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EXPEDIENTE

SUMÁRIO aldo césar lopes

CIDADES INTELIGENTES

Diretor Executivo

Adair Weiss

Como o ecossistema de inovação e tecnologia pode transformar Lajeado

Diretor de Mercado e Estratégia:

Fernando Weiss

Diretor de Marketing e Inovação:

Sandro Lucas

COMO SOMOS E O QUE QUEREMOS Os impactos do Pro_Move na vida das pessoas e na construção da cidade

Produção Textos E FOTOS

Pensar Lajeado

Rodrigo Martini Mateus Souza Fábio Kuhn Patrese Lehnhart ARTE E DIAGRAMAÇÃO

Fábio Costa

Demais Produtos e Serviços do Grupo A Hora Jornal A Hora Jornal AH Regional Eficiência Logística Núcleo de Pesquisa Publicações A Hora A Hora Eventos Estúdio A Hora

Grupo A Hora: Avenida Benjamin Constant, 1034, Centro, Lajeado/ RS. Fone: 51 3710-4200. Site www.grupoahora.inf.br www.jornalahora.com.br E-mails comercial@jornalahora.inf.br, assinaturas@jornalahora.inf.br redacao@jornalahora.inf.br estudioahora@jornalahora.inf.br

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Escaneie o qr-code com seu celular e acesse ao site

Oferecer um ambiente digital capaz de traduzir os movimentos do ecossistema lajeadense é o propósito do site Pensar Lajeado, hospedado dentro do portal do Grupo A Hora. A mesma revista que está em suas mãos em papel, estará disponível mundo afora em plataforma digital, o que é fundamental para conectar e levar o trabalho que se desenvolve no interior do RS para qualquer lugar do mundo. A partir da criação da página virtual, A Hora oferece um canal que possa servir de referência e de pesquisa para quem busca informações acerca do Pro_Move Lajeado. A página nasce com o conteúdo da revista, mas se atualiza de forma gradual e permanente, a fim de reunir o maior número de informações, inovações e avanços que Lajeado e região tiverem em relação a este novo ciclo de desenvolvimento econômico, social e político.

pensarlajeado.jornalahora.com.br


os rumos de lajeado

pro_move evolui, vira política pública e aponta ao futuro

U

m virtuoso ecossistema ganha forma e proporção na maior cidade da região. Estimulado pelo Pro_Move Lajeado, o movimento sai do anonimato para virar tema de debate permanente dentro das organizações e entidades. Nem haveria de ser diferente. Os novos conceitos de desenvolvimento dos negócios e das cidades estabelecem a inovação e a tecnologia como balizadores para tomada de decisão e projeção de futuro. Mas então, como fazer para acelerar e democratizar este novo conceito de cidade e de negócios no Vale do Taquari? O ponto de partida se dá em Lajeado. Depois de 129 anos, a cidade polo da região assume o protagonismo que lhe compete. Uma saudável articulação entre Poder Público, iniciativa privada, universidade e sociedade civil desenha novos rumos para as próximas décadas e tem potencial para nos colocar em destaque estadual e nacional. O início da articulação tem sido promissor. A consolidação do Pro_Move como política pública lhe tira a vulnerabilidade ideológica e eleitoreira, transformando-o num projeto de cidade e não de governo. Pelo seu formato, o programa sobreviverá às naturais trocas de comandos no poder. Cada vez mais os temas inovação e tecnologia ganham espaço dentro das organizações. Atualizar o mindset e perceber o tamanho da transformação em curso é imperioso para Lajeado atingir o conceito de cidade inteligente. Avançamos muito no último ano, ainda assim, um par de desafios se ergue a nossa frente para elevarmos o patamar de desenvolvimento. A cidade vive um grande momento. Goza de uma sinergia entre os diferentes atores que compõem o ecossistema de inovação e se mostra decidida a ocupar o espaço que

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todas as cidades têm aspirações de ser um lugar agradável e próspero, onde as pessoas querem viver, trabalhar, estudar, se divertir e visitar. No momento em que completa 129 anos, Lajeado pode comemorar o encontro de um novo propósito. “

lhe foi concedido. Temos tudo para isso: um poder público comprometido com a causa, academia e um parque tecnológico para potencializar pessoas e produtos, com entidades engajadas e uma iniciativa privada atuante, onde startups recentes já ocupam mercado nacional. E, por fim, uma sociedade ávida por melhores serviços básicos, mais qualidade de vida e com disposição para empreender. O Pro_Move é a grande ferramenta para melhorar a vida do cidadão, dos negócios e das instituições. Afinal, todas as cidades têm aspirações de ser um lugar agradável e próspero, onde as pessoas querem viver, trabalhar, estudar, se divertir e visitar. No momento em que completa 129 anos, Lajeado pode comemorar o encontro de um novo propósito.


DESAFIOS

QUE NOS ESPERAM • Quebrar paradigmas e dogmas culturais que nos freiam e distanciam; • Se abrir para o compartilhamento e a troca permanente de experiências para criar um ambiente mais vencedor, deixando de lado o conservadorismo e o bairrismo; • Usar a inteligência artificial e a informação para buscar soluções mais eficazes para problemas crônicos da cidade, tanto no âmbito social e econômico, e com isso melhorar a qualidade de vida do cidadão; • Dar-se conta, definitivamente, que o rio Taquari não é mais fronteira para o desenvolvimento e que os negócios locais podem ganhar o mundo; • Não ser uma metrópole nos exige ser atraente, seja por quem procura trabalhar ou empreender, seja para quem busca moradia e qualidade de vida; • Inovar competitivamente e criar start-ups inovadoras que enriquecem e conectam-se com os investidores e a rede de negócios;

A composição do

ecossistema lajeadense São os resultados, de médio e longo prazos, conquistados a partir do ecossistema convergente para uma cidade inteligente, com melhores soluções e ofertas;

serviços básicos mais eficientes

atração e formação de mão de obra profissionalizada

projetos inovadores

emprego e renda rota da inovação

Qualidade de vida conhecimento

espaço para empreender

Pro_Move

• Ter um ambiente energizado e saudável, a partir de um forte propósito que conecte colaboradores, clientes, acionistas, fornecedores e a comunidade aos mesmos sonhos de realização e prosperidade.

aldo césar lopes

Ele é a essência do movimento por Lajeado, o grande catalizador das iniciativas e o motivo para o trabalho existir e prosperar

startups

Tecnovates

empresas Univates comitê de empreededorismo

Poder Público sociedade entidades

coworkings

ETC...

Atores que participam e constroem o ecossistema de Lajeado a partir de diversos ambientes, seja em ações conjuntas ou isoladas, mas que ao fim, tem o mesmo propósito de desenvolvimento.

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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO INFORMÁTICA SISTEMAS SOFTWARE DESENVOLVIMENTO

lajeado já tem mais de 100 empresas ligadas À tecnologia Levantamento aponta existência de mais de 100 empresas que atuam nos segmentos relacionados à era digital. De grandes a pequenos, os negócios mostram uma pré-disposição local em investir no setor, seja em amplos e modernos espaços, ou em empreendimentos no quintal da casa. Líderes de parques tecnológicos como Tecnopuc, professores e empresários analisam a articulação lajeadense em torno do tema

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M

auro, Ricardo, Fábio, Jairo, Diego, Douglas, Armando, Tiago. E outros tantos. Empreendedores que perceberam as oportunidades da era digital e nortearam seus negócios em direção a produtos e serviços com soluções tecnológicas. De embrionárias ideias de startups a grandes negócios. Ao passo que Lajeado constrói um ecossistema de inovação e tecnologia a partir do Pro_Move, o número de empresas relacionadas ao setor mostra um ambiente virtuoso para consolidar a região como propícia para o desenvolvimento de negócios e inovações inteligentes. Ainda assim, é urgente a atualização do mindset e do jeito de pensar e tocaras empresas, inclusive daqueles cuja tecnologia, informática ou desenvolvimento é a matéria prima número 1.


Empresas que atuam no segmento

tecnolรณgico e de informรกtica

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O Rio Grande do Sul despertou tarde para a importância de se investir e fomentar a tecnologia e a inovação. Capital gaúcha, Porto Alegre ainda é a referência para o restante do estado. Mas como o interior se coloca neste cenário? São poucas as regiões que se movimentam no sentido de apostar em um crescimento impulsionado pelo desenvolvimento tecnológico. O Vale do Taquari é uma delas. E a iniciativa é elogiada por quem já está há mais tempo trabalhando com esta proposta e tem um conhecimento aprofundado sobre o tema. Mas também há o alerta: essa política precisa ser permanente e é necessário aproveitar o momento. Para o consultor em gestão empresarial Fernando Röhsig, o fato de Lajeado capitanear esse processo mostra sua tendência ao protagonismo. “É o início de um movimento que está ocorrendo aqui na região. Mas é preciso criar um mecanismo para que empresas de outras cidades não vejam com algo apenas de Lajeado. É um programa regional e a região tem que dar as condições necessárias”, afirma. Já para o superintendente de Inovação e Desenvolvimento do Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc), Jorge Luis Nicolas Audy, Lajeado é um dos principais cases de interação e atuação da quádrupla hélice no RS. “É um grau de interação, seja com a prefeitura, entidades e empresas, no mais alto nível. Se perguntarem para mim, como gestor, digo que o modelo que está sendo desenvolvido no Pro_Move é um dos melhores exemplos que temos no estado. Audy cita outros exemplos de regiões que estão avançadas, mas ressalta que o Pro_Move é o que está com melhor desenvolvimento da quádrupla hélice, junto com o Pacto Alegre, que ajudou a desenvolver em Porto Alegre. “Há movimentos interessantes sendo feitos em

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Se perguntarem para mim, digo que o modelo que está sendo desenvolvido no pro_ move é um dos melhores exemplos do rs.”

JORGE LUIS AUDY,

Superintendente de inovação e desenvolvimento do tecnopuc

aldo césar lopes

“Um dos principais cases que temos no RS”

Pelotas e Rio Grande. É importante o entendimento do papel da inovação e a criatividade como um processo de transformação de uma região”, diz. Professor e diretor do Centro Organizacional da Univates, Sandro Faleiro vivencia o meio acadêmico há 18 anos. Para ele, Lajeado nunca encontrou um momento tão favorável para consolidar seu ecossistema de inovação. “Se inicia um trabalho de prospecção de oportunidades, de maneira mais ordenada. Antes eram sempre iniciativas com pouca articulação. Agora tem um propósito, um alinhamento entre esses entes que formam a quádrupla hélice, um movimento que nunca tinha acontecido”, lembra.


aproveitar o momento e fazer a lição de casa Por outro lado, ainda há a preocupação com o papel das empresas neste processo de inovação e tecnologia. Para o CEO da BiMachine e diretor de tecnologia da Acil, Douglas Scheibler, o momento atual é ímpar, mas uma grande parte da classe empresarial ainda não está interessada em participar deste movimento. “É muito perigoso deixar esse momento passar sem fazer as coisas acontecerem. Temos uma forte cultura empreendedora e pessoas inteligentes que elevam a régua da região. Ao mesmo tempo, essa cultura não é de tecnologia e inovação. São pontos muito pouco explorados aqui, por isso acabamos perdendo muitos talentos, já que não temos um ecossistema estruturado”, afirma. A análise converge com o que diz o mentor do Tecnovates e professor da Univates, João Carlos de Britto. “Ainda somos bastante conservadores e tradicionalistas nesse sentido. Pouco vemos por aqui algum tipo de negócio que realmente inova. Temos exceções, mas são situações pontuais, e não disruptivas. Essa cultura da inovação ainda não está instalada em Lajeado e região”, alerta. Para que o ecossistema se fortaleça, lideranças defendem o papel da iniciativa privada. Para Augusto Fleck, um dos diretores da BiMachine, uma saída é as grandes empresas investirem em startups e hubs de inovação. “Se estas empresas abrirem as portas, tanto para projetos de inovação quanto para eles mesmos investirem, a chance de sucesso é muito grande”, afirma.

