Page 1

JORNALZEN ANO 8

JANEIRO/2013

AUTOCONHECIMENTO

nº 95

BEM-ESTAR

R$ 1,50

CIDADANIA

www.jornalzen.com.br

CULTURA

SAÚDE Silvia Lá Mon

ZENTREVISTA: Tomás Miguel Paiva General que comandou força de pacificação nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, fala sobre cultura de paz

MOMENTO DE REFLEXÃO O JORNALZEN comemora este mês seu oitavo ano de atividades. Com circulação em sete cidades da região de Campinas, consolida-se como produto de referência em informação qualificada para o autoconhecimento. Nesta edição, o leitor encontrará novidades e um jornal renovado graficamente.

MONICA BUONFIGLIO Divulgação

Pág. 6

TESOUROS DA VIDA Pág. 7

CULTURA DE LETRAS Pág. 10

ARTIGOS

Bem-vindo, 2013! Pág. 2

2013: ano 6 Pág. 15

A consagrada escritora Monica Buonfiglio, autora de Anjos Cabalísticos e Almas Gêmeas, entre outros, estreia coluna no JORNALZEN. Com mais de 60 livros editados no Brasil e exterior, a jornalista foi recordista de vendas nos anos de 1995 e 1996, ultrapassando a marca de 6 milhões de exemplares (livros, fascículos e DVDs). Por esse motivo, segundo o jornal Folha de S. Paulo, apareceu ao lado de Paulo Coelho e Zíbia Gasparetto como “os três únicos autores que conseguiram colocar mais de um livro no ranking dos best sellers”. Pesquisadora de temas relacionados à espiritualidade, Monica Buonfiglio tratará de assuntos como anjos, paranormalidade, espiritismo, religião afrobrasileira e física quântica. Pág. 6

Pensamentos de

Padre Haroldo Pág. 11

Viva Bem Pág. 14

BEM NUTRIR Pág. 15

Silvia Lá Mon

MANHÃ NOSTÁLGICA Atrações musicais e culturais marcaram os 13 anos do evento promovido no Cinema Topázio, em Indaiatuba. Pág. 8


2

JORNALZEN

JANEIRO/2013

Bem-vindo, 2013! ARTIGO Célio Pezza

O

ano de 2012 chegou ao fim. A data fatídica para o final do mundo já passou, o mundo não acabou e agora vamos nos preparar para 2013. O que teve de bom em todas as profecias sobre o final do mundo foi que muita gente passou a se interessar por assuntos que normalmente passariam despercebidos, não fosse todo o agito em torno do tema. Muitos se informaram sobre o aquecimento global, explosões solares, desequilíbrio do clima e chegaram à conclusão de que não temos como controlar os grandes fenômenos da natureza e nem como nos defender deles, portanto, a única saída é evitar ao máximo certas atitudes que possam provocar desequilíbrios no planeta. Outro grande avanço foi que a 5ª Dimensão passou a ser mencionada e discutida por uma infinidade de pessoas. Essa teoria é defendida por cientistas de renome e não por fanáticos religiosos, e devido à iminente destruição do nosso mundo, começou a ser mais divulgada. De uma forma simples, essa 5ª Dimensão trata das frequências e diz basicamente que existe um mundo não percebido ao nosso lado, onde os nossos atos e pensamentos geram uma frequência que encontra sua sintonia e volta multiplicada. Atitudes positivas geram acontecimentos positivos e atitudes negativas geram acontecimentos negativos. Em termos de frequência e energia, amor gera amor e ódio gera ódio. A proximidade do final dos tempos contribuiu em muito, pois foi a partir daí que mais e mais seres humanos se questionaram sobre o que está errado no mundo e começaram a procurar. Nessa busca, o Homem está encontrando conhecimento e descobrindo que o maior perigo de extinção vem do próprio Homem, pela falta de respeito e de amor. Essa atitude leva ao desequilíbrio do planeta e o fim da humanidade, se vier, virá pelo pró-

prio Homem. Depende de suas atitudes. Tudo está ligado: mudanças de atitudes, conhecimento sobre as frequências e suas influências na nossa vida. A grande verdade é que algo aconteceu em 2012, pois o Homem está acordando. A partir deste conhecimento disseminado e a queda de um sem número de tabus e conceitos errados, o Homem poderá aprender a viver com respeito e amor. Esta atitude trará o equilíbrio de volta ao planeta e nós sentiremos esta mudança. Só um cego não vê que o mundo está desequilibrado e que se continuar neste caminho, o resultado será realmente catastrófico. Por outro lado, o conhecimento dessas leis simples pode significar a mudança na direção do equilíbrio. Quem sabe estamos assistindo ao parto de um novo Homem, onde finalmente teremos a inteligência aplicada ao bem viver. Tenho a impressão de que em 2012 foi retirado o cadeado de um baú esquecido pela humanidade e repleto de conhecimentos que podem fazer toda a diferença. Agora só nos falta abrir a tampa e absorver todos os ensinamentos existentes. Como disse o grande romancista e filósofo alemão Goethe, em 1832, no momento de sua morte: “Deixem entrar a luz!” Célio Pezza é escritor e colunista escritor@celiopezza.com

JORNALZEN NOSSA MISSÃO: Informar para Transformar DIRETORA Silvia Lá Mon EDITOR Jorge Ribeiro Neto JORNALISTA RESPONSÁVEL MTB 25.508

TELEFONES Redação (19) 3324-2158 Comercial / Fax (19) 3324-2159 contato@jornalzen.com.br www.jornalzen.com.br

circulação: Campinas, Indaiatuba, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Valinhos e Vinhedo


JANEIRO/2013

A

o comandar a Força de Pacificação do Exército nos Complexos do Alemão e da Penha, entre janeiro e abril de 2012, o general Tomás Miguel Miné Paiva Ribeiro participou de uma das mais importantes ações no processo de recuperação da imagem e cidadania no Rio de Janeiro. Um processo ainda em curso, mas com resultados visíveis. Tomás também integrou a Missão de Paz no Haiti, em que atuou como subcomandante do Batalhão Brasileiro, em 2007. Esse paulistano filho de professores da escola pública veio para Campinas em 1975, quando ingressou na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). Formado aspirante oficial pela Academia Militar das Agulhas Negras, Tomás rodou o Brasil antes de comandar a mesma EsPCEx. Promovido a general em 2011, foi 2º subchefe do Comando de Operações Terrestres e atualmente é comandante da 11ª Brigada de Infantaria Leve. Casado, com quatro filhos – um dos quais aluno da Escola de Cadetes – e um neto, o general Tomás recebeu o JORNALZEN para a entrevista exclusiva a seguir, na qual relata suas experiências no combate à violência com o objetivo de contribuir para uma cultura de paz. Como foi a experiência no Haiti? Foi um trabalho muito bonito. O Brasil integra a Força de Paz do Haiti. Inclusive, o componente militar é comandado por um brasileiro. Mas ele engloba contingentes de vários países. O general é brasileiro desde 2004, quando começou a missão. As tropas se revezam em períodos de seis a oito meses. A função era colaborar para garantir ao Haiti um ambiente seguro e estável. Essa ainda é a missão de lá. É um país com graves problemas de causas humanitárias e necessita de anos de ajuda. A função dessa missão da ONU (Organização das Nações Unidas) é permitir que essa ajuda seja proporcionada em condições de segurança. Que a ajuda chegue às pessoas em um país com sérios problemas de meio ambiente de saneamento básico. Muitas doenças são provocadas por falta de higiene e educação. Também falta trabalho para as pessoas. Houve uma melhora, mas os padrões desejáveis estão longe de ser atingidos. Com o terremoto em 2010, tudo o que havia se conseguido foi agravado. Perdemos 18 militares na época. O trabalho continua e Campinas está sendo responsável por capitanear o próximo contingente, que estará indo no segundo semestre. E no Complexo do Alemão? São missões diferentes. No Haiti, estávamos sob a responsabilidade das Nações Unidas. O Brasil participa como integrante e aceita enviar tropas para auxiliar na força de paz. Esse é um contexto onde está se seguindo um mandato, um acordo, o qual especifica o que deve ou não ser feito. No Rio de Janeiro, a gente trabalhou na força de pacificação do Morro do Alemão, onde fui o sexto comandante. É uma missão de continuidade. Começou em dezembro de 2010 e durou cerca de um ano e oito meses. A tomada do morro ocorreu em 2010 e foi feita pelas forças policiais. Toda parte da missão envolve decisões complexas, mas o mais difícil é a manuten-

JORNALZEN

3

ZENTREVISTA Tomás Miguel Paiva

SOLDADO DA PAZ

GeneralViciado que comandou operação nos Complexos do Alemão da Penha em crack relata trajetória de recuperação a partire de e integrou missãoespiritual no Haitiaté destaca importância de pacificação despertar coordenar terapia das paraforças dependentes Divulgação

