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EDIÇÃO NO 1 ANO 1

Ceará Faz Ciência Crianças e jovens mostram toda a criatividade e vocação científica que tem o interior do Estado

SNCT

Milhares de atividades em todo o País para discutir Economia Verde, Sustentabilidade e Erradicação da Pobreza

Lupa Entrevistamos o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação: Marco Antônio Raupp

UNCCD

Ceará receberá em 2013 eventos científicos internacionais sobre desertificação


Não ESPERE que seja TARDE para CUIDAR da SEGURANÇA da sua FAMÍLIA

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Nesta edição Impulso

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Eureka

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Confira os editais e chamadas de financiamento vigentes Frases e curisosidades científicas

Lupa Entrevistamos o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação: Marco Antonio Raupp

Ceará Faz Ciência

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UTD

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Semana Nacional de C&T

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Mundo das idéias

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UNCCD

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Crianças e jovens mostram toda a criatividade e vocação científica que tem o interior do Estado Mais de 2 mil pessoas receberão qualificação profissional em TI Milhares de atividades em todo o País para discutir Economia Verde, Sustentabilidade e Erradicação da Pobreza

Sônia Barreto e Roberto Bezerra falam sobre Desertificação no Ceará Ceará receberá em 2013 eventos científicos internacionais sobre desertificação

Ciência Itinerante

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Nutec

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Centec

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Geopark

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Conhecimento teórico e experimentos interativos estimulam o gosto pela Ciência entre crianças e jovens cearenses PEIEX ajuda indústrias cearenses a exportar CFI capacita professores da rede pública há 16 anos Araripe conquista Selo Verde da Unesco

Universidades recebem investimentos Governo do Estado destinará R$ 55 milhões para UECE, UVA e URCA

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Editorial O conhecimento sobre Ciência deve estar acessível a todos os cidadãos. Este é o pensamento do Governo do Estado do Ceará e que pode ser visto no trabalho desenvolvido pela Secitece. Entendemos que popularizar a Ciência entre crianças e jovens é uma forma de consolidação, a médio e longo prazo, da responsabilidade da Secretaria com a Educação Superior e Profissional, já que não é possível ter uma educação sem a formação de uma base sólida de conhecimento. Queremos estar cada vez mais perto da sociedade, e para tanto, distribuímos nossas atividades por todo o Estado, como forma de interiorizar a atuação da Secretaria. Em 2012, realizamos o projeto “Ceará Faz Ciência” que movimentou o interior com a realização de feiras científicas. O CFC é, para nós, motivo de orgulho. A iniciativa, inédita no Estado, nos deu a oportunidade de visitar diversas regiões e conhecer melhor a realidade e os anseios de estudantes e professores. Os resultados do projeto foram apresentados ao MCTI, que garantiu apoio à Secitece para a realização da segunda edição em 2013. Já é o terceiro ano que promovemos, de forma mais efetiva, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A cada edição, a SNCT em Fortaleza ganha mais espaço, com eventos maiores, projetos melhores e envolvendo mais instituições, o que tem dado ao Ceará visibilidade nacional como um dos estados com maior participação. A Secitece tem investido ainda na comunicação com o público através da atualização constante de canais como Facebook, Twitter, Picasa e YouTube. Entendemos que as mídias sociais contribuem para um relacionamento direto com o públicoalvo das ações da Secretaria. A primeira edição da revista Ler Ciência vem para somarse a todos estes canais de comunicação e ainda servir de memória das experiências e conquistas ao longo de 2012. A periodicidade da publicação será semestral, sempre com um apanhado das atividades desenvolvidas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Educação Superior e Profissional. Agradecemos a todos os parceiros que nos ajudaram nesta caminhada, em especial ao Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia, nas pessoas de Denise Coelho e Ildeu Moreira, e ainda aos assessores de comunicação das instituições vinculadas a Secitece, responsáveis pelo trabalho de aproximar, através da informação, governo e sociedade.

Expediente

Outubro de 2012 Edição no 1 Ano 1 Editora: Simplícia Vianna Sinibaldi Jornalista - Reg. 1711 JP/CE plicia.rscom@gmail.com Reportagens: Cynthia Pinheiro Cardoso Jornalista - Reg. 1982 JP/CE cynthia.rscom@gmail.com Colaboradores: Ana Freires (Centec) Arinne Oliveira (Nutec) Guto Castro Neto (Funceme) José Vieira Monteiro (Geopark/Urca) José Roberto Ferreira e Denise Coelho (MCTI) Fotografias: ASCOM Secitece e vinculadas Assessoria de Comunicação do MCTI Projeto Gráfico, Diagramação e Capa: Jorge Carvalho jjorgecs@gmail.com Impressão: Gráfica Pouchain Ramos Tiragem: 5.000 exemplares SECITECE Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará. Av. Dr. José Martins Rodrigues, 150 Edson Queiroz - CEP: 60811-520 - Fortaleza/Ce Telefone: (85) 3101.6466 - Fax: (85) 3101.3675 www.sct.ce.gov.br facebook.com/secitece

Simplícia Sinibaldi

Coordenadora de Comunicação da Secitece Editora da Revista Ler Ciência

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Edição NO 1 Outubro/2012

twitter.com/Secitece


Impulso

EDITAIS

Confira os editais e chamadas de financiamento vigentes Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) abriu inscrições para instituições interessadas em participar do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio – PIBIC-EM, para concessão de cota de bolsas de Iniciação Científica Júnior. As bolsas concedidas, da modalidade de Iniciação Científica Júnior, terão duração de até 12 meses, no valor de R$ 100,00 mensais, a partir de fevereiro de 2013. Com foco na criação de uma cultura científica, o PIBIC-EM é dirigido aos estudantes do ensino médio e profissional com a finalidade de contribuir para a formação de cidadãos plenos, conscientes e participativos; de despertar vocação científica e de incentivar talentos potenciais, mediante sua participação em atividades de educação científica e/ou tecnológica, orientadas por pesquisador qualificado de instituições de ensino superior ou institutos/centros de pesquisas ou institutos tecnológicos. O PIBIC-EM será operacionalizado pelas instituições de ensino e pesquisa (Universidades, Institutos de Pesquisa e Institutos Tecnológicos [CEFETs e IFs]) que tiverem PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) e/ou PIBITI (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação) para desenvolverem um Programa de educação científica que integre os estudantes das escolas de nível médio, públicas do ensino regular, escolas militares, escolas técnicas, ou escolas privadas de aplicação. As instituições de ensino e pesquisa serão as responsáveis pelas cotas de bolsas de Iniciação Científica Júnior para o Ensino Médio, e elas é que deverão pleitear uma cota de bolsas ao CNPq. Inscrições:

até 12/11/2012

Saiba mais:

http://resultado.cnpq.br/5247749493814506

Pesquisa em Doenças Negligenciadas O CNPq/MCTI também está com chamada aberta para apoiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e inovação em doenças negligenciadas, mediante a seleção pública de propostas para apoio financeiro a projetos que contribuam de modo efetivo para o avanço do conhecimento, geração de produtos, formulação,

implementação e avaliação de ações públicas voltadas para a melhoria das condições de saúde da população brasileira. As propostas aprovadas serão apoiadas na modalidade de Auxílio Individual, em nome do Coordenador/Proponente. Serão contempladas as seguintes doenças negligenciadas e suas respectivas linhas de apoio: Dengue, Doença de Chagas, Hanseníase, Helmintíases (Esquistossomose), Leishmanioses, Malária, Tracoma e Tuberculose. As propostas aprovadas serão financiadas no valor global estimado de R$ 18.000.000,00, sendo R$ 10.710.000,00 em custeio, R$ 5.400.000,00 em capital e R$ 1.890.000,00 em bolsas. Os recursos são oriundos do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde – e serão repassados ao CNPq. Inscrições:

até 12/11/2012

Saiba mais:

http://resultado.cnpq.br/5782939155807009

Pesquisa Ecológica Estão sendo selecionadas ainda pelo CNPq, propostas para apoio financeiro a projetos que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico e inovação do País, através da manutenção e aperfeiçoamento da rede de sítios de pesquisa definida no âmbito do Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração. A Pesquisa Ecológica de Longa Duração envolve a atuação integrada de equipes multidisciplinares em sítios de referência onde são coletados dados em longas séries históricas, abrangendo temas como a composição e a dinâmica dos ecossistemas; particularmente face às intensas perturbações a que estão sujeitos, sejam estas de origem natural e/ou antrópica. Além da pesquisa científica propriamente dita, uma proposta PELD deve prever um componente de transferência do conhecimento à sociedade, como possível subsídio à tomada de decisão na área de gestão ambiental. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global estimado de R$ 6.900.000,00. Os projetos terão o valor máximo de financiamento de R$ 600.000,00 para despesas com custeio, capital e bolsas. Inscrições:

até 31/10/2012

Saiba mais:

http://resultado.cnpq.br/4556388438917506 5


Eureka

Por que as luzes de “pare” são vermelhas? Semáforos, luzes de freio, luzes nas asas dos aviões e outros sinalizadores indicativos de “pare” são feitos na cor vermelha. Você já se perguntou o por quê? Cada cor de luz possui um raio de tamanho diferente, ou seja, algumas atingem maior distância antes de se dispersarem e ficarem invisíveis do que outras. A cor vermelha é a que possui um raio maior, podendo ser vista de grande distância e dando possibilidade aos motoristas de parar mais rápido. Fonte: vocesabia.net

Na vida, não existe nada a se temer, apenas a ser compreendido”.