Papel da iniciativa privada é fundamental para o desenvolvimento e fortalecimento do ecossistema de inovação

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Se estas empresas abrirem as portas, tanto para projetos de inovação quanto para eles mesmos investirem, a chance de sucesso é muito grande.”

augusto fleck,

dIRETOR E CTO DA BIMACHINE

Processadores

Um dos exemplos no qual o Vale do Taquari se espelha é no seu “xará” Vale do Silício, região dos Estados Unidos cujo Produto Interno Bruto (PIB) é superior ao da maioria dos países do mundo. Embora a realidade seja outra, é importante ter ideias semelhantes ao que foi implantado lá, entende Fernando Röhsig. divulgação


divulgação

investimento em processadores é visto como um dos caminhos para a região

“Lá, 50% da população vem de outros países. É um local muito precioso e que tem na Intel, seu grande exemplo de aceleração do crescimento. É uma empresa desse porte, de processadores, que precisamos. Sem o processamento, não vamos dar o salto que precisamos. Ele é estrategicamente importante, pois é um gargalo que todo mundo tem”, defende. O caminho de fortalecer o ecossistema com investimentos externos é defendido por Britto, que elogia a atual estruturação do Pro_Move, mas diz que é necessário ir além. “È um bom co-

meço. Mas, de certa forma, ele está voltado a privilegiar pessoas daqui, mas ainda não é atrativo para organizações e pessoas que sejam de fora e estão inovando”, explica. Para Scheibler, entretanto, Lajeado ainda está longe de ser um local atrativo para receber empresas externas. “Há lugares muito mais preparados atualmente. A curto prazo, o negócio é preparar quem está aqui, convencê-los a ficar”, salienta, citando o exemplo da própria empresa, que optou por ficar em Lajeado, contribuindo com a qualificação do sistema de tecnologia e inovação da cidade.

Há lugares muito mais preparados atualmente. A curto prazo, o negócio é preparar quem está aqui”

DOUGLAS SCHEIBLER, CEO DA BIMACHINE

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apresentado por:

Tecnologia da região conquista mercado global Medical San desenvolve aparelhos de estética e saúde com eficiência comprovada por estudos científicos

E

mpresa com sede em Estrela, a Medical San se tornou uma das principais fabricantes nacionais de equipamentos para o ramo da estética e da saúde. Os aparelhos desenvolvidos pela empresa fazem parte do portfólio de clínicas de todo o Brasil e países como México, Costa Rica e Chile. Para 2020, a projeção é de expansão mundial. Criada em 1994 por Mauro André Nascimento dos Santos, a Medical San iniciou as atividades como uma revenda de equipamentos ortopédicos e de fisioterapia. A partir de 2004, a empresa passou a revender equipamentos de estética, e em 2013 passou para fabricação própria. Os equipamentos desenvolvidos pela Medical San tem eficácia comprovada por meio de estudos científicos conduzidos pelo IRG (International Research Group), maior instituto nacional de pesquisa do setor, com sede em Natal (RN). No ano passado, foi a única empresa brasileira a integrar o WCD2019 Milan, congresso mundial de dermatologia que ocorre a cada quatro anos na Itália. Conforme o CEO da empresa, Mauro Santos Filho, o crescimento registrado

Estamos entre as três franquias que mais crescem no país no segmento estética.” MAURO SANTOS FILHO CEO MEDICAL SAN

em 2019 foi de 119%. A projeção é crescer pelo menos 60% em 2020. “Estamos entre as três franquias que mais crescem no país no segmento estética e temos quatro novos produtos registrados na Anvisa, com

data marcada para lançamento.” A política de inovação é um dos motivos para o sucesso da empresa. No ano passado, a Medical San foi reconhecida entre os cinco melhores lançamentos na categoria equipamento estético corporal, com o Criodermis, em evento realizado pela revista Negócio Estética. Melhor classificada no RS, a Medical San concorreu com outras 120 empresas e 180 produtos. A empresa também criou o primeiro produto nacional com controle por meio de aplicativo. Para o engenheiro eletrônico Rafael Piccoli, a empresa revolucionou o mercado com funções de início e pause, intensidade, controle de horas trabalhadas, suporte à distância, atualização de software e firmware “em um clic no celular.” A atuação de excelência da Medical San é reconhecida por premiações e destaque entre as empresas do segmento no país. A empresa recebeu o prêmio de empreendedorismo pela ANCEC (Agência Nacional de Empreendedorismo e Cultura), na categoria Saúde e Beleza. A distinção foi entregue em Brasília, no evento anual da agência, com a participação de 350 empresas de todos os segmentos.

Certificações de qualidade A qualidade e eficiência dos produtos Medical San também são certificadas pelas

Área de atuação da Medical San

Equipe de colaboradores passa por processo de qualificação e atualização constante


Conheça os

equipamentos

Ethernia Cold

Narniah Equipamento gerador de hipertermia por radiofrequência e de ultracavitação. Indicado para patologias estruturais da pele, estrias, flacidez, rugas e envelhecimento da pele.

da Linha Clinic

Equipamento para aplicação de radiofrequência utilizado em tratamento médico, estético e cosmético com ação profunda ou superficial. Indicado para tratamentos de gordura localizada, celulite e rejuvenescimento.

Ethernia Clinic

Lipocavity

Equipamento para aplicação de radiofrequência com aplicadores concêntrico, bipolar e hexapolar. Indicado para tratamentos de gordura localizada, celulite e rejuvenescimento.

Equipamento de lipocavitação que produz energia ultrassônica de alta intensidade. Indicado para tratamentos de gordura localizada e remodelagem corporal não-invasiva.

Criodermis Aparelho com Ondas de Choque Piezelétrico, Ultrafrequência, Ultracavitação e Massagem Manual para o tratamento de gordura localizada.

principais instituições brasileiras, como Inmetro e Anvisa. Conforme a coordenadora de qualidade da empresa, Juliana Kraemer, a organização faz parte do seleto grupo de empresas nacionais com certificados tanto na fábrica quanto em seus produtos. “Somos uma empresa que segue os preceitos da BPF (Boas Práticas de Fabricação), aplicando os POPs (Procedimento Operacional Padrão) na rotina de seu processo produtivo”, destaca. Segundo ela, passam por treinamentos e qualificações constantes para garantir a excelência dos produtos e processos de fabricação. A empresa também conquistou o selo GPTW ( Great Place to Work), concedido às organizações com as melhores condições de trabalho de cada país. A GPTW é a principal autoridade global na avaliação dos locais de trabalho. Conforme a coordenadora de Cultura, Jéssica Schardossim, a Medical San é reconhecida por oferecer um ambiente propício para

o desenvolvimento de cada colaborador e ter a maior média de salários da região no segmento. “O nosso princípio é o da meritocracia. Nossos trabalhadores são beneficiados com plano de saúde, plano de carreira e bônus por produtividade.”

ACESSE o site

www.medicalsan.com.br 051 3720.2762

Empresa com sede em Estrela participa de feiras e congressos no Brasil e internacionais produzido por ESTÚDIO A HORA


divulgação

perfil questionador do povo judaico ajudou país a alavancar sua economia, baseada na tecnologia e inovação

Exemplos pelo mundo

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do pelo erro. Não à toa, temos uma grande quantidade de startups”, comenta. Fleck lembra que, em cidades como Florianópolis, hubs de inovação são bancados quase que 100% pela iniciativa privada.

“Conversamos com muita gente de lá e de Sâo Paulo. Vemos empresas e universidades muito mais próximas, startups nascendo e acontecendo, as pessoas participando”, salienta. mateus souza

Não faltam inspirações para apontar o caminho do desenvolvimento e da inovação que o Vale do Taquari deve seguir. Para Sandro Faleiro, a criação de uma agência de desenvolvimento é um exemplo a ser seguidos. “Estive em uma região do Canadá e lá essa agência é um órgão independente. Ela articula todos os entes. Prefeitura, entidades e empresários participam, mas é ela que faz o trabalho de integrar esses atores e, em conjunto, definir os focos de atuação. O prefeito, o diretor da agência, os reitores de três universidades, todos falaram com o mesmo alinhamento. Assim a coisa funciona”, afirma. Já para Röhsig, o exemplo de Israel é uma das grandes inspirações. Mas lembra que, muito do que foi feito naquele país, se deve à cultura judaica. “Lá eles tem isso de questionar, falhar. É algo que vem desde a infância. As crianças questionam e perguntam muito. É uma característica única. Lá você pode errar que vai ser bem vindo e será valoriza-

Röhsig CONHECEU DE PERTO A REALIDADE DO ECOSSISTEMA DA INOVAÇÃO DE ISRAEL


apresentado por:

Inteligência para otimizar, integrar e criar soluções Toshyro implementa tecnologias para entregar soluções inovadoras em processos empresariais

E

mpresa criada por Luiz Fernando Ferreira Filho, a Toshyro Inovação e Tecnologia nasceu desenvolvendo soluções para a personalização e otimização de sistemas de ERP — responsáveis por controlar processos gerenciais das empresas, substituindo as planilhas e controles manuais. Pelos ERPs passam diversos controles da organização, incluindo processos produtivo, gestão fiscal e logística. De acordo com Luiz Fernando, os ERPs vêm padronizados e a Toshyro customiza o sistema de acordo com as necessidades dos clientes. “Conhecendo a forma como o sistema funciona, conseguimos interagir com ele para automatizar, integrar e inovar nos processos, encontrando soluções para problemas comuns.” A proposta é “pensar fora da caixa”. Cita como exemplo o caso da Grendene, empresa de calçados detentora de marcas como Melissa, Grendha, Zaxy, Rider. Originalmente, quando uma carga era recusada por um comprador, o caminhão ficava parado na transportadora até o setor comercial dar um novo destino para o produto, em um processo que podia levar meses. “Agora, no momento em que ocorre a recusa, uma plataforma dinâmica, integrada ao ERP, dispara contato

para todos os representantes da empresa e muitas vezes um novo negócio é fechado numa negociação rápida, evitando custos desnecessários”, ressalta. Coordenador de TI na Bremil S/A, Mauricio Saatkamp destaca o resultado da Toshyro em economia de tempo e aumento da produtividade na empresa. “São facilidades para empresa, funcionalidades e produtos desenvolvidos que adaptam o ERP às rotinas específicas da empresa”, ressalta. Ao atalhar e automatizar funções, a indústria reduz o custo total das operações. Para criar a Toshyro e poder oferecer estas soluções, Luiz Fernando adquiriu sua experiência trabalhando em duas grandes

empresas nacionais do segmento: a Datasul e a TOTVS. A partir de 2007 ele passou a oferecer o serviço em grandes indústrias até montar uma carteira de clientes com nomes como Baldo, Bremil, Fruki, Soler&Palau, Panatlântica Tubos, Unimed e Sevenboys.

