Cenário 16 edição dezembro 2009

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Os resultados dos concursos seletivos costumam ser recebidos pelos candidatos de duas maneiras. Os que alcançaram o objetivo deleitam-se em contentamento. Já os que não tiveram a mesma sorte, afogam-se na decepção. Em decorrência de irregularidades observadas ultimamente em eventos congêneres pelo país, no entanto, outro sentimento somou-se a estes dois: a revolta. Como exemplo mais recente de grande repercussão, é possível citar a prova do Enem, na qual foi constatada a tentativa de venda de gabaritos, fato que motivou o adiamento da avaliação. Em outro episódio, este a poucos quilômetros, o Ministério Público (MP) pediu a anulação de concurso realizado no ano passado em Nova Europa, por considerar haver indícios de fraudes. Depois do fechamento da Usina Santa Luiza, em dezembro de 2007, e do rodeio, que atraiu mais de quatro mil pessoas, o concurso público 01/2009, de Motuca, é o evento da cidade que gerou maior repercussão. A denúncia apontando irregularidades ao Ministério Público, aceita pelo órgão, e, posteriormente, acusações em programa de rádio de grande audiência na região, dimensionaram o acontecimento. Se não fosse por menos, as retificações em diversas questões colocaram mais lenha na fogueira. Erros devem ser averiguados e corri-

edição anterior

Década de 70 é a resposta correta para a construção do parquinho na praça central, sendo inaugurado em 1971, onde era composto por um escorregador, três gangorras, um muda mão, uma gaiola e dois túneis. Dos participantes, os vencedores foram: Gustavo Roberto Vaz de Lima, que ganhou uma pizza oferecida pela lanchonete do Levi; Jarbas Thomaz de Aquino, ganhador de um corte de cabelo e hidratação na Silvia Cabeleireira e Silvia R. Boiago Sena, que receberá uma massa sofioli da Magno Massas. O sorteio foi realizado no supermercado Santa Mônica, pelo Luiz Antonio Fascinelli, com a presença de testemunha Marina Figueiredo Fascinelli.

O resultado esperado gidos exemplarmente, pela própria Prefeitura, Ministério Público e Legislativo Municipal, sob pena de perda de credibilidade em concursos futuros. O acontecimento, no entanto, é um dos vários que marcaram este primeiro ano do governo municipal, entre positivos e negativos. É importante destacar a mudança de paradigma implementada pela nova gestão, depois de anos de letargia decorrente da então prosperidade financeira. Por causa da premente dificuldade, buscou-se como nunca recursos federais e estaduais. O governo também agiu corretamente ao apostar na geração de emprego e renda a partir da reestruturação do antigo distrito industrial e da articulação para a compra de um novo espaço. Cabe agora, junto com o Legislativo, desenvol-

ver mecanismos que potencializem a vinda de empresas. Além disso, ainda que o projeto “Motuca, cidade da Agroecologia” gere dúvidas pela complexidade, mesmo com a boa articulação demonstrada até o momento, temos que apostar na sua concretização. Fundamentalmente, porque está transmitindo ao município conceitos de sustentabilidade, respeito ao meio ambiente, organização e união. Somente com o decorrer do programa, que ainda está no início, poderemos saber se as ações se transformarão em um legado para a população, carente de valores e ideologias. Por outro lado, o atual governo, apesar dos discursos de campanha, deu continuidade a gestão baseada no poder centralizado e distante da população. O primeiro ano foi importante para conhecer os problemas, entre eles a contaminação da água no Assentamento. Também as potencialidades, como o setor têxtil. Revelou-se, ainda, a dificuldade no cumprimento das promessas, como a ampliação no fornecimento de alimentos a pessoas carentes, depois do cancelamento da subvenção a uma entidade filantrópica. Entre estes exemplos, além de outros, é fundamental que as ações sejam discutidas e realizadas de acordo com as prioridades do município, para que se chegue ao resultado esperado.

Este coreto está localizado num importante ponto de encontro de nossa cidade, sendo palco de várias comemorações e manifestações populares. O Desafio Cenário deste mês pergunta qual o nome deste lugar, onde está o coreto? Deposite a resposta nas urnas que se encontram na Farmanina e no Supermercado Santa Mônica. Os vencedores ganharão uma pizza oferecida pela lanchonete do Levi, um corte e hidratação no salão de beleza Silvia Cabeleireira e uma bandeja de Sofioli 4 queijos da Magno Massas. Haverá sorteios para classificação dos acertadores. Fábio Falvo e Maria Angélica EXPEDIENTE Jornalista: Jairo Figueiredo Falvo, MTB 44.652/SP Repórter: Gabriela Marques Luiz Conselho Editorial: Fábio de Mello Falvo, Maria Angélica dos S. Mendes, Jairo Falvo Colaboradores: Angela Santos Ferreira (Nê), Isis Santos, Iri (neu) Ferreira e Pedro Vaz de Lima Tiragem: 1.000 exemplares Circulação: Motuca Impressão: Jornal Folha da Cidade - Araraquara Telefone: 16 3348 11 85 - 8141 9125 e-mail: cenarioregional@gmail.com CNPJ: 07.650.710/0001-06

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Investigação do MP e retificações colocam em xeque concurso público Uma das provas teve 24 das 40 questões corrigidas. Empresa alega erro de digitação e prefeito nega qualquer tipo de interferência