ção. Requer que você permaneça na área por um período de tempo, até que o Estado retome as condições de segurança aceitáveis e que a ordem seja restabelecida. Foi o que ocorreu. A Polícia Militar, naquela ocasião, não tinha um efetivo para aparelhar as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) no morro e o governo do Estado fez uma petição para a presidenta da República, que é a comandante suprema das Forças Armadas, e ela determinou e autorizou o emprego das forças federais. Esse tipo de ação se dá numa operação de garantia da lei e da ordem. É uma situação prevista na nossa Constituição. Foi decretada uma área onde a força de pacificação é o general do Exército e ele tinha sob sua responsabilidade até contingentes das forças estaduais, Polícia Militar e Polícia Civil. Como a população reagiu com a presença do Exército? Demora um tempo para reagir bem. Num primeiro momento, reagiu com certo alívio. Eles eram oprimidos pelos traficantes. À medida que o tempo vai passando, há um temor de que as ameaças retornem. Há também uma mudança de paradigma, já que estavam numa certa zona de conforto e você começa a fiscalizar e cobrar mais. De uma maneira geral, a população apoiou muito, mas houve pessoas, como é normal, que demoraram um pouco mais para se acomodar às novas regras. Tivemos que quebrar uma cultura e isso não é

rápido nem fácil. A população de lá é ótima, mas alguns grupos, principalmente aqueles ligados ao status quo anterior, reagiam. Mas o saldo foi altamente positivo. Nosso soldado é cordial. Ele se sente orgulhoso de ajudar e entristecido quando não é compreendido, como quando fazia uma diligência e era desacatado ou ofendido. A tarefa principal era proteger a população. Problemas continuam ocorrendo, mas a população foi bem protegida durante esse um ano e oito meses. As UPPs continuam lá. As pessoas hoje podem circular livremente pelas ruas, o que antes não ocorria. Mas é preciso pontuar uma coisa: é muito diferente o Haiti do Moro do Alemão. O Haiti é muito pobre. No Complexo, tudo é absolutamente civilizado. As pessoas são boas, o comércio flui, as casas possuem energia elétrica e água encanada. Pode ter uma certa desordem urbana, mas existem iniciativas de todas as esferas governamentais para melhorar a vida das pessoas. À noite, as ruas são iluminadas e o comércio é pujante. Só que havia esse império do crime organizado, em que as armas eram mostradas o tempo todo e essa ameaça não pode acontecer. Isso foi resolvido. Pode haver esporadicamente um problema, mas não existe mais esse império da arma e das drogas. Esse é um caminho definitivo e progressivo que tende a melhorar.

vocábulo pacificação do que para qualquer outra coisa. Até por característica de sua política de defesa nacional, o Brasil é um país que não visa guerra de conquista. Temos as Forças Armadas para garantir a nossa soberania, a segurança do nosso povo, nossas estruturas políticas, para garantir a lei e a ordem quando os poderes assim requisitarem. A paz, para nós, é sempre uma condição desejada. Posso dizer que nos sentimos efetivamente gratificados por pensar que de alguma forma colaboramos para que as vidas daquelas pessoas se tornassem um pouco melhor. Sempre ouvimos falar que o Brasil é o país do futuro. Na minha opinião, é o país do presente. O futuro chegou muito rápido. Hoje temos a quinta economia do mundo. Atravessamos problemas, como outros países, mas temos mostrado ao mundo que temos capacidade de resolver nossos próprios problemas. As pessoas às vezes desanimam, mas devemos agradecer, pois não temos problemas extremamente complexos. Há países que sofrem divisão étnica, por exemplo. Nós, brasileiros, somos cordiais por natureza. Temos uma base religiosa forte, somos tolerantes. Acho que nossas perspectivas são bastante favoráveis. Há muito boa vontade e firmeza de propósito. A percepção que tenho, como cidadão, é de que caminhamos muito bem. Como avalia a proposta de nosso jornal? Acho muito bacana. É uma possibilidade que temos de sempre ter uma mensagem positiva. A gente sabe que é uma preocupação relevante mostrar as coisas que acontecem no mundo, mas eu acho que o JORNALZEN dá uma ideia alterna-

“A paz é um objetivo a ser atingido por todos. É a base do desenvolvimento e do bem-estar das pessoas” Como é possível contribuir para disseminar uma cultura de paz? A paz é um objetivo a ser atingido por todos. É a base do desenvolvimento, do bem-estar das pessoas. É uma condição básica. Tive um chefe que dizia que nós, militares, vivemos uma situação paradoxal, pois somos preparados para a guerra mas não desejamos a guerra. Somos soldados da paz. Até mesmo nos conflitos. Sempre procuramos a proteção da nossa corporação, a proteção das pessoas. Somos hoje muito mais utilizados com esse

tiva para o leitor que gosta de ver uma matéria mais positiva. Que mensagem gostaria de deixar para os nossos leitores? Desejo que todos tenham um ano muito bom e próspero. Que seja um ano exitoso para todos. Teremos grandes eventos, a Copa das Confederações, o encontro do papa com a juventude, no Rio de Janeiro, e também um ano preparatório para a Copa de 2014. Que as pessoas realmente desfrutem de paz e de boas realizações.


JORNALZEN

4

Silvia Lá Mon la.monica@terra.com.br - cronicasdesilamon.blogspot.com

Intervenção necessária O governo do Estado admitiu a possibilidade de lidar com a epidemia de dependentes de crack por meio da internação compulsória, assim como ocorre no Rio de Janeiro. Enquanto psicóloga, tive experiência durante dez anos trabalhando em diversos hospitais psiquiátricos. Uma das razões que justifica a internação compulsória (sem a concordância do paciente) é quando a pessoa está colocando em risco a própria vida ou a de outros. Bem sabemos que uma pessoa que faz uso de crack perde o controle sobre si mesmo e adota comportamentos inadequados devido ao uso da substância, tais como paranoia, agressividade, desejo compulsivo. Todos os dias temos notícias de roubos e assaltos cometidos por viciados em busca de dinheiro para fazer uso da droga. Muitas vezes ocorrem brigas e assassinatos entre os mes-

mos por causa de desavenças e dívidas, assim como crianças abortadas, natimortas ou abandonadas em lixeiras por suas mães dependentes. Em sua edição de dezembro de 2012,o JORNALZEN entrevistou Luciano Brasil, dependente de crack há 30 anos e em recuperação. Quem teve a oportunidade de ler seu depoimento observa que mesmo quem viveu toda a problemática do vício da droga também é a favor desse tipo de intervenção. Ele também ressaltou a necessidade de o dependente ser internado em uma clínica onde seja tratado com dignidade e que seja um tratamento efetivo, com métodos eficazes. Como cidadãos, devemos nos preocupar e nos informar sobre o destino desses nossos irmãos, também cidadãos, que infelizmente perderam o controle de sua própria vida.

JANEIRO/2013

PANORAMA UNIVERSIDADE DO ESPÍRITO Inaugurada em Guarulhos a Universidade Internacional de Ciências do Espírito (Uniespírito). Trata-se de parceria entre a Fundação Espírita André Luiz, o Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz e o médico Sérgio Felipe de Oliveira. A iniciativa é voltada para a capacitação, pesquisa e projetos de ação social envolvendo os avanços da ciência na integração com a espiritualidade. A primeira atividade será um curso livre a partir de fevereiro. Mais informações: (11) 4962-8631.

INSTITUTO SHOAH Com a missão de servir como fonte de conhecimento e de auxiliar no processo de educação para uma cultura de paz, o Instituto Shoah é uma iniciativa da B’nai B’rith, entidade judaica dedicada aos direitos humanos, em parceria com o Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação do Departamento de História da USP. Localizado no bairro paulistano dos Jardins, o instituto oferece vasta documentação tendo como referência o Holocausto enquanto crime contra a humanidade.

BIBLIOTECA DIGITAL A Universidade Estadual Paulista (Unesp), no âmbito de seu Programa Memória Social, iniciou o funcionamento de sua biblioteca digital. A ação é o resultado inicial de um processo de disponibilização de acervos pertencentes ao sistema de bibliotecas e aos centros de documentação da universidade. O endereço é unesp.br/bibliotecadigital .

CAMPANHA EM VALINHOS O Núcleo Vidas, espaço terapêutico em Valinhos, está recebendo doações para a Casa da Criança e do Adolescente, que acolhe crianças e adolescentes em situações de risco encaminhados pelo Poder Judiciário. Iniciada em 2012, a campanha aceita roupas, brinquedos, toalhas, roupas de cama, sapatos, produtos de limpeza e higiene, além de objetos que possam ser vendidos nos bazares organizados pela instituição. Interessados em colaborar devem entrar em contato pelo telefone (19) 3869-1311.