Marie Curie (1867 – 1934), cientista polonesa, primeira pessoa a receber duas vezes um Prêmio Nobel: de Física, em 1903, pelas suas descobertas no campo da radioatividade e Nobel de Química, em 1911, pela descoberta dos elementos químicos rádio e polônio.

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Revista da Secitece Agosto/2012


A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”.

Albert Einstein (1879 – 1955), físico teórico alemão radicado nos Estados Unidos. Foi eleito, em 2008, o mais memorável físico de todos os tempos. É conhecido por desenvolver a teoria da relatividade. Recebeu o Nobel de Física de 1921, pela correta explicação do efeito fotoelétrico. Seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atômica, apesar de não prever tal possibilidade.

2012 é o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos. A determinação é da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) que está estimulando todos os países a realizarem atividades com o objetivo de aumentar a consciência coletiva sobre a importância deste tema, por meio de ações a nível local, regional e internacional.

Você sabia que o líquido da castanha de caju foi utilizado pela indústria bélica? Durante a II Guerra Mundial, o líquido da casca da castanha, LCC, foi muito utilizado como fonte alternativa de matéria-prima para a indústria bélica. No período, foram registradas mais de 300 patentes de seus derivados. Um dos seus usos mais importantes foi como isolante de cabos de alta tensão, tornando-se um produto essencial para aquele momento de conflito bélico. O líquido, de natureza cáustica e bastante corrosiva, é atualmente empregado na produção de lubrificantes, tintas, vernizes, resinas, inseticidas, fungicidas, adesivos, plastificantes, antioxidantes e até em compensados da indústria naval. O LCC apresenta ainda propriedades antimicrobiana, anticoagulante e antitumor.

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Lupa

Desconcentrar a produção científica é preciso Marco Antonio Raupp é físico de formação, com doutorado em Matemática pela Universidade de Chicago. Em sua entrevista, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação fala da necessidade da desconcentração da produção científica nos países ricos e não somente das que já atingiram níveis satisfatórios de riqueza e de bem estar da população. “Se a Ciência é um bem universal, então seus benefícios devem ocorrer também na mesma escala”. O Ceará e os acontecimentos importantes a serem sediados em 2013, como 2ª Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação, também são comentados por Raupp, que explica ainda os motivos pelo qual o Estado foi escolhido para a implantação do Instituto de Pesquisas Oceanográficas.` Em 2013, o Brasil irá receber dois grandes eventos internacionais na área de desertificação: a Primeira Conferência Científica para Implementação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, em janeiro, e a 2ª Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (UNCCD), em fevereiro, ambos realizados no Ceará. Por que a discussão dessa temática tem sido cada vez mais importante? Atualmente, perto de um quarto da superfície terrestre sofre com a degradação dos solos, especialmente nas zonas áridas e semiáridas. E trata-se de um processo que continua em evolução e chega a ameaçar a subsistência de mais de um bilhão de pessoas. O efeito estufa deverá agravar esse quadro nas próximas décadas. Conforme previsão dos especialistas, o aquecimento global vai tornar as secas e as chuvas mais intensas nas regiões semiáridas, ou seja, vamos ter menos chuvas, mas quando chover as precipitações serão mais fortes. Esse fenômeno climático, somado à ação do homem, potencializa o processo de desertificação. Diante dessa gravidade, o combate à desertificação tornou-se uma prioridade em escala praticamente global. Nossa expectativa é que esses dois eventos possam contribuir substantivamente nos esforços para a solução do problema.

No próximo ano, o Brasil também irá sediar outro importante evento científico: o Fórum Mundial de Ciência, que será realizado no Rio de Janeiro e terá como tema central “Ciência para o Desenvolvimento Global”. De que forma, o evento irá contribuir para definir o papel da ciência para o desenvolvimento global? Que a ciência proporciona o desenvolvimento, isso é um fato mais do que constatado. Basta examinarmos os maiores PIBs e os mais altos IDHs para verificarmos que a ciência é um componente importantíssimo no conteúdo desses dois indicadores de riqueza e de qualidade de 8

Edição NO 1 Outubro/2012

vida. E o problema, vamos chamar assim, é que há uma concentração da produção científica, principalmente da produção científica de melhor qualidade, nos países ricos. Ou seja, podemos inferir que a ciência está ajudando o rico a ficar mais rico. O inverso não é verdadeiro, mas precisamos ajustar essa situação, de modo que a ciência passe a contribuir para o desenvolvimento conjunto de todos os países, e não somente dos que já atingiram níveis satisfatórios de riqueza e bem estar da população. O Fórum Mundial de Ciência do próximo ano vai tocar nos pontos que provocarão a necessidade de se pensar e de se fazer ciência com a perspectiva de se promover o desenvolvimento do planeta com um todo, e não apenas de parte dele. Se a ciência é um bem universal, então seus benefícios devem ocorrer também na mesma escala.

O desenvolvimento de pesquisas em universidades e ICTs, em parceria com as empresas, é um dos principais meios de acelerar o processo de inovação tão necessário para o crescimento do país. Segundo o relatório Formict 2011, somente no ano passado, os projetos incorporados por empresas, resultaram um retorno financeiro de aproximadamente R$ 70 milhões. De que forma, o MCTI incentiva a criação desse ambiente favorável para a inovação? De várias formas. Uma delas é a disponibilização de recursos por meio do programa de subvenção econômica operado pela Finep. São recursos não reembolsáveis, aportados nas empresas para que elas realizem projetos de pesquisa e desenvolvimento, P&D, visando a geração de produtos, processos ou serviços inovadores. Nos cinco editais já lançados nesse programa, o MCTI repassou para as empresas R$ 1,8 bilhão. Para os editais deste ano, de 2013 e 1014, serão mais R$ 1,2 bilhão. Com esses recursos, o governo participa dos riscos tecnológicos inerentes aos processos de inovação. Outra forma é o oferecimento de crédito às empresas, por meio de empréstimos com juros subsidiados, a taxas bem abaixo das praticadas pelo mercado. Esses empréstimos ajudam as empresas a se


equipar para a produção e a colocação no mercado de seus produtos inovadores. No ano passado a Finep aprovou empréstimos no total de R$ 2,9 bilhões, neste ano devemos chegar a R$ 3 bilhões e para 2013 estão previstos R$ 5 bilhões. Há ainda a disponibilização de recursos, também não reembolsáveis, para que instituições de pesquisa realizem atividades de P&D em conjunto com empresas. E há também outros programas, como o que oferece bolsas para que pesquisadores com mestrado o doutorado façam P&D dentro de empresas, e o Ciência sem Fronteiras, pelo qual vamos enviar para conceituadas instituições de pesquisa do exterior cerca de 100 estudantes brasileiros. Todas essas são formas de incentivar o incremento da inovação no País.

Em agosto, o senhor anunciou que o Ceará foi um dos Estados escolhidos para receber um instituto de pesquisas oceanográficas. Como a implantação desse instituto irá contribuir para o desenvolvimento dos estudos sobre o mar e quais os motivos para a escolha do Ceará? A plataforma continental brasileira, com 4,5 mihões de quilômetros quadrados, é quase do tamanho da Amazônia brasileira. Assim como temos que conhecer a Amazônia, para explorar de maneira sustentável seus recursos naturais, precisamos também conhecer nosso extenso mar. O Instituto de Pesquisas Oceanográficas entra nesse contexto. Suas duas bases terrestres estão previstas - para o Ceará e o Rio Grande do Sul, e elas foram escolhidas em razão de posição geográfica, de massa crítica já existente em pesquisas no ambiente marítimo e do potencial para atenderem as expectativas do futuro instituto oceanográfico.

