. Os vitrais deveriam ser uma maisvalia para o património artístico e religioso e, sem retirar muita luz, mas apenas filtrando-a, apresentar motivos que identificassem a comunidade e os seus Padroeiros. Tudo isto sem fugir ao preço “comercial” médio de 1.000 euros por metro quadrado, pois são cerca de 5m metros quadrados de vitral no total.

Iconografia

Começámos pela escolha do tema a adoptar para os desenhos. Pedimos um estudo ao Doutor Marco Daniel Duarte, formado em História da Arte, director do Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima e do Museu do Santuário de Fátima. Aceitámos a proposta apresentada, baseada no Padroeiro da Comunidade Cristã da Golpilheira, Senhor Bom Jesus dos Aflitos, tal como é representado na “capela velha”: crucificado, no Calvário, com a mãe e o discípulo. O tema central seria a “entrega”, de Cristo na cruz e de Maria como nossa Mãe («Mulher, eis o teu filho»; ao discípulo, «Eis a tua mãe»). A introdução da temática mariana surge, assim, naturalmente e vai ao encontro da Padroeira desta igreja.

Pintura

Era preciso, agora, passar das ideias aos desenhos. Pensámos, de imediato, na pintora Sílvia Patrício, com um vasto e valioso currículo, onde se destaca a autoria das imagens oficiais dos Santos Francisco e Jacinta Marto, patentes na fachada da Basílica de Nossa Senhora de Fátima. Partimos com algumas dúvidas de termos orçamento para a sua contratação, mas tivemos a feliz surpresa da sua disponibilidade e interesse, pela originalidade, qualidade e desafio da proposta, bem como do empenho em contribuir para cumprir todos os objectivos: obedecer ao tema, oferecer arte ao projecto e... não ultrapassarmos o orçamento previsto. Adjudicámos a elaboração dos desenhos em Novembro passado.

Execução

Por fim, havia que decidir a empresa que faria a obra. Pedimos três orçamentos e o mais baixo veio da “Vitrais Portugal”, dos Parceiros, com técnicos formados na ex-Escola de Artes e Ofícios Tradicionais da

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Desde o início do projecto de requalificação da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, principal centro de culto da Comunidade cristã da Golpilheira, estava prevista a colocação de vitrais como fase final. Concluído o projecto em 2015, a obra iniciou-se em Setembro desse ano e ficou pronta para a reinauguração, a 28 de Maio de 2016. Todos recordamos o grande dia de festa que foi, com a presença do Bispo diocesano, D. António Marto. Mas… ficaram a faltar os vitrais, que seriam a “cereja no topo do bolo”, quando houvesse condições financeiras para tal. Nessa perspectiva, a remodelação interna tomou como opções o privilégio da cor branca, das linhas direitas, de grandes planos e vãos de luz, vidros transparentes e decoração sóbria. Isto porque seriam os vitrais a trazer a cor, a fazer o corte da luz exagerada, a dar a identidade e a personalidade ao templo.

Batalha. A empresa, com mais de duas décadas de experiência e nome consolidado até internacionalmente, revelou também interesse em ficar ligada a este projecto, pela inovação, desafio e qualidade dos conceitos apresentados. Por esse motivo, mesmo com a complexidade e a riqueza de pormenores trazidas pela artista Sílvia Patrício, aceitaram manter o orçamento inicial. A obra foi adjudicada em Janeiro deste ano, com prazo previsto de 6 meses e com o custo limitado ao inicialmente previsto.

As imagens

Não queremos estragar a surpresa da inauguração, mas considerámos que era devida uma apresentação das pinturas originais à Comunidade, o que fizemos após a Missa do passado dia 28 de Janeiro, conforme anunciado no domingo anterior. Porque não queremos as imagens previamente publicadas, apresentamos na capa e nesta página apenas dois pormenores da cor e do traço. Podemos ainda adiantar alguns dados sobre o imaginário. Assim, o painel principal, na fachada da igreja, apresenta o cenário do Calvário, com as personagens de Maria, a outra mulher e o discípulo, uma rica sim-

bologia da morte como fonte de vida e claras referências a Fátima. O painel do coro alto acompanha-o com a presença “fugaz” do crucificado. Na parte de baixo, o mais visível é o painel que acompanha em simbolismo o Sagrado Coração de Jesus, que sobe aos Céus, mas fica também connosco e abraça a nossa vida. O painel da zona dos músicos apresenta símbolos desta arte e introduz a imagem do anjo, remetendo também às aparições de Fátima. Já o painel que ilumina a zona do altar é todo dedicado a Nossa Senhora, com múltiplas referências fatimitas, mas assente num “jardim” onde a nossa comunidade se torna presente e, até, “espelhada”. Por fim, no painel da torre, é a nossa identidade comunitária que se eleva ao Céu, com símbolos da ruralidade local, grande parte deles reconhecíveis nas cantarias da igreja velha. Será também reconhecível o remetimento para o gótico do Mosteiro da Batalha, bem como os espaços reservados ao “futuro”. Esta será, cremos, uma obra de arte única e original, que virá enriquecer em muito o nosso património religioso, cultural e colectivo. A Comissão


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Junta de Freguesia

“Centro Qualifica” na Golpilheira

No dia 16 de Fevereiro de 2018, pelas 21h00, reúne-se a Assembleia Geral Extraordinária, pelo que convoco todos os sócios a assistirem à reunião com a seguinte ordem de trabalhos: - Proposta da alteração de estatutos do Centro Recreativo da Golpilheira. Nos termos dos estatutos, não comparecendo a maioria dos associados à hora marcada, será a reunião efectuada às 22h00 do mesmo dia, com qualquer número de sócios, não podendo os restantes discordar daquilo que foi deliberado. Dada a importância da reunião, agradecemos a comparência de V/ Ex.as. O Presidente da Mesa da Assembleia, Carlos Agostinho Costa Monteiro

Convocatória Assembleia Geral Ordinária No dia 29 de Março de 2018, pelas 21h00, reúne-se a Assembleia Geral Ordinária, pelo que convoco todos os sócios a assistirem à reunião com a seguinte ordem de trabalhos: - Relatório da Direcção, Contas do Exercício de 2017 e Parecer do Conselho Fiscal. - Outros assuntos de interesse para a Colectividade. Nos termos dos estatutos, não comparecendo a maioria dos associados à hora marcada, será a reunião efectuada às 22h00 do mesmo dia, com qualquer número de sócios, não podendo os restantes discordar daquilo que foi deliberado. Dada a importância da reunião, agradecemos a comparência de V/ Ex.as. O Presidente da Mesa da Assembleia, Carlos Agostinho Costa Monteiro

Alargada a zona de interesse arqueológico

Mais protecção às pedreiras históricas A Câmara Municipal da Batalha decidiu acolher a sugestão da equipa técnica da Divisão do Património Imóvel, Móvel e Imaterial, da Direcção-Geral do Património Cultural, e encetar um projecto único em termos nacionais de classificação da área de extracção da matéria-prima que serviu de base à construção do Mosteiro da Batalha, na zona das actuais pedreiras históricas classificadas de Valinho de Rei e de Pidiogo, no lugar da Torre, para a sua valorização histórico-cultural, melhor compreensão do processo construtivo e conservação futura do monumento. Segundo nota da autarquia, “esta necessidade foi igualmente confirmada por recente estudo arqueológico de avaliação de pedidos de exploração de massas minerais, no qual se refere que são visíveis componentes de exploração de massas minerais, idênticas às existentes nas pedreiras históricas, facto que releva para a ponderação do interesse histórico do local e consideração da necessidade de alargamento das zonas de protecção especial”. Recorde-se que a decisão de classificação de património de interesse municipal das pedreiras históricas do mosteiro da Batalha, bem como

DR

Convocatória Assembleia Geral Extraordinária

Neste mês de Janeiro, a Junta de Freguesia da Golpilheira estabeleceu um protocolo com o “Centro Qualifica”, do Agrupamento de Escolas da Batalha, visando oferecer a toda a população com mais de 18 anos uma sessão de divulgação e esclarecimento sobre a importância da melhoria das habilitações escolares e profissionais. A sessão decorrerá no dia 8 de Fevereiro, pelas 19h30, na Junta de Freguesia. Ao longo deste ano, pretendemos oferecer outras formações, que atempadamente serão divulgadas. No passado dia 26 de Janeiro, na sede da Associação Recreativa Amarense, realizou-se a cerimónia de outorga dos protocolos de apoio ao associativismo, na qual esteve presente o presidente da Junta de Freguesia, José Filipe. Na dita cerimónia foi assinado o acordo de execução para o mandato de 20172021, entre o Município da Batalha e a Junta de Freguesia de Golpilheira.

a criação de uma zona especial de protecção (ZEP), com a delimitação de 50 metros em redor dos sítios classificados, foi objecto de decisão no mandato anterior, estando agora em causa alargar consideravelmente a zona classificada, através da criação de um sítio classificado que considera toda a área com valor arqueológico e susceptível de registar vestígios de recolha de pedra para a construção do Mosteiro da Batalha. No entender de Paulo Batista Santos, presidente do Município, “as pedreiras históricas do Mosteiro da

Batalha constituem testemunhos de interesse cultural relevante e reflectem vestígios singulares relativos à construção do monumento, cabendo ao Estado proceder à sua conservação, valorização e divulgação”. Com esta decisão pretende-se “qualificar o conhecimento e visitação do Mosteiro, beneficiando dos inúmeros trabalhos científicos publicados sobre as características do monumento, bem assim potenciando um novo percurso pedestre das pedreiras históricas com fins turísticos”.


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Apoio às associações

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Mais segurança contra incêndios

Rescaldo do Natal

Pista dá 2.500 euros aos Bombeiros A novidade do Natal da Batalha no passado mês de Dezembro, uma pista de gelo montada no centro da vila, contabilizou um total de 8.000 entradas, das quais 5.000 pagas. Cumprindo o proposto inicialmente, de entrega à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Batalha de 0,5 euros por cada ingresso, foram, assim, entregues 2.500 euros. “A instalação da pista de gelo revestiu-se de um enorme êxito para PUB

a captação de público para a vila na quadra natalícia”, considera Paulo Batista Santos, presidente da Câmara Municipal, salientando “o trabalho e a colaboração prestada por duas associações concelhias envolvidas na gestão da bilheteira, na preparação prévia dos visitantes e no apoio dado no interior dos 200 metros quadrados da pista”. É de referir que, nas duas últimas semanas de Dezembro, todos os

alunos da rede pública concelhia de jardins de infância e escolas do 1.º Ciclo enquadrados nas Actividades de Tempos Livres usufruíram gratuitamente deste equipamento, apreciando, alguns pela primeira vez, da sensação de patinar sobre o gelo. Esta visita dos mais pequenos incluiu ainda a participação nas actividades da Casa do Pai Natal, instalada na Galeria Mouzinho de Albuquerque.

A Câmara da Batalha aprovou a disponibilização de uma verba até 25 mil euros, destinada a apoiar medidas de reforço de segurança contra incêndios nas instalações das colectividades do concelho. O investimento poderá ser feito em aquisição de extintores, formação e outras de melhorias das condições de segurança dos edifícios de utilização colectiva. A autarquia aprovou ainda, por unanimidade, conceder apoios ao investimento e ao funcionamento das associações, no valor global de 260 mil euros, estando também incluído o financiamento ao desporto federado e não federado, que movimenta mais de um milhar e meio de atletas, dos quais 700 praticam modalidades federadas. A atribuição destes apoios resulta das candidaturas submetidas na primeira fase do Programa de Apoio ao Associativismo, havendo ainda uma segunda fase, no próximo mês de Março.


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Preparação da festa do Senhor dos Aflitos

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O frango servido nos restaurantes das festas é já um ex-libris da freguesia. Foi essa a ementa escolhida para um almoço organizado pelos nascidos em 1978, para “matar saudades”, no passado dia 21 de Janeiro. O repasto, em que participaram cerca de 300 pessoas, serviu também de teste aos sabores e à equipa que está a preparar a festa em honra do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, que decorrerá no fim de semana de 4 a 6 de Agosto deste ano.

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Festeiros de 78 recordaram “frango da festa”

Evento financia cultura e solidariedade Um grupo de finalistas do Agrupamento de Escolas da Batalha, muitos deles da Golpilheira, escolheu o salão de festas da Igreja de Golpilheira para um festival de sopas, no passado dia 3 de Fevereiro. O objectivo era a angariação de fundos para a sua “viagem de finalistas a Amesterdão e Praga, que terá uma vertente cultural”, explica a aluna Maria Vieira. Os organizadores agradecem a ajuda de várias empresas, “desde restaurantes, cafés, padarias, talhos,

entre outros”, bem como a boa adesão da população, com cerca de 250 pessoas a aceitarem o convite para uma noite com muita sopa e animação. “Estamos muito gratos, pois com este contributo o nosso sonho será mais fácil de alcançar”, refere a aluna. O grupo havia decidido oferecer à Igreja da Golpilheira 50 cêntimos por cada pessoa presente no festival e pretende cumprir a promessa, com a doação de 125 euros.