Denúncia de irregularidades aceita pelo Ministério Público (MP) e retificações em diversas questões colocam em xeque resultado do concurso público 01/09, realizado em oito de novembro pela empresa Asseconp, de Ribeirão Preto. Aproximadamente 1.100 inscritos concorreram a vinte e duas vagas para treze cargos. Em nota à imprensa, a Prefeitura informou que não realizou qualquer tipo de interferência. O MP não quis entrar em detalhes. Apenas declarou, por meio do oficial de promotoria, que existe uma representação apontando irregularidades e que o órgão iniciará processo de apuração. O prefeito João Ricardo Fascineli afirma que não recebeu notificação do MP sobre as acusações de favorecimento. “Foi uma polêmica que se criou depois da entrevista em um programa de rádio. Teve retificações, saiu uma nova lista de aprovados, mas até então não teve nada de errado”, afirma. Sobre suposto favorecimento, o prefeito declarou, em entrevista ao jornal Tribuna Impressa, de Araraquara, que o fato de a esposa e o cunhado terem se classificado entre os primeiros colocados na sua gestão foi uma coincidência. “Ela vem prestando concurso há alguns anos”, destacou. “A prova é realizada por uma empresa terceirizada, por isso, não temos nenhum tipo de contato com os gabaritos”. No total, quatro das treze provas tiveram questões modificadas pela

empresa após recursos impetrados por candidatos. Para os cargos de analista de suporte e monitor de informática, cujas avaliações foram as mesmas, 24 das 40 questões foram retificadas. No gabarito para eletricista, foram realizadas três correções. Já para analista agroecológico, uma questão foi anulada. O diretor Pedro Vanzolin, da Asseconp, em entrevista por e-mail ao Cenário, afirma que desconhece a denúncia de irregularidades protocolada no Ministério Público. Sobre o grande número de retificações nos gabaritos para analista de suporte e monitor de informática, ele conta que houve um equívoco e foi digitado o gabarito de outra prova. Segundo ele, o fato não traz nenhum prejuízo aos candidatos e não é motivo para anulação das avaliações. “As questões foram retificadas para salva-guarda de direito dos demais inscritos, como prevê o Edital do Concurso”, afirma. Prejuízos

O auxiliar de serviços gerais André Augusto Esperândio, de segundo lugar na primeira lista de classificação para o cargo de eletricista, caiu para quarto após as retificações. “Fiquei contente de início, porque tinha chance maior de subir de cargo, e triste depois”, relata. Ele conta que irá aguardar o pronunciamento da empresa para depois buscar os seus direitos. “Se existir alguma possibilidade de voltar isso, eu vou tentar”, conta Esperândio.

Prefeito se reuniu com os vereadores Após encontro ficou acordado convocação do diretor da Asseconp, que ainda não ocorreu

Após a 19ª sessão ordinária do Legislativo, o prefeito João Ricardo Fascineli se reuniu com os vereadores para discutir assuntos relacionados ao concurso público 01/09. O encontro durou aproximadamente duas horas e trinta minutos. No final, o presidente da Câmara José Carlos Francisco de Arruda informou aos presentes que foi decidida a convocação até a última quarta (9), pelo executivo, do diretor da empresa Asseconp para prestar esclarecimentos aos vereadores. Até o fechamento desta edição, o encontro não ocorreu. Segundo Arruda, é preciso ter cautela e aguardar as apurações do Ministério Público antes de emitir

conclusão. Porém, o presidente considera grave o número de retificações nas provas de analista de suporte e monitor de informática. “Foram mais de 50% de erros em uma mesma prova. Este é um índice muito grande e deixa uma margem de dúvida com relação ao funcionário que digitou”, aponta. O vereador José Aguinaldo dos Santos considera que, antes de os vereadores se pronunciarem sobre o assunto, é fundamental que a empresa seja ouvida. Ele minimizou a repercussão gerada pelo concurso e afirma que não existem fraudes e, sim, erros de digitação. “Já teve concurso realizado em Motuca em que o primeiro colocado não foi convocado”, afirmou.


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Estrutura para a cooperativa virá de organização inativa de São Carlos Instituto Inova iniciou neste mês curso de capacitação direcionado aos produtores rurais do município Os equipamentos, assim como toda a estrutura organizacional da cooperativa a ser criada em Motuca, que compõe o projeto de desenvolvimento rural sustentável “Motuca, Cidade da Agroecologia”, virão da Cooperativa dos Agricultores Familiares de São Carlos (Cooperfasc), criada com a participação do consultor do Instituto Inova, Sérgio Dutra, quando era secretário de agricultura daquele município. Atualmente, a organização encontra-se sem atividade. “A Cooperfasc foi fundada como uma cooperativa regional, conforme seu estatuto, de 2004. Em breve, será convocada uma assembleia para associá-la à região de Motuca”, explica Dutra. Serão instalados em Motuca, em espaço físico a ser construído pela prefeitura no distrito industrial, câmara fria, embalador a vácuo, máquina para processamento de sucos e para vegetais, além de outros equipamentos. Segundo o consultor, a cooperativa regional terá subdivisões em diferentes municípios, de acordo com suas peculiaridades. “Como Motuca terá a indústria de biodiesel, o foco para a produção de oleaginosas será aqui. Não há necessidade de haver uma sede central”, relata.