Hoje, há uma grande preocupação com a qualidade e a quantidade de pesquisa desenvolvida no âmbito das universidades. Como a popularização da ciência pode colaborar com a melhoria desse cenário?

peito à cultura científica da população. Creio que isso é um fator importante para ajudar na emancipação e a na qualidade de vida das pessoas. Quem abriga uma certa cultura científica tem melhores condições para entender os fenômenos naturais e as ações do homem, por exemplo, no que se refere ao meio ambiente, às condições de vida nas cidades e à própria saúde individual de cada um. E quando uma pessoa tem conhecimento desses aspectos, ela pode interferir neles de uma maneira consciente e com embasamento. Em resumo, diria que uma pessoa dotada de alguma cultura científica sabe se localizar no ambiente em que vive. Outro aspecto importante da popularização da ciência, e aí a realidade brasileira conta muito, é o fato de a nossa ciência ser financiada basicamente por recursos públicos. Penso que, ao ser informada sobre o que o país produz em termos de ciência, a população poderá apoiar a nossa atuação, como cientistas, ou então ter uma posição crítica, nos ajudando a aperfeiçoar nossa política científica.

De que forma podemos incentivar o trabalho dos pesquisadores que se dedicam à divulgação cientfífica? Até agora nos dedicamos basicamente à formação do nosso sistema de Ciência e Tecnologia. Com a musculatura que já adquirimos, estamos em condições de partir para outras atividades. A realização de pesquisas de caráter utilitário para a sociedade é uma dessas atividades a que nossos pesquisadores deverão se dedicar mais intensamente. O mesmo deverá ocorrer com as atividades de divulgação do trabalho científico para a sociedade. Veja que o CNPq incluiu recentemente na Plataforma Lattes um campo específico para que os pesquisadores incluam tanto suas atividades voltadas para inovação como para divulgação.

A meu ver, a popularização da ciência tem uma importância muito grande em dois aspectos. Um deles diz res-

uma pessoa dotada de alguma cultura científica sabe se localizar no ambiente em que vive. 9


Ceará Faz Ciência

Exemplos de ousadia e talento Crianças e jovens participantes do Projeto Ceará Faz Ciência mostram toda a criatividade e a vocação científica que tem o interior do Estado Referência em popularização da Ciência e um marco na história pessoal e profissional de professores e estudantes. Estes são os resultados conquistados com o projeto Ceará Faz Ciência, realizado pelo Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), e CNPq/ MCTI, que reconheceu o talento e a ousadia dos jovens do interior do Estado. Durante os meses de maio e junho de 2012, o Ceará Faz Ciência movimentou o Estado ao levar, para praças públicas, o que de melhor é realizado por estudantes na área da ciência. Dos mais de 300 projetos inscritos, foram selecionados 100 trabalhos científicos de alunos do ensino fundamental, ensino médio e técnico de escolas públicas de mais de 60 municípios cearenses. “O Projeto Ceará Faz Ciência configura-se como um importante instrumento para melhoria do ensino e para despertar vocações científicas e tecnológicas. A partir deste trabalho de iniciação científica, há um estímulo para que nossos jovens se interessem por uma carreira profissional que envolva a C&T, dentro das vocações naturais do nosso Estado”, frisa o secretário da Secitece, René Barreira. Com formato itinerante, foram realizadas quatro feiras científicas no Litoral Leste, Região Norte, Cariri e Inhamuns, onde os trabalhos escolhidos foram apre10

Edição NO 1 Outubro/2012

Mostra Cultural Para animar as feiras, diversas apresentações musicais, dança, peças teatrais e outras manifestações artísticas.

sentados. Os eventos eram abertos à comunidade em geral, com o objetivo de despertar na população o gosto e interesse pela Ciência e Tecnologia. “A estrutura do projeto permitiu maior capilaridade na difusão do conhecimento dentro do Estado. Um dos objetivos era justamente desmistificar a ideia de que quem faz ciência é só cientista”, destaca Francisco Carvalho, coordenador do Ceará Faz Ciência. A primeira edição do Ceará Faz Ciência contou com patrocínio da Assembleia Legislativa, Prefeituras de Limoeiro do Norte, Sobral, Tauá e Crato, apoio da Ibyte, e apoio institucional do Geopark Araripe/Urca e Seduc.

Interiorização e Popularização Os eventos ocorreram em cidades-pólo de cada região, como forma de facilitar o acesso para os municípios circunvizinhos. As feiras foram montadas em praças públicas bastante frequentadas pela população, que podiam conferi-las das 16h às 20h. A primeira região a receber o Ceará Faz Ciência foi o Litoral Leste. O evento aconteceu na Praça da Matriz de Limoeiro do Norte, no dia 16 de maio. Sobral foi a cidade escolhida para sediar a feira da Região Norte, no dia 23 de maio e o evento foi realizado no Boulevard do Arco, cartão postal do município.


Premiação Foram premiados trabalhos com 1°, 2° e 3° lugares do Ensino Médio e Ensino Fundamental. Dentre os prêmios estiveram tablets, netbooks, MP4, mochilas e livros. Os alunos pertencentes a equipe vencedora receberam bolsa de Iniciação Científica Júnior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) durante um ano, no valor de R$ 100,00 mensais. A Comissão Avaliadora visitou os stands avaliando critérios como criatividade, apresentação de protótipos, aspecto visual do trabalho, exposição oral e utilização de materiais ecologicamente corretos.

A escola mais participativa de cada região também levou um de presente um mini-laboratório de Ciências, que irá auxiliar no aprendizado dos alunos e nas atividades pedagógicas. O equipamento permite o estudo prático nas áreas de Química, Física e Biologia.

A praça da antiga estação da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) do Crato foi palco para a feira do Ceará Faz Ciência na Região do Cariri, no dia 13 de junho. A Região dos Inhamuns foi a quarta e última região a sediar a feira do projeto, no Parque da Cidade, em Tauá.

Foram premiadas as escolas EEF Joaquim Dino Gadelha, em Limoeiro do Norte (Litoral Leste); EEEP Professora Theolina de Muryllo Zacas, de Bela Cruz (Região Norte); EEEP Prof. Moreira de Sousa, de Juazeiro do Norte (Região do Cariri) e EEEP Monsenhor Odorico de Andrade, em Tauá (Região dos Inhamuns).

Os participantes tinham uma área reservada para as apresentações. Todos eles receberam a camisa oficial do evento, lanches e água. As equipes de municípios que não faziam parte das cidades-sede dos eventos também contaram com alojamento e refeições, e em alguns casos, o transporte.

Os alunos foram premiados

com tablets, netbooks, MP4, mochilas e livros, além de receberem bolsas de Iniciação Científica Junior.

Talento e inovação

Sobral foi a segunda cidade

a receber o evento, que contou com cerca de 10 mil visitantes nas quatro edições

Os estudantes foram incentivados a desenvolver projetos relacionados com as vocações naturais da sua região. Na Região Norte, o foco era a Astronomia e Metalmecânica, e no Cariri, os temas trabalhados poderiam envolver Geoparques e Arqueologia. Já no Litoral Leste, alguns trabalhos enfatizaram a Psicultura e a Aquicultura. Energias Alternativas e Inclusão Digital foram os assuntos estimulados para os estudantes da região dos Inhamuns. 11


Ceará Faz Ciência Em cada região, ideias criativas e inovadoras chamaram a atenção durante as apresentações nas feiras científicas, confira:

Ciência dos Brinquedos No Litoral Leste, o projeto que levou o primeiro lugar na categoria Ensino Fundamental I mostrou toda a ciência que existe por trás de um parque de diversões. As pequenas Ana Clarisse de Freitas Maia e Raiza Freitas de Oliveira construíram uma maquete com os principais brinquedos do parque e exploraram todos os movimentos contidos em cada um deles, relacionando-os com fenômenos científicos. “A equipe mostrou que ao descer de um escorregador, pular em um pula-pula, balançar-se ou brincar em uma gangorra a criança pode se divertir e entender ciência ao mesmo tempo”, explica Clairton Almeida Maia, orientador do projeto e docente da Escola de Ensino Fundamental João Luís Maia, de Limoeiro do Norte.

Energia dos Ventos A equipe vencedora na categoria Ensino Fundamental II também é Limoeiro do Norte, e ressaltou a importância do uso da energia renovável neste início do século XXI, demonstrando a qualidade no uso da energia proveniente dos ventos. De acordo com os alunos Antonio Ermeson Bezerra e Bruno Amaral Silva, além da vantagem na questão ambiental, as turbinas eólicas possuem o diferencial de poderem ser utilizadas tanto em conexão com redes elétricas como em lugares isolados, não sendo necessário a implementação de linhas de transmissão para alimentar certas regiões. A equipe é da Escola de Ensino Fundamental Padre Joaquim de Meneses e foi orientada pela professora Maria Cleide Lima Andrade.