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Sopas dos finalistas

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Jantar com teatro na Golpilheira Os Pioneiros do Agrupamento 194 Batalha do Corpo Nacional de Escutas organizaram um Jantar de Reis, no passado dia 6 de Janeiro, que juntou cerca três centenas de pais e amigos, no salão de festas da igreja da Golpilheira. Além do convívio, a iniciativa visou a angariação de fundos para as actividades deste ano escutista. Perto

do fecho da quadra natalícia, os Pioneiros ofereceram aos presentes uma representação teatral de algumas cenas do nascimento de Jesus, com algum humor à mistura. E não deixaram de sublinhar a ajuda recebida da cozinheira da Comissão da Igreja, Rosário Leal, a quem entregaram um diploma de agradecimento.

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Os “reis escutas”

Escuteiros cumprem

Tradição das

Durante o primeiro mês deste ano, vários grupos do Agrupamento 194 Batalha do Corpo Nacional de Escutas andaram pela região a cantar as tradicionais “Janeiras”. De porta em porta, deixam os votos de um bom ano e a partilha boa-disposição com todos, aproveitando para recolher as ofertas que irão usar para financiar os acampamentos e outras actividades do ano escutista.

Nos salões da Golpilheira Jantares e convívios Os diversos salões de festas da Golpilheira continuam a ser escolhidos para acolher almoços, jantares e outros convívios, além dos que as comissões das igrejas e das festas locais vão organizando. Na agenda da página 2 e em vários cartazes que divulgamos, poderá consultar alguns dos que estão agendados.

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Janeiras

Escuteiros da Batalha

Caminheiros ajudam pais a namorar Os Caminheiros do Agrupamento 194 Batalha do Corpo Nacional de Escutas vão oferecer serviço de “babysitting” na noite de São Valentim, 14 de fevereiro, das 19h30 às 00h00. A iniciativa visa contribuir para que os pais e outros casais com filhos possam aproveitar essa noite a dois, deixando as suas

crianças, dos 3 aos 14 anos de idade, à guarda dos escuteiros, na sua sede, na Batalha. O serviço implica a oferta de 7 euros para as atividade do grupo, sendo obrigatória a reserva para o email caminheiros.194@escutismo.pt ou pelos telefones 913 514 510 ou 911 084 107.


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Câmara pede ajuda à Oikos

Projecto ambiental transfronteiriço Rede Urbansol chega à Batalha A Câmara Municipal da Batalha participa na rede Urbansol, um projecto financiado pelo programa Interreg Espanha-Portugal que visa melhorar a eficiência do uso energético, promovendo recursos e serviços de baixo carbono e autosuficientes. Este programa para a acções de desenvolvimento interurbano sustentáveis e inteligentes envolve 11 municípios portugueses e espanhóis e promove, por exemplo, a mobilidade sustentável, designadamente através da implementação de uma rede local de carregamento de veículos eléctricos e a extensão de zonas pedonais, com o objectivo de reduzir as emissões de gases com efeito estufa e promover a descarbonização do sistema energético.

que serão enviadas à Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) e à ENMC - Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis, entidades responsáveis pelo licenciamento e controlo dos referidos contratos de concessão. “Fica clara a rejeição liminar por parte do Município do recurso à técnica de fracturação hidráulica, que colocará os aquíferos em gravíssimo risco de contaminação por hidrocarbonetos e metais pesados”. Isto porque “a elevada vulnerabilidade dos mesmos está intimamente associada à reduzida espessura e tipologia dos solos existentes na região, à densidade de fracturação e à porosidade/permeabilidade das rochas carbonatadas, facto tanto mais preocupante quanto esta tipologia de rochas é a mais comum na área de concessão”, con-

sidera a Oikos. No parecer municipal remetido à DGEG, refere-se ainda que a actividade extractiva de hidrocarbonetos “pode revelar-se danosa para o património arqueológico concelhio, tendo em consideração o elevado número de sítios arqueológicos já inventariados, nos quais se identificaram vestígios de fixação Paleolítica, Neolítica, da Idade do Bronze, Idade do Ferro e presença romana, dispersos pela quase totalidade do território em causa”. Nesta linha, “todas as actividades a desenvolver deverão estar em total concordância com os instrumentos de ordenamento do território de âmbito nacional, regional e municipal em vigor no Concelho da Batalha, nunca perdendo de vista ser necessário assegurar a qualidade de vida das

populações e a qualidade ambiental”, defendem a Oikos e a Câmara. Este cuidado inclui a necessidade de “exaustivos estudos dos impactos ambientais sobre o património biológico e geológico concelhio”, somados aos de “outras actividades já instaladas”, sobretudo “no conjunto do maciço calcário estremenho e Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, bem como nas principais linhas de água da bacia hidrográfica do rio Lis, da qual o rio Lena é um contributo essencial”.

Escolas com programa “Batalha Saudável”

Combate à obesidade infantil O Município e o Agrupamento de Escolas da Batalha vão continuar o projecto “Batalha Saudável”, iniciado no ano lectivo transacto e que pretende combater a problemática da obesidade infantil. Dirigido a todos os alunos do pré-escolar e do 1.º Ciclo, este programa visa proceder à classificação do estado nutricional das crianças envolvidas, bem como dotá-las de conhecimentos sobre a importância de uma alimentação saudável. A metodologia da acção inclui a avaliação da composição corporal das crianças, através da medição do peso, altura e cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal), face aos padrões estabelecidos através das curvas de crescimento da OMS – Organização Mundial da Saúde. Em paralelo, os alunos são aconselhados quanto o tipo de lanches consumidos nas escolas, à importância do pequenoalmoço e ao consumo de fruta, sendo efectuadas abordagens também na sala de aula, com jogos e a distribui-

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DR

Veio a público recentemente a possibilidade de iniciarem trabalhos de prospecção de hidrocarbonetos, como petróleo e gás natural, em duas áreas próximas de nós, denominadas “Batalha” e “Pombal”, concessionadas à empresa Australis Oil & Gas Portugal. Mas as preocupações são muitas e várias instituições e pessoas questionam o prejuízo ambiental e patrimonial que estes trabalhos possam acarretar. Também o Município da Batalha já se manifestou, anunciando ter pedido a colaboração da Oikos – Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região de Leiria para a realização de estudos geológicos e de avaliação de impacto ambiental. Segundo nota da autarquia, um primeiro contributo da Oikos “sinaliza um conjunto de preocupações”

DR

Batalha “questiona” petróleo

ção de material informativo. O programa “Batalha Saudável”, que atinge cerca de 800 alunos, “reveste-se de grande importância, face à problemática da obesidade infantil, com a recente revelação de dados oficiais, que são preocupantes”,

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considera o presidente da autarquia, Paulo Batista Santos, defendendo que “é urgente a implementação de estratégias e acções concertadas entre a escola e as famílias, capazes de suscitar nas crianças a importância de uma alimentação saudável”.

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Obra envolve Câmara, Direcção Geral do Património Cultural e Infraestruturas de Portugal

Protecção ao Mosteiro causa polémica Portagens na A19

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Iniciaram-se no passado mês de Dezembro as obras previstas para a faixa de protecção da frente do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, cuja urgência tem sido reclamada por várias entidades preocupadas com a preservação do monumento. A primeira fase da obra foi a construção de alguns blocos de betão armado, cujo impacto visual causou alguma polémica entre a população, manifestada primeiramente nas redes sociais e a chegar depois à comunicação social regional e nacional. As reclamações visavam, principalmente, o aspecto estético do “murro” e o facto de retirar visibilidade para o monumento para quem circula no IC2. O esclarecimento partiu da Câmara Municipal, indicando que procedeu à elaboração deste projecto em parceria e com a aprovação da Direcção Geral do Património Cultural (DGPC) e da empresa Infraestruturas de Portugal, visando a “salvaguarda ambiental e a requalificação de toda a zona frontal do monumento, preservando-o do ruído, das vibrações e do dióxido de carbono que é libertado

pelos 14 mil automóveis que circulam diariamente no IC2”. O objectivo será “reduzir significativamente os evidentes sinais de desgaste e de deterioração de alguns elementos do monumento, de acordo com diversos estudos científicos publicados”. A Câmara reconhece que “o estado actual da obra não é o mais interessante, sob ponto de vista do impacto visual gerado pelos maciços de betão”, mas adianta que “a parte frontal dos painéis de betão ficará envolvida por vegetação”, ma vez que a intervenção inclui “uma barreira acústica e a implantação de um jardim vertical através da plantação

de milhares de árvores e diferentes espécies arbustivas”. Além disso, aquela área receberá, ainda, “uma ecopista, que devolverá este espaço à população, bem como a melhoria das instalações sanitárias existentes nas imediações do Mosteiro e dos espaços afectos ao estacionamento”. A conclusão do projecto está prevista para finais de Fevereiro e espera-se que o resultado final seja “um passo muito significativo para a protecção, salvaguarda e preservação do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, em 1983”.

A reclamação recorrente, quando se fala na poluição causada pelo IC2, é a existência de portagens na A19, que foi construída há alguns anos para desviar o trânsito deste troço. Nunca cumpriu esse objectivo, precisamente por ter portagens, por imposição da parceira público-privada assinada pelo Governo de José Sócrates. Mais uma vez veio à baila esse assunto, até com perguntas de deputados na Assembleia da República e com a Câmara Municipal da Batalha a reiterar que tem defendido repetidamente a abolição das portagens. A resposta do Governo volta a ser que não está prevista “a eliminação ou sequer a redução de portagens naquele troço da A19, fruto do modelo de contrato de concessão outorgado”. A este propósito, o presidente da autarquia, Paulo Santos, tem defendido publicamente que a reversão para o Estado desta subconcessão “que custa aos portugueses 140 milhões de euros por ano” será o “factor relevante para a suspensão das portagens”. LMF


10 • sociedade

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

A Câmara Municipal da Batalha aprovou por unanimidade transitar para o ano de 2018 um saldo global de cerca de 3 milhões de euros, relativo às operações orçamentais e de tesouraria do ano de 2017, para aplicar em projectos ambientais, nas funções sociais e na ampliação da área empresarial da Batalha. O saldo “representa um crescimento positivo face a 2016 de 1,4%, o que expressa um forte empenhamento na gestão criteriosa das contas da autarquia da Batalha, tendo em conta que em 2017 a Câmara realizou fortes investimentos nas componentes da educação, com a construção do novo Centro Educativo do Reguengo do Fetal e o arranque das obras de requalificação da Escola Básica e Secundária da Batalha, com um valor superior a 5 milhões de euros, ou na área da requalificação urbana que investiu mais de 3 milhões, em projectos como a intervenção no edifício Gens e na designada Casa da Juventude”, indica nota da autarquia. No entender do presidente da Câmara, Paulo Batista Santos, “a boa gestão que temos vindo a fazer e o equilíbrio das nossas contas permite realizar novos projectos em áreas fundamentais e sem penalizar fiscalmente os munícipes”. Os valores mínimos nos impostos e taxas locais são um dos pontos que sublinha, bem como os descontos e isenções de IMI. “Este caminho de poupança é crucial para uma boa execução dos fundos comunitários, uma vez que dispomos de condições para sustentar a comparticipação municipal em todas as candidaturas que apresentamos”, acrescenta o autarca.

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Câmara Municipal Saldo de 3 milhões aplicado em investimento

Bispo diocesano abençoa primeira pedra

Lar da Misericórdia da Batalha avança O Bispo diocesano, D. António Marto, presidiu à bênção da primeira pedra da residência para idosos da Santa Casa da Misericórdia da Batalha, no passado dia 14 de Janeiro. Na presença do provedor, Carlos Monteiro, de várias autoridades locais e algumas dezenas de irmãos desta Misericórdia, o Bispo saudou esta iniciativa que visa “acolher os mais frágeis” e considerou que “a bênção da primeira pedra é um sinal de esperança para que a obra seja levada a bom termo”. Sublinhando a importância da “tomada de consciência de que somos colaboradores de Deus na missão de servir as comunidades”, o Bispo apelidou este tipo de casas como “hino à cultura da misericórdia e da compaixão, numa época em que cresce a cultura da indiferença e do descarte dos menos produtivos da sociedade”.

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A mesma mensagem foi repetida na celebração eucarística a que presidiu de seguida, no Mosteiro da Batalha, considerando que o cuidado dos mais velhos é “uma dívida de gratidão” e que um lar deve ser “não um armazém, mas espaço de vida e de integração de todos”. Este lar, cujo nome técnico é Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI), será construído em anexo ao CHNSC, nas Brancas, partilhando algumas das suas estruturas, como cozinha e lavandarias, cuja reestruturação constitui o primeiro passo da obra. Nesta primeira fase será, ainda, assegurada a residência a 28 pessoas. Já em processo de candidatura a fundos europeus está uma segunda fase, que possibilitará o acolhimento de 60 pessoas na ERPI, visando garantir a resposta às necessidades das freguesias da Batalha e

da Golpilheira, que não têm qualquer equipamento do género. Para já, o investimento será de cerca de 1,2 milhões de euros, contando com o apoio de entidades locais, como o Município (120 mil euros) e a Caixa Agrícola da Batalha (450 mil euros).