CAPACITAÇÃO DE DEFICIENTES Em parceria com as unidades do Serviço Nacional da Indústria (Senai) de Indaiatuba, Salto, Itu, Cabreúva e Porto Feliz, a multinacional alemã Rip promoverá curso de capacitação na área administrativa para pessoas com deficiência. Em Indaiatuba, para participar o interessado pode procurar as urnas na sede da Prefeitura e preencher o formulário. Os interessados devem se inscrever pelo e-mail inclusão.rip@thyssenkrupp.com.


JORNALZEN

JANEIRO/2013

Salve, JORNALZEN por Geni Fuzato Dagnoni

A

bro os braços e no abraço, celebro e vibro, por seu natalício. A semente lançada há oito anos brotou e frutificou, data memorável, esplendorosa. Criado e difundido, sabe dar realidade e feições próprias, atraindo inteligentes e exigentes leitores. Vale a pena incursionar no mundo do JORNALZEN, seu idealismo, com inquebrantável ânimo, apaixonante, em suas diversas formas de expressões. O JORNALZEN coloca-se na edificante arte de ser diferente. É um trabalhador incansável, nos presenteando no interior de suas páginas e expõe primorosa vivificação, incomum na sua forma agradável e moderna, como autêntica imprensa alternativa. Este órgão de imprensa segue sua trajetória, no ciclo vital, do qual desejamos que cruze linhas abençoadas, rastreando uma rota sem laços e sem limi-

tes, totalmente livre. Sua expressão máxima, a desenvolver com realismo sincero, modesto, revelador, profético, os fatos e notícias de uma forma “sui generis”. Seu objetivo é a ampliação da sensibilidade pelo conhecimento da civilização e humanismo em todos os horizontes. Os seus textos procuram um modo a nos conduzir, com outras formas de pensar e expressar a vida como ela é. Queremos avaliar nesta data a persistência, analisando as árduas lutas, muitas realizações e inúmeras vitórias. Com coragem e ousadia enfrentou tempos difíceis, mas sempre estará pronto para novos desafios. O JORNALZEN crê que o trabalho motivado pela informação honesta, respeitando o público leitor, dentro da ética e razão, sem esmorecimento, o integra no seio da sociedade como legítimo defensor do mais sagrado direito do homem – a liberdade.

Fim do “fim do mundo” Ah, finalmente! Cancelafomos bombardeados por ram o “fim do mundo”! uma informação de que “era Mas, e agora? o fim”, tirando-nos a atenção Muitas pessoas esperapara os verdadeiros fatos. ram tanto esse momento! Oportunidades de muMomento este que iria dança, de renovação, de norealmente entrar pra históvo ciclo, de reconstrução, ria (se é que alguém ficasde metamorfoses... se pra contar história). Mas será que não era esO fato é que após todo sa a intenção? Juliana Perna esse “tsunami” de informaTirar-nos do foco benéfiPalestrante, treinadora ções desencontradas o comportamental co das reconciliações coe contabilista mundo volta aos poucos nosco mesmo e nos empurao seu ritmo normal. rar ladeira abaixo, como Mas a pergunta que fica no ar é: “ovelhas” entregues ao “matadouro”? até quando o mundo precisará acabar Tudo o que fazemos ecoa na eterpara que a humanidade desperte? nidade! Até quando vamos ver o bandido E se o “fim do mundo” foi cancelatrajado de mocinho sendo bem-su- do, parece-nos uma bela oportunicedido? dade, para refletir e fazer algo diferenAté quando os feitos do “colarinho te: “Como estamos hoje? O que quebranco” vão devastar “mundos” aqui remos para 2013? Quais são nossas e acolá, enquanto cidadãos que deve- metas e objetivos?” riam estar agindo pelo bem comum Quem sabe assim possamos então estão sentados, assistindo ao cômico lançar um feliz “Como aproveitar o no“Como aproveitar o fim do mundo”? vo mundo”, mas de uma forma produDe fato, alguém ganhou, aprovei- tiva, saudável, espiritualizada e promistou e se beneficiou com tudo isso. sora, ao invés de ficarmos sentados Foi você? de braços cruzados, esperando o próMesmo que inconscientemente, ximo “fim do mundo” chegar.

5


JORNALZEN

6

H

á alguns meses, fui convidada por Silvia Lá Mon para uma entrevista no JORNALZEN e tratar acerca dos anjos e meu trabalho literário. Depois de nosso contato, outras mídias televisivas ou impressas começaram a me procurar para novas entrevistas. Essa cadeia favorável de acontecimentos teria sido mera coincidência, egrégora espiritual ou a atuação dos anjos? Certamente Silvia responderia: “Os três!” As leis cósmicas desempenham um papel importante na vida de todas as pessoas. Pena que muitas vezes essa sutileza não é percebida no correcorre diário. Certos eventos só podem ser atribuídos a uma ocorrência movida por uma força superior, já que o universo é de certa forma estruturado por leis

MONICA BUONFIGLIO

Anjos e coincidências na atuação dos anjos. específicas. Quando enSão Thomas de Aquicontramos alguém e ela no enfatizava a possinos ajuda por meio de bilidade da união do uma conversa amiga ou anjo ao corpo físico mesmo com algum tipo nestes encontros relade troca de serviço procionados às “coincifissional, isto indica que, dências”. A palavra no plano da consciência “anjo” tem origem grecósmica, seus pensaga ângelus, que sigmentos foram deslocanifica mensageiro; asdos para sua direção. sim, os seres celestes “Semelhante atrai semelhante”, ou seja, estes m.buon@terra.com.br transmitiriam para as auras (corpos espiriencontros casuais são bons indicativos especialmente se você tuais que envolvem o corpo físico) acredita na força da espiritualidade e componentes ou informações im-

MOMENTO DE REFLEXÃO JOÃO BATISTA SCALFI

A chegada da Nova Era Muito se fala do calendário maia e do fim do mundo. Na realidade, o que eles pregavam era o fim de um ciclo, o fim de uma era. Como nos vêm informando os enviados do Mestre Jesus, através de várias mensagens, estamos em uma fase de transição. O planeta Terra está saindo do chamado Mundo de Provas e Expiação e passando para o processo de Regeneração. Os seres iluminados que dão amparo e proteção ao nosso Orbe vêm intuindo as mentes humanas para a mudança de atitude, mudança de pensamentos e sintonia, principalmente para o desapego dos bens materiais, que não nos pertencem. É chegado o momento de elevarmos nossos pensamentos para o mundo espiritual, de onde viemos e para onde vamos. O amor Divino vai muito além do que supõem seus seguidores mais lú-

cidos. As luzes sublimes abarcam todos habitantes do universo, irmanados pelo progresso de cada indivíduo. Estamos vivenciando horas difíceis e cruciais para a definição dos rumos de cada indivíduo. Não obstante, são momentos inesquecíveis para a transformação da humanidade, tanto quanto para o crescimento do bem. O que se objetiva é despertar nos humanos os sentimentos, ou seja, a modificação de pensamentos e atitudes, que fazem parte da nova etapa. E não há mais tempo para se adiarem tais transformações. O que o ser humano precisa é combater em si mesmo os germes da inferioridade, sendo os mais agravantes a arrogância e o orgulho, e voltar seus olhos para os menos favorecidos, os sofredores e famintos. A sabedoria Divina, sempre abundante em paciência, relegando ao futuro certas cobranças e acertos, vem agora exigir urgência na reforma para o bem, na

reforma íntima. Assim, aproximamo-nos do momento em que não será mais concedida à humanidade os indefiníveis adiantamentos da colheita dos efeitos de suas atitudes. Por isso, guardadas as peculiaridades de povos, nações, grupos civilizatórios e etnias, gradualmente estará sendo substituída a Misericórdia pela Justiça, na aferição de seus destinos, na intervenção direta para que se atenuem os efeitos danosos das ações humanas. E se os acontecimentos já observados são preocupantes, eles não são nada diante do que os homens poderão provocar se não houver a modificação verdadeira de seu modo de sentir e pensar. Não temos mais tempo para qualquer modalidade de fuga, ou de negligência perante os compromissos com o futuro, que já começou. Unamo-nos fortalecendo-nos, reci-