Sistema Diretor de Turma Já entre os estudantes do Ensino Médio, o trabalho vencedor do Litoral Leste criou um sistema escolar informatizado que pode fazer desde um simples acompanhamento de notas, até convocar reuniões com os pais dos alunos, através do envio de torpedos e mensagens por e-mail. O aplicativo 12

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também consegue obter a localização geográfica da residência do aluno para que, em casos de emergência, possa ser conduzido à sua casa. “Com o sistema, melhora-se o gerenciamento dos dados da turma - com controle e segurança, e ganha-se facilidade na busca de informações, além de conseguir a redução do consumo de papel”, explica Aleffer da Silva Morais, integrante da equipe SDT – Sistema Diretor de Turma, ao lado da aluna Antonia Renata da Silva Ramos, da Escola Estadual de Educação Profissional José Maria Falcão, de Pacajus. Os estudantes foram orientados pelo professor João Paulo de Oliveira.

Sistema de Recepção de Baixo Custo Na Região Norte, estudantes do município de Bela Cruz desenvolveram um sistema de recepção para sinal de celular utilizando tampas de panelas de alumínio, cabos de instalação elétrica e outros materiais encontrados com frequência nos quintais das residências rurais. O sistema de baixo custo já é amplamente utilizado na cidade, devido a sua capacidade de captar o sinal das três maiores operadoras do Brasil. Com a ideia, as dificuldades de comunicação presentes nessas comunidades diminuíram. O único material industrializado da antena é o cabo, que sai em torno de R$ 25,00. A antena convencional pode chegar até R$ 230,00. Atualmente são beneficiadas com o sistema de recepção de baixo custo mais de 220 famílias e os números não param de crescer. O projeto vem direto da comunidade de Cajueirinho e foi o vencedor na categoria Ensino Fundamental. Os alunos Jonas Sampaio Siqueira e Paloma Beatriz de Lima são da da Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental José Batista da Rocha e foram orientados pelo professor Manoel Leandro Cordeiro. O uso da antena está se espalhando para outros municípios, como Marco e Jijoca de Jericoacoara. O objetivo do projeto é de que, em um futuro próximo, o sistema já esteja cobrindo todo o Vale do Acaraú e regiões vizinhas.

Paparazzi Digital Os vencedores da categoria Ensino Médio na Região Norte desenvolveram um robô capaz de realizar algumas atividades consideradas perigosas à profissão jornalística, como por exemplo coberturas de ocupações em favelas.


O robô possui uma câmera que pode ajudar no trabalho do jornalista, e este não colocará sua vida em risco para apurar a informação. O protótipo foi apresentado pelos alunos da Escola Estadual de Educação Profissional Francisca Castro de Mesquita, de Reriutaba, Edivan de Souza Nunes e Francisco Jamilson Oliveira Souza. A equipe foi orientada pela professora Larissa Janyne Oliveira Lima.

A Paleontologia e o Metrô Do Cariri Em diversos trabalhos, a criatividade dos estudantes uniu-se com a vontade de enaltecer a riqueza histórica das regiões cerenses. A equipe vencedora na categoria Ensino Fundamental da região do Cariri, desenvolveu um projeto para divulgação do Geopark nas estações por onde passa o Metrô do Cariri, despertando nos usuários do transporte público a valorização da herança paleontológica da região. “O metrô conta com nove estações e em cada uma delas teríamos placas com uma espécie de fóssil e sua respectiva nomenclatura, além de informações sobre as vidas existentes no passado de nossa região”, explica Mayara de Oliveira Ferreira, que junto com Pedro Henrique Alves do Nascimento apresentaram o projeto. A equipe foi orientada por Francisco Wilirian Nobre, docente da EEIEF Governador Luiz Gonzaga da Fonseca Mota, de Barbalha.

Araripe’s Codeway As trilhas ecológicas realizadas no Cariri poderão ser ricas em informações com a implantação do projeto Araripe’s CodeWay. Os estudantes envolvidos no trabalho criaram um aplicativo para smartphones e tablets, que facilita a busca por informações sobre paleontologia na Chapada do Araripe. A ideia partiu da necessidade que os pesquisadores do mundo inteiro têm em colher informações muitas vezes restritas a publicações locais. Com o aplicativo, a cada parada na trilha, o aplicativo conecta-se com um chip instalado no local, que passará as informações diretamente para o aparelho dos estudiosos aventureiros. Os alunos Lucas Peixoto de Alencar Rocha e Renato Barbosa da Silva foram orientados pelo professor Rui

Gomes Patrício. A equipe vencedora pela Categoria Ensino Médio do Cariri vem da Escola Estadual de Educação Profissional Otília Correia Saraiva, de Barbalha.

Mini-Hidrelétrica “Me sinto como se estivesse ganhando o Prêmio Nobel!”. Estas foram as palavras emocionadas ditas pelo pequeno Humberto Gomes de Freitas, estudante da Escola Sônia Burgos, de Crateús, que juntamente com o colega Carlos Henrique Neres da Silva, levou o primeiro lugar no Projeto Ceará Faz Ciência - Edição Região dos Inhamuns, na categoria Ensino Fundamental. Os garotos desenvolveram uma maquete de minihidrelétrica com um diferencial: uma estrutura de armazenamento e reaproveitamento das águas, que ao mesmo tempo em que economiza recursos naturais, produz mais energia. Os alunos foram orientados pelo professor Raimundo Nonato Lima Junior.

Sistema de Auxílio aos Professores Diário Virtual O projeto do Ensino Médio vencedor na região dos Inhamuns criou um software que beneficia professores no preenchimento de diários, tendo em vista que essas atividades podem lhe custar muito tempo e sobrecarregá-los. “Sentimos a necessidade de fazer um aplicativo que fosse útil para facilitar a vida do corpo docente. Foram utilizadas linguagens de programação, como o POO e o MySQL, que estabelecem uma conexão entre Banco de Dados e JAVA, resultando na criação das janelas, caixas de diálogo, enfim, toda a parte de design do software”, explicou o professor Pedro Felipe Sousa Teixeira, responsável pela orientação das alunas Nathalya Silva Almeida e Gabriela Oliveira Mendes. A equipe é de Canindé, da Escola Estadual de Educação Profissional Capelão Frei Orlando.

Me sinto como se estivesse ganhando o Prêmio Nobel”. Humberto Gomes, vencedor da categoria Ensino Fundamental da Região dos Inhamuns.

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Ceará Faz Ciência

Vencedores do Ceará Faz Ciência Litoral Leste

Região do Cariri

Ensino Fundamental I

Ensino Fundamental

1º Lugar: Ciência dos Brinquedos

1º Lugar: Paleontologia e o Metrô do Cariri

Escola: EEF João Luís Maia Professor: Clairton Almeida Maia Alunos: Ana Clarisse de Freitas Maia e Raiza Freitas de Oliveira

Escola: EEIEF Governador Luiz Gonzaga da Fonseca Mota Professor: Francisco Wilirian Nobre Alunos: Mayara de Oliveira Ferreira e Pedro Henrique Alves do Nascimento

2º Lugar: Brilho Natural

2º Lugar: Réplica de Fósseis

Escola: EEF Joaquim Dino Gadelha Professora: Francisca Juliana Carvalho da Silva Alunos: Daniel da Silva Moura e Maria Gilvércia Régis Nogueira

3º Lugar: Destilador Artesanal

Escola: EEF Joaquim Dino Gadelha Professora: Leiliane Pinto da Silva Alunas: Andressa Ribeiro Sousa e Jamile Soares da Silva

Ensino Fundamental II

1º Lugar: Energia dos Ventos

Escola: EEF Padre Joaquim de Meneses Professora: Maria Cleide Lima Andrade Alunos: Antonio Ermeson Bezerra e Bruno Amaral Silva

2º Lugar: Robótica Educacional

Escola: EMEIF Senador Carlos Jereissati Professora: Maria Eliete da Silva Rocha Alunos: Pedro Isaac Sousa da Silva e Ronielle Rodrigues Lopes

3º Lugar: Aquecedor Solar de Baixo Custo Escola: EEF Joaquim Dino Gadelha Professora: Jacinta Lúcia de Assis Rocha Alunos: Diego Sousa Andrade e Ismael Lima Silva

Ensino Médio

1º Lugar: Sistema Diretor de Turma

Escola: EEEP José Maria Falcão Professor: João Paulo de Oliveira Lima Alunos: Antonia Renata da Silva Ramos e Aleffer da Silva Morais

2º Lugar: Crescimento de Cristais – Estudo de Propriedades Ópticas Lineares Escola: EEFM Polivalente Modelo de Fortaleza Professora: Francisca Geny Marfim Fernandes Alunas: Letícia de Castro Viana e Thayane Cavalcante Melo

3º Lugar: Nova Carcinicultura

Escola: EEEP Edson Queiroz Professor: Clodoaldo Monteiro Uchôa Alunos: Gabriella Cavalcante Lopes e Higor Batista Jacinto Silva