De acordo com o consultor, inicialmente serão criadas unidades pilotos. “A ideia não é começar em uma escala tão grande, porque não queremos usar as pessoas como cobaias”, explica. “Estamos trabalhando para que o projeto represente melhorias para a agricultura familiar na região. A partir das análises dos projetos iniciais, os resultados positivos serão replicados e os negativos, corrigidos”, conta. Cooperativismo Neste mês, o Instituto Inova, entidade contratada pela prefeitura para o desenvolvimento do projeto, iniciou processo de capacitação sobre coope-

Reciclagem de óleo de cozinha abrangerá todo o município

Cana não prejudicará projeto, diz Dutra Segundo o consultor do Instituo Inova, Sérgio Dutra, a grande presença do cultivo da cana-de-açúcar na região, com várias usinas instaladas, não prejudicará o desenvolvimento do projeto, que tem como principal atividade a produção de oleaginosas voltada para a

rativismo direcionado aos produtores do Assentamento Monte Alegre. Nos dias dois e nove foram abordadas apresentações sobre motivação para o cooperativismo. Nos dias 14 e 18 serão realizadas apresentações técnicas para a formação da organização. Segundo o secretário Jair dos Santos, além da cooperativa, o governo também irá auxiliar a criação de uma associação de produtores rurais, que também integrará o projeto. “A cooperativa terá o objetivo de trabalhar a industrialização e a comercialização”, explica. “Já associação terá a finalidade de viabilizar a organização e a representação do grupo”, conclui o secretário.

indústria de biodiesel. “Temos estudos que demonstram a existência de muita área ociosa na região”, destaca. “Além disso, é possível fazer a reforma da cana com uma série de culturas oleaginosas como soja e amendoim para serem direcionadas à indústria”. Dutra considera que existe grande possibilidade das usinas canavieiras também passarem a produzir biodiesel, caso a tecnologia da empresa Biopetro demonstre ser economicamente viável. “Elas já detêm uma estrutura industrial e consomem muito óleo diesel em função do grande número de veículos e equipamentos que possuem.”, explica. “Além disso, suas próprias áreas de terras podem ser utilizadas nos períodos de reforma do canavial”.

A reciclagem de óleo de cozinha a ser realizada a partir do início do ano que vem pelo programa Inova Recicla, desenvolvido pelo Instituto Inova, de São Carlos, como parte do projeto “Motuca, cidade da Agroecologia”, abrangerá todas as residências do município. Os proprietários receberão potes fornecidos pela empresa Bio Petro, que possui indústria de biodiesel em Araraquara, onde os produtos coletados serão transformados no biocombustível. A distribuição dos potes será realizada pelos alunos das escolas Adolpho Thomaz de Aquino e Maria Luiza Malzoni Rocha Leite. Serão instalados

pontos de entrega fixos nas duas instituições de ensino, além de pontos de entrega voluntários em diferentes locais da cidade e do Assentamento Monte Alegre. Como incentivo, os estudantes receberão moeda criada pelo programa denominada “biodin”, para ser posteriormente trocada por brindes. O Inova Recicla já realizou palestras e teatros direcionados aos alunos das escolas do município, nas quais foram abordados temas relacionados às questões de preservação ambiental. O pote personalizado da coleta de óleo criado, como mascote do programa, foi batizado de “Bio” pelos estudantes.


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Município aumenta pontuação, mas cai no ranking ambiental Secretário diz que resultado das ações virão a partir do próximo ano

Prefeitura anuncia vinda da Elite Previsão é que a empresa de Matão inicie as atividades em janeiro

tinha feito acordo com o município. Novo distrito

Vista aérea de Motuca. Governo trabalha para conquistar certificado

Mesmo com o aumento de pontuação na classificação do programa Município Verde Azul, criado pelo Governo do Estado para avaliar as cidades paulistas que mais investem em ações ambientais, a posição de Motuca teve queda no ranking. Na primeira avaliação, realizada no ano passado, a cidade obteve 29,72 pontos, alcançando o 285º lugar. No ranking deste ano, divulgado no início de dezembro, conquistou 48,92 pontos, mas caiu para a 421ª posição. O maior número de cidades avalizada influenciou no resultado. No ano passado foram 332. Neste ano, 563. O município, por meio da secretaria de desenvolvimento econômico, agrário e meio ambiente, possui meta de conquistar o selo ambiental, emitido

pelo governo estadual às cidades que alcancem 80 pontos no ranking. A partir dele, o governo obtém facilidades para a conquista de recursos estaduais. A câmara de Motuca já aprovou três leis preconizadas pelo programa: obrigatoriedade da inspeção em veículos da prefeitura e de terceiros para verificar níveis de emissão de poluentes, proibição da comercialização da madeira ilegal no município e criação do conselho municipal de meio ambiente. As leis, no entanto, ainda não foram executadas. “Estamos passando por um processo de estruturação da secretaria, que foi criada há poucos meses”, explica o secretário Jair dos Santos. Segundo ele, os trabalhos irão refletir a partir do ano que vem.