Ex-provedor presente

Uma presença especial na bênção da primeira pedra foi a do antigo provedor da Misericórdia da Batalha, António Monteiro, que é actualmente um dos utentes da unidade de cuidados continuados do Centro Hospital de Nossa Senhora da Conceição (CHNSC), que ajudou a fundar. Apesar da limitação física, foi notória a emoção com que viveu o momento e recebeu os cumprimentos do Bispo diocesano e de muitas outras pessoas presentes.

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cultura • 11

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

Os serviços educativos do Mosteiro da Batalha e do Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (MCCB) passam a disponibilizar às escolas a possibilidade de visitas dramatizadas por actores profissionais, com o intuito de suscitar junto dos alunos renovados motivos de interesse para com o património. Através de um protocolo que junta a Direcção-Geral do Património Cultural, a Câmara Municipal da Batalha e o Grupo de Teatro O NARIZ, esta nova oferta pedagógica, dirigida a todos os alunos dos vários ciclos, assenta numa lógica de articulação entre o Mosteiro e o Museu. Mediante o âmbito escolar e o público–alvo das visitas, os docentes responsáveis pelas turmas podem optar por três dramatizações, designadamente: “Eram só pedras quanto tudo começou”, “A visita do Marquês” e “Dona Filipa”. As referidas visitas percorrem diversos espaços do Mosteiro, com textos adaptados a

DR

Visitas dramatizadas ao património

cada um dos níveis de escolaridade, complementando esse conhecimento com a ajuda dos actores e de técnicos do MCCB. O projecto “foi desenhado de forma articulada, numa óptica de valorização do território, que privilegia os equipamentos culturais, os

monumentos e a capacidade criativa instalada”, refere Paulo Batista Santos, presidente da autarquia. O agendamento prévio das visitas é feito junto destes serviços, estando também a informação disponível nos sítios do Mosteiro e do MCCB na internet.

. museu de todos . Museu da Comunidade Concelhia da Batalha

O Livro de Leitura da 1.ª Classe, 1930

DR

A partir da República, no início do século XX, a reestruturação da instrução pública afirmou-se como uma prioridade na governação, assente na reorganização da escola primária e na renovação da formação dos professores. Com o Estado Novo, o sistema educativo português evoluiu significativamente, sendo marcado pela doutrina do regime ditatorial. A Batalha seria beneficiária, como as restantes regiões portuguesas, da expansão da Educação para todos. No nosso concelho, a filantropia apoiava a actividade escolar. Em 1954, António Oliveira Zúquete cedeu um espaço para instalação de uma Cantina Escolar. O Comendador Pedro Monteiro Pereira Queiroz, radicado no Brasil, apoiou as obras da cantina e mandava dinheiro para alimentar, vestir e calçar as crianças mais pobres. A revolução de Abril de 1974 alterou profundamente a Educação. O aluno, orientado pelo professor, passa a ser o centro da atitude instrutiva, tendo à sua disposição novos meios de informação e comunicação. A escola proporciona, a partir de então, a construção do saber de uma forma activa e interventiva,

contribuindo para uma educação de cidadania democrática, com apoio das tecnologias, cada vez mais evoluídas. Numa vitrina que o Museu dedica à Educação percorrem-se estas significativas etapas na evolução da instrução nacional, enfatizando-se alguns objectos que fazem parte da nossa memória colectiva. Destacamos, nesta edição do Jornal da Golpilheira, uma verdadeira relíquia dos manuais escolares: o Livro de Leitura da 1.ª Classe. A obra, da autoria de João Grave e de Francisco José Cardoso, com ilustrações de Laura Costa, foi publicada em 1930, pela Livraria Chardron, da Lello & Irmão, Limitada (Porto). A ilustração da capa é espelho da ideologia pedagógica nacional em vigor. Nela estão representadas duas crianças: uma menina e um menino. A primeira exibe uma ardósia, com uma conta escrita a giz, sob um braço, acenando com o outro. O rapaz lê o jornal. A dedicação dos meninos contrasta com os brinquedos e o gato que levam um lugar de menor destaque na gravura. Convidamos a todos a ver de perto esta preciosidade, assim como outros livros antigos de instrução e objectos utilizados na escola antiga.

Quase meio milhão de turistas em 2017 Mosteiro da Batalha é o 3.º monumento mais visitado do País Os dados divulgados pela Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) confirmam a tendência de crescimento do número de visitantes do Mosteiro da Batalha nos últimos anos, o que faz dele o 3.º monumento mais visitado do País no ano de 2017. Segundo a DGPC, foram contadas 492.093 entradas no ano transacto, correspondendo a um aumento de 24,1% relativamente a 2016. O director do Mosteiro, Joaquim Ruivo, comenta que “no ano de 2016 já se tinha verificado um aumento de 20,1% relativamente a 2015, pelo que, nos últimos dois anos, o Mosteiro da Batalha teve um aumento do número de visitantes na ordem dos 47%, consolidando o estatuto de monumento mais visitado logo a seguir ao Mosteiro dos Jerónimos [cerca de 1,2 milhões de entradas] e Torre de Belém [575.875 visitantes em 2017]”. Assim, com quase meio milhão de entradas, o Mosteiro da Batalha volta a evidenciar uma interessante dinâmica, com a consolidação da importância turística e cultural crescente do monumento, associado a um desempenho muito positivo quanto ao impacto deste volume de visitas gerado sector do turismo. Este facto é justificado por Paulo Santos, presidente do Município, com a “gestão e a dinâmica do director do monumento, bem como a realização de um programa cultural diverso e abrangente organizado conjuntamente pela DGPC e a Autarquia”.

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Mosteiro e Museu cativam alunos


12 • eclesial

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

Batalha recebe Arcebispo Metropolitano de Espanha e Portugal

Foi no dia 18 de Janeiro de 2015 que a comunidade Ortodoxa da região celebrou a sua primeira Sagrada Liturgia na igreja matriz da Batalha, cedida pela Diocese de Leiria-Fátima para uso desta comunidade. Assim se formou a paróquia ortodoxa de “São Job de Pochaev”, sediada na Batalha, mas que acolhe pessoas de toda a região de Leiria, especialmente da Marinha Grande. Para orientar a comunidade, veio como pároco o euro-monge Yuvenalii, que ficou a morar numa residência do Convento da Visitação, também cedida pela Diocese. Passados três anos, a comunidade tem-se consolidado e mantém uma ligação saudável com a paróquia católica. O terceiro aniversário da fundação desta paróquia da Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Constantinopla foi assinalado no passado dia 21 de Janeiro, com uma solene celebração da Sagrada Liturgia, presidida por Sua Eminência Policarpo, Metropolita de Espanha e Portugal, Exarca do Mar Mediterrâneo e presidente da Assembleia Episcopal Ortodoxa de Espanha e Portugal.

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Paróquia Ortodoxa festeja 3.º aniversário

O ilustre visitante foi acolhido pela comunidade no adro da igreja matriz, pelas 10h00. Primeiro foram as crianças a darem-lhe as boasvindas com flores. Depois, os jovens fizeram a sua saudação ao Metropolita com a oferta de pão e sal, conforme as tradições ucranianas. Por fim, apresentou-se o monge Yuvenalii, saudando-o com o Santo Evangelho.

O Serviço Divino começou cerca de meia hora depois, com cerca de uma centena de pessoas presentes, entre as quais o Arquimandrita Filipe, vigário da Igreja Ortodoxa em Portugal e Galiza e também os sacerdotes do vicariato português. Ao final da manhã, Sua Eminência Policarpo encontrou-se com o pároco católico da Batalha, padre José

Ferreira Gonçalves, para a troca de cumprimentos e partilha de informações sobre a vida eclesial. Por fim, muitos dos presentes juntaram-se num almoço de confraternização, aproveitado pelos responsáveis locais para conversar com o Metropolita sobre a vida e as actividades da Igreja Ortodoxa na região.

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eclesial • 13

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

Encontro vicarial na Batalha

Cerca de seis dezenas de catequistas da vigaria da Batalha participaram num encontro de formação sobre a carta pastoral “Catequese: a alegria do encontro com Cristo”, da Conferência Episcopal Portuguesa, no passado dia 19 de Janeiro. O encontro foi orientado pelo diácono Paulo Campino, director do Secretariado Diocesano da Catequese de Santarém, que sublinhou a importância das palavras “alegria” e “encontro” para o sucesso da evangelização. “Com espírito de serviço, responsabilidade e testemunho alegre de quem já se encontrou com Cristo, o catequista será bem-sucedido na sua missão”, afirmou, lembrando que “o papel do catequista é fundamental, mas terá de ser Cristo o verdadeiro centro da catequese”. Em tom bem-humorado e com exemplos práticos da sua própria

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Catequistas precisam de alegria

experiência, o orador sublinhou que “mais do que conhecer e saber fazer, é importante ser”, numa referência ao exemplo de vida humana e cristã que “convence mais do que quaisquer palavras ou tecnologias inovadoras”. Sendo todas as dimensões

importantes, o desafio é encontrar o equilíbrio entre “a cabeça, o coração e as mãos”, isto é, entre a razão, a emoção e a acção que deverá entrar numa sessão catequética. Mas nunca esquecer de um aspecto fundamental do testemunho: a alegria.

Marcado pela alegria foi o início do encontro, com a actuação do recém-formado grupo coral da Escola de Música da Batalha. E igualmente o foi o convívio em que os participantes terminaram a noite. LMF

Pastoral universitária

“Missão País” passa uma semana na Batalha De 11 a 18 de Fevereiro, irá estar na paróquia da Batalha um grupo de estudantes universitários que fazem parte da “Missão País”, um projecto católico que tem como objectivo viver e testemunhar a fé dentro das universidades e partir daí para a evangelização por todo o País. Este projecto nasceu em 2003 e já realizou mais de 150 missões por cerca de uma centena de paróquias, movimentando actualmente mais de 2.500 jovens. As missões são realizadas em grupo, nos períodos de férias escolares, consistindo na vivência da oração e do serviço em voluntariado.

O lema para este ano é “A paz esteja em tua casa!”. A face mais visível da sua presença é a missão “externa”, o serviço que prestam em instituições (lares, hospitais, escolas, ATL, Misericórdias…) e nas visitas “porta-a-porta” para evangelizar, ajudar as pessoas nas suas tarefas diárias ou simplesmente fazer companhia. Mas há também a missão “interna”, marcada pela espiritualidade com que vivem esta semana e que parte da oração, da meditação e da Eucaristia diária. E a missão “pessoal”, que consiste na aprendizagem que cada um faz e da

Missa da Golpilheira

A Missa de Natal da Comunidade Cristã da Golpilheira contou com a presença do grupo dos que vão ser crismados este ano. Após a Comunhão, o grupo apresentou um pequeno jogral, salientando a verdadeira história do Natal e o que ela representa nos nossos dias. O amor a si mesmo, aos outros e a Deus deve ser o espírito que dá sentido a esta quadra.

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Crismandos apresentam jogral de Natal

experiência de ser instrumento nas mãos de Deus, o que provocará a sua transformação interior. As missões realizam-se em três anos consecutivos, sendo o primeiro para estabelecer relações locais e acolhimento mútuo, o segundo para aprofundar essa relação e ajudar à transformação interior das pessoas, e o terceiro para motivar as pessoas missionadas a partirem também elas em missão. O grupo irá ficar instalado na sede do Rancho Folclórico Rosas do Lena, na Rebolaria, e fará a sua apresentação à comunidade paroquial, no

domingo 11, na Missa das 11h00, no Mosteiro. No sábado 17, irão jantar em casas de famílias que queiram acolher algum ou alguns deles, devendo inscrever-se antecipadamente para tal. Os jovens da “Missão País” passarão também pela Golpilheira, não estando ainda definidas as acções a desenvolver e as celebrações que virão animar. Serão anunciadas à comunidade no início dessa semana. No final da semana, irão promover duas iniciativas abertas a toda a população, uma apresentação teatral e uma vigília de oração.


14 • eclesial

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

Peregrinações do Centenário

Neste ano pastoral de 20172018, dedicado à comemoração do Centenário da Restauração da Diocese, uma das propostas incluídas na carta pastoral de D. António Marto é a peregrinação de cada uma das nove vigararias à “igreja-mãe”, a Catedral de Leiria. Como lembra o Bispo de Leiria Fátima, um dos objectivos deste ano é “fazer memória, celebrar e fortalecer o sentido de pertença à comunidade diocesana”, um dos objectivos da peregrinação. A proposta diocesana é de uma tarde em que se faça alguma formação sobre a Diocese e a sua Catedral e se celebre a Eucaristia, presidida pelo Bispo diocesano. A ocasião incluirá um rito de envio, cumprindo um outro objectivo deste ano pastoral, “fortalecer o espírito missionário e o testemunho da fé no mundo”. A peregrinação da vigararia da Batalha, onde se inclui a Comunidade Cristã da Golpilheira, será no dia 11 de Março, com o seguinte programa: 15h00 – Concentração no Jardim Luís de Camões 15h00 – Para quem não possa caminhar, terço na Sé: 15h15 – Caminhada para a Sé 15h45 – Acolhimento pelo Sr. Bispo à porta da Sé; 16h00 – Apresentação “A Diocese e a Catedral” no interior da Sé 16h30 – Missa Somos todos convidados a marcar presença, para uma numerosa representação da nossa vigararia.