Região Norte Ensino Fundamental

1º Lugar: Sistema de Recepção de Baixo Custo Escola: EEIEF José Batista da Rocha Professor: Manoel Leandro Cordeiro Alunos: Paloma Beatriz de Lima e Jonas Sampaio Siqueira

2º Lugar: Pedalando com a Natureza Escola: EMEIEF Comissário Francisco Barbosa Professor: José Valdei Mariano Alunos: Pedro Nícolas Silva Souza e Jefferson Victor Gomes

3º Lugar: Sistema de Alerta para Inundações

Escola: Escola Senador Carlos Jereissati Professor: Luiz Carlos Melo Gomes Alunos: Maria Joselane Paulino Sena e Taynara Adheley Souza Tomaz

Escola: EEF Cícera Germana Correia Professor: José Edilson Gonçalves dos Santos Alunos: Cícero Bruno Apolinário Simões e José Augusto França Pereira

3º Lugar: Reciclagem e Sustentabilidade

Escola: EEIEF Sônia Callou Professor: Antônio Artencio Bezerra de Melo Alunos: Luana da Silva Callou e Cícera Taynara Ferreira da Silva

Ensino Médio

1º Lugar: Araripe’s CodeWay

Escola: EEEP Otília Correia Saraiva Professor: Rui Gomes Patricio Alunos: Lucas Peixoto de Alencar Rocha e Renato Barbosa da Silva

2º Lugar: Energia Solar para Alimentação de Semáforos Urbanos Escola: EEEP Amélia Figueiredo de Lavor Professor: Luís Ilderlandio da Silva Oliveira Alunos: Rodolfo Silvestre Alcântara e Andressa da Silva Fernandes

3º Lugar: Desinfecção da Água por Energia Solar

Escola: Liceu de Acopiara – Dep. Francisco Alves Sobrinho Professora: Antônia Joselina de Oliveira Santos Alunos: Renan Viana Batista Felipe Gomes e Rufino Moura Paiva

Região dos Inhamuns Ensino Fundamental

1º Lugar: Reaproveitamento Cíclico de Águas em Hidrelétricas Escola: Escola Sônia Burgos Professor: Raimundo Nonato Lima Junior Alunos: Carlos Henrique Neres da Silva e Humberto César Frota Gomes de Freitas

2º Lugar: Energia Solar – Desenvolver Envolvendo Escola: EEF Maria do Livramento Professor: Márcio Gonçalves da Silva Alunos: Mirian Mikesia Marques Mota e Luís Rener Cavalcante Monteiro

3º Lugar: Reciclagem e Sustentabilidade

Escola: EEIEF Sônia Callou Professor: Antônio Artencio Bezerra de Melo Alunos: Luana da Silva Callou e Cícera Taynara Ferreira da Silva

Ensino Médio

1º Lugar: Sistema de Auxílio aos Professores – Diário Virtual Escola: EEEP Capelão Frei Orlando Professor: Pedro Felipe Sousa Teixeira Alunos: Nathalya Silva Almeida e Gabriela Oliveira Mendes

2º Lugar: A Matemática e as Outras Áreas do Conhecimento

Escola: EEEP Monsenhor Odorico de Andrade Professor: Márcia Jannia Carlos Feitosa Alunos: Francisco Idelbrando Lima Rodrigues e Lara Maria do Carmo Oliveira

3º Lugar: Lógica Booleana na Construção de Algoritmos para Veículos Autônomos Escola: EEEP Capelão Frei Orlando Professor: Pedro Felipe Sousa Teixeira Alunos: Gabriela Ferreira Sales Dias e Brena Sousa Cavalcante

Ensino Médio 1º Lugar:Paparazzi Digital

Escola: EEEP Francisca Castro de Mesquita Professor: Larissa Janyne Oliveira Lima Alunos: Edivan de Souza Nunes e Francisco Jamilson Oliveira Souza

2º Lugar: Energia Jovem

Escola: EEM Raimundo da Cunha Brito

Professor: Francisco Aldirney de Abreu Melo Alunos: Maria Beatriz da Silva Cunha e Samuel da Rocha Abreu

3º Lugar: Cerâmica Sustentável

Escola: EEM Professora Theolina de Muryllo Zacas Professor: Alexandre Júnior do Nascimento Alunos: Nadijane Elizélia Nascimento e Vitória Régia Ferreira

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Edição NO 1 Outubro/2012

Saiba mais

assistindo ao documentário do projeto Ceará Faz Ciência em nosso canal Secitece Ceará, no YouTube


UTD

Universidade do Trabalho Digital já conta com mais de 2 mil inscritos Instalado no Centro de Fortaleza, o novo equipamento promove a qualificação profissional em TIC

Um dos diferenciais da UTD é o incentivo ao empreendedorismo. O equipamento também irá contribuir para a requalificação do Centro de Fortaleza.

Voltada para melhorar a qualificação profissional em áreas para o desenvolvimento sustentável do Estado, a Universidade do Trabalho Digital (UTD) foi inaugurada pela SECITECE em maio de 2012, no antigo prédio do Cine São Luiz. A UTD oferece formação profissional gratuita na área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) em níveis básicos e avançado. Para a implantação do empreendimento foram investidos R$ 3.124.546,01. Cerca de 1.520 pessoas poderão ser capacitadas em um ano. O objetivo é facilitar a transição entre a escola e o trabalho, assegurando os direitos de acesso à educação e ao mercado de trabalho para os jovens em situação de risco e apoiar ideias geradoras de inovações e renda. Para o secretário da Secitece, René Barreira, o equipamento é importante pois irá desenvolver toda estratégia para o empreendedorismo. Ainda de acordo com secretário, a criação da UTD é um marco no Sistema de C&T e Educação Superior, Técnica e Profissional do Estado. Para o aluno Jean de Almeida, de 19 anos, essa foi uma grande oportunidade que o Governo do Estado deu para os jovens de Fortaleza. “O curso é totalmente gratuito e o nível é bem avançado, temos os melhores professores, todos graduados e mestres”, disse.

Um dos diferenciais da UTD é o incentivo ao empreendedorismo. Os alunos dos níveis básico e avançado recebem formação nesta área, como forma de potencializar a formação profissional e, consequentemente, a inserção no mercado de trabalho, estimulando o comportamento empreendedor e fazendo com que novos conhecimentos cheguem à sociedade na forma de produtos, serviços e processos de qualidade.

Como participar?

Desde sua inauguração, a UTD já soma quase 2.000 inscrições para os cursos de Iniciação Digital e de Qualificação Especializada em Tecnologia da Informação (TI), que abrange os cursos de PHP, Design Gráfico, Java, Linux Avançado e Conectividade e Segurança da Informação. As inscrições estão abertas e podem ser feitas na sede da UTD. Para inscrever-se é necessário ser alfabetizado e ter idade a partir de 16 anos. Já para a formação em Qualificação Especializada em TI o candidato deve ser ainda professor de TI, aluno egresso do e-Jovem, estudante de graduação ou técnico em TI. Saiba mais: Secitece - (85) 3101-6471/ 3101-6456/ 3101-6433 www.sct.ce.gov.br

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SNCT

SNCT movimenta o Ceará Estado destaca-se no País pelo grande número de atividades desenvolvidas. Em 2012, programação é encerrada com palestra do navegador e escritor Amyr Klink Popularização do conhecimento. É com este foco que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação promove, desde 2004, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Uma semana do mês de outubro é dedicada, anualmente, à realização de atividades que estimulem a criatividade, a atitude científica e a inovação, principalmente entre crianças e jovens. As ações contam com a colaboração de entidades e instituições de ensino e pesquisa. A cada edição, pode-se perceber a participação entusiasmada e crescente de pessoas, instituições e municípios, resultando na consolidação do objetivo principal da Semana, que é o de popularizar a C&T. O tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia deste ano, intitulado “Economia Verde, Sustentabilidade e Erradicação da Pobreza” movimenta escolas, universidades, comunidades e outras instituições no debate sobre os diversos aspectos envolvidos no estabelecimento de uma economia verde, bem como os desafios da sustentabilidade nas suas dimensões ambiental, econômica e social. O tema foi escolhido em função ter sido objeto de discussão na Conferência Rio+20, evento de enorme importância e organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), ocorrido no Brasil em junho, com participação de quase todos os países do mundo. 16

Edição NO 1 Outubro/2012

Em 2010, o CE alcançou o 1º lugar do Nordeste e o 4º no Brasil em atividades. Em 2011, chegou a uma marca de 1.023 ações, com o envolvimento direto de 444 instituições.