A Prefeitura anunciou ontem (17) em seu site que a Confecções Elite Ltda., de Matão, irá se instalar em Motuca, com previsão para iniciar as atividades em janeiro. O potencial de mão de obra, em função do curso de qualificação para costureiros que está sendo realizado no município, foi um dos fatores para a vinda da empresa. Segundo informações, o prefeito João Ricardo Fascineli ofereceu para a Elite o espaço físico negociado recentemente com a empresa Tech Inox Indústria e Comércio Ltda., que recebeu do município o valor de R$ 150 mil relativos às obras realizadas com recursos próprios. Esta é a segunda empresa que é indenizada pela prefeitura, a partir da lei complementar 107/2009, criada em junho pelo executivo com a finalidade de regulamentar a área por algumas firmas não estarem cumprindo o compromisso de geração de emprego e renda. Antes, uma empresa do ramo de reciclagem

A negociação entre a família Malzoni e a Prefeitura de Motuca referente à área de 13 alqueires de terra localizada ao lado do anel viário não está concluída, segundo o advogado da família. O governo municipal tem planos para utilizá-la para a construção do novo distrito industrial. O Cenário enviou diversas perguntas direcionadas ao prefeito João Ricardo Fascineli sobre o distrito industrial, as ações para a vinda de empresas, assim como a negociação com a família Malzoni, mas não obteve retorno.


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Tráfego de veículos pesados diminui vida útil das estradas municipais

quinze anos, mas em decorrência da deterioração precoce o correto é que seja feito a cada dez anos. “Existem veículos de até 100 toneladas que trafegam nestas vias. É uma situação atípica para este tipo de pavimentação”. Segundo ele, o peso máximo permitido é de oito toneladas por eixo, mas como não existe fiscalização nas vias municipais, é comum o trânsito de veículos mais pesados. “A responsabilidade pelo monitoramento destas estradas é dos municípios, mas falta estrutura como a existência de balanças”, observa. Leis austeras

Caminhão transportando cana na via que liga Motuca a Guariba As vicinais que ligam Motuca às cidades vizinhas recebem intenso tráfego de veículos pesados, principalmente caminhões de cana e carretos que as utilizam como rota alternativa para desviar de balanças e pedágios nas rodovias. Por não serem projetadas para esta finalidade, ocorre a diminuição da vida útil das estradas, o que acarreta em maior gasto público para a manutenção.

No dia cinco de outubro, teve início o trabalho de recuperação do trecho Guariba – Motuca – Rincão, realizado pelo governo estadual, com previsão para terminar em junho do próximo ano, com custo total de R$ 12.695,804. O diretor técnico Luiz Coleti, do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), explica que o planejamento para a realização destes trabalhos é a cada

Em pronunciamento na tribuna da Câmara, o vereador Renato Luis Rateiro destacou que o governo municipal deve criar leis mais austeras para coibir o tráfego de veículos acima do peso permitido. Além disso, segundo o vereador, as empresas que possuem grandes caminhões e os utilizam nas estradas municipais com regularidade devem auxiliar o município a mantê-las. “Existe grande prejuízo dos gastos públicos, pois o custo de recuperação é muito alto”, destacou.

Produtores do Monte Alegre passam a comercializar no Ceasa

Coordenador do Itesp classifica a realização do projeto como marco histórico para a agricultura familiar da região

Agricultores de quatro assentamentos da região, incluindo o Monte Alegre, começaram a comercializar verduras, frutas e legumes no Ceasa, entreposto de Araraquara, por meio do projeto Mercado Atacadista Produtor, realização da Fundação Itesp e Ceagesp em parceria com a prefeitura de Araraquara, cuja inauguração ocorreu no dia 19 de novembro. No total, 35 produtores iniciaram as vendas no local, que abastece atacadistas de aproximadamente 30 cidades da região. O espaço será disponibilizado para eles toda terça e quinta, a partir das 6h. De acordo com o coordenador regional do Itesp, Afonso Curitiba Amaral, em entrevista por e-mail ao Cenário, o trabalho para a implantação do projeto levou seis meses. No período, foram realizados estudos e pesquisas junto às partes envolvidas. ”Procuramos verificar a produção e o nível tecnológico dos agricultores, assim como as necessidades dos

freqüentadores do local, como melhores dias e horários para as compras”, explica. Segundo Amaral, com o decorrer das atividades, mais produtores passarão a participar do projeto. “Está aberto a novas adesões, principalmente àqueles que cumprem aos padrões estabelecidos pelo Ceasa como periodicidade e qualidade dos alimentos”. Marco histórico

O coordenador classificou como marco histórico a realização do projeto, pois “agricultores familiares assentados romperam com as amarras dos atravessadores e passaram a comercializar no atacado do Entreposto Ceasa os seus produtos”, destaca. Segundo Amaral, a agricultura familiar regional passa por um momento de expansão e consolidação. “Estão sendo realizadas inúmeras políticas públicas, seja de esfera federal, estadual e municipal voltadas para o segmento”, finaliza.