Soluções em WEB e novos produtos A Toshyro também atua com o desenvolvimento de sistemas para Web. Um dos clientes atendidos é o Colégio Evangélico Alberto Torres (CEAT). Hoje, vários processos estão automatizados e disponibilizados na internet, que vão desde a inscrição e gestão de eventos até o planejamen-

Números Mais de

13 anos

no mercado de tecnologia do RS Mais de

80

empresas atendidas Mais de

250

projetos desenvolvidos Mais de

350

funcionalidades implementadas

to estratégico. “Juntamos todas essas ações em uma plataforma”, afirma. “O uso das informações se torna mais inteligente”. A Toshyro trabalha para lançar-se em um terceiro segmento, investindo no desenvolvimento de um produto para empresas do setor de prestação de serviços. Conforme Luiz Fernando, ao perceber as dificuldades para gerir a própria empresa, ele começou a desenvolver um sistema de ERP que faz a gestão financeira, de equipe, atendimento e projetos. “Estamos trabalhando para oferecer ao mercado essa solução que atenderá estruturas semelhantes à nossa.”

Ambiente de inovação Inicialmente sediada no Centro de Lajeado, hoje a Toshyro é uma das empresas que compõem o ambiente de inovação do Tecnovates. Segundo Luiz Fernando, a mudança para o parque representa, mais do que uma estrutura de ponta, a sinergia com as demais empresas de tecnologia da região.

São facilidades para empresa, produtos e funcionalidades que adaptam os ERPs originais às rotinas específicas da empresa.”

ACESSE o site

Coordenador de TI na Bremil, Mauricio Saatkamp

www.TOSHYRO.com.br 051 3714.7047

produzido por ESTÚDIO A HORA


Mudança de modelo mental divulgação

Mudar o mindset é quando a gente aceita errar, aceita diferenças. Do ponto de vista da inovação, isso é fundamental”

FERNANDO RÖHSIG, CONSULTOR EMPRESARIAL

“MEDO DE ERRAR” IMPEDE O DESPERTAR DE MUITAS EMPRESAS PARA A INOVAÇÃO

O Vale do Taquari é uma região que possui forte influência da colonização alemã e italiana. Por um lado, há uma forte tendência ao empreendedorismo. Por outro, a característica mais conservadora muitas vezes faz com que empresários se limitem a fazer o convencional. Ou seja, tem “medo de errar”. Para Röhsig, é fundamental trabalhar o modelo mental da região para que o ecossistema de inovação ajude a região a, de fato, evoluir. “Mudar o mindset é

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quando a gente aceita errar, aceita diferenças. Do ponto de vista de inovação, isso é fundamental. É preciso aceitar que o erro pode acontecer. Muitos não o fazem porque não querem correr o risco”, pontua. O consultor lembra que a inovação pode ser transformacional ou incremental e que, se o Vale não entender a importância da mudança de modelo mental, jamais conseguirá alcançar esses padrões de inovação. “Ainda estamos longe disso. Gostaria muito de ver os grandes líderes empresariais envolvidos, nas

suas empresas, trazendo problemas para essas semanas acadêmicas e criar aproximação com a Univates e outras universidades”. Mais do que mudar o modelo mental, é necessário também deixar o individualismo e o tradicionalismo de lado. CEO da Medical San, Mauro Filho acredita que o Pro_Move somente fará a diferença na região se houver união de esforços entre a iniciativa privada, pública e academia. “Devemos acreditar que é possível criar um ambiente propício para nossos jovens desenvolver, criar, errar, gerar paixão nesta geração pelo empreendedorismo. A inovação pode mudar a história de uma geração e isso pode acontecer aqui, na nossa região. O Vale do Taquari tem muito para avançar e necessitamos urgentemente despertar para a economia mundial. Sem dúvida alguma, o que mais agrega valor aos serviços e produtos é a tecnologia”, explica.


arquivo a hora

“As coisas estão alinhadas para acontecer” O ano de 2019 foi o marco inicial para o Pro_Move Lajeado, com a elaboração do projeto do ecossistema de inovação do município. O material foi produzido pela Fundação Certi, de Santa Catarina, entre os meses de abril e setembro. Os contatos, entretanto, começaram ainda em 2018, quando a Univates e o governo de Lajeado começaram a se movimentar em busca de instituições especializadas para executar o plano. Coordenador do projeto, Renan Hubert explica que, inicialmente, a Certi realizou o diagnóstico do município e definiu os quatro setores estratégicos: alimentos, saúde, tecnologia da informação e comunicação e automação. Esse diagnóstico foi apresentado em um workshop e, depois, aprofundado, sobre como cada uma das áreas estão caracterizadas em relação a formação de talentos. “Começamos a avaliar se tem tecnologia sendo produzida na universidade e se as empresas desses setores estão conseguindo captar investimentos. A partir daí, o público presente nos workshops começou a fazer planejamentos setoriais e do ecossistema. Nossa parte foi concluída nesse mês de dezembro, com a entrega final do planejamento”, explica.

Segundo Hubert, a Certi ficou impressionada com o caminho já percorrido por Lajeado para fortalecer o seu ecossistema de inovação. “É uma cidade com uma dinâmica bem interessante, grandes empresas e uma universidade muito forte. Possui um ambiente favorável na parte governamental. Observamos que as coisas estão, neste momento, alinhadas para

É importante ter um ambiente favorável para o nascimento de startups, ou mesmo de ideias que se transformem em serviços.”

RENAN HUBERT,

coordenador do projeto ELABORADO PELA Fundação Certi

Certi entregou estudo detalhado sobre o ecossistema de Lajeado

acontecer. Tem o Fundo e a Rota da Inovação, o Acelera Lajeado. São um conjunto de programas que vão possibilitar que Lajeado dê esse salto que necessita”, ressalta. Hubert destaca a importância de se trabalhar com a “ponte da inovação”, colocando a academia de um lado e o mercado de outro. “É onde estão as tecnologias, onde surgem as ideias. É importante ter um ambiente favorável para o nascimento de startups, ou mesmo de ideias que se transformem em serviços”, salienta.

Ecossistema estruturado

Praticamente todas as cidades inovadoras fizeram grandes esforços para atrair grandes empresas. Hubert cita o exemplo de Florianópolis, que priorizou essa política durante duas décadas. “Porém, elas só começaram a vir quando já existia um ecossistema estruturado. Esse é o principal atrativo para uma empresa tecnológica querer se instalar, além de uma mão de obra formada”, avalia. Para ele, é importante Lajeado também pensar em formas de atrair essas empresas, além de fortalecer aquelas que já estão instaladas na cidade. “Elas podem tanto se beneficiar desse movimento, como também ter um papel muito relevante de ajudar o ecossistema da inovação. E tendo município, empresas e universidades trabalhando junto, vai facilitar muito a vinda de empresas de tecnologia de fora”.

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fábio kuhn

Soluções logísticas que vêm da tecnologia O conceito de logística 4.0 ganha força com as evoluções tecnológicas e promete um sistema de distribuição de mercadorias cada vez mais transparente, seguro e eficiente no futuro. Em busca de inovações no ramo, a Tomasi Logística aposta em uma parceria com a Tecnovates. Desde maio de 2019, a empresa de Lajeado tem um setor de inovação encubado na universidade. São três profissionais que atuam no local para desenvolver soluções para o transporte de cargas. “Esse mundo tecnológico exige cada vez mais visibilidade e automação dos processos de distribuição”, percebe o diretor Diego Tomasi. Passado menos de um ano, o grupo criou um aplicativo chamado Hublog. Entre as funcionalidades está o rastreamento de mercadorias. “É quase um Uber voltado para o transporte de cargas. O cliente poderá acompanhar toda a viagem do caminhão até a entrega final”, aponta. Outras funções do aplicativo que ainda está em fase de testes referem-se aorganização de pedidos e documentação dos serviços. Para Diego, além de promover soluções à empresa, objetivo do setor incubado na Tecnovates é modernizar o sistema logístico e garantir para o Vale do Taquari inovações que

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Empresa possui um setor de inovação que está incubado no Tecnovates

Esse mundo tecnológico exige cada vez mais visibilidade e automação dos processos de distribuição.”

DIEGO TOMASI, DIRETOR

possam fazer a região se tornar competitiva mesmo se equiparado com cidades mais próximas de grandes centros. No futuro, algumas das ideias pensadas para o aplicativo da Tomasi Logística poderão ser utilizados no transporte coletivo de

Lajeado, possibilitando ao passageiro saber a localização do ônibus e informações sobre as linhas disponíveis. “Logo podemos desenvolver tecnologias que serão comercializadas no mercado. Ser uma provedora de soluções logísticas”, planeja.


EducaÇÃo saúde segurança mobilidade urbana turismo de negócios onde ficar gastrononia

EducaÇÃo

lajeado 129 anos: como somos e o que queremos Mais qualidade de vida, com serviços básicos eficientes e capazes de atrair pessoas e negócios, passa pela consolidação do Movimento por Lajeado. Além de ser fundamental para estimular o desenvolvimento econômico, o Pro_Move tem potencial para impulsionar uma grande transformação social na maior cidade do Vale. Lajeado chega aos 129 anos com mazelas e desafios comuns aos grandes centros urbanos. Ao longo das décadas, cresceu sem o adequado ordenamento e chega em 2020 com um transporte público precário, com educação e saúde com índices medianos, com insegurança crescente e a desigualdade social permanente. Para ser um lugar diferenciado, capaz de oferecer bem estar, oportunidades e tranquilidade à altura do desejo dos mais de 80 mil habitantes, Lajeado está desafiada a maturar o ecossistema dinâmico e criativo para o qual se cacifou.

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Com uma matriz econômica diversificada, especialmente com industrialização de alimentos, o município encontra vocação para ser referência em oferta de

segurança saúde

serviços, seja na saúde, na gastronomia, na tecnologia, no entretenimento ou em soluções inteligentes para demandas básicas. O desafio para ocupar este espaço tem o tamanho das oportunidades. Veja nas páginas a seguir, uma análise ampla sobre cada um dos principais setores que formam o conceito de cidade desenvolvida: saúde, educação, segurança, transporte, moradia, hospedagem, gastronomia, entretenimento, eventos e turismo de negócios. Como somos e o que queremos passa pela participação e consolidação do novo ecossistema em curso.


turismo de negรณcios mobilidade urbana

gastronoMia onde ficar

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Minha sugestão é criar opções de bolsas no município. Os estudantes vão dar retorno para a cidade.”