No Ceará, a SNCT está sob a coordenação do governo estadual, através da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece). O Estado tem um histórico de grande envolvimento na Semana. Este ano, a programação cearense para a SNCT foi intensa, a exemplo do ocorrido em anos anteriores, quando o Estado conquistou em 2010 o 1º lugar do Nordeste e o 4º no Brasil em ações desenvolvidas. Já em 2011, chegou a uma marca de 1.023 atividades, com o envolvimento direto de 444 instituições. “Congratulo-me com o Estado pela extensão, pela capilaridade e pela qualidade das atividades realizadas. Desde 2004 o Ceará tem participado ativamente da SNCT”, declara o coordenador da Semana no MCTI, Ildeu de Castro Moreira. As ações neste ano estão concentradas em Fortaleza, no período de 16 a 19 de outubro. O local escolhido foi a Praça Luíza Távora, mais conhecida como “Praça da Ceart”, de fácil acesso, ampla e com grande movimentação. Dentre as ações, exposições, palestras e experiências. A programação, totalmente gratuita, conta com atividades exclusivas para as crianças, como contação de histórias. No local, estão reunidos os trabalhos vencedores do projeto “Ceará Faz Ciência”, iniciativa inédita no Estado que movimentou o interior com a realização


Investimento

A realização da SNCT 2012 no Ceará contou com investimentos de R$ 378 mil. O MCTI contribuiu com R$ 55 mil e o Governo do Estado entrou com uma contrapartida de quase 600% a mais, totalizando R$ 323 mil do tesouro. Para as atividades na Praça, os recursos foram aplicados em infraestrutura, logística, transporte e alimentação. Já na aplicação do plano de comunicação do evento foi destinada a quantia de R$ 125 mil, que cobriu os anúncios em rádio e jornal, a distribuição de panfletos, cartazes e camisas, além da colocação de painéis e blimps no local do evento.

Amyr Klink na SNCT

de feiras científicas, mobilizando 600 alunos do ensino fundamental, médio e técnico do Litoral Leste, Região Norte, Cariri e Inhamuns. Instituições vinculadas à Secitece (Nutec, Uece, Urca, Funceme, Centec) mostram o que é produzido no Estado em C&T. Os visitantes conhecem como funciona uma usina de biodiesel e uma estação para coleta de dados meteorológicos, além de entender um pouco mais sobre paleontologia, com a mostra do Geopark Araripe. “Com a Semana, mostramos à comunidade cearense um pouco da ciência que é feita aqui, porque, às vezes, as pessoas acham que a ciência deve vir de fora; e a ciência está presente no nosso dia-a-dia”, sustenta o coordenador e C&T da Secitece e responsável pela SNCT no Ceará, Francisco Carvalho.

Uma palestra no dia 19 de outubro marca a solenidade de encerramento das atividades do Ceará na Semana. O palestrante é Amyr Klink - navegador, empreendedor e escritor brasileiro que ficou conhecido por suas expedições marítimas. O evento acontece no auditório Deputado João Frederuci Ferreura Gomes da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará. É esperada a participação de 300 pessoas, dentre autoridades, professores, estudantes de escolas públicas e privadas e universitários. Em sua fala, Amyr Klink discorre sobre o tema da SNCT, “Economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza”, quando sugere estratégias e mudanças necessárias para uma economia verde que, em conexão com um desenvolvimento sustentável, contribua para a erradicação de pobreza e a diminuição das desigualdades sociais no País.

Está na programação ainda o projeto Ciência Itinerante, fazendo demonstrações de experimentos que aliam conhecimento teórico com práticas lúdicas e interativas, despertando a curiosidade e estimulando o gosto pela ciência nos estudantes.

Sai ba mais http://semanact.mct.gov.br www.sct.ce.gov.br

Evolução da SNCT no Brasil 6.701

9.700

atividades

atividades

2005

2007

2004

2006

atividades

atividades

1.840

8.654

16.110

14.978

atividades

atividades

2011 2009 2008 2010 10.859

atividades

13.345

atividades

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Mundo das ideias

Desertificação no Estado do Ceará Por Sonia Barreto e Roberto Bezerra

A Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação define a desertificação como “a degradação da terra nas zonas áridas, semiáridas e sub-úmidas secas, resultantes de vários fatores, incluindo as variações climáticas e as atividades humanas”. Atualmente referida convenção conta com aproximadamente 180 países signatários, dentre eles o Brasil. De acordo com essa definição, o Estado do Ceará é considerado, quase que em sua totalidade, área susceptível à desertificação. Em vista disso, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos Funceme, realizou estudo visando detectar de forma abrangente (escala do mapa temático 1:800.000), quais as áreas do Estado do Ceará que apresentavam, do ponto de vista físico, sinais evidentes de degradação ambiental. Utilizando metodologia que envolveu a análise de imagens de satélite e observações de campo, os resultados alcançados indicaram a ocorrência de três áreas que apresentavam-se deveras comprometidas quanto à preservação dos recursos naturais: •Inhamuns/Sertões do Crateús •Município de Irauçuba e regiões circunvizinhas •Médio Jaguaribe Considerando-se todo o Estado do Ceará, pode-se estimar que, em torno de 15.130 km2, equivalentes a 10,2% de sua superfície total, estão associados a processos de degradação susceptíveis à desertificação. Estudos mais detalhados indicam que na região do Médio Jaguaribe, os municípios de Jaguaribe, Jaguaretama e Jaguaribara são os mais afetados, sendo que no município de Jaguaribe aproximadamente um quarto de sua área, ou seja, 23,54%, já encontra-se comprometido pela desertificação. Além dos diagnósticos, a Funceme vem contribuindo também para a prevenção e uso conservacionista da terra. Nessas áreas de atuação vêm sendo ainda realizados estudos como zoneamentos agroecológicos, zoneamentos econômicos ecológicos, avaliação da aptidão agrícola dos solos, capacidade de uso das terras, dentre outros, os quais identificam os usos mais adequados que comportam determinadas áreas. Em conjunto com a Secretaria de Recursos Hídricos realizou-se através do Programa de Desenvolvimento Hidroambiental – PRODHAM, a instalação de áreas pilotos em duas microbacias hidrográficas localizadas no municípios de Canindé (microbacia do riacho Cangati) e Aratuba (microbacia do riacho Pesqueira) 18

Edição NO 1 Outubro/2012

visando a utilização sustentada da terra e desta forma evitando os processos degradacionais. No que se refere a recuperação de áreas degradadas, está sendo desenvolvido estudo em uma área piloto de 5ha, na sub-bacia do riacho do Brum, no município de JaguaribeCE, buscando reverter o quadro de degradação, recuperar e manter as condições do ambiente natural, visando a proteção da biodiversidade, do solo e dos recursos hídricos, tendo, como consequência, o desenvolvimento da atividade microbiana no solo e o repovoamento da área com plantas nativas. A metodologia consiste em estudos básicos de caracterização da área, adoção de práticas de manejo e conservação do solo e da água, na aplicação de técnicas inovadoras na recuperação de áreas degradadas e no monitoramento e avaliação do processo de recuperação ambiental. Estudos relativos a esse tema são de grande importância nos dias de hoje, pois devido as mudanças climáticas e a utilização inadequada das terras, mais áreas estão se tornando improdutivas. A incapacidade da terra em produzir o suficiente para manutenção das famílias no campo gera migração da área rural para as grandes cidades e agrava a situação de pobreza, extrapolando assim o aspecto físico da degradação do meio ambiente, ocasionando igualmente uma grave questão socioeconômica.

Sonia Barreto Perdigão de Oliveira Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal do Ceará e mestrado em Geografia pela Universidade Estadual do Ceará. Atualmente é técnica em desenvolvimento de sistemas em sensoriamento remoto da Funceme. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Desertificação, Solos e Zoneamento Agroecológico.

Francisco Roberto Bezerra Leite Engenheiro agrônomo pela Universidade Federal do Ceará. Foi chefe da Divisão de Pedologia da antiga Superintendência de Desenvolvimento do Estado do Ceará – Sudec, fez parte da Comissão Estadual de Conservação de Solos e Água – CESSOLOS e do Conselho Estadual do Maio Ambiente – Coema. Tem vários trabalhos publicados na área de classificação e mapeamento de solos e estudos sobre degradação ambiental e desertificação. Já ministrou palestras e seminários em diversas instituições de ensino e pesquisa acerca dos assuntos de sua especialidade. Atualmente é técnico da Divisão de Recursos Hídricos e meio Ambiente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos – Funceme.


UNCCD

Ceará irá sediar 2ª Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação O Estado também irá receber a 1a Conferência Científica para Implementação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, que acontecerá em Sobral A capital cearense irá sediar a 2ª Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (UNCCD), em 2013. Em agosto, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp esteve em Fortaleza para o lançamento oficial do evento, que será realizado de 4 a 7 de fevereiro de 2012, no Centro de Eventos do Ceará.