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Lei facilita abertura de firma para pequenos empresários Ocupações como padeiros e costureiros podem obter registro empresarial com mensalidade de R$ 52,15 A comerciante Adriana Oliveira Batista há algum tempo já pensava em regularizar a situação de sua loja, inaugurada há sete meses. Depois de participar de palestra realizada outubro, em Motuca, sobre a Lei do Microeempreendedor Individual (MEI), ela encontrou a solução adequada para o seu comércio. “A gente não trabalha tranquila enquanto as coisas não estiverem legalizadas”, relata. “Quando me falaram da lei, imaginava que fosse diferente, mas a partir das explicações tive outra visão e resolvi, no dia seguinte, procurar a prefeitura para fazer o cadastro”. Adriana conta que os benefícios como aposentadoria e auxílio doença influenciaram sua decisão. Ela revela que o processo da abertura da empresa foi muito rápido. “No mesmo dia eu já tinha o CNPJ em mãos”, conta a comerciante. A Lei do MEI, em vigor desde julho deste ano, foi criada pelo governo federal para que pequenos empresários como padeiros, cabeleireiros, doceiros e costureiros, entre outras ocupações, tenham a oportunidade de regularizar os seus negócios. De acordo com a legislação, com a mensalidade de R$ 52,15 (comércio e indústria) ou R$ 56,15 (prestadores de serviços) os pequenos empresários que faturam até R$ 36 mil brutos anualmente podem abrir uma firma e usufruir de vários benefícios

Público assiste palestra sobre o MEI na Câmara Municipal de Motuca como participação em licitações públicas, aposentadoria, seguro desemprego, auxílio maternidade, auxílio doença, entre outros. Pesquisa realizada em 2007 pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) revelou que existem no Brasil 19,2 milhões de pessoas que trabalham na informalidade. Lei apropriada

“Se as pessoas não trabalhavam de acordo com a lei é porque a lei não servia para elas”, destacou o consultor Gustavo Marques, do SEBRAE, em palestra realizada em outubro, na Câmara Municipal de Motuca. Segundo ele, a legislação simplificou e diminuiu os custos de regulamentação. “O MEI isenta o micro empreendedor de quaisquer custos como taxas e alvarás. Ele tem apenas a obrigação de pagar a mensalidade”, explicou. Segundo infor-

mações do departamento de tributos do município, atualmente, os interessados em se cadastrar no MEI têm que pagar à prefeitura a taxa de protocolo, de R$ 2. A taxa de abertura e a licença anual, de acordo com a prefeitura, estão isentas.

Mais informações:

SEBRAE: 0800 570 0800. Prefeitura de Motuca: 3348 9300


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Final de ano impulsiona vendas no comércio Época é a mais lucrativa para o setor, que demonstra crescimento na cidade

Férias, 13º, festas, mesas fartas e presentes, muitos presentes. Estes são apenas alguns ingredientes que fazem dos meses de novembro e dezembro os mais rentáveis para o comércio. Vários empresários locais, cientes da possibilidade de aumento nos lucros, se esforçam para atrair os consumidores da cidade. A inauguração de novas lojas nos últimos tempos demonstra que o comércio de Motuca está se expandindo, mesmo com a forte concorrência das cidades vizinhas e depois de ter passado pela turbulência do fechamento da usina. Cecília Maria Oliveira, perto de completar 30 anos como comerciante em Motuca, aposta na variedade de produtos e nas promoções como forma de conquistar os consumidores neste final de ano. “Baixamos os preços de praticamente tudo e estamos sorteando brindes para quem realizar as compras na loja”, revela. Segundo ela, o comércio de Motuca está buscando atender as necessidades da população, ao oferecer

produtos de qualidade, variedades e bons preços. “Muitas pessoas da cidade gostam de consumir fora, mas se fizerem antes uma pesquisa aqui, irão perceber que temos condições de satisfazê-las”, ressalta. “E isso irá fortalecer a economia de nossa cidade, gerando mais emprego e renda”. O ambiente de incertezas não impediu a comerciante Regina Ferreira da Cruz de abrir o seu negócio, há cinco meses. “Tivemos apenas um grande susto com o fechamento da usina, mas a gente observa que a cidade está crescendo, com novas lojas sendo inauguradas. Acredito que o acontecimento trouxe mais união e libertou as pessoas, que estavam muito dependentes”. Para aquecer as vendas nos últimos meses do ano, ela foca no bom atendimento como fator para atrair consumidores. “Todo mês a gente sorteia brindes. Quando um cliente faz aniversário, damos uma lembrança e, nas compras à vista, sempre oferecemos um desconto”. Segundo Regina, desde

Setor precisa de união e maior apoio do governo, diz gerente O gerente Jhonatan Donizete Mendonça, tentou, há alguns anos, juntamente com outros comerciantes da cidade, criar uma associação comercial em Motuca. A iniciativa não durou muito. “Fizemos algumas reuniões e uma campanha para atrair os consumidores, mas quando começamos a falar em mensalidade, fundamental para custear uma pequena estrutura como aluguel de sala e salário de uma atendente, a maioria não quis participar”, lembra. Segundo ele, a organização dos empresários seria fundamental para o fortalecimento do comércio local. “Juntos, poderíamos fazer várias campanhas e promoções para atrair os consumidores, além de investirmos em capacitação por meio de cursos”, diz. Outro fator importante, segundo Jhonatan, é o apoio maior do governo municipal. “Em minha opinião, as compras da prefeitura, principalmente as

realizadas por carta convite, deveriam focar nosso comércio, que já possui concorrentes na cidade em vários setores”. De acordo com o gerente, um comércio forte é melhor para todos. “Se eu vendo mais, contrato mais e ainda direciono os impostos para a prefeitura. O dinheiro acaba voltado para Motuca, como uma corrente”, observa. Preferência

O chefe de administração e finanças da prefeitura, Victor Hugo Paiva, afirma que o governo procura dar preferência à cidade, mas existem restrições na lei de licitação e limitações do comércio local que impedem um apoio maior. “Somos obrigados a convidar três empresas e nem sempre a gente encontra concorrentes para o mesmo produto na cidade”, explica. “Quando alguma pessoa solicita o edital, temos que fornecer”.