Adriani de Souza Rodrigues, Estudante de Psicologia

A Universidade do Vale do Taquari (Univates) possui mais de 10 mil alunos de cursos técnicos, continuados e de graduação

EDUCAÇÃO

Do Ensino Infantil à Graduação, instituições atraem novos moradores Lajeado atrai centenas de novos moradores a cada ano. E muitos deles são atraídos pela gama de escolas, diversos cursos profissionalizantes e a universidade Hoje são mais de 8,8 mil alunos da rede municipal infantil e fundamental, e quase quatro mil na rede particular. Além disto, o município possui diversas escolas de língua estrangeira, a Universidade do Vale do Taquari (Univates) e uma gama de serviços profissionalizantes, como o Sest/Senat, Senac, Senai, Sebrae, e ainda uma unidade do IFSul.

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Como na maioria das cidades brasileiras, os problemas se concentram na rede básica pública. Em 2015 o governo municipal criou o Plano Municipal de Educação. Universalizar o acesso ao ensino infantil – crianças de 4 a 5 anos – e fundamental estava entre as estratégias e metas estipuladas. Também se buscava atingir índices maiores de atendimento nas redes para jovens e adultos, e também para alunos especiais. Desde então o Executivo cumpriu parte das metas, alterou outras tantas, e ainda sofre com

a falta de vagas em creches. Em novembro de 2019, por exemplo, eram 880 alunos aguardando na fila de espera por uma escola de educação infantil, enquanto outros 3.362 estavam matriculados. Já no ensino fundamental são 5.525 estudantes e não há lista de espera. O problema maior ainda é garantir ensino gratuito para crianças de até cinco anos. Na atual gestão, o Executivo buscou comprar vagas em creches privadas. No ano passado, foram ocupadas 74 vagas neste modelo. Mais recentemente, em dezembro de 2019, o governo municipal firmou convênio com a Univates para a gestão de uma nova creche em construção no bairro Santo Antônio. De modo geral, o serviço público de educação oferece 47 estabelecimentos. São 18 escolas de ensino fundamental, 23 escolas de educação infantil, e seis unidades do Projeto Vida – aulas e atividades em turno oposto ao escolar em bairros mais carentes. Já no setor privado, estima-se em quase duas dezenas o número de creches particulares. Há tambem cinco escolas particulares de educação básica, além de uma gama crescente de creches privadas.


Formação tecnológica Conforme o Censo Escolar de 2018, hoje 97% das escolas lajeadenses possuem internet – 92% tem Banda Larga. Nesses espaços, estão disponíveis 791 equipamentos de computador. Alheios ao modelo de educação da rede privada e pública, Lajeado também recebe novos empreendimentos na área. Entre esses, a Happy Code, referência no ensino de Programação, Maker e Robótica para crianças e adolescentes. A metodologia de ensino da Happy Code é baseada no desenvolvimento de habilidades do século 21, trabalhando disciplinas ligadas aos novos desafios da era digital. Entre os temas da chamada Alfabetização Fundamental, a Alfabetização Numérica e Científica, Letramento Digital e Educação Financeira. Entre as temáticas para a Formação Regular de alunos entre sete e 17 anos, destaque para Desenvolvimento de Games 2D e 3D; Desenvolvimento de aplicativos para smartphones, com linguagem de programação e técnicas de Design Thinking; Curso de Robótica com Lego; e curso para compreensão do universo Youtuber, criação de canal, manutenção e geração de conteúdo, edição de vídeo, trilhas, tratamento de imagens, entre outros.

Profissionalização como ferramenta O governo municipal aposta nas parcerias com entidades profissionalizantes, subsidiando cursos no Sest/Senat, Senac, Senai, Sebrae e conseguiu

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A Univates possui mais de 1,4 mil alunos nos Cursos Técnicos. Hoje, são mais de 20 opções para os estudantes

Quero retribuir um pouquinho do que recebi dessa cidade, que me fez sentir em casa”

Bárbara Grenzel, Curso de Medicina da Univates

atrair a unidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense, o IFSul Câmpus Lajeado. Hoje são pouco mais de dois mil alunos buscando novas oportunidades de renda e emprego por meio dos estudos nesses espaços. Entre eles está Adriani de Souza Rodrigues, 18 anos, moradora de Teutônia. Ela estuda e trabalha em Lajeado. Fez o curso de Assistente Administrativo no SENAI entre 2017 e 2018. “Quando terminei o projeto integrador, eu tinha 17 anos. Depois finalizei o Ensino Médio e já comecei a trabalhar no SENAI”. Atualmente está cursando psicologia na Univates. Mas enfrenta dificuldades para financiar a graduação. “Eu faço menos ca-

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Excelência contábil aliada à Tecnologia

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Lenz Contabilidade integra conhecimento, tradição e inovação em prol dos negócios dos clientes

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om 32 anos de experiência acumulada no setor contábil, a Lenz Contabilidade alia a tradição e inovação em busca das melhores soluções para os negócios dos clientes. Comandada por José Inácio e Tiago Lenz, a empresa se caracteriza pela qualificação constante de sua equipe, além da dedicação às necessidades específicas de cada cliente. Uma das estratégias utilizadas pelo escritório contábil é a de buscar softwares e ferramentas capazes de melhorar a qualidade do serviço e diminuir as tarefas repetitivas. Conforme Tiago Lenz, faz cerca de sete anos que a empresa investe tanto na estrutura física de TI

O que é um problema para muitos, para nós é um desafio ou uma oportunidade.” José Inácio Lenz Sócio Fundador

a empresa investe tanto na estrutura física de TI quanto na aquisição de diferentes softwares e soluções corporativas. ” Tiago lenz Empresário Contábil

quanto na aquisição de diferentes softwares e soluções corporativas. “Surgiram startups que desenvolvem aplicativos para funções específicas que são úteis para determinado negócio. Não é mais possível ficar com apenas um sistema”, destaca. De acordo com José Inácio Lenz, a decisão resulta em mais produtividade, tranquilidade e assertividade na hora de cumprir as obrigações com o Fisco. “Todos os nossos softwares auxiliam a atender as exigências do Fisco e a burocracia estatal”, aponta. A Lenz também estabeleceu parceria com a empresa BIMachine para o desenvolvimento de um aplicativo voltado para Business Inteligence. Conforme Tiago Lenz, a intenção é levar toda essa mudança tecnológica para dentro dos negócios dos clientes. Para José Inácio, a empresa cresceu nesses 32 anos porque os clientes cresceram junto. “O que é um problema para muitos, para nós é um desafio ou uma oportunidade.”

Relação de confiança

José Inácio e Tiago Lenz acreditam que o contador moderno se tornou um parceiro estratégico dos negócios, auxiliando a tomada de decisão dos clientes. Para eles, esse pa-

pel exige uma relação de confiança na filosofia e na forma de conduzir o trabalho da empresa. Além dos dois, a equipe de funcionários do escritório também está preparada para oferecer o mesmo padrão de excelência e atenção no atendimento. Na equipe de trabalho estão profissionais com 30, 20 e 15 anos de casa, unindo experiência e conhecimento.

Desta forma, o escritório alcançou notoriedade e recebe reconhecimento de diversas entidades. Entre os prêmios e distinções recebidos estão o troféu e a medalha de Responsabilidade Social concedido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande de Sul, prêmios do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade entre outros reconhecimentos.

principais prêmios • Troféu Destaque Responsabilidade Social da Assembleia Legislativa (RS) em 2010, 2014 e 2017 • Medalha de Responsabilidade Social da Assembleia Legislativa (RS) em 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2015 • Medalha Bronze PGQP-RS em 2002 • Troféu Bronze PGQP-RS em 2003 • Troféu Prata PGQP – RS em 2004 • Prêmio Talentos Empreendedores de 2002 na Categoria Serviço

produzido pOr ESTÚDIO A HORA


deiras por causa disso. Minha sugestão para esse caso seria ter outras opções de bolsas ou incentivo do município com financiamento próprio para ter valores mais acessíveis ou em tempo maior. Esses estudantes depois vão dar retorno para a cidade, tanto com impostos, como pela mão de obra qualificada”. Após se formar em psicologia ela pretende atuar em Lajeado. “É próximo da minha família. Penso em talvez abrir uma clínica aqui ou trabalhar em alguma empresa. Mas com certeza quero continuar em Lajeado porque é o centro do Vale do Taquari”.

Graduação com valor agregado A Univates é a melhor universidade privada do Sul do Brasil, conforme dados divulgados em dezembro de 2019 pelo Ministério da Educação (MEC), em relação ao conceito de graduação. Em nível nacional, a instituição figura como a terceira melhor universidade privada nesse conceito. São diversas formas de ingresso e mais de 35 cursos  presenciais, diversos laboratórios, estrutura física moderna e intercâmbio acadêmico. Entre os 13 cursos da Univates avaliados no Conceito Preliminar de Curso (CPC) em 2018, 12 obtiveram conceitos 4 e 5, considerados de excelência (92%). No Brasil, esse índice é de pouco mais de 30%. Os cursos

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O Laboratório de Análises Clínicas da Univates existe desde 2010 e atende demandas de ensino e de pesquisa dos cursos da área da saúde

de Design de Moda e Relações Internacionais alcançaram a nota máxima (conceito 5) no índice. Com isso, o curso de Design de Moda é considerado o melhor do Sul do País e o

terceiro melhor do Brasil. Já o curso de Relações Internacionais é o segundo melhor do Sul do Brasil, assim como o curso de Jornalismo. Ainda pelo CPC, os cursos de Gastronomia e Tecnologia em Logística são os melhores do Rio Grande do Sul.

Curso de Medicina

Recentemente a universidade abriu o Curso de Medicina e já planeja iniciar também a graduação em Medicina Ve-


terinária. E entre os futuros doutores está Bárbara Grenzel, de 28 anos, natural de Boa Vista do Buricá. Atualmente ela mora em Lajeado. “Eu me encantei por Lajeado. É uma cidade com muitas oportunidades, limpa, organizada e fica numa região rica culturalmente e com múltiplas opções de lazer.” Para Bárbara, o município também possui boa qualidade de vida. “Eu e meus colegas temos apreço muito grande, tanto pela universidade quanto pela cidade.” ela finalizou o curso em dezembro de 2019. Agora, pretende atuar profissionalmente na cidade. “Quero tentar retribuir um pouquinho do que recebi dessa cidade que me fez sentir em casa desde o primeiro dia”.

Bárbara Grenzel é natural de Boa Vista do Buricá e hoje mora em Lajeado. “É uma cidade com muitas oportunidades.”