Três serões com… A Alegria do Amor A Pastoral Familiar da Vigararia da Batalha está a promover um ciclo de três serões para apresentação e reflexão sobre a exortação apostólica “A Alegria do Amor”, do Papa Francisco. A primeira sessão foi no dia 26 de Janeiro, sobre o tema “Fecundidade e Educação”. No salão paroquial da Batalha, às 21h00, o segundo serão será no dia 16 de Fevereiro, sobre o tema “Casal e família aos olhos de Deus”, e o terceiro será a 2 de Março, sobre o tema “Família: Pastoral em tempos de misericórdia”.

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Vigararia da Batalha ruma à Sé

Solene Acção de Graças pelo passado e para o futuro

Centenário da Restauração da Diocese Mais de um milhar de fiéis participaram na solene Acção de Graças pelo Centenário da Restauração da Diocese, presidida pelo Bispo, D. António Marto, no domingo 21 de Janeiro, na Catedral de Leiria. Vindos de todas as paróquias e comunidades, leigos, religiosos e sacerdotes encheram por completo a Sé, onde marcaram presença várias autoridades civis e militares, bem como bispos de outras dioceses e o Núncio Apostólico, D. Rino Passigato. A celebração iniciou-se com a leitura do texto da Bula “Quo Vehementius”, datada de 17 de Janeiro de 1918, pela qual o Papa Bento XV restaurou o Bispado de Leiria, extinto desde 1882, restituindo-lhe as 50 paróquias que tivera, ordenando a instituição de um Seminário, determinando o regresso do título de Catedral à igreja de Nossa Senhora da Assunção, entre outras indicações práticas a cargo do Patriarca de Lisboa, D. Mendes Belo, até ser nomeado um Bispo.

Memória festiva

“Estamos em festa”, começou por dizer D. António Marto na homilia desta Missa, sublinhando a diversidade da numerosa assembleia, representativa de comunidades, serviços e vocações eclesiais: “Como é belo ver hoje aqui a nossa Igreja diocesana reunida”. Remetendo à primeira leitura (Sof 3, 14-18a), considerou que o principal motivo de festa radica na “experiência do grande amor de misericórdia e consolação de Deus que não abandona o seu povo no caminho fatigante da história”, como foi exemplo o episódio da restauração diocesana. Assim entende a Igreja, que “não

nasce num laboratório, por iniciativa humana”, mas “do coração de Deus que forma um povo com quem faz aliança e história de salvação”. Por isso, “com a memória agradecida elevamos o nosso coração num hino de louvor e ação de graças pela presença constante do bom Deus que se dignou edificar e fazer crescer o edifício humano e espiritual da Diocese que tanto amamos e sentimos ‘nossa casa’!”, exclamou. Mas a construção da Igreja é também tarefa dos seus membros, como lembrava a segunda leitura (1Pe 2, 4-9). “Cada pedra viva, cada pessoa e cada serviço são preciosos se contribuem para o crescimento da comunidade na fé, na esperança e no amor”, considerou o Bispo, recordando os que, “antes de nós, viveram a fé e no-la transmitiram, a começar pelos nossos pais e avós, ou então catequistas, sacerdotes, bispos, religiosos/as, amigos e companheiros de caminho e o rosto dos nossos santos, particularmente de Francisco e Jacinta Marto”.

Missão presente e futura

Essa memória é “dever de gratidão e estímulo formidável para olhar para o futuro com confiança e esperança”, pois “o Espírito que trabalhou em nossos pais no passado, em condições por vezes difíceis e adversas, é o mesmo que com energia indómita nos anima e assegura que continuará a trabalhar em nós e connosco, hoje e amanhã”, afirmou o Bispo. Na mesma linha, “o centenário da restauração da Diocese é uma ocasião para aprofundar o sentido de identificação e pertença dos fiéis a esta Igreja local e para desenvolver

a participação activa e esclarecida de todos os membros na sua edificação, reconhecendo a riqueza dos seus carismas e ministérios e determinandolhes o espaço próprio”, disse. No mesmo sentido, partindo do episódio evangélico da visitação de Maria a Isabel (Lc 1, 39-55), D. António Marto sublinhou a necessidade de “novo ardor missionário” na Igreja, convidada a “fazer-se próxima de cada pessoa, a começar por quem é pobre, sofre e é marginalizado”. Esta foi a indicação para o futuro, em que “todos e cada um de nós temos a responsabilidade de reflectir este rosto, sobretudo face à cultura da indiferença e da exclusão que ameaça resfriar o amor nos corações e nas relações e esmorecer o sentido da humanidade”, disse o Bispo, terminando com o incentivo: “Coragem, pois, querida Diocese de Leiria-Fátima”.

Convite para a Festa da Fé

O momento final da celebração foi a entrega do convite nominal a todas as paróquias, movimentos e institutos que irão participar na Festa da Fé, o grande “momento culminante” deste Ano Jubilar de centenário, a realizar nos dias 15 a 17 de Junho. A todos foi entregue também uma bandeira e confiado um “Testemunho”, onde o Bispo diocesano apela à preparação deste evento, na linha do proposto na Carta Pastoral “A Alegria de ser Igreja em Missão”, com iniciativas concretas para “fazer memória agradecida” e “reforçar o sentido de Igreja Diocesana como espaço comum de partilha, de crescimento e de missão”. Luís Miguel Ferraz


desporto • 15

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

. equipas do CRG. FUTEBOL 11 06-1 – Barreiros – 2/Golpilheira – 2 Tenente Valdez – 1/Golpilheira – 1 03-02 – Sapatilha – 3/Golpilheira – 0 Próximos Jogos 24-02 (Batalha) – Golpilheira/Futebol Veteranos Tremez 03-03 – Pé Canhão/Golpilheira 17-03 (Garcia) – Garcia-Marinha Grande/Golpilheira

FUTSAL Seniores Femininos

Camp. Nacional – 1ª. Fase – Série Sul

06-01 – Golpilheira – 1/Povoense – 2 13-01 – Sporting – 2/Golpilheira – 1 20-01 – Golpilheira – 3/Benfica – 4 Apuramento de Campeão 03-02 Quinta dos Lombos – 1/Golpilheira – 3 Próximos jogos 10-02 (Golpilheira) – Golpilheira/Santa Luzia 24-02 – Nuno Álvares/Golpilheira 03-03 (Golpilheira) – Golpilheira/Novasemente 10-03 (Lisboa) – Benfica/Golpilheira 17-03 (Lisboa) – Sporting/Golpilheira 31-03 (Golpilheira) – Golpilheira/Vermoim 07-04 (Golpilheira) – Golpilheira/Quinta dos Lombos

Juniores Femininos

Campeonato Distrital de Juniores Femininos 14-01 – Golpilheira – 4/N. Sport. Pombal – 2 21-01 – Golpilheira – 6/Louriçal – 3 – (Taça Distrital) 27-01 – Louriçal – 5/Golpilheira – 3 04-02 – Golpilheira – 9/Ilha – 0 Próximos Jogos 24-02, 15h00 (Golpilheira) – Golpilheira/Vidais 03-03, 15h00 (Leiria) – Ribeira do Sirol/Golpilheira PUB

Juniores Masculinos

Campeonato Distrital – Grupo B – 1ª. Fase

05-01 – Juncalense – 5/Golpilheira – 1 13-01 – Golpilheira – 1/Arnal – 4 27-01 – Pederneirense – 5/Golpilheira – 1 03-02 – Golpilheira – 5/Serro Ventoso – 0 04-02 – Mirense – 3/Golpilheira – 5 Próximos Jogos 10-02, 16h00 (Golpilheira) – Golpilheira/Juncalense 16-02, 21h30 (Arnal) – Arnal/Golpilheira 24-02, 17h00 (Golpilheira) – Golpilheira/Pederneirense 25-02, 17h00 (Serro Ventoso) – Serro Ventoso/Golpilheira 03-03, 15h00 (Golpilheira) - Golpilheira/Mirense

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Veteranos

Futsal Feminino Júnior Na senda da Taça Distrital Golpilheira – 6 Louriçal – 3

O encontro a contar para a Taça Distrital de Juniores Femininos, disputado no dia 21 de Janeiro, no Pavilhão da Golpilheira juntou duas equipas com excelentes atletas, cujo resultado se iria definir em alguns pormenores. Entrámos melhor, chegando ao final da primeira parte a vencer por 3-0. No segundo tempo, o Louriçal marcou dois golos. A nossa equipa reagiu muito bem e obteve mais três golos. Até ao final, o Louriçal marcou outro golo, colocando o resultado final em 6-3 a nosso favor. Mais uma etapa ultrapassada, tendo em vista a conquista deste troféu. MCR

Futsal feminino sénior

Título nacional é possível A nossa equipa ultrapassou brilhantemente a 1.ª fase, apenas atrás das equipas do Benfica e do Sporting. Nesta fase, participaram 8 equipas. Destas, passam 4 para o apuramento de campeão. Nos 14 encontros disputados, obtivemos 7 vitórias e igual número de derrotas. Marcámos 36 golos, sofremos 30 e obtivemos 21 pontos. Recordamos aqui o último jogo da fase de apuramento, com o Benfica, que perdemos por 3-4, no dia 20 de

Janeiro, no Pavilhão da Golpilheira. Foi um encontro bem disputado e electrizante, com incerteza no marcador até ao fim. No final da 1.ª parte, a Golpilheira vencia por 2-1, com golos de Licas e Sarina. No segundo tempo, o Benfica deu a volta ao marcador, mas nós conseguimos empatar por Fabiana. Dado o grande esforço das nossas atletas, algumas ressentiram-se de algumas lesões. Foi mais feliz o Benfica, que perto do final marcou o seu

quarto golo. Por tudo aquilo que fizemos, o resultado foi injusto, como também já tinha sido na primeira volta. Toda a equipa dignificou com o seu esforço e abnegação as cores do nosso clube. No dia 3 de Fevereiro, iniciou-se a fase de apuramento de Campeão e não podia ter começado melhor, com uma vitória sobre a Quinta dos Lombos, por 1-3. Esperamos que continue o bom desempenho da nossa equipa. Manuel Carreira Rito


16 • infantil

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

Jardim-de-Infância da Golpilheira


temas • 17

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

. combatentes .

. saúde .

Coluna da responsabilidade do Núcleo da Batalha da Liga dos Combatentes

Percepção e probabilidade do risco Para iniciarmos a nossa “campanha” escrita neste ano de 2018 – que, desejamos, seja bom para todos os portugueses – decidimos abordar um tema de interesse geral, que habitualmente é objecto de excessiva especulação, o que muitas vezes gera preocupações desnecessárias nas populações. Vamos a ele. Portugal, pelo “Global Peace Index” 2017, é o 3.º país mais seguro do mundo. É um excelente registo, tendo em conta que são considerados todos os tipos de segurança, desde a militar, passando pelas forças da ordem e segurança privada e terminando na segurança e higiene no trabalho, ou seja, a segurança de pessoas e bens, na sua generalidade. Pode assim constatar-se que, por sermos o país seguro que somos, os portugueses têm uma ideia de risco totalmente diferente de outros europeus, que mudou certamente após os ataques terroristas. Esta percentagem não é superior porque a percepção de risco não corresponde à real probabilidade de o mesmo acontecer. A hipótese de um avião cair é de 1 em 11 milhões, mas, no entanto, a percepção é inversa. A um português é tão improvável sair-lhe o Euromilhões como ter um acidente aéreo, com a ressalva de a queda ou acidente não significar a perda da vida, ou que ele teria de estar a viajar sozinho no avião. Para se ter uma ideia mais fiel destas probabilidades em particular, viajam por ano, em média, 2,84 biliões de passageiros em aviões comerciais, tendo havido 560 mortes em acidentes aéreos em 2015, das quais 374 foram devidas a actos premeditados. A percepção pessoal é então baseada na publicidade e nos títulos noticiosos acerca dos responsáveis terroristas e ataques por eles efectuados por esse mundo fora, enquanto que a realidade é bem diferente. Assim, as probabilidades de se morrer num destes ataques a bordo de um avião é de 1 em 25 milhões e a média global de se morrer em qualquer tipo de acto terrorista em todo o mundo é de 1 em 9,3 milhões, novamente um número muito chegado ao da população nacional, o que reitera a hipótese de ser tão provável sair o Euromilhões a um português como perecer num ataque terrorista. Para compreendermos a percepção de risco é imprescindível perceber o que é o risco que, por noção, é a “probabilidade de ocorrência de um acidente ou evento adverso, relacionado com a intensidade dos danos ou perdas resultantes dos mesmos”, ou seja, é a eventualidade de acontecer algo, seja de bom ou de mau. Todos os dias corremos diversos tipos

de riscos, e o exemplo na generalidade é sempre “se atravessarmos a rua sem olhar para os lados, há o risco de sermos atropelados”. O facto é que o risco está sempre presente na nossa vida durante as 24 horas do dia. Cabe-nos gerir, conhecer e perceber os riscos que temos à nossa volta. Voltando ao exemplo de sempre, o risco de sermos atropelados por um carro ao atravessarmos uma determinada estrada, existe e é um facto; mesmo por pouco movimentada que essa estrada seja o risco existe sempre, se bem que com menor probabilidade. O facto de reconhecermos que essa possibilidade existe é uma “percepção do risco”, e a decisão de parar e olhar para os dois lados antes de cruzarmos é a “gestão do risco”, actual e precocemente entendido. Pode-se então dizer que a percepção de risco é a atitude de se colocar em contacto com algum tipo de perigo, por meio dos sentidos físicos, recebendo as informações, interpretando o seu significado e imaginando a decisão adequada a tomar. Todo o ser humano, após o estímulo para o risco, por exemplo, uma notícia, elabora a sua própria percepção, consoante o grau de capacidade que tem para lidar com aquela situação em particular. A percepção desse mesmo risco será sempre inversamente proporcional à sensação de impotência, para resolver ou minimizar o impacto do possível acontecimento. Deve-se enfatizar que os factores sociais, culturais e políticos também têm uma influência considerável na aceitação do risco, tal como na ameaça de o enfrentar. Portanto, uma especial atenção a esses factores deveria fazer parte de uma estratégia de informação generalizada, mesmo que apenas através de pequenos ‘spots’ institucionais em horário nobre, de modo a desinquietar a população, identificando, alertando e explicando quais as influências sociais a que estamos sujeitos e que nos levam a conjecturar erradamente formas de comportamento para determinado risco e assim criar formas incorrectas de reforço! As pessoas devem estar cientes dos sinais de risco reais, para disfrutarem dos prazeres da vida, sem pensarem que algo pode acontecer a qualquer momento. Poder, pode. Mas se imaginarmos que existem milhões de maneiras de podermos correr riscos, desde o simples engasgar com um copo de água, então vivamos conscientes das infinitesimais probabilidades e informados das reais percepções, para podermos disfrutar de todas as coisas boas da vida, que são muito mais prováveis de nos acontecer.