Comerciantes estão procurando atender as necessidades dos consumidores

novembro a loja possui encomendas de presentes. “Graças a Deus, as vendas estão sendo muito boas”, destaca. Fazer compras é um dos grandes prazeres da assistente de enfermagem Andressa Rios Lopes. Ela revela que prefere realizá-las em Motuca, onde encontra facilidades como bom atendimento e acesso rápido. “Às vezes eu compro alguma coisa em outra cidade, mas só quando saio a passeio e encontro algo que me chama a atenção”, relata Andressa, que observa um crescimento do comércio na cidade, mas aponta algumas dificuldades. “Existem alguns produtos com poucas variedades como cosméticos e marcas de tênis que a gente não encontra aqui. Além disso, muitas lojas não possuem máquinas de cartão de crédito e existem lugares onde os preços estão fora do padrão do mercado”. Mesmo assim, ela revela que sempre faz avaliações dos preços para ver se compensa comprar fora. Concorrência

De acordo com o gerente regional do SEBRAE, Fábio Ângelo Bonassi, a principal dificuldade para a expansão do comércio de Motuca é a concorrência com as cidades vizinhas. “É preciso compensar as vantagens estruturais das grandes lojas com qualidade dos produtos e dos serviços prestados”, relata. Para o gerente, é fundamental que os empresários adquiram conhecimento de organização e marketing para atrair os consumidores. “Eles devem realizar um rejuvenescimento a cada três meses, reformando o interior da loja para não cansar o cliente, além de estar sempre oferecendo promoções e premiações”, aponta Bonsassi.


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Prefeito busca parceria para controle populacional de animais Vereadora de São Carlos se comprometeu a trazer sua equipe para auxiliar o município nas cirurgias de castração

Laíde apresentou seus projetos na Câmara Municipal de Motuca A vereadora de São Carlos Laíde das Graças Simões, que também preside a União internacional Protetora de Animais (UIPA) – seção São Carlos, disse que irá auxiliar o município no controle populacional de cães e gatos. O compromisso foi firmado verbalmente com o prefeito João Ricardo Fascineli, que solicitou apoio da vereadora após palestra proferida por ela em Motuca, no dia 21 de novembro, pela qual apresentou políticas públicas que levaram São Carlos a receber o título de “Cidade amiga dos animais”. Inicialmente, Laíde se comprometeu a trazer sua equipe para a realização de um mutirão para castrar 50 cães e gatos da cidade, no início do ano que vem, além de auxiliar na criação de políticas públicas voltada aos animais. Como contrapartida, o prefeito disse que o município irá disponibilizar os materiais necessários para a cirurgia. “Este é apenas um começo, pois quando a prefeitura conhecer os procedimentos

irá perceber que não é tão difícil como se imagina e continuará com o programa, fundamental para diminuir o número de animais abandonados”, afirmou Laíde. Visibilidade

Segundo Laíde, a forma como os governos lidam com o problema mudou muito nos últimos tempos. “As pessoas estão percebendo que tratar a questão de forma humanitária é mais barata e proporciona maior visibilidade”, disse ela, ao comentar que há pouco tempo o método mais utilizado para o controle populacional era o sacrifício. “O trabalho tem que ser focado na defesa dos animais e na saúde dos humanos, de modo que haja uma convivência harmoniosa entre todos”, destacou.

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Quando Motuca foi para a guerra “Longe da pátria neste céu diverso, O sol aqui tanto não arde, Choro a saudade do meu lar amado Nas horas mortas do cair da tarde...”.

A

estrofe acima faz parte de um dos vários poemas, entre outras correspondências, que Murilo Carlos de Oliveira enviou para a mãe, no período em que esteve na Itália, na segunda guerra mundial. O ex-combatente, nascido em Itu, interior de São Paulo, mas que passou grande parte de sua vida em Motuca, embarcou para o campo de batalha em 1944. No total, 25.334 efetivos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) uniram forças com os países aliados, formados, principalmente, por Estados Unidos, União Soviética e Inglaterra, para lutar contra as nações do eixo, que incluía Alemanha, Itália e Japão. Os pracinhas voltaram para a casa em 1945, depois da vitória, com baixas de 465 mortos, além de 2.772 feridos. Murilo ingressou no exército brasileiro por influência do pai, ex-comandante que também esteve na segunda guerra. Dedicado, alcançou postos importantes em pouco tempo de treinamento. Seus esforços levaram oficiais superiores a lhe direcionar constantes elogios. Quando foi para a guerra, aos 20 anos, já era 3º sargento. Ele lutou no batalhão de artilharia da FEB em várias cidades da Itália, utilizando metralhadoras e obuses auto rebocados. Foram mais de 700 km percorridos, enfrentando, além dos inimigos, fome e temperaturas abaixo de zero. Em uma das investidas,