JANEIRO/2013

portantes que ajudariam a obter respostas às suas dúvidas. As pessoas, os encontros, as coincidências aparecem e desaparecem, tudo muito adequado para o aprendizado das lições necessárias. Tudo isso representa a vontade de religar com o divino, adquirir respostas e ter a certeza de que nada acontece por acaso, mas sim, que estamos envolvidos com a proteção de algo realmente superior. Existem muitas formas de pedir proteção: através da oração, atitudes positivas frente aos obstáculos ou de rituais relacionados à magia e a cabala. Como a palavra anjo está associada à palavra “gênio”, você estará sob sua influência ao usar o plano da razão e a inteligência; simples assim. Por que não dar uma força às coincidências, para que estas resultem em uma ação benéfica na sua vida? procamente, para que, devidamente reforçados e responsáveis, alcancemos a excelência e realizemos do nosso melhor pela construção do sonhado mundo novo, a começar de nós mesmos e daqueles que estão mais próximos. Aproxima-se, agora, o novo ciclo de profundas transformações por meio do qual se realizará o recenseamento dos que estão marcados pela evolução compatível com a nova humanidade e daqueles cujos defeitos ancestrais ainda dominam seu ser. Na hora derradeira, porém, os sinceros encontrarão apoio, os servos do bem serão sustentados, os que aceitarem o sacrifício dos próprios interesses mundanos encontrarão consolação. Fonte de Pesquisa: No Final da Última Hora (André Luiz Ruiz/Lucius)


JORNALZEN

JANEIRO/2013

Tesouros da Vida JULIANO SANCHES

Sem mensagens desgatadas Contra a posição de justiça ou de condenação acerca da linguagem e da expressão da existência. Apenas observação da vida, sem fórmulas prontas. Impor condições à vida social demonstra ignorância, e não sabedoria. O sabor da existência é quando as cenas do cotidiano passam e se movimentam, sem exigências de certeza ou de conclusão, em desajuste das âncoras criadas em torno da linguagem. Como na cultura grega pré-socrática, devemos viver sem elaborações indexadas ao moralismo (longe de dependências a falaciosos argumentos, que preveem determinismos à vida). A rota, sim, momentânea e assumidamente hedonista, deve se conceber como recusa à culpa, ao pecado, à forma. Não há comprovação nem verdade. A potência de vida que deve ser buscada é a arte, enquanto contato com a tragédia, aquilo que está em condição de ruptura, que se permite ser desconstruído e posto em falência a todo o momento, com a busca da instauração de outras sensações. Fugas de sentidos. Forças que permitam criar o outro. Fazimento da diferença. O chamado acerto (ou certeza), construído socialmente, se apresenta como homogêneo e se legitima pela vã premissa de segurança. Por isso, os argumentos considerados imutáveis, baseados em concepções de estruturas, devem ser postos em falência. O mutável, pela

condição de precariedade iminente, deve ser protagonizado. Nota-se, com pesar, que o erro é lamentavelmente normatizado e legislado por valores moralistas. Sob um ângulo de contraponto, torna-se legítimo designar o “erro artístico” como o estatuto de criação, por excelência. É preciso ver a fuga à falsa perfeição como uma configuração sine qua non da permissão. De posse de novas proliferações, institui-se, claro que de modo volátil e precário, uma atitude de instauração de novas potências. A vida, para ter prazer, precisa de deslocamentos de qualquer premissa previsível e estável. Se escrever, pintar, desenhar, tocar instrumentos são questões que relutam à condição de obrigação, cabe, em homenagem à premissa out que mais se destaque, encaminhar-se rumo à busca de focos de existência (com forças de expressão, devaneios, loucuras de um tempo que não se permite ser indexado ao cotidiano), como apostas na transgressão do comum. Não cabe, claro, negar aquilo que as insistências da arte impingem de mais potente e visceral. O diálogo com grupos novos, que estão com uma proposta em fuga às visões mais requisitadas de modelo civilizatório, pode validar nossas dinâmicas de relacionamento a partir da arte, compreendida como um todo. Juliano Sanches é jornalista e palestrante

DMP (Deep Memory Process) ou Processo de Memória Profunda Pioneiro da psicologia trando no cerne dos blotranspessoal, Roger Woolqueios emocionais e transger integrou as terapias formando as crenças limitajunguiana, regressiva, doras. Ao final do processo, Gestalt, psicodrama, psia nova conscientização alcoterapia ericksoriana, recançada é integrada à vida nascimento e reichiana, atual do cliente. Trata ansiedades e fobias, chegando à sua própria estresse, depressão, trautécnica terapêutica, transma, sentimentos bloqueaformando corpo, mente, Marly Henriquez dos, vícios, fases de transiemoções e espírito, enAdaime ção (divórcio, solidão, paterquanto outras terapias banidade, maternidade, perda, seiam-se principalmente morte, envelhecimentos), questões feno nível mental. A terapia DMP propicia um inten- mininas/masculinas (comunicação e so reexperienciar de cenas de “vi- intimidade), sensação de falta de sentidas passadas”, de forma consciente do e crescimento espiritual. Por seu potencial curativo e transe no corpo, com liberação emocional e uma profunda percepção de formador, a cura de muitas vidas pasenergias sutis, jornadas a espaços sadas de sofrimento pode ocorrer em intermediários além da morte, con- apenas algumas sessões. Há uma percepção de como repetatos com níveis espirituais arquetípicos e com manifestações mais ele- timos atitudes, padrões e reações davadas do self transpessoal. quelas vidas na vida de hoje e um alíA DMP ajuda a dissolver dores, vio ao final, sabendo que podemos nos tensões e padrões crônicos, pene- liberar desta carga pela terapia DMP.

7


JORNALZEN

8

JANEIRO/2013

INFORME PUBLICITÁRIO

TREZE ANOS DE MANHÃS NOSTÁLGICAS Reapresentação do clássico Casablanca marcou a 65ª edição do evento promovido pela Lui Cinematográfica em Indaiatuba Os 13 anos de realização das Manhãs Nostálgicas foram comemorados no último dia 15 de dezembro com diversas atrações nos Cinemas Multiplex Topázio, em Indaiatuba. A 65ª edição do evento promovido periodicamente nas manhãs de sábado pela Lui Cinematográfica foi aberta com o tradicional café da manhã no hall dos cinemas.

A parte musical, na sala 1, teve início com o Duo Zani e Dutra, formado por Luís Fernando no violino e Maria Luiza no teclado. Eles executaram temas de filmes e clássicos natalinos, ilustrados com comentários sobre os mesmos. Na sequência, o público foi brindado com a participação especial da cantora Márcia Ávila com o professor Celso “Magnus” Bertozzi, dupla esta que na quarta edição da Manhã Nostálgica, em 28 de outubro

de 2000, apresentou pela primeira vez show ao vivo nesse tradicional evento, juntamente com a exibição do filme Casablanca. A ocasião comemorativa contou com a presença de Luiz Roberto da Costa Júnior, autor do livro Casablanca – Política, História e Semiótica no Cinema. Bacharel em Comunicação Social pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) e em Ciências Sociais, além de

mestre em Ciência Política pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ele falou sobre a obra e a autografou aos interessados em adquiri-la. A 65ª Manhã Nostálgica foi encerrada com a reapresentação de Casablanca, com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, em comemoração aos 70 anos desse clássico do cinema. Fotos: Silvia Lá Mon

Celso “Magnus” Bertozzi se apresenta com Márcia Ávila: participações especiais

Luiz Roberto (à direita): livro sobre o filme Casablanca

Plateia lotou sala dos Cinemas Topázio na 65ª Manhã Nostálgica: público cativo

Maria Luiza e Luís Fernando, do Duo Zani e Dutra: clássicos

Zuleika e Paulo Lui, dos Cinemas Topázio


JANEIRO/2013

MANDALA PARA PINTAR

JORNALZEN

- OZENI LUCAS -

9

Recanto do Poeta Parabéns, JORNALZEN Champanhe a borbulhar e a transbordar, no leve tilintar de taças no ar. JORNALZEN entre abraços, mui contente, comemorando a data realmente. Os repetidos fogos a estourar, um deslumbre no céu veio mostrar. JORNALZEN a triunfar sua expansão, virtude em servir com precisão. Sempre abraçando com garra a verdade, tão somente energia, honestidade, terás sucesso cada vez maior. Ele irmana respeito a um bem melhor. Neste dia, onde marca o calendário, que emoção. Hoje é o seu aniversário! Geni Fuzato Dagnoni

Sussurros d’amor MORRE SÍLVIA BELLUCCI A médica Sílvia Bellucci, fundadora do Centro Corsini e referência mundial em pesquisa sobre a aids, morreu no último dia 30 em decorrência de um câncer. Fundado por Sílvia, o Centro de Controle e Investigação Imunológica Dr. Antonio Carlos Corsini, sediado em Campinas, tem 7 mil usuários cadastrados e realiza cerca de 11 mil atendimentos por ano. Sílvia Bellucci tinha 63 anos. Em fevereiro de 2007, foi entrevistada de capa do JORNALZEN.