UNCCD

De acordo com o ministro Marco Raupp, o Estado foi selecionado como a melhor alternativa para realizar o evento, após uma avaliação das diversas opções de localização.

A Conferência será estruturada em torno dos dois temas: “Impactos econômicos e sociais da desertificação, da degradação do solo e da seca” e “Custos e benefícios das políticas e práticas abordando a desertificação, a degradação da terra e a seca”.

A Conferência será financiada pelas Nações Unidas, Governo Federal e Governo do Ceará. O custo total pago pelas Nações Unidas será de cerca de US$ 2 milhões. Já o Governo Federal vai contribuir com US$ 600 mil, a serem cobertos pelo MCTI, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Integração e Ministério das Relações Exteriores. O Governo do Ceará irá fornecer o espaço do Centro de Eventos, além de cobrir as despesas de transportes locais, segurança, equipamentos e instalações no local do evento, o que dá uma estimativa inicial de R$ 1 milhão de financiamento. Para o secretário da Secitece, René Barreira, o Estado possui tradição nos estudos relacionados à desertificação. Com a Conferência, o Ceará terá a oportunidade de consolidar uma posição de liderança em Ciência na América Latina. Além do ministro Marco Raupp, participaram do lançamento da Conferência da ONU o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre; o presidente da Rede Nacional de Pesquisa, Nelson Simões; o presidente do Comitê de Ciência e Tecnologia da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, Antonio Rocha Magalhães, dentre outras autoridades.

O foco temático da 2ª Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação será “Avaliação econômica da desertificação, da gestão sustentável da terra e da resiliência de zonas áridas, semiáridas e sub-úmidas secas”.

De acordo com o conselheiro do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Antônio Rocha Magalhães, o tema a ser tratado na Conferência é de suma importância, visto que as terras secas correspondem a 40% das terras do planeta. “Dos 194 países existentes, a desertificação atinge cerca de 100, incluindo o Brasil”. “O Ceará é um grande palco para o debate sobre o assunto, já que este possui um quadro de desertificação”, comenta Magalhães. Não é a primeira vez que a capital cearense é sede de importantes conferências internacionais relacionadas com o tema. Em 2010, o Estado promoveu a ICID+18 (Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas), que reuniu 2.500 participantes de 80 países. Pouco antes da realização da UNCCD, será realizada, também no Ceará, a 1a Conferência Científica para Implementação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação. O evento é focado na América Latina e Caribe e vai acontecer de 30 de janeiro a 1º de fevereiro de 2013, em Sobral, com organização da Prefeitura de Sobral, Funceme e CGEE. Saiba mais

http://2sc.unccd.int

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Ciência Itinerante

Ciência bem perto Projeto Ciência Itinerante alia conhecimento teórico com experimentos interativos, estimulando o gosto pela Ciência entre crianças e jovens cearenses

O projeto participou de diversos eventos em 2012

e recebeu cerca de 5 mil visitantes

Qual a melhor maneira de aprender ciência? Experimentando! É o que o grupo de monitores do projeto Ciência Itinerante tem estimulado nos jovens do Estado. Mais de cinco mil pessoas já puderam participar das apresentações do projeto, que aguçam o gosto pela investigação científica através da realização de experiências simples, mas que muito ensinam. O Ciência Itinerante é uma iniciativa da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado (Secitece), com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A equipe é composta por monitores nas áreas de Física, Química, Biologia e Tecnologia da Informação. As Leis da Física e as reações químicas, por exemplo, são demonstradas em experiências interativas, como o Pêndulo de Newton – que prova a conservação de energia, e o Sopro da Verdade, sobre a produção de ácido a partir da água e do gás carbônico. As apresentações são gratuitas e acontecem em escolas, eventos e em outras instituições interessadas. O projeto alia conhecimento teórico com práticas lúdicas e interativas, despertando a curiosidade e estimulando o gosto pela ciência nos estudantes. Neste ano, o Ciência Itinerante participou de diversos eventos, dentre eles a InfoBrasil, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, além das feiras de ciências

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Edição NO 1 Outubro/2012


Conteúdos Abordados pelo Ciência Itinerante Física Geral:

Estudo da mecânica dos sólidos, mecânica dos fluídos, termodinâmica, óptica geométrica, óptica física, oscilações e ondas, eletrostática, eletricidade, magnetismo, eletromagnetismo, etc.

Química:

Estudo de química geral, abrangendo as propriedades gerais da matéria, processos de separação das misturas, reações químicas, funções químicas, termoquímicas, eletroquímicas, química orgânica, etc.

Biologia:

Estudo da biologia geral, abrangendo histologia e ciência humana, corpo humano, zoologia, botânica, citologia e genética, etc;

Tecnologia da Informação (TI):

História da TI, hardware, software, funcionamento dos chips, conceito de programação, ligações em Rede; Internet; realidade virtual; jogos virtuais, robótica, cybercultura, etc.

Experimente! Ovo Maluco Nesta experiência, você irá observar o processo de osmose em ovos, a desmineralização do carbonato de cálcio, além de identificar as soluções hipertônica e hipotônica.

da Secretaria da Educação do Estado. O projeto esteve presente ainda em todas as mostras científicas realizadas pelo Ceará Faz Ciência, que durante os meses de maio e junho, percorreu o Estado promovendo a popularização da C&T.

Ciência no ônibus

O que é a osmose?

A osmose é o nome dado ao movimento da água entre meios com concentrações diferentes de solutos, separados por uma membrana semipermeável. Como o soluto não pode passar pela membrana, quem se desloca é o solvente. Esta passagem fará com que a quantidade de soluto em relação à quantidade de solvente seja igual dos dois lados, ocorrendo a transferência do solvente da solução hipotônica (menos concentrada) para a solução hipertônica (mais concentrada). A osmose ocorre em vários sistemas da natureza. Nas células do corpo humano, a osmose é um processo de extrema importância. A concentração de sais nas células, por exemplo, é controlada pelo sistema de osmose.

Material 3 ovos de galinha crus, 3 copos de 300 ml, água, sal, açúcar e vinagre de álcool.

Será entregue em novembro o ônibus do Ciência Itinerante, que circulará por todo o Estado. O veículo é adaptado com um laboratório para estudos em Física, Química, Biologia e Tecnologia da Informação, áreas de atuação do projeto. O investimento para a compra e adaptação do ônibus foi de R$ 500 mil.

Procedimento Em cada copo, deixe imerso um ovo em vinagre álcool por 24 horas, a fim de que a acidez do vinagre (ácido acético) corroa a casca dos ovos. Se necessário, deixe por mais tempo. Aqui você verá a desmineralização do carbonato de cálcio.

Agendamento de visitas O público alvo do projeto é composto por estudantes e professores da rede de escolas públicas do Ensino Fundamental e Médio, instituições de Ensino Técnico e Profissional e demais interessados.

Após as 24 horas, restará apenas a membrana semipermeável do ovo e seu conteúdo (gema e clara).

Para saber mais sobre o Ciência Itinerante ou agendar uma visita, basta ligar para os telefones (85) 3101-6426 ou enviar um e-mail para sabrina.saboia@sct.ce.gov.br.

Em cada copo, deixar imerso cada ovo em uma solução por 2 dias .

Lave os ovos e os copos. No copo 1 coloque a água; no copo 2, água com açúcar, e no copo 3, água com sal.

Compare os ovos!

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Nutec

PEIEX ajuda indústrias cearenses a exportar

O PEIEX Ceará é o maior núcleo operacional entre os 30 em funcionamento no país e conta com recursos da ordem de R$ 900 mil para capacitação das indústrias cearenses Objetivando melhorar a competitividade e preparar o empresário para atuar no comércio exterior, a IV Etapa do Projeto de Extensão Industrial Exportadora - PEIEX disponibilizou para o segundo semestre de 2012, 308 vagas gratuitas destinadas a micro, pequenas e médias empresas do setor industrial de Fortaleza e Região Metropolitana. Dessas, 116 estão preenchidas até o momento. Devido ao sucesso do projeto, as instituições financiadoras aumentaram substancialmente os investimentos, garantindo um total de R$ 900 mil para a capacitação das indústrias cearenses. A Agência Brasileira de Exportações e Investimentos – Apex/Brasil e Governo do Estado aportaram juntos, e em partes iguais, R$ 800 mil. O PEIEX Ceará é o maior núcleo operacional entre os 30 em funcionamento no País. O projeto é extremamente importante para o desenvolvimento do setor industrial porque além de disponibilizar serviços de apoio ao empreendedorismo nas mais diversas áreas, oferece treinamentos, orientações técnicas e tecnológicas. No mês de agosto de 2012, 89 empresas participaram das cinco capacitações ofertadas. Através de um grupo de técnicos extensionistas, o PEIEX do Ceará averigua os pontos fortes e oportunidades de melhorias nas indústrias. “A equipe visita a empresa, faz uma avaliação, elabora um diagnóstico, propõe resoluções técnicas, gerenciais e tecnológicas, orientando quais ações o empresário pode implementar com objetivo de melhorar a competitividade e preparar-se para o comércio exterior” diz Lindberg Lima Gonçalves, presidente da Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará - Nutec. Os industriais cearenses interessados em conhecer e participar gratuitamente do PEIEX podem ligar para (85) 3101-2898 ou ir ao Nutec, na Rua Professor Rômulo Proença, s/n, Campus do Pici.