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SAÚDE

Mais especialidades e necessidadeS de avançar no setor público

Lajeado é referência estadual e até nacional na área da saúde. Além do renomado Hospital Bruno Born (HBB), diversas clínicas especializadas oferecem uma alta gama de serviços para pacientes do Brasil inteiro. No setor público, postos de saúde, uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Samu têm a missão de atender à comunidade em geral. O tema “saúde” gera fortes impactos na área social e também no setor econômico da cidade. Hoje, a alta complexidade dos atendimentos realizados no principal hospital do Vale do Taquari atrai centenas de profissionais, especialistas e pacientes de outras regiões do Estado e do país, fazendo girar ainda mais a economia municipal. Em 2018, por exemplo, o HBB atendeu pacientes de 85% dos municípios gaúchos. Ainda em 2018, o HBB comemorou uma das maiores inovações de sua história: a inauguração do Centro de Reprodução Humana (CRH) – apenas cinco entre 497 cidades gaúchas possuem essa especialidade. É fruto de um investimento de R$ 3 milhões. Diagnósticos sobre infertilidade, e a preservação de óvulos, espermatozoides e embriões são alguns serviços oferecidos, e cujos valores variam de R$ 750 a R$ 30 mil. Com o CRH, a gama de serviços especializados do HBB ficou ainda mais atraente. O hospital também disponibiliza o Centro de Oncologia, Hemodinâmica, Medicina Nuclear, Ressonância Magnética, Tomografia Computadorizada, Hemodiálise, Centro Obstétrico, UTI neonatal e pediátrica, entre outros, além dos serviços básicos e de alta complexidade de urgência e emergência do Pronto Atendimento. Naquele mesmo ano de 2018, a instituição hospitalar realizou mais de 220 mil atendimentos – 70,88% via Sistema Único de Saúde (SUS) –, com uma média de permanência (internação) de 2,77 dias. Vice-presidente do HBB, Marcos Frank enaltece também a inovação dos aplicativos da instituição, utilizados para o agendamento de exames, check in no

Centro de Reprodução Humana (CRH) custou R$ 3 milhões ao HBB. Serviços oferecidos variam de R$ 750 a R$ 30 mil por paciente

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Pronto-Atendimento e o compartilhamento, em tempo real, da situação dos pacientes do bloco cirúrgico com os familiares. Hoje, o Corpo Clínico do HBB conta com 196 médicos de diferentes áreas e especializações: Cardiologia; Anestesiologia; Cirurgia; Clínico Geral; Dermatologia; Radiologia; Endocrinologia; Ginecologia; Hematologia; Medicina Intensiva; Nefrologia; Neurologia; Oncologia Clínica; Pediatria; Traumatologia; entre outras.

Clínicas especializadas Além da referência do HBB, a cidade de Lajeado também se consolida e atrai moradores e investidores em função do alto valor agregado das clínicas particulares. Como exemplos, é possível citar espaços especializados em Dermatologia, Fisioterapia, Odontológica, Spa e Estética, Psicologia, Nutrição, Pilates, Saúde Mental, Acupuntura, entre outros. Clínicas especializadas fomentam ainda mais a economia do município

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o serviço básico O governo municipal aplicou cerca de R$ 100 milhões com saúde em 2019. De acordo com dados da Secretaria, foram realizadas 207,8 mil consultas em 12 meses, além de outros 684,7 procedimentos clínicos, com destaque para verificação de sinais vitais (temperatura, pressão arterial e peso), que representou 43% desses atendimentos. Entre os postos de saúde, as unidades do São Cristóvão (17,1 mil) e Santo Antônio (16,8 mil) registraram maior procura. Em 2019 a gestão de todos os 14 postos de saúde foi terceirizada com a Universidade do Vale do Taquari (Univates). E entre os usuários do sistema público, há elogios e queixas ao atendimento prestado nos postinhos e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), cuja gerência também foi repassada à Univates. Álvaro Teodoro Wiebblling, 37 anos, é taxista e reside no bairro Florestal. Morou 15 anos em Curitiba e considera bom o atendimento em Lajeado. “Já utilizei a UPA e o postos de saúde. Quando levei os meus irmãos ou clientes, o atendimento é bem rápido”. Entretanto, teve dificuldades para fazer exa-

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mes específicos. “Tive um problema no nervo ciático e fiz tratamentos alternativos porque os exames iriam demorar.” Já Tamara Alexandra Alves, de 20 anos, mora no bairro Santo Antônio. “Eles fazem o máximo para atender bem a gente. Meus casos sempre foram resolvidos”, avisa. Mas deixa um alerta. “Na UPA a gente espera duas, três ou cinco horas, depende do caso”. Mesmo assim, diz que prefere ir até a unidade. Mesmo sendo mais longe do que o posto do bairro. “No postinho tem que ir bem cedo pegar ficha. Às vezes não tem ficha, e não tem médico. Às vezes tem que marcar para conseguir consulta semana que vem ou mês que vem.” Em 2019 a UPA registrou 80 mil consultas – 91% para lajeadenses – e 389,4 mil procedimentos diversos, sendo 45,2 mil atendimentos de urgência com observação de até 24h. Já entre os demais serviços prestados pelo poder público, destaque para 117,8 mil atendimentos odontológicos, 51,6 mil vacinas, 18 milhões de unidades de medicamentos distribuídos e 49,9 mil atividades junto ao CAPS.

Meus casos sempre foram resolvidos. Mas na UPA a gente espera duas, três ou cinco horas, depende do caso.”

Tamara Alexandra Alves, moradora do bairro Santo Antônio

No setor público, problemas de demora nos setores de Pronto-Atendimento e falta de médicos em postos de saúde ainda persistem


apresentado por:

Segurança e qualidade em obras corporativas Vincere Engenharia executa projetos com excelência reconhecida pelo mercado

E

mpresa com três anos de existência, a Vincere Engenharia conquistou o mercado com a proposta de oferecer um trabalho focado em obras corporativas, públicas ou privadas. A empresa se destaca por obras como a do pórtico do Parque do Imigrante, em Lajeado, a reforma da sede da Fundef e parcerias com organizações de renome como Languiru, Imec e Afubra.

Nós dois somos engenheiros e acompanhamos todas as etapas das obras de perto. Oferecemos segurança técnica e jurídica para nossos clientes.” Eduardo Gravina

A Vincere é liderada pelos engenheiros Diogo Dickel e Eduardo Gravina, que somam larga experiência em construtoras da região. Eles decidiram fundar a empresa ao perceber um nicho que não era atendido pelos grandes players do setor. Conforme Gravina, o foco da empresa é em obras corporativas devido a formalidade e segurança exigidas pelas empresas privadas e públicas. “Nós dois somos engenheiros e acompanhamos todas as etapas das obras de perto. Oferecemos segurança técnica e jurídica para nossos clientes, uma vez que todos os nossos funcionários são contratados e treinados de acordo com as exigências trabalhistas.” Gravina lembra que a sociedade com Dickel nasceu com a proposta de fazer apenas projetos. Ao perceber uma lacuna no mercado, de empresas para a concretização dos projetos, a Vincere passou para a execução. Desde então, foram mais de 50 obras.

Equipe qualificada

De acordo com Dickel, um dos principais diferenciais da empresa é a disponibilidade de uma equipe qualificada e dedicada às obras. “Nossa equipe técnica é totalmente formada por engenheiros com apoio de estudantes de engenharia e arquitetura.” As obras e funcionários são segurados e os serviços terceirizados pela Vincere, de instalações hidráulicas e elétricas, são feitos por empresas especializadas no segmento, que também contratam seus trabalhadores com carteira assinada. A Vincere também realiza serviços de pintura e gesso, cumprindo todas as formalidades necessárias para garantir a segurança técnica e jurídica dos clientes.

Foco como diferencial

Entre elas estão o pórtico de Bom Retiro do Sul, a reforma do supermercado Languiru, em Cruzeiro do Sul, que resultou em uma verdadeira transformação do prédio, empreendimentos industriais como os frigoríficos da Languiru em Westfália e Poço das Antas e comerciais como o Agrocenter Languiru de Venâncio Aires.

Agrocenter Languiru - Venâncio Aires

Pórtico do Parque do Imigrante - Lajeado

Supermercado Languiru - Cruzeiro do Sul

Empresa liderada pelos engenheiros Eduardo Gravina e Diogo Dickel realizou mais de 50 obras em três anos de atividade

Loja Afubra - Jaguari

produzido por estúdio a hora


Segurança

Tecnologia e transformação pessoal para vencer a criminalidade Investimento em videmonitoramento e em softwares de inteligência cria em Lajeado o que os especialistas chamam de “cercamento eletrônico”. Câmeras de última geração registram placas dos veículos que entram e saem da cidade, e possibilitam reconhecimento facial de criminosos. Ao mesmo tempo, programa Pacto Pela Paz trabalha na formação dos cidadãos. Um dos problemas que mais preocupa o brasileiro de hoje é sem sombras de dúvidas a questão da segurança pública. Deixa a desejar aos anseios da população. Assim como nos grandes centros, a violência e a criminalidade crescem em proporções desproporcionais ao armamento das forças de defesa, criando um ambiente de completa insegurança. E isso reflete em diversos outros setores sociais e da nossa economia. Em 2019, os números de ocorrências de crimes em Lajeado diminuíram em relação ao ano anterior, conforme dados divulgados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (ver tabela). Mesmo assim ainda há muito a se fazer para garantir a tranquilidade dos lajeadenses e dos visitantes. Como a grande maioria dos municípios do país, a cidade também sofre com déficit de policiais nas áreas de atuação ostensiva e de investigação. Para driblar esse entrave, o governo municipal, em parceria com empresários e com o Estado, vem apresentando projetos direcionados à tecnologia e à educação do cidadão. Na área tecnológica, a aposta é nas câmeras de videomonitoramento de última geração, e também na criação de um Centro Integrado de Operações. Para isso, policiais da reserva são chamados para atuarem no controle dos equipamentos e posterior comunicação com a guarda ostensiva. O “cercamento eletrônico” da cidade é uma aposta que iniciou em gestões anteriores. As primeiras câmeras de vigilância foram instaladas no governo da ex-prefeita, Carmen Regina Car-

doso. O prefeito seguinte, Luís Fernando Schmidt, mais do que duplicou o número de aparelhos nas áreas centrais da cidade, e também foi responsável pela criação da Secretaria de Segurança. Atual prefeito, Marcelo Caumo, ampliou o número e modernizou todo o sistema.

Placas e reconhecimento facial Hoje, a cidade é monitorada por 44 câmeras instaladas em pontos estratégicos do centro e bairros mais distantes. Alguns aparelhos possuem um software para identificar todas as placas de veículos que entram, saem ou mesmo transitam pelo município. Com isso, expli-

Central de Monitoramento funciona 24 horas na sede do 22º BPM. Identificação de placas é um dos principais avanços do sistema

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ca o Secretário de Segurança de Lajeado, Paulo Locatelli, qualquer veículo suspeito ou mesmo em situação de furto ou roubo será identificado pela central de monitoramento. O governo municipal também investe em câmeras de reconhecimento facial em pontos de grande aglomeração de pessoas, e também em locais de acesso e saída da cidade. Além de identificar possíveis criminosos, os aparelhos também podem encontrar crianças desaparecidas, por exemplo. Entretanto, o sistema ainda carece de um banco de dados. “Quem possui essas informações é o Instituto Geral de Perícias. Estamos solicitando”, afirma. Outra necessidade urgente é a instalação de fibra ótica nas estruturas das forças de segurança de Lajeado. Além de um Presídio Estadual, a cidade possui sedes do Comando Regional de


NÚMERO DE OCORRÊNCIAS POLICIAIS APONTA REDUÇÃO NOS ÚLTIMOS ANOS

2018

23 1 1178 7 341 256 Homicídio doloso

LATROCÍNIO

75 202

Roubo de veículo

Lajeado possui 44 câmeras de videomonitoramento instaladas em pontos estratégicos. “Cercamento eletrônico” também agrega municípios vizinhos

Policiamento Ostensivo (CRPO), Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), Delegacia Regional e Delegacia da Mulher. Recentemente, inaugurou também a Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas (Draco).