Refrigera-me como brisa leve em dia quente... Aquieta-me feito o acalento de um abraço terno... Suspira-me, envolta pelos braços teus, Certa de que o tempo nos testemunha... Aos beijos pelo olhar intenso, Aos olhares pelo pensamento fixo... Aos pensamentos sonhados e ‘vividos’... À vida que ainda não veio... Ou que o tempo resolveu guardar... Para tempos que em outrora.. Chegarão a arrebatar... Arrebatar-me de amor, Para as dores, suplantar... Refazendo o que restou... Restaurando o que quebrou... Envolvendo, o envolvente... Em sussurros cheios d’amor! Juliana Perna


JORNALZEN

10

JANEIRO/2013

INFORME PUBLICITÁRIO

ANTROPOSOFIA HOJE

CULTURA DE LETRAS

Tecnologia sem tecnocracia

A mulher do meu quintal (final)

Enquanto outrora os homens olhavam para os céus e percebiam a presença divina nos astros ou nas intempéries da natureza, hoje os olhos humanos se fixam em inúmeros dispositivos eletrônicos que roubam o tempo que lhes restava para orar e louvar. Da mesma forma a medicina moderna elevou o destino do ser humano contemporâneo às mãos da tecnologia. Não há mais esperança que venha das preces pura e simplesmente. No século 21 a esperança está nos super hiper tecnológicos aparelhos ou tecnologias investigativas e terapêuticas. É mais fácil encontrar alguém com esperança que a última tecnologia irá salvá-lo do que encontrar um sujeito fervoroso crendo que sua cura virá das mãos de Deus. Não quero com isso menosprezar a utilidade, a eficácia e a eficiência da tecnologia na medicina. Isto é inegável. Fato comprovável pelo aumento na expectativa média de vida, nas, cada vez menores, taxas de mortalidade infantil e no aumento da sobrevida dos tratamentos oncológicos, entre outros. Mas o que está acontecendo? Enquanto pequenas igrejas viraram grandes negócios e a tecnologia se tornou a grande esperança, o ser humano está perdendo sua capacidade de olhar e enxergar ao Deus que nos circunda na nossa própria natureza. Está havendo um afastamento caden-

cial do ser humano de Deus. E a tecnologia parece ser o grande responsável por isso. Portanto provavelmente passaremos a ser cada vez mais escravos da doença e da própria tecnologia. Quando era criança, cheguei a ver o Jô Soares 40 quilos mais magro, mas hoje raramente alguém se dispõe a emagrecer tudo isso sem a famosa cirurgia bariátrica que te corta as entranhas para ter um resultado mais... A medicina antroposófica definitivamente joga no outro time. Não se intitula medicina alternativa posto que se propõe apenas a ampliar a função curativa já existente na alopatia. E complementa aquilo que a alopatia normalmente não se atem. Em sua prática, direciona-se a interpretar as causas da doença na biografia do indivíduo, tanto quanto nos sutis desequilíbrios de sua existência espiritual. A prática da medicina antroposófica não se exime do uso das mais modernas tecnologias, mas reserva ainda um elevado valor ao que um olhar e um aperto de mãos entre o médico e seu paciente pode diagnosticar. Este é um sinal dos tempos. Temos que resgatar urgentemente um pouco daquela medicina intuitiva que só os médicos da primeira metade do século 20 ainda praticavam. Este papo me lembra do argentino Che Guevara: “hay que endurecer, pero sin perder la ternura” ayrtondaniel@globalmedic.com.br

ARUÂNGUA - mceu.idt@terra.com.br

C

om o passar do tempo, ela e Arnaldo dividiam não só o quintal, mas também seu gosto pela natureza e pelas flores. Arnaldo que era fotógrafo passou a expor as fotografias que fazia das espécies que achava no quintal. Eram muito elogiadas e comentadas na pequena cidade onde viviam. Felícia voltou a frequentar a vitrine de Arnaldo, desta vez pelo lado de dentro, arrumando as fotos e dando destaque às que mais gostava. Arnaldo dava dinheiro a Elizete para que comprasse tecidos e oferecesse a Felícia como se fosse oferta dela. Uma tarde Arnaldo fotografava as orquídeas do quintal quando reparou nos traços oblongos de Felícia e passou a fotografá-la. Ela a princípio intimidada passou a sentir-se bela e expunha-se com prazer para a câmera dele. Ele estava fascinado pelos belíssimos olhos negros dela que tantas vezes vira através da transparência vítrea da vitrine da loja. Não se cansava de fotografá-la. Aprendia a conhecê-la através das fotografias. Era a alma dela que ele via nas fotografias e cada vez gostava mais dela e do que os seus olhos lhe diziam. Mal falavam. Mas gostavam imenso da companhia um do outro. As sextas-feiras eram muito mais alegres, os amigos de Arnaldo passaram até a sugerir o cardápio ao que Felícia atendia com o maior capricho. As serestas agora tinham até uma voz feminina quando solicitada. Felícia fazia arranjos de mesa com restos de vegetais secos e vendia numa feirinha de artesanato na Praça da Igreja Matriz. Era disso que vivia. Arnaldo passou a frequentar a feira para fazer-lhe companhia.

Com o tempo soube que ela era órfã e fora criada por um irmão que morrera atropelado. O antigo companheiro não era marido, fora sócio do irmão numa loja e oficina de bicicletas. Felícia começara a faculdade de psicologia e não tinha ido muito adiante após a morte do irmão. Um dia Arnaldo levou Felícia para dentro de casa para reformar o quartinho dos fundos. Transformou-o numa pequena suíte, com um balcão-cozinha e um pequeno ateliê. Lá Felícia podia trabalhar melhor, com mais luz e qualidade. A frente do ateliê com janelas imensas deixava que ele a visse trabalhando quando ia beber água à cozinha, durante o dia. Durante toda a reforma Felícia dormiu com Arnaldo na cama larga de casal onde ele sempre dormira sozinho. Eram felizes. Uma felicidade serena. Ele passava o dia sonhando com o momento de ter a mulher do seu quintal nos braços. Quando acabou a reforma, Arnaldo passou um bom tempo ajudando-a a pintar as instalações e a arrumar os armários novos e organizar o ateliê. Então, acabavam os dois na cama imensa e nova de Felícia. Foi assim que o solitário Arnaldo se tornou o homem mais sortudo das redondezas. Nunca ninguém o tinha visto assim tão disposto e sempre de sorriso nos lábios. Ele dizia aos seus antigos companheiros que não trocaria por mulher nenhuma, por mais linda que fosse a mulher do seu quintal. Felícia sorria deliciada com o que lhe diziam e mentalmente repetia: - Assim, seja! Assim, seja! Era assim que viviam quando um dia os visitei naquele quintal sobranceiro.


JORNALZEN

JANEIRO/2013

Pensamentos de

Padre Haroldo Espiritualidade Num jogo de futebol as formigas estavam perdendo. Quando a centopeia afinal colocou todos os seu sapatos no pés e entou com eles, ganharam facilmente. Vamos andando juntos para a vitória. Neste ano novo continuamos nosso apostolado em Cristo Jesus, nascido da virgem Maria no Natal. Tal vida é uma vida de espiritualidade. Na cruz, 33 anos depois, Jesus espirou o seu Espírito, que está dirigindo nossa vida com amor. Sempre lembramos que toda a vida é amor. Jesus em uma frase explicou espiritualidade: “Amarás a Deus com todo o seu coração e todo o seu espírito e todo o seu ser e ao seu próximo como a ti mesmo”. Há vários tipos de amor: paternal, filial e Eros. Nós praticamos Amor Exigente. No mês de dezembro, especialmente, praticamos “amor” correto por causa de Natal; em novembro, vivemos “exigente”, que quer dizer: “Se quiser me seguir, leva a cruz e siga-me”. No Velho Testamento existem 500 leis. No Novo Testamento existem dez leis. Cristo Jesus nos deu uma lei que é

dupla: “Amor para Deus e para o nosso irmão”. Para entender a verdade é necessário prestar atenção e observar. Um discípulo ficou com o seu mestre por dez anos. Pensou que aprendera tudo e saiu para ensinar a verdade aos seus amigos. Certo dia voltou para visitar o mestre. Era um dia chuvoso. Foi de sapatos e com guarda-chuva. Quando entrou, o mestre lhe perguntou: “Você deixou lá fora os seus sapatos? Diga-me agora se você os deixou à esquerda ou à direita do seu guarda-chuva”. O discípulo ficou confuso e sem resposta. Percebeu que não fora capaz de praticar uma atenção consciente. Decidiu passar outro dez anos com o mestre até que conseguisse esta atenção consciente. Para praticar amor que é a essência de espiritualidade temos que prestar muito atenção sobre tudo a Deus e ao nosso irmão.