foi atingindo por estilhaços de granada e teve que ser hospitalizado em função dos ferimentos. A maior sequela, no entanto, foi a chamada “neurose de guerra”, trauma que acomete alguns combatentes, decorrente dos trágicos acontecimentos observados por eles. Assim que retornou ao país, Murilo passou para a reserva remunerada e, em seguida, iniciou longo tratamento em hospitais do exército do Rio de Janeiro e de São Paulo. Neste período, fazia esporádicas visitas aos familiares residentes em Motuca, para o qual precisava de autorização formaliza-

da de seus superiores. Depois de vários anos, conseguiu na justiça o direito de receber promoção, em 1981, ao passar para a reforma do exército. Com a alta no tratamento, no mesmo ano, Murilo retornou à Motuca, para morar com os familiares. Amante do futebol, o ex-combatente é considerado por muitos como um dos maiores jogadores da história da cidade. Numa ocasião, quando estava no exército, recebeu pena de detenção por faltar ao treinamento para jogar uma pelada. Em 2005, exatos 60 anos do fim da segunda guerra mundial, o ex-combatente falece em Motuca, aos 82 anos. Seu enterro foi realizado com honrarias militares e acompanhado por vários ex-combatentes. Atendendo a um de seus maiores desejos, Murilo foi enterrado com a farda que, por muitos anos, utilizou no exército brasileiro.

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O então oficial em pose com sua farda

Fonte: Arquivo pessoal e depoimentos

do sobrinho Nelson de Oliveira (Fininho).

Já na Itália em um momento de descanso


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Papai Noel de todos os tempos Pedro Luis Vaz de Lima

Pequena fábula N o s dias de hoje, vemos a facilidade com que os Papais Noeis cumprem sua função. É importante ressaltar, no entanto, que nem sempre foi assim. Muitas pessoas não sabem, mas a vida do bom velhinho do pólo norte mudou muito, felizmente para melhor. A entrega dos presentes na véspera do natal ficou bem mais simples. Com o avanço tecnológico, os Papais Noeis não usam mais trenós com suas belas renas enfeitadas. Agora, utilizam avançadíssimos “noel-móvel”. Esse meio de transporte é muito ágil, vem de fábrica com GPS, transferidor de matéria, reversores de direção, máquina de chocolate quente e air bag. E o mais importante: é movido a energia jupiteriana. A lista das boas crianças que irão receber presentes por obedecerem a seus pais, cumprirem suas obrigações na escola e por respeitarem os mais velhos foi substituída por agendas eletrônicas. Com tanta tecnologia, jamais ve-

remos Papais Noeis enroscados nas chaminés ou em outra forma de confusão qualquer, como ocorreu em Motuca nos anos 30 (em uma entrega normal de presentes, o velhinho foi surpreendido por uma fiscalização aterrorizante, na qual exigiram vários documentos como nota fiscal, vacinação das renas, passaporte, etc.). Devido ao atraso, muitos presentes foram entregues errados causando um mal-estar entre as crianças e o bom velhinho. As poucas crianças daquela época que ainda vivem em Motuca se lembram desta história, pois todo homem que cultiva a criança dentro de si, nunca envelhece. Não importa de qual época você seja. O importante é todos vivermos cada época de nossas vidas como se fosse exclusivamente única. Cada criança de 0 a 100 anos que ainda tem seu nome na lista do bom velhinho deve aproveitar muito essa fase do Papai Noel, pois ela também é exclusiva de cada um. Em um mundo de poucos valores reais e muitas regras que não levam o homem a lugar algum, o que realmente importa é nunca deixarmos morrer o espírito natalino e o verdadeiro sentido do natal que é o nascimento de JESUS. Então, no dia 24, não esqueça de colocar seu sapatinho na janela e espere o Papai Noel chegar. FELIZ NATAL !!! HOU, HOU, HOU !

“Ah”, disse o rato, “o mundo torna-se a cada dia mais estreito. A princípio era tão vasto que me dava medo, eu continuava correndo e me sentia feliz com o fato de que finalmente via à distância, à direita e à esquerda, as paredes, mas essas longas paredes convergem tão depressa uma para a outra, que já estou no último quarto e lá no canto fica a ratoeira para a qual eu corro.” — “Você só precisa mudar de direção”, disse o gato e devorou-o. Franz Kafka, escritor Tcheco.


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Atleta de Motuca é campeã brasileira de natação nas Paraolimpíadas Escolares Marielle é deficiente visual e disputou com atletas que enxergavam parcialmente Grabriela Marques Luiz

A atleta Marielle Legramandi Falvo, 18 anos, é campeã brasileira em natação das Paraolimpíadas Escolares, categoria 100 metros livre. A atleta também conquistou uma medalha de bronze, categoria 50 metros livre, na competição realizada em Brasília, de 12 a 14 de novembro. “Tive pouco tempo para treinar. Mas a fé em Deus e a força foram maiores”,

conta Marielle. A atleta disputou com pessoas que enxergavam parcialmente. “Fiquei muito brava. Tive vontade de largar tudo e ir embora”, revela. Marielle pratica o esporte há nove anos, mas há quatro começou a treinar e participar de competições. Com a conquista das medalhas, a atleta faz planos. “Treinarei muito para representar o meu país nas Paraolimpíadas de 2016”, almeja a atleta, que segundo os organizadores das Paraolimpíadas Escolares, tem fortes chances.