Estelionato

Furtos

Abigeato

51

Delitos com armas e munições

Furto de veículos

Roubos

67 126

Posse de drogas

Tráfico de drogas

2019 18 0 881 4 186 145

Homicídio doloso

LATROCÍNIO

37 214

Roubo de veículo

Estelionato

Furtos

Abigeato

41

Delitos com armas e munições

Furto de veículos

Roubos

115 110 Posse de drogas

Tráfico de drogas

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O Pacto Pela Paz Em síntese, o programa Pacto Pela Paz busca trabalhar a transformação pessoal do cidadão lajeadense, como forma de estagnar os índices de criminalidade e devolver a dignidade para sociedades mais afetadas pela violência e a desigualdade social. É um movimento multissetorial com o objetivo de estimular e promover  a criação de uma cultura de paz no município. Para isso, envolve diversas entidades e agentes policiais e fiscalizadores, alicerçado em cinco eixos estruturantes: Prevenção Social, Urbanismo, Fiscalização Administrativa, Tecnologia e Policiamento e Justiça.  Em diferentes encontros, o projeto foi apresentado para autoridades municipais e estaduais, líderes comunitárias, diretores e coordenadores de escolas, coordenadores

Precisamos de uma cidade mais segura, para que as pessoas sintamse mais confiantes para sair, comprar e viver com tranquilidade. E segurança pública é responsabilidade de todos”

André Kieling,

Presidente do Instituto Cultural Ipê-Amarelo

Pacto Pela Paz é desenvolvido pelo Instituto Cidade Segura. Mais de 10 mil crianças e adolescentes passarão a receber disciplinas socioemocionais

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de cursos da Univates, bem como para líderes de organizações religiosas. O projeto prevê um Sistema Municipal de Prevenção, que funcionará com base em indicadores subdivididos em três níveis – primário, secundário e terciário. Operações integradas de fiscalização e policiamento ostensivo em pontos e horários estratégicos, formação de grupos de Facilitadores da Paz, Educação Socioassistencial, e visitas às comunidades carentes para criar empatia entre moradores e forças de segurança foram algumas ações já realizadas.

O Instituto Ipê-Amarelo Em julho de 2019 foi criado o Instituto Cultural Ipê-Amarelo Vale do Taquari para


gerenciar recursos repassados pela iniciativa privada e pessoas físicas – futuramente com o abatimento de até 5% do ICMS –, com base na iniciativa apresentada pelo Instituto Florestal, de Porto Alegre, criado com o objetivo de obter doações financeiras para equipar as polícias militar, civil rodoviária e Corpo de Bombeiros. Presidente voluntário do instituto, André Kieling informa que os valores arrecadados serão utilizados na compra de veículos, armamentos, munições, capacetes, coletes balísticos, rádios comunicadores, equipamen-

tos de rastreamento, itens de informática, bloqueadores de celular, câmeras centrais e de videomonitoramento. “Vamos elaborar um calendário de visitas para buscar pessoas com capacidade de auxiliar mensalmente, ou uma colaboração única.” Já foram comprados veículos e armamentos para as corporações de Lajeado. “Precisamos de uma cidade mais segura, para que as pessoas sintam-se mais confiantes para sair, comprar, viver com tranquilidade. E segurança pública é responsabilidade de to-

Lajeado é pioneira no interior do Estado ao criar um instituto para angariar recursos para as forças de segurança

dos.” Ainda no âmbito do município, o Poder Executivo pretende encaminhar à câmara em janeiro o projeto para criação da Guarda Municipal. Inicialmente serão 10 agentes atuando nas ruas da cidade.

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o transporte público coletivo atende hoje uma média de sete mil passageiros por dia. Maioria cobra mais conforto e pontualidade

Mobilidade urbana

Desafio é recuperar a credibilidade do transporte sustentável Lajeado possui uma das maiores frotas de veículos por habitante do Estado e os gargalos no trânsito atrapalham a rotina da sociedade. Em meio a um processo licitatório para nova concessão do serviço de transporte público coletivo, o governo também finaliza um Plano de Mobilidade Urbana e ainda debate como harmonizar os serviços de taxi a aplicativos. Plano de mobilidade urbana é um conjunto de diretrizes pensadas para melhorar o deslocamento sustentável das pessoas em uma cidade, sempre buscando melhor qualidade de vida aos moradores e o mínimo de impacto ambiental. Em síntese, é preciso levar em conta fatores como a organização do território, o fluxo de transporte de pessoas e mercadorias e, por fim, os meios de locomoção utilizados. Lajeado ainda não possui problemas verificados em grandes capitais, por exemplo. Mas já é possível identificar alguns gargalos no trânsito. Na área mais urbana, os problemas se concentram na Av. Alberto Pasqualini, no trecho que interliga o Centro e a Uni-

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versidade do Vale do Taquari, no bairro Universitário, e também no trecho da Av. Benjamin Constant entre os bairros Florestal e Montanha. Há também problemas em pontos próximos às rodovias. Entre esses, destaque negativo para o entroncamento entre a ERS-413 – rodovia que interliga Lajeado e Santa Clara do Sul – e a ERS-130, para o trevo entre os bairros São Cristóvão, Santo André e Campestre, também na ERS-130; e ainda os acessos aos bairros lindeiros à BR-386, especialmente o Centenário, Olarias, Conventos e Bom Pastor. Com o aumento constante da frota, problemas menores também já são verificados em bairros que antes eram considerados “calmos”. Segundo estudiosos do tema, isso é o resultado de um fenômeno alimentado por duas variáveis: o aumento do índice populacional e a opção pelo transporte motorizado individual, que os especialistas chamam de "paradigma do automóvel". Isso gera limitação do fluxo, aumento do índice de acidentes, e pouca oferta de alternativas.

É complicado esperar uma hora e meia e o ônibus não chegar. De uns anos pra cá, só tem piorado. Diminuíram os horários e a qualidade.”

Valdir da Costa, morador do bairro Americano

Para amenizar esses danos e se adequar à legislação federal, o governo municipal contratou uma empresa terceirizada para a produção do Plano de Mobilidade Urbana. Em tese, a medida visa melhorar o deslocamento das pessoas pela cidade, integrar os diferentes meios de transportes, e estabelecer um preço acessível para as tarifas dos mesmos. Entre as possíveis mudanças no panorama lajeadense, o governo municipal estima melhorias dos transportes públicos; construção de ciclovias e ciclofaixas; modernização das paradas de ônibus; integração dos meios de transporte por meio de bilhetes únicos e complementários; e inovações no sistema de parquímetros e cobrança manual do estacionamento rotativo na área azul.


Frota quase dobrou Um trabalho desenvolvido pela área de Gestão Estratégica do Sebrae Rio Grande do Sul traçou o perfil socioeconômico dos municípios gaúchos. Entre os dados avaliados está a frota de veículos das cidades. Em Lajeado, os números são preocupantes. O número de automóveis quase dobrou entre 2009 e 2019 – passou de 21,9 mil para 38,7 mil em 10 anos. Neste mesmo período também houve aumento no número de motocicletas (7,5 mil para 9,4 mil); caminhonetes (2,1 mil para 4,6 mil); caminhões (1,7 mil para 2,3 mil); ônibus (225 para 280); trator com rodas (75 para 153); e “outros” (7 mil para 13,2 mil).

Transporte público coletivo De acordo com um dos mais experientes servidores do Departamento de Trânsito, Sérgio Schneider, o serviço de transporte público coletivo atende hoje uma média de sete mil passageiros por dia. A concessão está passando por processo licitatório. A intenção do governo é cobrar mais tecnologia e inovação junto à nova concessionária. Para isso, o edital prevê bilhetagem eletrônica e

De manhã tem dois ou três horários que levam meia dúzia de pessoas. E tem horários que o ônibus vai lotado, com todo mundo apertado.”

Graziele Andrade, 32 anos

Falta de ciclovias em pontos centrais da cidade é problema histórico. Com isso, ciclistas se arriscam entre os motoristas

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aplicativo para verificação de horários e localização dos coletivos. Serão 34 veículos. Destes, 26 serão comuns e cinco terão ar-condicionado – uma das principais queixas dos usuários do atual sistema. Os outros três serão usados como reserva. Dez coletivos devem ter acesso para cadeirantes. O edital também estabelece frota com oito anos de idade média e no máximo 15. Em casos de troca de ônibus, os novos já precisam contar com acessibilidade e ar-condicionado. Os usuários do transporte aguardam melhorias, mas muitos estão satisfeitos com o atual modelo. Décio Nicolai, 67 anos, é fotógrafo e mora no bairro Conventos. Pega ônibus de duas a três vezes por semana. “Eu acho um serviço ótimo. Os ônibus não costumam atrasar. Eu acho que melhorou o conforto dos ônibus”, afirma. Ele é natural de Lajeado. “Minha mulher e outros da família também utilizam o transporte o público para trabalho e outras atividades”. Outros passageiros reclamam da falta de informação. Valdir da Costa, 48 anos, mora no bairro Americano. Foi abordado pela reportagem na parada do Shopping Lajeado. Estava há mais de uma hora e meia esperando o co-

Em Lajeado, o número de automóveis quase dobrou entre 2009 e 2019. Nessa década, o número passou de 21,9 mil para 38,7 mil carros emplacados no município


jeado há dez anos para realizar faxinas. Ela utiliza o transporte de três a quatro vezes por semana e paga a passagem na hora. “Faltam horários. De manhã têm dois ou três ônibus horários que levam meia dúzia de pessoas, e têm horários que o ônibus vai lotado, e todo mundo fica apertado.” Já Gabryele Dullius Gerhardt, 18 anos, é estudante e viaja todos os dias de Estrela a Lajeado para fazer autoescola. “Algumas pessoas me falaram que eles colocaram Wi-Fi no ônibus, muitos gostaram porque você pode fazer aquilo que precisa fazer pelo celular enquanto aguarda para chegar ao seu destino.”

Táxis e Aplicativos

letivo. “Eu não sei os horários certos. Geralmente é de hora em hora. Esperar uma hora e meia e o ônibus não vir é complicado. De uns anos pra cá só tem piorado porque diminuiu

os horários e a qualidade também.” Moradores de cidades vizinhas também avaliam o sistema. Graziele Andrade, 32 anos, mora em Arroio do Meio e vem a La-

Lajeado possui 61 taxistas credenciados para atender em diversos bairros da cidade, e também em pontos fixos com alta concentração de pessoas, como o Shopping e a rodoviária. O número de profissionais é delimitado por lei, e cada proprietário de taxi precisa cumprir uma série de obrigações e burocracias para atuar no município. Diante disso, a chegada de novos modelos de transporte individual de passageiros – Uber, por exemplo – tem gerado polêmica.