11

Generosidade Que generosidade faz bem, isso é parte do conhecimento da humanidade. Todas as filosofias e religiões que conheço expressam esse conceito de uma forma ou de outra. A máxima “Amar ao próximo como a si mesmo” está mais próxima na nossa realidade ocidental. Mas o que é ser generoso? Seria fazer tudo o que o outro deseja? Seria amar ao próximo incondicionalmente? Penso que a generosidade é permitir ao outro crescer como ser humano, evoluir, tornar-se melhor. Assim, se tenho um filho que utiliza drogas, ser generoso com ele implica em ajudá-lo a sair das drogas e vencer o vício. Para ser generoso com esse filho drogado, poderia tomar várias atitudes que se somam: 1 - Participar de um grupo que orienta as famílias dos drogados; 2 - Ser intransigente quanto ao uso de drogas; 3 - Dificultar o acesso às dro-

gas, inclusive com restrições financeiras; 4 - Tomar atitudes duras, porém corretas, se necessário for. Portanto, a generosidaClélio Berti de não é acei- Diretor da Unidade Flamboyant da tar tudo incon- Universidade de Yôga (Uni-Yôga) dicionalmente, mas sim adotar uma postura de ajudar o outro a crescer. Às vezes, para sermos generosos, precisamos ser duros. Nesse contexto, amar ao próximo é ajudá-lo a ser livre, a transcender. Se a minha generosidade ou o meu amor reforça estados deploráveis de consciência, então não é amor, não é generosidade e sim neurose. Devemos nos esforçar para distinguir generosidade de subserviência. No mais, seja brando com as pessoas e a natureza ser-lhe-á abundante.

Haroldo Joseph Rahm é fundador da Instituição Padre Haroldo, em Campinas. hrahmsj@yahoo.com

INFORME PUBLICITÁRIO

A Magia da Transformação Raquel Kussama

A

no novo, vida nova. Passou o susto do fim do mundo e agora todos com novas energias para começar o que nunca acabou, mas com a certeza de que a nova era está presente. São mudanças significativas, em que as pessoas têm novo posicionamento de vida. A postura do ser humano, agora, é diferenciada. O bem tem lugar de honra. Ter a competência emocional será fundamental, pois os novos desafios serão enormes diante do aumento da competitividade, das estruturas empresariais e das políticas inesperadas. O cenário é interessante e ao líder empresarial cabe a missão de estar atento aos movimentos das necessidades dos profissionais e à estrutura organizacional, ambos alinhados às expectativas das pessoas dentro e fora da empresa, ou seja, os funcionários, os prestadores de serviços, os fornecedores, os consumidores e clientes que precisam fazer parte de um mesmo universo, assim, a cadeia produtiva

une esforços para criar, recriar, enfim desenvolver formatações diferenciadas. E desta maneira, um mundo solidário e de interesses transparentes será criado. Esta transparência é a mudança na relação de poder, onde o lucro passa a ser visto como algo positivo, e se estende tanto à empresa quanto ao profissional. É aceitar que este lucro gera novas pesquisas e produtos à empresa, e gera felicidade ao funcionário, já que o trabalho passa a fazer parte de sua vida, assim como a família, os amigos, a interação social (com as pessoas carentes). A combinação de pensamento e ação reflete no resultado do produto final. A entrega de todo e qualquer tipo de serviço, produto, comércio, é resultante do processo de integração dos pontos da cadeia produtiva. A união dos elos é realizada pela parceria de negócio, do respeito ao negócio do outro. Então como pôr em prática este conceito? O extraordinário em deixar a revelação da essência fluir é quando há permissão para a força do pensamento ser a capacidade do olhar profundo pelo lado positivo. É deixar de ser ilha para integrar e interagir

através da comunicação entre as partes, pela expressão da necessidade sem medo de ouvir não, mas entendendo que todos podem fazer mais pelo outro, quando o outro disser o que necessita. Produtos e serviços podem ser melhorados pela comunhão de ideias que traz ao consciente o desejo oculto. A iluminação vem pela sinceridade, do deixar de lado a ganância, do querer aprender, reconhecendo as potencialidades visíveis e invisíveis de cada um. É evidenciar a autenticidade do processo único a cada empresa, tendo o cuidado para o excesso estar ausente. Muitas vezes é necessário “esvaziar a xícara” para que o processo de reconstrução seja realizado: pensar, planejar, estar

centrado na missão, nos valores da empresa, traz a possibilidade de isentar-se do ego e abrir a consciência, com coerência entre razão e emoção. É preciso manter o foco do próprio negócio e ter parceiros que complementem a empresa para que o sucesso seja o resultado de todos os envolvidos. É a soma de pessoas felizes que traz o sucesso das empresas. O consumidor final é você mesmo. Na cadeia produtiva temos que produzir para que possamos consumir. Então, nada melhor do que fazê-la com respeito, qualidade e amor acima de tudo. Que 2013 seja o seu ano! Muitas realizações e conquistas.

Raquel Kussama é consultora do NJE Ciesp-Indaiatuba, coordenadora do Grupo de Agronegócio do Ciesp-Campinas e membro do Comitê Técnico Científico do CRIARH - Recife. Graduada em Serviço Social, com especialização em Recursos Humanos e cursos em Antropologia e Desenvolvimento Organizacional. Atua há mais de 20 anos na área de RH e estratégias empresariais atendendo empresas nacionais e multinacionais de pequeno, médio e grande porte na aplicação do conceito de Estratégias de Pessoas & Negócios e implantação de processos e ferramentas de RH. Premiada pela Certificação em Gestão de Pessoas pela Fiesp em 2004. Diretora da Lexdus. Revisão: Sheila Rizzi


JORNALZEN

12

Líricas Bulhufas MARCELO SGUASSÁBIA

Autossuficiência Ele mantém sua própria horta e um pomar variado, com galhos que vergam ao peso dos frutos. Segue à risca a recomendação nutricional de consumir frutas, verduras e legumes crus, para extrair o máximo de suas vitaminas, proteínas, fibras e sais minerais. Por só comer alimentos in natura, não precisa de gás de cozinha. A água quente para os banhos de inverno é providenciada com um ou outro toco de lenha e uma caixa de fósforos (que dura décadas, tão poucos são os dias frios). A horta e o pomar são adubados com o seu excremento, o que a muitos pode parecer uma indireta e bucólica forma de autofagia. Faz uma hora e meia por dia de bicicleta ergométrica, ligada a um acumulador de energia. A força gerada pelas pedaladas produz eletricidade mais do que suficiente para que funcionem luzes, chuveiro e eletrodomésticos da casa. O ganho de saúde com a bicicleta mantém sua boa disposição e o livra de idas ao médico, mensalidades de planos de saúde e despesas com remédios. Uma nascente de água quase na divisa da propriedade supre suas necessidades potáveis e movimenta um monjolo que faz fubá, em tempos de milho, e farinha, quando é época de mandioca. Não tem carro, porque a rigor não é requisitado em lugar algum, sob hipótese nenhuma, já que não depende de ninguém e ninguém dá pela sua falta. O Imposto Territorial Rural, de valor ínfimo, é pago anualmente com o excedente do fubá e da farinha de mandioca, vendido aos vizi-

nhos. É a única ocasião em que suja as mãos pegando em dinheiro. Mas logo livra-se dele na boca do caixa, ao recolher o tributo. Entretanto, não é um ermitão das cavernas: tem computador e passa boa parte do tempo, entre as cruas refeições, conectado à internet através de sinal roubado de outro sitiante. Escreve mas não imprime, para não precisar de papel. Recita preces à Nossa Senhora e tem domicílio eleitoral em outra cidade, para poder justificar ao invés de votar. Voto, só de castidade. Do qual não se queixa, mas que, se fosse o caso, poderia resolver a questão solitariamente com a vasta oferta on-line. Na safra de manga, ao menos três caminhões médios abarrotados de fruta são permutados por algumas demãos de tinta nos beirais e calhas da casa. De forma que conserva sempre em bom estado a rústica vivenda de tijolo à vista, tão vistosa que já rendeu a ele generosas ofertas de compra e de casamento. A todas recusa, solenemente. A quem insiste, argumenta que se basta com sua ótima companhia. Quando chegar a sua hora, não quer macular seu currículo e precisar recorrer, finalmente, a alguém. Para isso, providenciou um alçapão bem ao lado da cama, para que possa se jogar no buraco cavado abaixo do assoalho assim que perceber que o coração está prestes a dar sua última batida. Qualquer cagada no circuito autossustentável acima descrito é muitíssimo bem aproveitada, pois serve de adubo extra para a horta e o pomar citados na primeira linha. Marcelo Sguassábia é redator publicitário

Promessas de Ano Novo Ano novo, vida nova! Quantas promessas fazemos no começo do ano e quantas de fato realizamos? Prometer é fácil, trabalhoso é fazer mudanças efetivas: o regime que nunca começamos; os vícios difíceis de abandonarmos; a terapia que deixamos pra depois do carnaval; o curso que prometemos fazer depois de reformar a casa; a reforma que nunca acontece. Sem falarmos nas promessas de mudança interior: de que seremos melhores; brigaremos menos e amaremos mais. Janeiro é um mês de promessas. Após o carnaval, continuamos nossas vidas, não temos mais tempo, a rotina volta ao normal, deixamos para depois da Páscoa, quem sabe no segundo semestre. Tornamo-nos escravos das nossas desculpas e as repetimos continuamente querendo convencer os outros e a nós mesmos.