Ana Maria Henriques Médica Interna

Importância da família

A família é definida como um grupo de pessoas íntimas com um passado e um futuro comum, onde existe um compromisso mútuo de cuidarem uns dos outros ao longo do tempo. Qualquer modificação numa das partes do sistema familiar tem repercussões em toda a família. Em todas as famílias surgem conflitos, a forma como se encara e resolve o mesmo é um reflexo de como funciona a família. Não existe um único tipo de família, sendo o mais importante o bom desenvolvimento das suas funções, tanto emocionais como instrumentais. O bem-estar dos filhos é inseparável do bem-estar dos adultos, portanto, se estes estão bem, os filhos também o estarão. As famílias vão evoluindo com o passar do tempo e existem estádios específicos para alguns momentoschave. Cada um dos estádios do ciclo de vida familiar tem problemas específicos e tarefas a realizar. A realização dessas tarefas é importante para o bem-estar da família e para o crescimento bio-psico-social dos seus membros. A falha na realização dessas tarefas, desses ajustamentos necessários à boa evolução da família, levará à infelicidade dos seus membros, trará dificuldades adicionais no cumprimento das tarefas dos estádios seguintes do ciclo de vida familiar e levará à disfunção da família. São particularmente importantes os momentos de transição entre cada estádio, pelo facto desses períodos coexistirem com uma certa instabilidade, prenunciadora ou não do reajustamento ao estádio seguinte. Os estádios formam um contínuo, mas nem todas as famílias passam por todos. Com a formação

da família surge a primeira fase, o casal sem filhos. A segunda fase está compreendida entre o nascimento do primeiro filho até aos 30 meses. A terceira fase é caracterizada pela presença de crianças em idade préescolar. A quarta fase as crianças atingem a idade escolar e na quinta fase os filhos atingem a adolescência. Na sexta fase, os filhos já são adultos jovens e a sétima fase é caracterizada pela saída dos filhos de casa. Por fim, a oitava e última fase é caracterizada pela reforma e viuvez do casal. Existem alguns factores de risco que caracterizam as famílias disfuncionais. São eles a excessiva sobreprotecção ou maus tratos físicos e/ou verbais, a disciplina inconsistente ou dura, os conflitos na comunicação, os limites difusos, a ausência de regras, os abandonos efectivos e/ou emocionais, os modelos inadequados de identificação e o isolamento da família. A presença de uma doença grave ou deficiência também tem efeitos profundos na vida de uma família. Existe a necessidade de os outros membros da família se adaptarem a esta situação, o que por vezes pode levar a um esquecimento da relação com os restantes membros. A pobreza e o desemprego têm efeitos não apenas sobre o indivíduo afectado, mas também sobre toda a família, causando alterações do respeito entre os membros da família e da posição social da mesma. As famílias funcionais conseguem adaptar-se às pressões externas, respondem às necessidades de desenvolvimento dos seus membros, relacionam-se de forma madura e adulta, cumprem as suas funções e resistem às crises.

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18 • história

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

. curiosidades

do passado.#9

. caderno mensal . Por José Travaços Santos documental e histórico e valor emocional para a população, que tantas vezes tem recorrido ao santuário e pedido a intercessão da Santíssima Virgem em momentos de aflição. É curioso referir que a verdadeira invocação da imagem é de Senhora da Consolação e não do Caminho. Em Brinches, concelho de Serpa, há também um templo dedicado à Senhora da Consolação, tentando o povo explicar, com lenda idêntica à da nossa Senhora do Caminho, que reproduzi em verso, a construção da igrejinha no local, que então era ermo, onde está.

Joaquim Santos Jornalista e investigador

Onde pára o Estado Social no nosso país? (1)

DR

Paredes de casas vandalizadas na Rebolaria e pancadaria nos Forneiros

A propósito da Capela de N.ª Senhora do Caminho

Não eram felizes as notícias que chegavam da Rebolaria ao jornal “O Mensageiro”, de 19 de Dezembro de 1919. As casas vandalizadas da freguesia, com inscrições bastante infelizes, eram o triste cenário deste último mês do ano. Também uma violenta cena de pancadaria, no lugar dos Forneiros, foi um motivo de preocupação dos cidadãos daquela zona da Batalha. “Rebolaria (Batalha), 16 – E’ revoltante o que nas paredes desta localidade se vê escripto por pessôas sem educação. São certamente rapazes sem as noções da civilidade e que só prejudicam o nome da terra com as obscenidades. No predio de Rutilo dos Santos lêem-se indignidades sem nome. - Na noite do dia 7, pelas 8 horas, deu-se uma scena de pancadaria, ficando ferido José da Silva Calhau, do logar dos Forneiros, sendo agressores Manuel de Oliveira Jordão e filhos, do Casal Vieir. Foi feito exame de corpo de delicto, sendo entregues em juizo. Houve tiros. E’ necessario que isto acabe. – C.” Autor desconhecido (1919, 12 de Setembro, nº 244), O Mensageiro, p. 2

O meu prezado amigo Dr. Joaquim Alves dos Santos está a proporcionarme temas para estas notas do “Caderno Mensal”. Na sua interessante recolha, nos jornais antigos de Leiria, de notícias da paróquia da Batalha, no número de Dezembro do “Jornal da Golpilheira” referiu o restauro em 1906, conforme correspondência publicada no “Leiria Illustrada” em 2 de Agosto daquele ano (recordo que esse jornal era dirigido por Tito Larcher), da Capela de Nossa Senhora do Caminho, por benemérita acção do Comendador Dr. Joaquim Vicente da Silva Freire, natural da Jardoeira, filho de António da Soledade Freire e de D. Júlia de Jesus. O Dr. Joaquim Vicente Freire exerceu clínica em Lisboa, não me parecendo que a sua “emigração” passasse para mais longe do que a capital do reino. Houve outro Joaquim Freire, seu parente, que emigrou no século XIX para o Brasil, donde não voltou. No país irmão, este segundo Joaquim Freire desenvolveu grande actividade literária. Dos seus livros tenho, oferecidos ao meu pai, “Fronteiras de Portugal – de Aljubarrota a Ceuta, 1383-1433”, editado pela Editorial Alba, do Rio de Janeiro, em 1934, e “Os Árabes nas Hespanhas (Subsídios)”, editado pela Empresa Graphica Santo António, do Rio de

Janeiro, em 1935. O primeiro destes livros tem um longo prefácio de Simão de Laboreiro. O Dr. Joaquim Vicente da Silva Freire veio a casar com uma das filhas do arquitecto Lucas José dos Santos Pereira, natural de Almada e director das obras do Mosteiro de 1852 a 1884. Outra das filhas do arquitecto, D. Lúcia Pereira, casou com um dos membros da numerosa família Sampaio, já referida na Batalha no século XVII, família que teve solar no Picoto, na actual freguesia da Golpilheira. Das famílias Freire e Sampaio já não restam, que eu saiba, descendentes na Batalha. A família Sampaio teve, por três casamentos, ligações à minha família. Ora, o restauro da Capela pelo Dr. Joaquim Vicente da Silva Freire proporcionou-lhe alguns direitos sobre o pequeno, mas expressivo templo, ficando por seu zelador, encargo mais tarde passado a suas sobrinhas Sampaio, visto que ele não tinha filhos. Creio que a capela, construída à beira da antiga estrada para a Golpilheira e para a Rebolaria, numa apertada curva à saída da Vila, pertencia ao Convento Dominicano, incrustada, como estava, no muro da cerca conventual. Será um templo do século XVIII, sem qualquer certeza, pois não disponho de documento que o esclareça. Num estilo barroco rural, é duma grande simplicidade, mas tem, evidentemente, interesse

Correios, transportes aéreos, rodoviários e ferroviários, electricidade, água e gás devem ser serviços públicos e não meros negócios que, duma maneira geral, estão nas mãos de multinacionais cujo único fim é o lucro sem quaisquer contemplações pelos consumidores. Ora isto, creio, é apenas uma questão de bom senso e será motivo urgente para uma novíssima política que apenas deve ter por meta o bem do povo, a justiça social e a repartição equitativa dos recursos, alguns destes naturais e à partida pertencendo a todos e que todos, consequentemente, têm direito de desfrutar sem alcavalas onerosas e discriminatórias.

Onde pára o Estado Social no nosso país? (2) Esta pergunta já em tempos a fiz, sem receber qualquer resposta, a propósito dos governos sucessivos terem metido na gaveta, uma gaveta sem fundo, o Cooperativismo. Embora não seja da competência dos governos instalar o sistema, que tem de ser completamente livre e de iniciativa popular, compete-lhes fomentálo e facilitá-lo através de leis favoráveis, como a da isenção dos impostos, e da sua divulgação nas Escolas, dando a conhecê-lo e ensinando a praticá-lo, aliás como todo o associativismo que é alicerce de qualquer sociedade solidária e, pelo menos economicamente, mais justa.

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. impressões . Por Luísa M. Monteiro

Encontrei esta manhã, junto da biblioteca, um botão de roupa de bebé. Acho muita graça a estes pormenores, a estes pequenos nadas, muito mais que aos dez euros encontrados ontem à porta do cinema, dez euros, de quem seriam. Ainda perguntei a duas mulheres junto de mim se teriam perdido dez euros, se aquela nota era delas – não, que não era. Agora o pequeno botão que encontrei esta manhã, o que vale um botão?, este botão? Nada. No entanto sorri quando o apanhei.


história • 19

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

. história .

O Correio de Óbidos no século XIX Miguel Portela Investigador

Contributo para o seu estudo

Em 5 de agosto de 1842 foi concedida a mercê do emprego de correio assistente de Óbidos a Teodoro Pereira de Castro, tendo este sido “obrigado a pagar aos quarteis ao Cofre do Correio a pensão de nove mil e seiscentos reis cada anno, prestando na referida Camara fiança edonea, não só a mencionada pensão; Como também á quantia, de cento e sesenta mil reis em que deve abonar-se pelo encargo dos Seguros, gozará de todos os próes, e precalços, que directamente lhe competirem, assim como dos privilégios, liberdades, e issenpções, que lhe são concedidas” (Apêndice documental – documento 1). Sabemos que João Garcia da Silveira Botelho desempenhou as funções de diretor do correio das Caldas da Rainha entre 1 de julho de 1859 e 30 de junho de 1860, conforme podemos constatar na análise do seu processo de julgamento de contas do ano económico da sua gerência (Diário de Lisboa, n.º 114, de 22 de maio de 1861, p. 1263). De acordo com esse processo compreendemos que “da comparação do debito com o credito resulta achar-se saldada a conta de que se trata, julgam o referido João Garcia da Silveira Botelho quite e desembaraçado da responsabilidade que lhe provinha para com a fazenda publica, pela sua gerência de director do correio de Óbidos no anno económico de 1859-1860, por passarem a cargo do mesmo responsável no anno seguinte as referidas importâncias de 4$016 réis em dinheiro e de 3$045 réis em valores”. Em 5 de fevereiro de 1861 vemos ser concedida carta de serventia vitalícia de diretor do correio de Óbidos a João Garcia da Silveira Botelho “com a percentagem annual de cem mil reis, e mais proventos que direitamente lhe competirem” (Apêndice documental – documento 2). João Garcia da Silveira Botelho “Pagou a quantia de quarenta mil reis dos Direitos de Mercê correspondentes á percentagem // [fl. 197v] líquida de despezas, na importância de oitenta mil reis annuaes, como mostrou por um recibo de talão numero quatrocentos e vinte e seis, passado pela Direcção Geral da Thesouraria do Ministério da Fazenda em dezaseis de janeiro ultimo, e bem assim a de quatro mil reis, provenientes do imposto de viação relativo aos mesmos Direitos, como provou pelo Conhecimento em forma numero mil quatrocentos e trinta e quatro, passado pela Administração Geral da Casa da Moeda e Papel Sellado, em quatorze do mesmo mez”. Constatamos que João Garcia da Silveira Botelho exercia o cargo de diretor do correio de Óbidos no ano económico de 1877-1878, conforme podemos asseverar na aprovação das contas da sua gerência, onde se registou que “João Garcia da Silveira Botelho, na qualidade de director do correio de Óbidos, sendo a importância do debito de 3:599$430 réis e a do crédito de 3:599$430 réis, comprehendendo o saldo de 6$350 réis, que passou a debito da conta immediata nas seguintes espécies: em valores réis 1$765 e em dinheiro 4$585 réis” (Diário do Governo, n.º 227, de 7 de outubro de 1879, p. 2345). No Diário do Governo de 2 de abril de 1883, foi publicado um decreto com a relação das estações telegráficas-postais que passaram à categoria de 5.º classe, conforme ficou registado: “Tendo proposto o conselheiro director dos correios, telegraphico e pharoes, em virtude da classificação das estações, a que procedêra nos termos do artigo 421.º do regulamento geral provisório de 23 de