Futsal Feminino é vice-campeão da Liga Araraquarense A equipe de futsal feminino é vice-campeã da Liga Araraquarense de Futsal Feminino. O título veio após derrota de 7x3 para Matão, no dia 21 de novembro, na casa do adversário. A equipe estava invicta na competição.

Segundo a técnica Rosa Fernandes, o que dificultou a vitória foi a falta de algumas jogadoras de Motuca. “A equipe de Matão é muito boa. A gente precisava estar com o time completo para vencê-las”, comenta. G. M. L.

Marielle posa com as medalhas conquistadas

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“Sou uma eterna apaixonada pelo esporte”

Monte Alegre A é campeão da Copa de Futebol Society Doze times disputaram a competição. Artilheiro, goleiro menos vazado e equipe mais disciplinada receberam troféus e medalhas Grabriela Marques Luiz

O Monte Alegre A é campeão da 1ª Copa de Futebol Society, promovido pela Secretaria de Esportes e Lazer, de 1 de novembro a 13 de dezembro. Vila Nova, Vitória e Prefeitura ficaram em segundo, terceiro e quarto lugar, respectivamente. O artilheiro, Rodrigo Parma, com 14 gols, e o goleiro menos vazado, José Elias, com 6 gols vazados, ambos da equipe campeã, receberam medalhas e troféus. Na categoria equipe mais disciplinada, a vencedora foi Holanda, com apenas dois cartões amarelos durante toda a competição. O prefeito, João Ricardo Fascineli, o vice, Álvaro Thomaz de Aquino, e os

vereadores José Aguinaldo dos Santos e Renato Rateiro prestigiaram a grande final da competição. Doze equipes participaram: Argentina, Gaviões da Vila, Grêmio Monte Alegre, Holanda, Monte Alegre A, Olho D’ Água, Prefeitura, SPO, Val Esporte, Vila Nova, Vitória e Vitória Júnior.

Rosa possui carreira vitoriosa, com várias medalhas e troféus conquistados

Em 2005, a ex-jogadora de futebol, Rosa Mara Fernandes, aceitou treinar meninas para um esporte tipicamente masculino, o futsal. Apesar de todas as dificuldades que encontrou, como preconceito e inexperiência, ela seguiu em frente e conquistou vários títulos de campeã, além de vice campeonatos e a tão sonhada medalha de bronze nos Jogos Regionais. Rosa tornou-se jogadora profissional em 1996, no Matonense, e já jogou por inúmeras cidades da região. Dessa época, guarda muitas recordações, como a final do Campeonato Paulista de 1999, Matonense x Rio Preto. “Éramos muito rivais e acabamos vencendo a competição”, relembra. Em 2005, a jogadora aceitou um grande desafio: ser técnica do futsal feminino de Motuca. Rosa revela que encontrou dificuldades, pois o futebol é

diferente do futsal, tanto técnicamente quanto fisicamente. Mas sua maior dificuldade foi lidar com as jogadoras. “O que mais trabalhei, e ainda trabalho, é o psicológico das meninas”. Há quatro anos no comando da equipe, Rosa faturou dez campeonatos, quatro vice-campeonatos e a inesquecível medalha de bronze nos Jogos Regionais desse ano, que, segundo ela, marcou sua vida de técnica. A maior dificuldade da técnica hoje é encontrar meninas para treinar. “A idade limite dos Regionais é de 21 anos. E daqui a pouco não vou ter mais jogadoras para levar”, lamenta. Com 30 meninas matriculadas na escolinha de futsal, Rosa tem esperança que esse cenário mude. “A maioria dos campeonatos que disputamos até hoje fomos campeã ou vice. E isso tem que continuar”, almeja. G. M. L.


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O mundo precisa que você tome uma atitude preferem alguns, o amor, deve ser efetiva, e não apenas uma ficção, cedendo lugar ao ódio e a violência. Jesus Cristo deve viver hoje, amanhã e sempre, e não apenas no dia 25 de dezembro, para que as contas do PIB e do comércio possam aumentar. Assim, vida longa a todos aqueles que acreditam em um mundo melhor, vida longa a todos que acreditam que o mundo pode e deve ser melhor.

Ângela Santos Ferreira

O mundo, por meio da natureza, está mostrando que não mais aceita ser maltratado. Se os homens e as mulheres não mudarem as suas atitudes, chegará um momento em que não teremos mais um Planeta para compartilharmos os nossos sentimentos. Seremos vítimas do nosso próprio egoísmo e não existirá como,

muitos gostam de dizer, um lugar para os nossos filhos e netos, pois todos poderão sucumbir com as mudanças climáticas que estão ocorrendo. Assim, pelo menos neste ano, caso seja possível, façamos do Natal mais uma oportunidade para que possamos renovar a nossa profissão de fé. Afinal, conforme ensinou Paulo de Tarso, o Homem deve se salvar pela fé, mas também por meio das ações. A caridade, ou como

Afinal, como disse Martin Luther King, “Os homens aprenderam a nadar como os peixes, a voar como os pássaros, quem sabe um dia aprenderemos a viver como homens”. Feliz Natal a todos os brasileiros e estrangeiros que vivem neste país, que é abençoado, e tem plenas condições de ser uma grande Nação entre as grandes Nações deste Mundo, que merece respeito.


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