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Turismo de negócios

Feiras, negócios e belezas naturais atraem milhares de visitantes A principal cidade do Vale do Taquari quer se consolidar como um centro de empreendedorismo e entretenimento. Para isso, aposta no Turismo de Negócios como o carro chefe para atrair visitantes com potencial para investir e gerar novos empreendimentos. Mas para garantir um ecossistema saudável, é preciso investir em lazer nos bairros. Lajeado recebeu mais de 230 mil visitantes em 2019, conforme estimativas do Conselho Municipal de Turismo da cidade. Os principais pontos turísticos visitados são o Jardim Botânico, o Parque Histórico, o Parque dos Dick e a Casa de Cultura. No entanto, a grande aposta dos líderes políticos e empresariais ainda é o chamado “Turismo de Negócios”. De acordo com o Conselho Municipal de Turismo, no ano passado este segmento movimentou quase 25 mil pessoas só em eventos realizados no Teatro da Univates, no salão do Weiand Turis Hotel e nas dependências do Shopping Lajeado – no Brasil foram mais de 1,9 mil eventos, com destaque para São Paulo, onde 75% dos hóspedes dos hotéis da cidade eram viajantes a negócios. Isso faz girar toda a economia. Em todo o mundo o Turismo de Negócios é um seguimento considerado em amplo crescimento. Como qualquer outro visitante, o  “turista de negócios” possui os mesmos encantos para as empresas de hospedagem ou cidades. Ou seja, gasta com passagens, lazer, alimentação para participar de missões empresariais, visitas técnicas, viagens corporativas, feiras, convenções, congressos, fóruns, seminários, palestras, works shops, entre outros. Ainda de acordo com estudos, o turista de negócios apresenta maior gasto médio do que o turista de lazer, além de retornar mais vezes e ter maior tempo de permanência no destino e prospectar novos investimentos. Também costumam utilizar salões para eventos, espaços para feiras, locais para treinamentos e reuniões, e ainda podem contratar fornecedores, equipamentos técnicos e profissionais da tecnologia para trabalhar nesses momentos.

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Forte atuação do setor empresarial junto às demandas públicas da sociedade é um fator histórico na cidade

Teatro da Univates possui 1,1 mil poltronas. Em cinco anos, já foram realizados mais de 400 eventos, entre espetáculos, formaturas, seminários e jornadas técnicas. Em torno de 400 mil pessoas já passaram pelo espaço

Com mais de 90 espaços de lazer e esporte, município já planeja um novo parque junto à orla do Rio Taquari


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foram mais de 200 mil visitantes em Lajeado. E mais de 10% veio fechar negócios

Mindset em Lajeado Lajeado está acordando. A cidade não sabia o propósito da inovação, o quanto isso impacta na riqueza e na qualidade de vida de todos. Agora, o tema começou a fazer mais sentido. E este é o ponto mais importante”

O turismo de negócios tem um impacto positivo no terceiro setor e promove alto faturamento para os segmentos de hospedagem, hotelaria, alimentação e transporte. Em Lajeado, o setor vem sendo cada vez mais alimentado por uma gama interessante de eventos, feiras, seminários, convenções, jornadas técnicas, meetups, entre outros. Entre esses eventos é possível destacar alguns mais recentes, como a Convenção Lojista do CDL; o EmpreINove; a Jornada dos Sorvetes; Reload Sindilojas; Construmóbil; StartupWeekend; Anuário ARQ; Negócios em Pauta; Jornada da

Caroline Bücker,

Consultora de Marketing

Eventos como o EmpreINove atraem cada vez mais empreendedores de outras regiões

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Alimentação; Reunião Almoço da ACIL; Convenção Escola de Vendas; CDL Jovem; Seminário Sincovat; Jornadas Técnicas da Univates; entre outros. Já o maior evento de negócios ainda é a Expovale – a Feira Industrial, Comercial e de Serviços do Vale do Taquari –, realizada a cada dois anos no Parque do Imigrante, no bairro Alto do Parque, com uma média de quase 300 expositores e diversas rodas para negociações. A 22ª edição deste evento ocorre de 6 a 15 de novembro de 2020. A última ocorreu em 2018, e gerou R$ 57,1 milhões em negócios, atraindo 87 mil visitantes.


O governo municipal busca parcerias público-privadas para remodelar e modernizar o Parque do Imigrante. Para membros do movimento Pro_Move Lajeado, essa crescente alta no número e principalmente na diversidade dos eventos técnicos é fruto de um crescente interesse da sociedade local pela área do empreendedorismo, e representa uma importante mudança no mindset dos lajeadenses.

Entretenimento

Combinar em um mesmo pacote negócios, lazer e entretenimento é a receita de sucesso em grandes centros de inovação mundo afora. É assim no Vale do Silício, na Califórnia (EUA), é assim em Barcelona, na Espanha, ou no Medical

Valley, em Erlangen, na Alemanha. Um ambiente com arte, cultura, boa gastronomia, áreas verdes e espaços conceitos para reuniões atrai mais investidores e empreendedores. Lajeado evoluiu nos últimos anos. E um dos expoentes desta mudança é o Teatro da Univates, instalado dentro de uma obra arquitetônica no campus do bairro Universitário, com 1.176 assentos numerados. Outro espaço nobre é o teatro do Colégio Evangélico Alberto Torres (CEAT), uma das melhores escolas do sul do país, e também as dependências do SESC. A cidade também conta com dois grandes clubes sociais – o Sete de Setembro e Tiro e Caça – com piscinas, quadras de tênis, basquete e vôlei, espaços para re-

Feiras como a Expovale movimentam milhares de pessoas e geram novos negócios. Próxima edição ocorre em novembro

criação, salões para festas e casamentos, academia, restaurantes e campos de futebol. A integração nesses espaços pode ser verificada durante os históricos e tradicionais torneios de futebol sete.

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Caminhos Autoguiados Na área do turismo ecológico, a cidade inaugurou em 2019 o Caminho Autoguiado, projeto desenvolvido pela Amturvales em diversos municípios do Vale do Taquari. Em Lajeado, a trilha possui pouco mais de 15 quilômetros de caminhada, cruzando os bairros Centro, Hidráulica, Carneiros e Alto do Parque. No caminho, belvederes para o Rio Taquari, o Parque Histórico da Colonização Alemã, e uma das últimas áreas com propriedades tipicamente rurais.

Mais de 90 espaços lazer Uma cidade inteligente precisa se preocupar com a qualidade de vida nos bairros. Lajeado possui 59 praças – muitas dessas com Wi-Fi –, 28 academias ao ar livre, o Parque dos Dick, o Parque do Imigrante, o Parque Histórico, o Parque do Engenho, e os ginásios Nelson Brancher e Mário Lampert. Muitos desses espaços recebem também moradores de outras cidades. Wolmir Aluísio Dullius, 52 anos, é aposentado e mora no centro de Cruzeiro do

Sul. Vem para Lajeado semanalmente para passear, consultar no médico e fazer compras. “O Parque dos Dick está em harmonia com a natureza. Gosto de tomar chimarrão à noite. Uma pena que algumas pessoas fazem vandalismo e sujeira à noite. Também me preocupa o som alto.” Já para a lajeadense Jéssica Salvi, 29 anos, o Parque dos Dick é um bom lugar para passear com o pet. No entanto, faz um alerta. “Acho que têm poucas áreas verdes na cidade. e como está crescendo bastante, poderia ter mais. O Parque dos Dick fica cheio porque têm poucos lugares verdes”, acredita. Morador do bairro Moinhos, Marco Antônio Petter, 54 anos, também aguarda mais arborização no centro da cidade e melhor uso da Concha Acústica do Parque dos Dick. “Poderiam realizar mais shows musicais”, sugere. Sobre a comunidade onde mora, demonstra um misto de satisfação e queixas. “Temos uma pracinha, muito pequena. Mas tem uma área verde que tem academia. Está bem estruturada”.

O projeto “Caminhos Autoguiados de Lajeado” foi inaugurado em 2019 e já movimentou centenas de pessoas. Na foto, o “Paredão de Carneiros”, no rio Taquari

O Parque dos Dick está em harmonia com a natureza. Uma pena que algumas pessoas fazem vandalismo e sujeira”

Parque Histórico recebeu 9,3 mil visitantes em 2019. Junto com o Parque dos Dick, Jardim Botânico e a Casa de Cultura, é um dos pontos mais visitados na cidade

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Wolmir Aluísio Dullius, 52 anos


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Onde ficar

Casas já mobiliadas, APPs e mais de 1,4 mil leitos de hotéis Em média, 70% das locações de imóveis são para moradores de outras cidades. Ou seja, Lajeado não para de atrair novos moradores, estudantes e investidores. E para facilitar a vida de quem aposta no município, empresas do ramo imobiliário e hoteleiro oferecem descontos para universitários e inovação no momento de fechar contratos com os clientes. Lajeado possui hoje 32,6 mil domicílios registrados na área urbana e apenas 94 da área rural. É uma cidade voltada para o seu centro comercial, e cuja oferta de novas moradias cresce de acordo com o aumento populacional. Diante disso, também é cada vez maior o número de investidores adquirindo imóveis para posteriormente mobiliar a residência e alugar para terceiros. Trata-se de uma nova forma de agregar valor ao imóvel. No bairro Universitário, por exemplo, um mesmo prédio possui apartamentos mobiliados e outros sem mobília para alugar. A diferença de preço mensal entre esses – em um prédio na Av. Avelino Tallini, em frente ao prédio 1 da Univates – pode chegar a R$ 500 ou mais, dependendo da complexidade e qualidade dos pertences disponíveis no apartamento. O lajeadense Cristiano Jacques é sócio gestor

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Muitos estudantes querem locar um imóvel 100% mobiliado. Se a gente falasse isso há 10 anos, não teríamos essa opção”

Cristiano Jacques, Gerente de Imobiliária

de uma imobiliária tradicional na cidade. Só a empresa dele possui cerca de 550 imóveis para locação e mais de dois mil para venda. Segundo ele, cerca de 70% das locações são para de pessoas de fora, como estudantes e profissionais liberais. “Também vem muitos aposentados que escolheram Lajeado em função da localização, próximo a Porto Alegre e a Serra Gaúcha”. Segundo Jacques, são diversas ferramentas inovadoras para atrair mais clientes e facilitar a

Imobiliárias de Lajeado buscam na inovação uma forma de garantir facilidades e menos burocracias aos “novos “ lajeadenses

negociação. Entre essas, cita como exemplo os 10% de descontos para alunos registrados no DCE da Univates. “Também temos o aluguel 100% online. Só vem aqui para pegar a chave e se


No site mundial Airbnb são pelo menos 20 residências compartilhadas em Lajeado. Número é considerado baixo

APPs de forma tímida O uso de aplicativos para o compartilhamento de residências em Lajeado ainda está um tanto tímido em comparação com grandes centros urbanos. Por meio do Airbnb, por exemplo, um dos principais sites eletrônicos para aluguel de imóveis particulares, a cidade possui apenas cerca de 20 casas ou apartamentos à disposição. Entretanto, investidores da área garantem que a rotatividade de estudantes, médicos e empresários é alta.

mudar. Hoje temos o seguro fiança para a pessoa não se preocupar mais com o fiador. Não tem mais tanta burocracia”. E quem procura imóveis em Lajeado possui alguns critérios básicos. O ponto básico é a localização. Depois, é o estado do imóvel. “Muitos estudantes querem locar um imóvel 100% mo-

biliado. Se a gente falasse isso há 10 anos, não teríamos essa opção. Agora sentimos essa necessidade e as pessoas estão oferecendo imóveis mobiliados, o que facilita muito para o inquilino”, reforça o empresário. Nos últimos anos, e devido à crise e as altas taxas de juros, a locação se sobressaiu sobre a

venda de imóveis na cidade. Agora, com os juros baixando, a tendência é aquecer as vendas. “Lajeado está no caminho certo. É uma cidade polo da região, e muitos investidores escolhem a cidade. Temos a universidade, bancos e amplo comércio. Acreditamos que nos próximos anos a cidade ainda vai crescer muito.”