JANEIRO/2013

O que de fato acontece é que gostamos de prometer, mas temos dificuldades em cumprir e realizar. Fazer mudanças exige toMárcio Assumpção marmos cons- Professor de ioga e diretor ciência da rea- do Instituto de Yogaterapia lidade. Não é preciso esperar o Ano Novo para fazermos essas mudanças. Elas acontecem no momento em que decidimos fazê-las. É aqui e agora. Quando fazemos muitas promessas também gostamos de sermos iludidos com as promessas dos outros. É uma forma fácil de “enganar” nosso psiquismo e fazer parecer que tudo será melhor no futuro e assim nos esquecemos de que o futuro depende das ações do presente. Mãos à obra, é começo de ano, um feliz ano novo depende de cada um de nós, renove suas ações e colha uma verdadeira Renovação.

2013: um novo começo Não bastasse a habitual pressão interna quanto ao fim do ano, o mês passado incluiu a pressão de estar beirando um fim maior. Mas não é o final das coisas que eu vou abordar: quero falar de inícios verdadeiros. Para muitas pessoas, janeiro é o momento de re-listar, para resolver, aquilo que vem sendo adiado há anos: apareceu tantas vezes, até foram feitas tentativas de resolvê-lo... mas, por que será então que, como um fantasma, ele torna a incomodar? Contrariando a pretensa autossuficiência, Maya Angelou escreveu: uma pessoa nua não pode lhe oferecer uma camisa. Isso vale para ambos os lados, certas mudanças requerem a ajuda de outros e é preciso aceitarmos esse fato. Em algum momento da vida, sentimos que a chama interna se apagou. Mas ela é reacesa no encontro com outro humano. Sair da ilusão de suficiência e aceitar auxílio, já é um novo começo:

é um reposicionamento esperançoso de alguém que não precisa tentar fazer a jornada soliMiguel Antonio tário e pode de Mello Silva caminhar junPsicólogo (CRP 06/37737-2) to, com a ajuda de outro. A ajuda psicanalítica, contrário de conter uma relação negativamente dependente, é um processo que enseja sinceridade e reunião de força de vontade, suficientes para tornar alguém verdadeiramente independente. E isso acontece baseado em uma confiança que se desenvolve ao tempo certo. Nesse sentido, contabilizar os fracassos, buscar ajuda psicanalítica e experimentar como é bom poder confiar em alguém, representa começar um processo de amadurecimento pessoal maior que nunca terá fim.

CONTATO: (19) 3213-4716 / 3213-6679 ou psicmello@gmail.com


JANEIRO/2013

JORNALZEN

INDICADOR TERAPÊUTICO

13


JORNALZEN

14

Viva Bem elianamattos@uol.com.br

BATE-PAPO

N

o início de 2012 pedi aqui em casa uma comida chinesa e dentro do biscoito da sorte veio uma frase que o ano inteiro quis escrever sobre ela: “um inimigo declarado é perigoso, mas um falso amigo é pior”. Não que houvesse um motivo particular para eu escrever sobre isso. Mas é uma frase que encerra muitas verdades. Isso porque realmente “quem vê cara não vê coração”, como diz o velho ditado. A falsidade sempre existiu desde que o mundo é mundo. Mas não sei se você vai concordar, hoje em dia parece que as coisas pioraram um pouco mais. Há muitas disputas por qualquer coisa. As pessoas almejam cargos que não têm capacidade para ocupar; namorados(as) que estão com outras pessoas e que nem sabem que aquelas existem; posições sociais inacreditavelmente altas para aquele poder econômico. Mas mesmo assim elas querem porque querem, e acabam usando de todas as armas para conseguir seus intentos. Disse outro dia para uma amiga, que quando você vê uma novela, em que um casal está apaixonado e tudo é cor-de-rosa, você acredita piamente naquela situação. Aquilo pode acontecer na vida real. Pode acontecer na sua vida. Porém, quando você vê um personagem armando situações para derrubar o outro, por meios tão escabrosos que não dá para crer em tanta maldade, você diz que aquilo é novela. Como se fosse apenas uma cena saída da cabeça do escritor. O duro é que aquelas cenas tão absurdas, existem na vida real e o autor da novela se inspirou nelas para escrever o folhetim. O que fazer para se prevenir? Acho que apenas “orar e vigiar” como responderia Jesus a essa pergunta tão difícil. E é “orando e vigiando” que eu desejo para você um 2013 iluminado. Que seja realmente um novo e bom ano. Beijos!

Aproveite o sol Claro que sol não é problema para nós, que vivemos em uma região que praticamente tem o astro-rei o ano todo. Mas esta época é aquela em que a maioria das pessoas viaja de férias ou curte uma boa piscina. Não custa então hidratar mais o corpo, principalmente logo após o banho de sol, uma vez que a pele fica mais seca e grossa. E se você não quer descascar, hidrate o corpo no mínimo duas vezes ao dia. Também se dê uma ajudazinha extra

para conseguir aquela cor tão desesejada ingerindo algumas semanas antes de pegar sol cápsulas de betacaroteno ou incremente sua lista de compras aumentando o consumo de cenoura, beterraba, abóbora, etc. Todas são fonte dessa vitamina que vai reforçar a coloração da pele. E é claro que não vou repetir aqui sobre os horários que você deve fugir do sol. Com certeza, você já sabe de cor!

JANEIRO/2013

Cuidado com o início dos exercícios físicos A gente bem sabe que a combinação de dieta alimentar e exercícios físicos é a fórmula para emagrecer bem e rápido. Porém, ninguém deve começar a fazer exercícios a todo vapor e sem orientação. Primeiro porque qualquer organismo precisa de tempo para se adaptar a uma atividade física. Do contrário, você vai ter problemas na certa. Depois porque você precisa de uma avaliação física, para descobrir quanto

exercício seu corpo precisa e qual é o mais indicado para seu caso, não deixando de observar sua idade, sedentarismo, do que você gosta ou não de fazer em termos de atividades físicas. E se você já passou dos 50 e nunca fez exercícios, opte pela caminhada, hidroginástica ou pela musculação. Tudo sem exagerar, evidentemente. Nada de tentar compensar agora tudo o que você não fez antes.

Todo início de ano gosto de dar receitas com sobras de panetone ou outros ingredientes típicos das festas natalinas. Geralmente a gente ganha mais de um panetone, além daquelas maravilhosas promoções que os supermercados fazem para acabar com o estoque. Desta vez escolhi estas duas receitas para nosso Forno & Fogão. Experimente e depois nos conte se gostou.

FORNO & FOGÃO Pudim de panetone Ingredientes: 1 panetone (500 g) tradicional cortado em cubos 1 litro de leite morno 3 ovos 1 xícara (chá) de açúcar 3 colheres (sopa) de margarina derretida 2 colheres (sopa) de essência de baunilha 1 colher (chá) de canela em pó 4 maçãs pequenas picadas (opcional)

Zuccoto de Natal Ingredientes: 1 panetone de 500 g (tradicional) 3 colheres (sopa) de conhaque 3 colheres (sopa) de rum 100 g de ameixa preta sem caroço 1 garrafinha pequena de creme de leite fresco 1 xícara (chá) de açúcar 100 g de chocolate meio-amargo derretido e frio 1 xícara (chá) de nozes moídas Modo de fazer: Corte o panetone em fatias de 1 centímetro e depois faça tiras dessas fatias. Numa vasilha, misture o conhaque e o rum e respingue sobre as tiras de panetone. Forre o fundo e os lados de uma forma que solte o

Modo de fazer: Preaqueça o forno a 180º C. Unte uma assadeira de mais ou menos 34 x 22 x 6 centímetros. Em uma tigela grande coloque o panetone picado e o leite e deixe absorvendo por 10 minutos. Em outra tigela, misture os ingredientes restantes e misture bem. Adicione ao panetone com leite e misture. Coloque na assadeira untada e asse por aproximadamente uma hora ou até que o centro esteja firme e o pudim dourado. (esta receita não deixa de ser de um pudim de pão, só que com panetone)

fundo (25 cm de diâmetro mais ou menos), com as tiras de panetone. Reserve as tiras que sobrarem. Coloque as ameixas numa panela com uma xícara (chá) de água e cozinhe em fogo baixo até ficarem macias. Deixe esfriar e bata no liquidificador com a água, até obter um purê. Bata metade do creme de leite na batedeira até ter consistência de chantilly e acrescente metade do açúcar. Depois de pronto adicione delicadamente o purê de ameixas. Despeje na forma já preparada com as tiras de panetone e por cima distribua as tiras que sobraram e leve à geladeira. Misture o chocolate derretido, o creme de leite e o açúcar restantes e as nozes moídas. Despeje na forma e volte para a geladeira por mais duas horas. Retire o aro da forma e coloque num prato bonito e decore com nozes ou o que sua criatividade quiser.