setembro de 1880, que passem á categoria de 5.ª classe algumas estações telegrapho-postaes; providencia esta que resultará economia para a fazenda publica, sem prejuízo do serviço: hei por bem, conformando-me com aquella proposta, e usando da faculdade concedida ao governo pelo artigo 40.º da lei de 7 de julho de 1880, ordenar que passem a ter a categoria de estações de 5.ª classe, as que vão designadas na relação que baixa com o presente decreto, asignada pelo ministro e secretario d’estado dos negócios das obras publicas, commercio e industria, devendo abonar-se aos respectivos encarregados o máximo da retribuição de que trata a nota final da tabela 7.º. que faz parte da citada lei, quando desempenhem simultaneamente o serviço postal e telegraphico ou emittam vales do correio. O mesmo ministro e secretário d’estado assim o tenha entendido e faça executar. Paço, em 28 de março de 1883. = REI. = Ernesto Rodolpho Hintze Ribeiro” (Diário do Governo, n.º 72, de 2 de abril de 1883, p. 766). Da relação anexa a este decreto fazem parte, entre outras, as seguintes estações telegráficaspostais: Alvaiázere, Ansião, Batalha, Figueiró dos Vinhos, Óbidos, Pedrógão Grande e S. Martinho do Bispo. Pouco tempo depois, e por um outro decreto, datado de 26 de abril de 1883, foram “auctorisadas a emittir vales nacionais as repartições telegrapho-postaes”, que se inserem na tabela anexa a esse decreto, e da qual colhemos as estações respeitantes ao distrito de Leiria, conforme se apresentam seguidamente (Diário do Governo, n.º 95, de 28 de abril de 1883, pp. 1007-1009). Quadro 1: Estações autorizadas a emitir vales nacionais de acordo com o decreto de 26 de abril de 1883. Estações Alcobaça Alvaiázere Ansião Batalha Caldas da Rainha Figueiró dos Vinhos Leiria Óbidos Pedrógão Grande Peniche Pombal Porto de Mós

Classe de vales que estão autorizadas a emitir Telegráficos e de correio De correio Telegráficos e de correio De correio Telegráficos e de correio Telegráficos e de correio Telegráficos e de correio De correio Telegráficos e de correio Telegráficos e de correio Telegráficos e de correio De correio

Pelo Diário de Governo de 17 de janeiro de 1887, reconhecemos que “Jeronymo Paulino Craveiro de Freitas, na qualidade de chefe da estação postal de Obidos, desde 1 de julho de 1883 até 30 de junho de 1885, foi julgado por quite por acórdão de 16 de novembro de 1886, sendo a importância do débito de 16:303$935 réis e a do crédito 16:303$935 réis, comprehendendo o saldo de 10$000 réis, que passou a débito da conta immediata em sellos e mais fórmulas de franquia” (Diário do Governo, n.º 12, de 17 de janeiro de 1887, p. 136). Entre 1 de julho de 1886 e 30 de junho de 1888, Jerónimo Paulino Craveiro de Freitas figura como chefe da estação telégrafo-postal de Óbidos, conforme referido na aprovação das suas contas exibidas ao Tribunal de Contas, onde “foi julgado quite por accordão de 17 de agosto de 1888, sendo a importância do débito 5:338$390 réis e a do crédito igual quantia, comprehendendo o saldo de 16$000 réis, que passou a débito da conta immediata nas seguintes espécies: sellos e mais fórmulas de franquia 10$000 réis, dinheiro de depósitos e adiantamentos 6$000 réis” (Diário do Governo, n.º 206, de 10 de setembro de 1888, p. 2020).

APÊNDICE DOCUMENTAL Documento 1

1842, agosto, 5, Lisboa – Carta do emprego de correio assistente de Óbidos passada a Teodoro Pereira de Castro. A.N.T.T., Registo Geral de Mercês, D. Maria II, Livro 23, fls. 205v-206v. António Jozé de Souza Manoel Menezes Severim e Noronha, Conde e Marquez de Villa Flor, Duque da Terceira, com Honras de Parente, Par do Reino, Conselheiro d’Estado, Gentil-Homem da Camara de Sua Magestade Fidelíssima, Gram Cruz na Antiga e Mérito Nobre Ordem da Torre e Espada do Valôr, Lealdade e Mérito das Ordens de São Bento de Aviz e de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa e das de São Fernando por Sua Magestade Catholica, Commendador da Ordem de Christo, Condecorado com a Medalha da Commando na Batalha // [fl. 206] com a Cruz da Guerra Peninsular por seis Campanhas, Marechal do Exercito, Presidente do Supremo Conselho de Justiça Militar, Governador da Torre de São Vicente de Belem, Presidente do Conselho de Ministros, Ministro e Secretario d’Estado dos Negócios da Guerra Interinamente Encarregado da Pasta dos Negócios Estrangeiros, e Inspector Geral dos Correios e Postos do Reino etecetra, etecetra, etecetra. Pelo presente Alvará nomeio a Theodoro Pereira de Castro para o Emprego de Correio Assistente de Óbidos por confiar delle, que em tudo, o que pertence ao dito Emprego se haverá com cuidado, deligencia, e verdade devida ao Serviço Nacional e Real, e bem commodo das Partes, ficando sujeito ás reformas que Sua Magestade Houver por bem Mandar fazer na Administração dos Correios, para o que prestará na respectiva Camara juramento e fidelidade, segundo ade servir bem. Será obrigado a pagar aos quarteis ao Cofre do Correio a pensão de nove mil e seiscentos reis cada anno, prestando na referida Camara fiança edonea, não só a mencionada pensão; Como também á quantia, de cento e sesenta mil reis em que deve abonar-se pelo encargo dos Seguros, gozará de todos os próes, e precalços, que directamente lhe competirem, assim como dos privilégios, liberdades, e issenpções, que lhe são concedidas. Com fir- // [fl. 206v] meza do que lhe Mandei passar o presente que será registado nos Livros da dita Camara, e valerá indo por Mim assignado e selado com o sello do Correio Geral. E pagou de Direitos de Mercê a quantia de trinta e seis mil reis, como mostrou de um conhecimento emfórma com o número 1186, e data de 17 de junho de 1842, assignado pelo Contador da Fazenda do Districto de Lisbôa, e pelo Governador-Civil do mesmo Districto. Lisboa cinco de agosto de mil oitocentos quarenta e dous. = Duque da Terceira. = Alvará pelo qual Vossa Excellencia há por bem nomear a Theodoro Pereira de Castro para Correio Assistente de Óbidos. = Para Vossa Excellencia vêr e assignar.= Passado em virtude da Portaria de 28 de fevereiro de 1842.= Manoel Emydio Marques o fez.= Logar do Sello do Correio Geral. Fica lançado a filhas quatro verso do Livro que serve para registar os Alvarás de nomeações de Correios Assistentes.

Secretaria d’Estado dos Negócios Estrangeiros em 13 de agosto de 1842, Bernardino de Sena. Conferida em 11 de agosto de 1845. (a) Basto

Documento 2

1861, fevereiro, 5, Palácio das Necessidades – Carta de serventia vitalícia de diretor do correio de Óbidos passada a João Garcia da Silveira Botelho. A.N.T.T., Registo Geral de Mercês, D. Pedro V, Livro 19, fls. 197-197v. Dom Pedro, por Graça de Deus, Rei de Portugal, Algarves e seus Domínios, etecetra. Faço saber aos que esta Minha Carta de serventia vitalícia virem, que, Tendo attenção ás circunstâncias que concorrem na pessoa de João Garcia da Silveira Botelho, Houve por bem Fazer-lhe Mercê do Emprêgo de Director do Correio da Villa de Óbidos. Pelo que Me praz Conceder-lhe a serventia vitalícia do mencionado emprêgo; Mandando-lhe Eu passar para seu titulo a presente Carta, com a qual será admittido ao juramento e posse do mesmo emprêgo, na conformidade das Leis e Ordens regulamentares, com a percentagem annual de cem mil reis, e mais proventos que direitamente lhe competirem. E Ordeno igualmente ás Authoridades e mais pessoas a quem o conhecimento desta pertencer, que, indo assignada por Mim, referendada pelo Ministro e Secretario de Estado dos Negócios das Obras Publicas, Commercio e Industria, e sellada com o Sêllo pendente das Armas Reaes, e com o da Causa Publica, e cumpram e guardem como nella se contém, fazendo-a registar nas Repartições competentes. Pagou a quantia de quarenta mil reis dos Direitos de Mercê correspondentes á percentagem // [fl. 197v] líquida de despezas, na importância de oitenta mil reis annuaes, como mostrou por um recibo de talão numero quatrocentos e vinte e seis, passado pela Direcção Geral da Thesouraria do Ministério da Fazenda em dezaseis de janeiro ultimo, e bem assim a de quatro mil reis, provenientes do imposto de viação relativo aos mesmos Direitos, como provou pelo Conhecimento em forma numero mil quatrocentos e trinta e quatro, passado pela Administração Geral da Casa da Moeda e Papel Sellado, em quatorze do mesmo mez. Dada no Paço das Necessidades aos cinco de fevereiro de mil oitocentos e sessenta e um. = ElRei com guarda = Thiago Augusto Vellozo de Horta = Carta de serventia vitalícia, pela qual Vossa Magestade Há por bem Fazer Mercê a João Garcia da Silveira Botelho, da serventia vitalícia do emprêgo de Director do Correio da villa de Óbidos; tudo como nella se declara = Para Vossa Magestade vêr = Passou-se em virtude do Decreto de trinta de junho de mil oitocentos e cincoenta e oito. Ministério das Obras Publicas, Commercio e Industria, em 5 de fevereiro de 1861 = Luiz António Namorado a fez = Ernesto de Faria a fez escrever = Logar do Sêllo pendente = Registada competentemente no Livro 2.º de similhantes. Ministério das Obras Publicas, Commercio e Industria, em 18 de fevereiro de 1861. Francisco Maria Rollim Caruço. Conferida em 21 de fevereiro de 1861. (a) Basto


20 • livros

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

A Força do Silêncio

Paulus Editora . Espiritualidade . Somente os doentes se curam - O lado humano do (não) crente

Luigi Maria Epicoco

O autor, através da análise do relato da passagem dos Discípulos de Emaús, irá ajudar-nos a descobrir toda a humanidade que está na base de toda a experiência de fé ou de incredulidade. Por esta razão a obra está dividida em duas partes. Na primeira abordam-se 5 temas que conduzem o leitor a uma viagem interior para um confronto com as nossas fragilidades: autenticidade, amizade, inquietação, sentido e nostalgia. Na segunda parte, o autor apresenta uma reflexão teológica a partir de 4 imagens: Estalagem/Igreja, Mesa/Partilha, Partir o Pão/Fé, Voltar atrás/Anúncio. E como apêndice, uma releitura da vida de São Paulo como aquele que mais do que outro homem faz síntese na sua vida de todos os aspectos abordados nos capítulos precedente. Trata-se de um novo olhar sobre a nossa humanidade, a partir das palavras de Jesus que veio «para os doentes e não para os sãos». Apenas quem assume a fragilidade poderá experimentar a cura: somente os doentes se curam.

Maria, a Pecadora

- Vida de Santa Maria Madalena

Nuno de Montemor

«Maria Madalena foi uma grande santa porque amou muito e foi também muito amada por Cristo Nosso Senhor. Não ao jeito que certos ignaros gostam agora de romancear, em novelas de cordel que talvez sejam best-sellers comerciais, mas que nada têm de verídico, nem de verosímil. Desmenteos a modesta reverência que a boa mulher de Magdala sempre dispensa ao seu Mestre e Senhor, a quem trata com indiscutível amor, mas também com a devoção devida pela criatura ao Criador. Por isso, quando O descobre naquele que antes julgara ser o hortelão, não O trata familiarmente pelo seu nome próprio, como seria de esperar entre cônjuges ou amantes, mas com a deferência que a discípula deve ao seu Mestre (Jo 20,16). Também o famoso «noli me tangere» (Jo 20,17) que Jesus opõe ao ímpeto da sua esfuziante alegria, quando por fim O reconhece, assinala, sem lugar para dúvidas, a distância sempre observada entre a humilde serva e o seu divino Senhor.» Do prefácio, Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada.