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Taxa de Ocupação mediana A cidade possui hoje nove hotéis. São 1.453 leitos e 739 unidades habitacionais. Também há uma pousada em Lajeado com 30 leitos. As taxas de ocupação, conforme estimativas do Conselho Municipal de Turismo, não chegam a 50% na média. Dioni Viana Nascimento, 32 anos, mora na Holanda há 16 anos e veio a Lajeado a trabalho. Ele gostou da hospedagem no Vale do Taquari. “Eu viajo o mundo a procura de produtos. Pesquisei os hotéis pelos clientes que me indicaram. Fiquei uma noite no hotel. Eu achei ótimo. Qualidade e atendimento muito bom. Comparando com outros hotéis que eu fiquei no Brasil, a diferença é enorme. Para mim o preço está bom pela qualidade. Gostei da acomodação, higiene e o atendimento bem amigável.” Já Érica Weishaupt Vieira Lima de Oliveira, 46 anos, cobra melhorias. Ela é Engenheira e mora em São Paulo. Veio a Lajeado para trabalhar em uma subestação de transmissão de energia. Ficou três dias na cidade. “Acho que ainda falta um pouquinho de modernização. Em geral, outros lugares já trabalham com cartão, e não com chaves. E o café da manhã não é tão rico em culinária local quanto em outros lugares.” Para o veterinário Augusto Spohr, natural de Santa Rosa e que vem de duas a três vezes por semana para Lajeado, a cidade é um “centro geográfico”. “Eu trânsito muito entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Eu centralizo

Taxa de ocupação em hotéis de Lajeado está na média de 42%. São mais de 1,4 mil leitos na cidade

aqui. Conheço mais de 30 países e minha vida é dentro de hotel. Para mim, o custo -benefício de hotel em Lajeado não é bom. Mas dá certo porque é para pessoas que estão apenas de passagem.” Ainda de acordo com Spohr, alguns hotéis lajeadenses não se atualizaram. “Outros cobram taxas extras sem necessidade. Se a gente for olhar, o custo não é alto. Mas para o benefício que oferecem, é. Eu acho que poderia ter mais hotéis com melhor custo-benefício aqui. Seria muito bom se tivesse disponibilidade de fazer o check-in pelo celular. Lajeado pode ser pioneiro nisto.”

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Eu viajo o mundo a procura de produtos. Pesquisei os hotéis pelos clientes que me indicaram. Fiquei uma noite e achei ótimo”

Dioni Viana Nascimento, 32 anos, mora na Holanda


GASTRONOMIA

“Gastropubs” conquistam o público, geram negócios e se consolidam nos bairros

Espaços ao ar livre com boa gastronomia, som ao vivo e cervejas artesanais ganham espaços em bairros tradicionalmente residenciais

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Pubs, cafés, restaurantes temáticos, cervejarias e espaços ao ar livre para drinks e culinária exótica trazem novas cores aos pontos com predominância residencial. Esses novos centros de gastronomia, lazer, networking e entretenimento com alto valor agregado atraem empreendedores e se concentram nos bairros Americano, Centro, Hidráulica e Universitário. Comida japonesa, mexicana, tipicamente norte-americana ou mesmo algo mais exótico, como alguns pratos árabes. A diversidade gastronômica de Lajeado vem aumentando ano após ano, e este apreço pela culinária de alto valor agregado chama a atenção de novos empresários do ramo. As expectativas são boas para novos empreendimentos, principalmente no setor de restaurantes temáticos. Recentemente, a grande aposta dos empresários na cidade vem sendo o chamado Gastropub, ou “Gastrobar”, em português – alguns empresários chamam simplesmente de “Bares Gourmet”. A proposta é agregar elementos sofisticados, acessíveis e contemporâneos, criando uma atmosfera ino-


Nosso público é de pessoas já estabelecidas profissionalmente. Vão lá para fechar negócios, ou vão com amigos e família em busca de ambiente diferenciado”

Rodrigo Kober, empresário

vadora para reunir em um mesmo espaço drinques de qualidade, comida sofisticada e ambientação moderna e descontraída. Os preços são mais altos. Mas acessíveis. Novidade em Lajeado, esse conceito vem sendo difundido amplamente mundo afora. Iniciou na Europa – mais precisamente em Londres –, na década de 90, e desde então se propõe a ser um hub para encontros casuais entre amigos, reuniões de negócios e happy hours. Segundo empresários do ramo, os lajeadenses estão mais seletivos quando o assunto é alimentação e bebidas, e estes novos espaços surgem para vender “experiências sensoriais completas”. Tais espaços são fundamentais para gerar qualidade de vida e atrair talentos e empreendedores à cidade. Comprovadamente, espaços bem conceituados para momentos de confraternização pós-expediente movimentam a economia local e são peças chaves para a atração de novos investidores. Mundo afora, o happy hour vem se tornando uma importante ferramenta de networking, além de trazer muitos benefícios para o ambiente de trabalho.

Pratos gourmets com preços acessíveis dão sabor especial às reuniões de negócios

Faixa etária dos frequentadores dos chamados “GastroPubs” gira em torno dos 35 aos 50 anos

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Público “jovem de espírito” Um dos pioneiros deste conceito na cidade é Rodrigo Kober. O empresário possui um Gastrobar no bairro Americano. Lá, além de servir o próprio chopp artesanal, o empreendimento disponibiliza uma gama de pratos bem elaborados, porém simples, para que também possam ser apreciados em um balcão, principalmente de forma compartilhada com amigos ou mesmo desconhecidos. Ao bel prazer do cliente, e além de petiscos tentadores, um cardápio com glamour: tira de costela suína assada, pincelada com molho barbecue, acompanhada de anéis de cebola e batata frita, farofa de banana; camarões ao molho de vinho com tomates cereja, legumes, arroz com brócolis; ou o famoso Fish and Chips, prato tradicional Britânico, que consiste em um peixe empanado na farinha panko, acompanhado de fritas e molho de limão. Tudo servido em um ambiente climatizado, com cervejas artesanais. O público, explica Kober, é “jovem de espírito”. “Quando iniciamos, ainda era uma novidade na cidade. Então o público era bem diverso. Com o passar do tempo, encontramos um nicho de mercado. É um público de 30 a 50 anos. Pessoas já estabelecidas profissionalmente e economicamente. Vão lá para fechar negócios, com amigos. Vão com a família em busca de um ambiente diferenciado.”

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Mundo afora, o chamado “happy hour” vem se tornando uma importante ferramenta de networking e lazer

Fast-food

Historicamente a cidade de Lajeado é conhecida pela comercialização de lanches rápidos. Cachorro-quente, Xis-Salada e afins sempre foram um carro-forte da culinária local, com pontos bastante tradicionais e já consolidados em seus respectivos bairros da cidade, tais como algumas pizzarias, pastelarias, churrascarias, restaurantes a la carte e buffets. Recentemente, porém, a gastronomia local recebeu a concorrência forte de grandes redes mundiais de fast-food. A primeira a chegar foi a SubWay, especializada em sanduíches e hoje com quatro lojas na cidade. Depois foi a vez da rede Burger King, instalada no Shopping Lajeado. E por último a mais famosa dessas: o inconfundível McDonald´s.

Historicamente a cidade é conhecida pela comercialização de lanches rápidos. Recentemente, recebeu a concorrência de redes mundiais de fast-food


apresentado por:

Inovação é marca registrada da atuação quase centenária da Acil

F

undada em 1891, Lajeado tinha apenas 30 anos quando, em 28 de outubro de 1921, o empresário Carlos Fett Filho criou a Associação Comercial e Industrial do município (Acil). Ou seja, a entidade marca presença ativa em 98 dos 129 anos que o município comemora neste mês. A Acil caracteriza-se, assim, como uma das mais atuantes forças vivas de Lajeado, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento do município e toda a região.

EVENTOS COMO AS TRADICIONAIS REUNIÕES ALMOÇO APRESENTAM CONCEITOS DE GESTÃO E INOVAÇÃO AOS ASSOCIADOS E COMUNIDADE

Propósito e proposta de valor

Atuar como protagonista do desenvolvimento socioeconômico local e regional está no DNA, na base da constituição e da missão da Acil desde a sua fundação. (vide box) Essa clareza de atuação evidencia-se no “propósito” e na “proposta de valor” da entidade, definidos em trabalho liderado na atual gestão pela empresária Aline Eggers Bagatini, a primeira mulher a assumir a presidência da Acil. A “proposta de valor” enquadra a Acil como “ambiente de soluções pela representatividade, pelo conhecimento e pelas conexões”. Através da materialização da proposta de valor concretizase o seu “propósito – promover e potencializar o desenvolvimento regional com qualidade de vida”.

Inovação e tecnologia Visando incentivar ações e o debate de temas relevantes na área, a presidente Aline torna emblemática sua gestão pela criação da Vice-presidência de Inovação e Tecnologia, ocupada pelo empresário Jorge Luiz Faccioni. Atuando de forma sinérgica em reuniões com a Prefeitura e Univates, Faccioni buscou unificar ações envolvendo a área. Firmou-se, assim, a presença ativa da Acil no planejamento do ecossistema de inovação de Lajeado, o Pro_Move.

Associativismo e inovação O associativismo prevê que as empresas se conectem e colaborem para promover e potencializar seus segmentos. Sua missão é melhorar as estratégias competitivas no mercado de todos os associados. Há 98 anos, a Acil atua como

Aline: gestão marcada pela atuação intensa nas áreas de inovação e tecnologia

mola propulsora do desenvolvimento das empresas, aumentando a competitividade dos negócios e, por consequência, criando oportunidades de inovação e desenvolvimento individual e coletivo.

CONQUISTAS MATERIALIZADAS Em retrospecto histórico sintético, ficam evidenciadas algumas das importantes e inovadoras conquistas materializadas a partir de iniciativas que contaram com a participação decisiva de lideranças da Acil em 98 anos de atuação: • Instalação da Univates, inicialmente como Apeuat, Fates e Fuvates, até chegar ao status de universidade; • Duplicação da BR 386 e, agora, a duplicação das rodovias estaduais que cortam a região; • Criação e o desenvolvimento de grandes eventos, como a Expovale, Construmóbil e Jornada Técnica do Setor Alimentício, que traz no seu bojo o Workshop de Alimentos; • Instalação, inicialmente, do Consepro e, posteriormente, da Associação Lajeadense Pró-segurança Pública (Alsepro); • Instalação da CIC Vale do Taquari em junho de 2005; • Participação decisiva, junto com a Prefeitura e Univates, no planejamento do ecossistema de inovação, Pro_Move Lajeado, que visa levar o nosso município a ser referência no estímulo à inovação no estado e país.

produzido por Secom/Acil


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Pensar Lajeado  

Revista especial - 129 de Lajeado - Janeiro de 2020

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