JANEIRO/2013

2013: ano 6 ARTIGO Joäo Martins

C

ada ano tem o seu conjunto de influências, oportunidades e obstáculos. Vivemos a nossa vida em ciclos de nove anos, incorporando os princípios universais dos números de 1 a 9 e, estes ciclos podem ser comparados com os ciclos de uma plantação. Ao terminar o nono ciclo, começamos novamente do 1 e progredimos mais uma vez através da energia dos nove números. Estes ciclos de nove proporcionam a oportunidade de renovar, crescer e recriar novas realidades e padrão de vida. Se soubermos o que esperar de cada ciclo, viveremos em harmonia com sua vibração específica e tornaremos nossa vida mais fácil, mais alegre e mais produtiva. O ano 1, vivido em 2008, foi um ano de criatividade e confiança. O primeiro ano de um ciclo é o ano da criatividade, da semeadura das sementes, da abertura de nova oportunidade com autoconfiança. O renovo foi semeado, mas ainda não irrompeu da terra. O frio intenso está apenas se dissipando no começo da primavera. Em 2009, um ano 2, a cooperação e o equilíbrio foram as energias reinantes. No segundo ano, a semente precisa da ajuda e da interação de outros – do sol, do solo e da água. Formamos novos laços, alianças e redes de apoio. A terra se aquece. Em 2010, no ano 3, tivemos um tempo de expressão e sensibilidade. No terceiro ano, a semente irrompe da terra para expor-se ao sol; isso significa um tempo de visibilidade e crescimento cauteloso. Ampliam-se os nossos horizontes; vemos e experimentamos mais. Estamos agora no fim da primavera, do ciclo de nove anos. O ano 4, vivido em 2011, nos ofereceu um tempo de estabilidade e processo. No quarto ano, o broto cresce, engrossa e se fortalece, estendendo as raízes mais profundamente no chão. É o momento de firmar a estabilidade; fase crítica, tempo que não é de nos exibirmos, senão de nos certificarmos de que nossas raízes são fortes. O verão já está ali na esquina. Já no ano 5, concluído em 2012 tivemos um tempo de liberdade e disciplina. No quinto ano do ciclo, as árvores principiam a florescer e a atrair outra vida – pássaros, abelhas e criaturas da floresta. Assim mesmo, se nosso trabalho foi bem executado, se o solo é rico, se fizemos bom uso dos primeiros quatro anos graças à nossa labuta, este é o momento da oportunidade, de muitas opções e escolhas. O pomar oferece os primeiros frutos. É um momento de celebração. O verão está aqui. O ano 6, cuja energia estará a nossa disposição durante todo o ano de 2013, oferece um tempo de visão e aceitação. No sexto ano vem um tempo

JORNALZEN de devolver, de partilhar a colheita com quantos comem do fruto da árvore, de desabafar, com um sentido de obrigação e alta visão, repartindo nossa boa fortuna. É um tempo de generosidade e abundância, mas também um tempo de aceitar e apreciar o quadro maior do que foi, do que será e do que se situa mais além. É o fim do verão. Este é um ano em que a comunidade, a família, o lar e os relacionamentos afetivos ocupam o foco de sua atenção. Transforme-os no “centro de sua vida” e preste atenção às suas responsabilidades com relação a todos esses assuntos. No nível físico, pode acontecer uma mudança de residência ou uma reforma onde você mora, com o intuito de tornála mais confortável. Procure estabelecer um ritmo harmônico em sua vida. Evite precipitações e correrias, arrume tempo para os que ama e para cuidar dos seus deveres para bem atendê-los. Procure passar boa parte de seu tempo em casa. Este pode ser um bom período para passar os finais de semana com a família, os amigos e para participar de clubes e associações, cumprindo um papel social. Ajuste suas diferenças com quem quer que seja, resolva os problemas pendentes, aconselhe, guie e dê assistência quando necessário. Ache tempo para ser dedicado e atencioso para os assuntos daqueles que o procuram. Este é um período propício para aqueles que pensam em tratar de assuntos de casamento – para se casar ou para melhorar seu relacionamento já existente. Invista em uma relação duradoura, aprofundando os laços já existentes, sanando dificuldades, tendo atitudes despojadas e significativas para os dois. Como esse tema está em destaque, pode simbolizar a melhora do relacionamento, mas também pode trazer a finalização de um processo, caso o relacionamento já esteja ruim. O sucesso e a felicidade desde ano estarão extremamente ligados a uma dedicação altruísta à família e à comunidade. A armadilha a ser evitada consiste em não esperar demasiadamente dos outros. Vá e faça o que tem que ser feito você mesmo. A compreensão dos ciclos traz nova apreciação, nova paciência e nova sabedoria às oportunidades e problemas mutáveis na sua situação de vida atual. Utilize cada ano para a sua própria finalidade; se você construir com base na energia de cada ano, estará assegurando a colheita mais rica possível. Os que plantam na primavera, cooperando com os outros, superando dúvidas e fazendo o melhor uso de cada ano do ciclo, conhecem a colheita mais plena. Depois, quando chega o momento de deixar que se vá o passado, nós nos preparamos para o novo ciclo que virá. Fonte: Um novo sistema de numerologia (Millman) Joäo Martins é estudioso da numerologia para o autoconhecimento seusnumeros@terra.com.b

15

BEM NUTRIR

Dieta ortomolecular na cura da depressão ARTIGO Sylvana Braga

D

epressão é uma doença psicossomática de natureza afetiva que pode ser desencadeada por diversos fatores, como o uso de certos tipos de medicação, doenças neurológicas, cardiovasculares, oscilações hormonais e principalmente por fatores genéticos. Pode ser diagnosticada pela presença de sintomas como insônia, falta de apetite, problemas de concentração, solidão, mau humor e perda da vontade de viver. Há inúmeros tratamentos eficazes para lidar com a depressão. A dieta ortomolecular é uma grande aliada e pode ajudar na cura desta doença por meio de uma alimentação balancea-

da, rica em vitaminas, proteínas e sais minerais (veja abaixo). É importante lembrar que os transtornos depressivos devem ser necessariamente acompanhados por um especialista. De acordo com a medicina ortomolecular, o primeiro passo para combater a depressão é eliminar hábitos de consumir café e bebidas alcoólicas, além de cortar doces e alimentos com muito açúcar. O segundo passo é acrescentar no cardápio alimentos que contenham triptofano, substância que proporciona a sensação de bemestar, magnésio, ferro, folato e vitaminas B1, B2, B6, B12 e C. Sylvana Braga é nutróloga, reumatóloga e especialista em prática ortomolecular

ALIMENTOS RICOS EM NUTRIENTES ESSENCIAIS Triptofano: leite, iogurte desnatado, queijo branco, soja, peixes, lentilha, feijão e banana. Magnésio: queijo, maçã, cereais integrais, nozes, amêndoas e amendoim. Ferro: fígado, ervilhas, feijão, carne vermelha, batata, espinafre, pão integral, brócolis, ovos, queijo, leite e vegetais folhosos. Folato: fígado, espinafre, repolho, alface, laranja, brócolis, banana e ovos. Vitamina B1: fígado, carne de porco, gérmen de trigo, gema de ovos, peixes e farinhas integrais. Vitamina B2: fígado, língua de boi, espinafre, berinjela, óleo de peixe e arroz integral. Vitamina B6: fígado, peixe, amendoim e couve-flor. Vitamina B12: fígado, ostra, leite, queijo e carne de frango. Vitamina C: limão, laranja, abacaxi, acerola, goiaba, alface, pimentão, tomate e agrião.


16

JORNALZEN

JANEIRO/2013

Profile for Webmaster JornalZen

Jornalzen Janeiro 2013  

Jornal mensal referência em terapias holísticas, saúde, cultura, educação, bem-estar e qualidade de vida. Há oito anos no mercado, circula e...

Jornalzen Janeiro 2013  

Jornal mensal referência em terapias holísticas, saúde, cultura, educação, bem-estar e qualidade de vida. Há oito anos no mercado, circula e...