Via-Sacra com um desconhecido… Carlos Pinto

A Via-sacra é um acto de piedade próprio do tempo da Quaresma, ainda que possa ser celebrada comunitária ou individualmente durante todo o ano. Aqui surge mais uma versão adaptada aos tempos modernos.

- Contra a Ditadura do Barulho

Via Sacra para os mais pequenos caminharem com Jesus

Este livro propõem-se ser uma via-sacra pedagógica. Um texto que ajude os mais novos a acompanharem Jesus no seu caminho até ao Calvário com uma vertente pedagógica. Por um lado, com a possibilidade de completarem e desenharem as ilustrações ou colori-las. Por outro lado, tem uma dimensão importante cromática, as ilustrações vão tornando-se mais coloridas, ajudando os mais novos a perceberem que a nossa vida ganha cor com Jesus.

A afetividade no itinerário espiritual Daniel Kouobou

A História da Salvação, tal como cada experiência humana de fé, configura-se sempre como um itinerário do Homem com Deus e para Deus. Na tradição judaico-cristã, este itinerário encontrou no Cântico dos Cânticos a sua expressão paradigmática. Aí se exprime a dinâmica relacional entre Deus e o Homem numa linguagem nupcial e, portanto, afectiva, que convida ao progresso até à comunhão perfeita dos dois “amantes”. Depois que o Verbo Se fez carne, cada crente pode entrar nesta relação esponsal com o divino Esposo, na qual lhe é dada a possibilidade de chegar à semelhança com Deus. Tal caminho requer uma “ascese” que supõe e é impulsionada pelo desejo e o afecto. Há simplesmente que passar dos sentidos da carne para os sentidos ou sensibilidade do espírito, expressão do itinerário dinâmico da própria afectividade humana nos mistérios de Cristo, superando assim o domínio hodierno do sensacional e da febrilidade sentimental. Acreditamos que este continuará a ser o caminho certo da espiritualidade cristã.

Guia para o exame de consciência Penitenciária Apostólica

«O presente contributo pastoral Guia para o exame de consciência pretende oferecer a todos os fiéis um instrumento para que se preparem adequadamente e com sincera devoção para receber o sacramento do perdão de Deus.»

Oratórios diversos

Tríptico em cartão, totalmente a cores, com orações próprias. Uma bela presença na nossa casa, escritório ou residência com as devoções que nos são mais queridas. Fácil de transportar e de guardar.

Misterioso aumento dos superpoderes Projecto Heróis da Fruta APCOI / Editora Goody Este é o primeiro livro infantil da Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil, que visa promover o aumento do consumo de fruta e legumes e cujos lucros revertem integralmente para o fundo social “Missão 1 Quilo de Ajuda”», que oferece gratuitamente o lanche aos alunos mais carenciados do país. Escrito por nutricionistas, este livro dirige-se aos pais, professores e educadores, pretendendo inspirar as crianças a incluir mais fruta e legumes na sua alimentação diária. Um dos colaboradores é o chefe José Avillez, que assina o prefácio e não resistiu a incluir uma receita original que todas as crianças poderão fazer em casa com os pais. As ilustrações são de autoria de Mário Silva, presidente e fundador da APCOI. Um exemplar será doado à biblioteca escolar de todos os estabelecimentos de ensino que concluírem este ano lectivo a primeira etapa do projecto educativo “Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável”, promovido gratuitamente pela APCOI. O livro está disponível em todas as lojas Imaginarium e Continente.

Robert Sarah

Lucerna / Editora Principia Numa época cada vez mais barulhenta, em que a tecnologia e os bens materiais não cessam de alargar a sua influência, pode parecer um empreendimento arrojado escrever um livro sobre o silêncio. Contudo, o mundo produz tantos ruídos que a procura de pequenos oásis de silêncio se torna ainda mais necessária. Para o cardeal Robert Sarah, à força de tanto descartar o que é divino, o homem moderno mergulhou num enorme vazio que é uma provação angustiante e opressora. O cardeal vem por isso lembrar que a vida é uma relação silenciosa entre o que há de mais íntimo no homem e Deus. O silêncio é indispensável para a escuta da música de Deus; e a oração nasce do silêncio e volta incessantemente a ele de uma forma cada vez mais profunda. Nesta conversa com Nicolas Diat, o cardeal Sarah interroga-se: os homens que não conhecem o silêncio poderão alguma vez atingir a verdade, a beleza e o amor? A resposta é clara: tudo o que é grande e criador implica silêncio. Deus é silêncio.

Luísa de Gusmão

– A rainha restauradora

Monique Vallance Temas e Debates

Este livro é o primeiro e único no mercado sobre esta rainha, que tanto contribuiu para o nosso país. «Antes morrer reinando do que acabar servindo». Reza a lenda que, com esta frase, D. Luísa de Gusmão terá convencido o seu marido, o futuro rei D. João IV, a juntar-se à conspiração dos nobres portugueses contra o governo de Madrid em 1640 e a tornar-se o primeiro rei da dinastia de Bragança. Mesmo que não tenha proferido tal frase, D. Luísa foi uma força por trás do trono. Também enquanto serviu como regente, conseguiu alcançar algumas vitórias na guerra com Espanha, controlou os nobres que lutavam entre si na corte e negociou um importante tratado com Carlos II de Inglaterra. Monique Vallance, historiadora, defende que a acção da rainha D. Luísa de Gusmão tem sido negligenciada, ofuscada pelos protagonistas masculinos.

Frankenstein

Mary Shelley ( Adap. Raquel Palermo e João Lacerda Matos) Guerra e Paz Editores Foi no estranho ano de 1816, o «ano sem Verão», que a escritora Mary Shelley, depois de um sonho – ou seria um pesadelo? –, deu vida ao terrível monstro num pequeno conto, que, mais tarde, desenvolveu. Em Janeiro de 1818, Frankenstein, a primeira obra de ficção científica da história, chegou às livrarias e… o mundo nunca mais foi o mesmo. Esta é a história de Victor Frankenstein, um estudante jovem e brilhante que, um dia, descobre o segredo da origem da vida e decide criar um novo ser. Mas a criatura é feiíssima. Revoltado, o monstro persegue o criador até aos confins do mundo. Quem sobreviverá ao confronto final? Este é mais um volume da colecção “Os Livros Estão Loucos”, clássicos de grandes autores da literatura adaptadas a uma linguagem juvenil e descontraída. “Para leres numa hora o que antes se lia num dia”, refere a editora destes “livros com páginas loucas, letras que crescem e encolhem, frases que saem das páginas”. PUB

de Joaquim Vieira R. Leiria, 73 - Cividade 2440-231 GOLPILHEIRA Tel/Fax 244767839 Tlm. 919640326 reciklena@sapo.pt

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livros • 21

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

Uma Filha Nunca Esquece uma Mãe

O vermelho e o negro Stendhal

Código de Conduta

Guerra e Paz Editores Cá está a prenda ideal para oferecer a alguém muito especial: de todas as filhas, para todas as mães. A entregar no dia de aniversário, no dia da Mãe, mas também em todo e qualquer dia. , é um livro íntimo, com 50 situações que qualquer filha já viveu com a sua mãe. É um livro de evocação sentimental, profunda e ternamente nostálgico. Bonito e discreto como o amor que junta mãe e filha. Começa assim: «Mãe, quero oferecer-te este livro: parecendo o retrato de todas as mães, é o espelho de ti, dos estremecidos cuidados que me dedicaste, dessa onda de amor com que cercaste a minha infância, a minha adolescência, todo o meu crescimento até ser, como tu, uma mulher. Olho para cada uma das fotos deste livro, leio cada uma das páginas e vejote, a ti, ao teu rosto, aos teus gestos, à tua coragem. És tu em cada imagem e em cada palavra. (…) Mãe, se és tu que estás neste livro, deixa-me dizer-te que tudo o que está neste livro também sou eu. Foi assim, de uma alegria genuína, ou com gravidade e tristeza nos momentos menos bons, que eu te vi, e foram estas as palavras que então te quis dizer. Estas são, mãe, as minhas palavras.» Às palavras juntam-se 50 fotografias num tom sépia, iguais às fotografias de um velho álbum de família.

Guerra e Paz Editores

Bertrand Editora

Esta é a obra-prima de Stendhal, onde melhor o autor desenvolveu a psicologia das suas personagens. Entre elas, destaca-se Julien Sorel, o herói do romance, uma das criações mais complexas da história da literatura. Filho maltratado de uma família pobre, está determinado a escapar às suas origens. Muitíssimo inteligente, de espírito calculista, embora orgulhoso e por isso incapaz de fazer cedências, às vezes idealista e apaixonado, outras cínico e inclemente: vive numa insatisfação permanente. Falta-lhe experiência de vida, é ambicioso, mas não tem os meios para satisfazer essa ambição. Dividido entre a Igreja e o Exército, entre sonhos de glória e uma existência subalterna, acumula vitórias e sofre derrotas. Todas estas contradições levarão à tragédia. Stendhal deu ao mundo um livro que é mais do que um livro, é vida feita literatura. Lançou bases importantes para o desenvolvimento do romance moderno, influenciando muitos dos grandes escritores contemporâneos, como Hemingway, que considerava “O Vermelho e o Negro” um dos seus livros de eleição.

No seio de uma das organizações mais poderosas do mundo, existe um grupo secreto com uma agenda arrasadora. Os seus membros recebem protecção e privilégios incríveis; são considerados uma elite, são intocáveis. Mas uma gravação de quatro segundos transmitida para Washington desencadeia uma acção clandestina que põe Scot Harvath, o célebre agente de contraterrorismo, na missão mais perigosa da sua carreira. Aquilo que começa por ser um favor vai transformar-se num drama que se estende a todo o planeta, em que paradas privadas muito altas se jogam tendo por pano de fundo uma extraordinária intriga internacional, duplicidade política e os receios mais sombrios do mundo da espionagem. Uma intriga cortante, personagens complexas e surpresas a cada página, consolidando Brad Thor como um dos grandes mestres da intriga internacional.

Almanaque Português

Odeio a Internet

Guerra e Paz Editores

Jarett Kobek

Se juntarmos os saberes únicos dos nossos avós, indicações úteis e práticas essenciais para o dia-a-dia e um toque de humor, o resultado é… este almanaque genuinamente português, que vai querer levar consigo para todo o lado. Aqui encontra factos e curiosidades de interesse geral, que convém ter à mão seja para colher os espinafres da sua horta no momento certo, tirar aquela nódoa de vinho tinto que manchou a toalha ou fazer um brilharete junto dos amigos quando toda a gente diz: «Mas, afinal, hoje é feriado porquê?». Aqui encontra indicações sobre o calendário, os feriados nacionais e municipais, as feiras anuais, os dias santos, a horticultura e jardinagem e ainda muitos apontamentos sobre história, ciência, astronomia, natureza, meteorologia, alimentação, remédios caseiros, astrologia, expressões regionais, provérbios populares e anedotas. Uma obra essencial para se desenrascar e divertir! Um livro para conservar todo o ano. Um livro para conservar daqui a dez anos. “É nacional e é muito bom!”, diz na capa.

Neste romance hilariante, a Internet é um mundo obsceno e deprimente: as personagens vivem dependentes de uma fotografia no Instagram e de um ‘post’ no Facebook, bem como dos seus próprios ódios, indignações, pregações morais e armadilhas estendidas com perfídia e crueldade. Como foi possível aceitarmos um mundo em que aplaudimos e endeusamos os líderes das grandes empresas que enriquecem à custa dos fracos e dos ingénuos, ao mesmo tempo que abdicamos da nossa liberdade, dos nossos direitos e da nossa intimidade? Como pudemos permitir que esse gigantesco universo de «redes sociais», comentários instantâneos, gritaria, ameaças, vaidade fotográfica, ódio às mulheres, notícias falsas ou tweets idiotas que inundam a Internet se transformassem nas armas dos novos escravos – seres infelizes cuja maior alegria é causar infelicidade aos seus semelhantes? «Odeio a Internet» é um romance cínico, cómico, paranóico, justiceiro, feminista, inteligente e cruel. Impossível parar de ler.

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Quetzal

Brad Thor

A Cruz Escondida

70 anos, 70 rostos, 70 histórias

Paulo Aido

Fundação Ajuda à Igreja que sofre Este livro é uma compilação de artigos da Fundação AIS publicados ao longo dos últimos anos no jornal “Voz da Verdade”, o semanário oficial do Patriarcado de Lisboa. “A Cruz Escondida” leva-nos ao encontro de 70 rostos, de 70 histórias de homens, mulheres e crianças que representam, em tantos lugares do mundo, o drama dos Cristãos perseguidos, da Igreja que sofre. “A Cruz Escondida” retrata as lágrimas e o sofrimento, mas também a alegria e a esperança destes Cristãos. É por eles, é por causa deles que existe a Fundação AIS.


22 • do leitor

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

. caneta pensante . Vaz Pessoa Caminhar, caminhando... A vida é um caminhar. Não importa como? Caminha-se. Alturas menos boas... gatinha-se. O chamar caminhar de gatas mas caminha-se. O caminhar ora calçado ora descalço. O caminho de inúmeros pisos. O caminhar na areia deixa pegadas, as ditas pegadas na areia. Doloroso mas deixa marcas. Meu caminho de vida quantas vezes caminhei nas areias escaldantes deixando marcas. Quantas vezes se me apagaram essas marcas? Os loucos rascunhantes e tolos néscios, encarregaram-se disso. Quantas vezes existem caminhos em pedragúlhos e não deixamos marcas. Caminhar nas linhas férreas e sentir que a qualquer momento somos atropelados pelo comboio da vida. A simplicidade do viver é caminhar. Procurar um salutar caminho de vida. Nem que esse caminho de vida seja uma estrada no Pedrogão Grande ou no Deserto da Arizona. Simplesmente caminhamos. A morte é triste, alvitra o ignorante. Mentira mais cruel. A vida é triste senão tivermos um caminho de vida. A ausência do caminho de vida, refaz o adágio popular que a vida é bela e a morte é triste. Sem esse caminho de vida a tristeza da morte torna-se a nossa alegria. Abraço de Vaz em vós. Coração de Cristo em nós. Semper et Ubique.

. obituário . Agradecimento

Maria Luísa do Rosário Ferreira Mendes

N. 18-05-1925 • F. 19-01-2018 Seu filho, primos e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente como era seu desejo, vêm por este meio agradecer de forma muito especial a todas as pessoas de suas relações e amizade que neste momento de dor e tristeza manifestaram o seu pesar. A todos, o nosso muito obrigado.

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. Poesia .

Uma estrela brilhando

Maria, minha Maria Naquela lápide fria Jaz uma senhora que cria Na verdade e trabalho Numa vida de retalho Numa coragem Num vento de aragem Numa luta constante Distante De quem criou De quem amou Filhos e filhas Netos e netas Bisnetas Seu amor partilhas Seu valor Sua dor Sua vida Simples de quem amou Simples de quem deixou Verdade sentida Legados de amor Que ao partir Fez sentir Fez sorrir Quem a amou Vaz Pessoa Nota: Dedicado à minha avó Maria de Sousa Monteiro. Este poema é o retrato real de minha avó. A minha Avó Coragem. Obrigado Avó Maria.

Beatriz (Pipoca) - Para o evento em Alenquer

Hoje é difícil compreender, Até mesmo aceitar Poucas palavras a dizer O melhor é mesmo o ajudar. Perdemos a voz, Perdemos o sorriso Mas alguém precisa de nós Não deixes o coração indeciso. Vamos fazer uma estrela brilhar, Com a nossa unida participação Quem semeia é colaborar São as sementes saídas do coração. É sentir em cada doação, O reconhecer o nosso valor Dando a nossa aproximação Com ternura cheia de amor. É com verdadeira confiança, Todos presentes num acto solidário É sentido um momento de esperança Neste dia de teu aniversário. Beatriz a nossa linda flor, Por ela caminhamos Semeando pedaços de amor Resultado com fé esperamos. José António Carreira Santos

Novo ano

Natal no meu coração

Começar o Ano Novo assim, entregue as moscas? roupa careta, lentes foscas, pensamento aos trapos, sonhos na gaveta, pessimista do começo ao fim? Não! a dor asfaltou de resistência o novo caminho, as decepções pagaram o pedágio pelo mau tropeço, medos têm resposta no Calvário... a fê pôs um desvio na desistência para o recomeço, longe do adversário. Ivone Boechat (Brasil)

Natal é alegria do povo Como o brilho duma linda flor, É o nascer de uma criança Com o sorriso do verdadeiro amor. Natal, algo simboliza, A vida! É o amor, carinho e felicidade, Natal é a união das famílias Natal é a saudade e a verdadeira verdade. Natal tudo reflecte O que sentimos no nosso coração, Dialogo, saúde e paz na nossa vida É a divina humildade e o perdão. Natal significa a sinceridade Não é injustiças nem amarguras, Mas sim, a saúde de cada dia Natal é a compreensão e a doçura. Se estás isolado ou não tens de comer, Precisas de algo para te agasalhares? Com doce coração Há sempre alguém para te contentar. O Natal que se aproxima É a beleza do amor mais profundo, Natal é o que sentimos em cada um de nós Natal que traga a paz e alegria ao mundo. Cremilde Monteiro

As loucuras de uma passagem Entrecosto Saboroso Leitão Berbigão Moscatel Ginja de Óbidos Maldispostos Trago de mel Aspirina Saí Irina Ah, reposto Passagem de ano Puro engano Conta à ordem Desordem Saldo negativo Russa danada Água furtada Positivo Cirroses Micoses Trombose Artrose Bicos de papagaio Desmaio Inconsciente Desse vinho adulterado No meu mal estado Estados mórbidos Nesse pâncreas avermelhado Orelha quente Augusto Sesimbra

Golpilheira, aldeia insubmissa Pequena Golpilheira Tradição, costumes e amor Alma pioneira Força e dor Coragem, senhora guerreira Lutadora contra tudo e todos Nunca caias na asneira De modificares teus modos Aldeia lusitana Nobre e sentimental Além do que a alma emana Na luta mural Nunca queiras ser diferente Tua valência enraizada Golpilheira, minha gente Nesta Batalha imortalizada Vaz Pessoa

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SERVIÇO FUNERÁRIO PERMANENTE R. Principal, 141 - Brancas Est. Fátima, 10B - Batalha AGORA TAMBÉM EM PORTO DE MÓS Loja Dom Fuas - Lg. do Rossio, 35C

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a fechar • 23

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

. telefones úteis .

Número europeu de emergência Número de emergência para fogos florestais Bombeiros Voluntários da Batalha G.N.R. Batalha Junta de Freguesia Golpilheira Câmara Municipal Batalha Centro de Saúde da Batalha Centro Hospitalar N. S. C. - Brancas Hospital de Santo André Farmácia Padrão – Golpilheira Farmácia Padrão (Batalha) Farmácia Ferraz (Batalha) Escola Primária da Golpilheira Jardim-de-Infância da Golpilheira Agrupamento Escolas Batalha Segurança Social (Geral) Conservatória R. C. P. C. Batalha Finanças da Batalha Misericórdia da Batalha Correios (CTT) - Batalha Biblioteca Municipal Batalha Cinema/Auditório Municipal Museu Comunidade Concelhia Batalha Mosteiro de Santa Maria da Vitória Águas do Lena (Piquete: 939 080 820) Rodoviária – Agência Batalha Táxis da Batalha Centro Recreativo da Golpilheira Linha de Saúde Pública Linha de emergência Gás EDP - Avarias (24 horas)

112 117 244 768 500 244 769 120 244 767 018 244 769 110 244 769 920 244 769 430 244 817 000 244 767 856 244 765 449 244 765 124 244 766 744 244 767 178 244 769 290 808 266 266 244 764 120 244 765 167 244 766 366 244 769 101 244 769 871 244 769 870 244 769 878 244 765 497 244 764 080 244 765 505 244 765 410 244 768 568 808 211 311 808 200 157 800 506 506

. Tintol & Traçadinho .

Mudasti .foto do mês. LMF

É só habilidades...

. ficha técnica Registo ICS . 120 146 / Depósito Legal . 104.295/96 Contribuinte . 501 101 829 Director . Luís Miguel Ferraz (CP 5023) Director-adjunto . Manuel Carreira Rito (TE-395) Composição . Paginação . Luís Miguel Ferraz Colaboradores . Ana Maria Henriques, António Ferraz (assinaturas), Carolina Carvalho (secretária), Cremilde Monteiro, Cristina Agostinho, Fernando Vaz Machado, Joaquim Santos, José António Santos, José Jordão Cruz, José Travaços Santos, Marco Ferraz (publicidade), Rafael Silva, Rui Gouveia. Propriedade/Editor . Centro Recreativo da Golpilheira (Instituição Utilidade Pública - D.R. 239/92 de 16/10) Presidente: Fernando Figueiredo Ferreira Sede . Estrada do Baçairo, 856 - 2440-234 Golpilheira Tel. 965022333 / 910 280 820 . Fax 244 766 710 Composição. Est. do Vale, 100 - 2440-232 Golpilheira Impressão . Empresa Diário do Minho, Lda . - Braga - Tel. 253303170 . Tiragem desta edição . 1.100 exemplares Sítio: www.jornaldagolpilheira.pt Google+: www.google.com/+jornaldagolpilheira Facebook: www.facebook.com/jgolpilheira Twitter: www.twitter.com/jgolpilheira Email: geral@jornaldagolpilheira.pt Estatuto Editorial: www.jgolpilheira.wordpress.com/about

É verdade! Mas custa-me pensar nas lágrimas que os leitores vão derramar com saudades nossas...

Pois... é a crise! Deixa lá, em compensação vamos estar assim todos bonitos, a cores...

Então, parece que agora só vamos aparecer de dois em dois meses...

O almoço de “frango na festa” foi um teste à capacidade dos quarentões de se aguentarem ao serviço de organizar a festa do Senhor Bom Jesus dos Aflitos deste ano. Pela quantidade de talentos revelados, podemos dizer que a prova foi superada. Confira a notícia neste jornal, onde surgem fotos de mais alguns destes prendados cozinheiros, servidores de mesas e fazedores de contas...

. recordar é viver .

. ficha de assinatura . Assinatura anual

Portugal: 10 euros • Europa: 15 euros • Resto Mundo: 20 euros

Nome ________________________________________ Rua __________________________________________

Esta foto retrata um serão, passado no C.R. da Golpilheira, incluído na Semana Cultural. Foram oradores o sr. Alberto Gomes de Sousa (infelizmente já não se encontra entre nós) e José Travaços Santos, que nos falaram sobre etnografia, história e usos e costumes dos nossos antepassados. Estas duas figuras, grandes enciclopédias, deixam um legado de valor incalculável. | MCR

_______________________________ Nº ___________ Localidade ____________________________________ CP _ _ _ _ - _ _ _ ______________________________ Tel. _________________ Data Nasc. ___ / ___ / _____ Email: ________________________________________ Entregar ou enviar para: Centro Recreativo Est. Baçairo, 856 • 2440-234 GOLPILHEIRA

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24 • última

Jornal da Golpilheira • Janeiro / Fevereiro de 2018

Crianças e idosos na sexta-feira, grande corso no domingo e tenda musical na segunda-feira

O Carnaval na Batalha volta à rua e promete diversão para todas as faixas etárias, com uma programação diversificada, na linha do que tem acontecido nos últimos anos. Os festejos iniciam-se na sextafeira, 9 de Fevereiro, às 10h30, com um desfile infantil que percorrerá as principais ruas da vila e que conta com a participação de mais de 700 crianças, do pré-escolar ao secundário. No mesmo dia, mas às 14h30, decorrerá o baile de máscaras dirigido à população sénior, com prémios em disputa para as melhores caracterizações, a ter lugar na tenda coberta da zona desportiva da Batalha, com a participação das Instituições Particulares de Solidariedade Social. No domingo, 11 de Fevereiro, a partir das 15h00, faz-se à estrada mais uma edição do grande corso concelhio, organizado em parceria com as associações e as escolas, reunindo a participação directa de mais de 800 figurantes. Este já tradicional desfile carnavalesco contará com a participação de mais de 20 associações de todo o concelho, bem como diversos apontamentos de animação musical,

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LMFerraz

Batalha repete receita de sucesso para o Carnaval

Participação da Golpilheira foi forte no ano passado e promete ser ainda mais este ano

com grupos de bombos oriundos de Norte a Sul do País. As melhores participações, nas categorias de carros alegóricos e de conjuntos, serão premiadas pela autarquia, com o intuito de valorizar o trabalho e o voluntarismo das colectividades nesta actividade sempre muito participada. Pelas 22h30 do dia 12 de Fevereiro,

véspera de terça-feira de Carnaval, a noite será de festa na tenda, com entrada gratuita. Para este ano, foi convidada a artista popular Rosinha e o DJ Nuno Fernandez.

Convívio na Golpilheira

O Centro Recreativo da Golpilheira vai organizar um serão de Carnaval,

na noite de domingo, dia 11 de Fevereiro, com petiscos e música animada. À semelhança do ano passado, a ideia é prolongar a festa dos golpilheirenses no regresso do desfile da Batalha. Mas o convívio é aberto a todos os que queiram vir divertir-se, de dentro ou de fora da freguesia. LMF

JG_247 Janeiro/Fevereiro de 2018  

Edição de Janeiro/Fevereiro de 2018 do Jornal da Golpilheira - publicação bimestral da freguesia da Golpilheira, concelho da Batalha, distri...

JG_247 Janeiro/Fevereiro de 2018  

Edição de Janeiro/Fevereiro de 2018 do Jornal da Golpilheira - publicação bimestral da freguesia da Golpilheira, concelho da Batalha, distri...

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