Case: Fort Canos do Brasil Há alguns meses, Luciana Ferreira teve orgulho de incorporar em seu CNPJ a atividade de exportação e importação de sua linha de produtos. Desde 2008, ela é gestora de uma 22

Edição NO 1 Outubro/2012

indústria fabricante de tubo de PVC com plástico sustentável em Maracanaú, no Ceará: a Fort Canos do Brasil. A proprietária já participava de feiras nacionais e internacionais quando teve a oportunidade de conhecer, em 2011, o Projeto de Extensão Industrial Exportadora – PEIEX, coordenado, no Ceará, pelo Nutec, instituição vinculada à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece). Inscrevendo-se gratuitamente no PEIEX, a Fort Canos do Brasil participou de 16 capacitações ofertadas nas áreas de Administração Estratégica, Finanças e Custos, Marketing e Vendas, Capital Humano, Produção e Manufatura, além de Comércio Exterior. Assim, percebeu a necessidade de desenvolver um Plano de Marketing e Vendas que culminou na mudança de foco em suas estratégias, revisão de controles financeiros e formação do preço com o apoio de extensionistas da área, dando início ao processo de exportação. Na avaliação dos gestores, a empresa obteve, já em 2012, um incremento de 41% em seu faturamento em relação ao ano de 2011: “Desde que nós participamos da primeira capacitação do PEIEX, em 30 de junho de 2011, nossa vida comercial tomou outro rumo porque aplicamos adequadamente todos os conhecimentos dados pelos extensionistas, e hoje a Fort Canos do Brasil tornou-se uma empresa focada no mercado”, ressalta Luciana Ferreira.


Centec

Formação

CFI capacita professores da rede pública há 16 anos

O Centro de Formação de Instrutores – CFI, unidade operacional do Instituto Centec foi criado em 1996, pela Secretaria da Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará (Secitece). O objetivo do Núcleo é aperfeiçoar professores da rede pública no ensino da ciência como Física, Química e Biologia, com aulas teóricas e práticas, bem como a realização de práticas laboratoriais para turmas de estudantes de Ensino Fundamental e Médio. O CFI oferece diversos cursos e atividades de atualização de professores nas áreas de ciências, e na área de gestão; curso de Informática; curso de Secretariado; curso de Telemarketing; Oficinas de Ciência; orientações para Feiras de Ciências nas escolas; elaboração de exames vestibulares para as FATECs e CVTECs, além do Projeto Primeiro Passo, da Linha Aprendiz, que o Instituto Centec executa, e que agora está instalado no Núcleo onde ocupa cinco salas com 185 alunos no total. Todos os anos o CFI recebe em suas instalações milhares de alunos das escolas públicas e privadas em atividades como a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada em parceria com a Secitece. “Além destas atividades, realizamos também oficinas de ciências no Curso de Férias da Seara da Ciência, na Universidade Federal do Ceará (UFC), para professores da rede pública e em parceria com o Instituto Federal do

O objetivo do Núcleo é aperfeiçoar professores da rede pública no ensino da ciência como Física, Química e Biologia, com aulas teóricas e práticas, bem como a realização de práticas laboratoriais” Ceará (IFCE) num projeto do CNPq. Realizamos ainda eventos de socialização e popularização dos trabalhos científicos e culturais desenvolvidos por alunos em escolas públicas de Fortaleza, nos Centros de Inclusão Tecnológica e Social (CITs)”, destaca a coordenadora do CFI, professora Rita Rolin. Saiba mais

www.centec.org.br ou na sede do CFI - Rua Silva Jardim, n. 512 - José Bonifácio, Fortaleza-CE, telefone 85 3226-1843.

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Paleontologia

Geopark Araripe conquista Selo Verde da Unesco A chancela foi concedida de forma unânime pela comissão de coordenação da Rede Europeia de Geoparques para os próximos quatro anos.

Geosítio

Parque dos Pterossauros

O tão esperado reconhecimento do trabalho realizado pelo Geopark Araripe chegou com a revalidação do Selo Verde, chancela dada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), durante a 5ª Conferência Internacional de Geoparks, no Japão, em 2012. O Selo Verde obtido pelo Geopark Araripe representa a aprovação de projetos desenvolvidos pelo Geopark durante os primeiros quatro anos de criação, por meio da Universidade Regional do Cariri (Urca), instituição vinculada à Secitece. Fundado em 21 de setembro de 2006, o Geopark completou seis anos de atividades na região do Cariri. Durante esse período tem desenvolvido atividades múltiplas de conservação do patrimônio natural e de importância científica, cultural, turística e educacional. O Geopark Araripe consta atualmente de nove Geossítios em seis cidades do Cariri e é o único na América Latina, sendo hoje importante impulsionador para que novos geoparques sejam criados no Brasil e em outros países do continente. A Rede Europeia de Geoparques foi unânime em sua decisão de adjudicar o Selo Verde para o Geopark Araripe para os próximos quatro anos. Ao tomar essa de-

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como coleta sistemática de fósseis nas frentes de escavações do calcário laminado, nos municípios de Nova Olinda e Santana do Cariri. Esse programa é a principal ferramenta contra a exploração clandestina e o tráfico de fósseis na região. O Museu recebe, em média, 900 visitantes por mês, sendo um dos principais centros de visitação da região do Vale do Cariri. Seu atual acervo abriga vários grupos de fósseis, sendo que seus maiores representantes são: troncos petrificados (por silicificação), impressões de samambaias, pinheiros e plantas com frutos; moluscos, artrópodos (crustáceos, aranhas, escorpiões e insetos); peixes (tubarões, raias e diversos peixes ósseos), anfíbios e répteis (tartarugas, lagartos, crocodilianos, pterossauros e dinossauros). Todo esse material fossilífero é proveniente, principalmente, das formações Missão Velha e Santana (membros Crato, Ipubi e Romualdo) da Bacia do Araripe.

Museu de Paleontologia

de Santana do cariri

cisão, o comitê europeu levou em conta o entusiasmo demonstrado por várias organizações parceiras e das comunidades locais para desenvolver o trabalho do Geopark em benefício da economia local. A Bacia do Araripe é uma unidade geológica que compreende uma área de 12.000km². É considerada a maior bacia sedimentar do interior do Nordeste brasileiro, inserida no sertão, e tem como principal destaque, em termos de relevo, a Chapada do Araripe, na confluência dos sertões do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Piauí. O registro geológico desta região revela capítulos importantes da evolução da história da Terra. Os depósitos sedimentares da Bacia do Araripe preservam grande diversidade de rochas, como os calcários, argilitos, arenitos e espessos depósitos de gipsita, registro dos ambientes geológicos que existiram nesta região. Além disso, esta Bacia preservou, de forma excepcional, abundantes registros fossíliferos da vida existente nesta época, como peixes, artrópodos, restos de pterossauros, tartarugas, crocodilomorfos, assim como folhas e outros fragmentos vegetais e troncos fossilizados. A preservação desta vasta riqueza de fósseis da região foi propiciada por condições singulares durante a evolução geológica da Bacia do Araripe.

Museu de Paleontologia O Museu de Paleontologia de Santana do Cariri, coordenado pela Urca, mantém projetos de escavações permanentes de fósseis em toda a Bacia do Araripe, bem

O que são os Geossítios? Geossítios são locais que apresentam elevado interesse geológico, pelo seu valor singular do ponto de vista científico, pedagógico, econômico, cultural, estético, entre outros. Além do conteúdo geológico, os Geossítios também podem apresentar elevado interesse ecológico, arqueológico, histórico e cultural. Estas características complementares levam os geossítios a apresentarem maior identidade com a região onde se inserem. No Geopark Araripe existem, atualmente, nove Geossítios com estrutura para apoiar uma utilização turística e educativa. Estes geossítios caracterizam diferentes períodos do tempo geológico desta região, registrando a evolução histórica da Bacia Sedimentar do Araripe. 25


Educação Superior

Governo do Estado irá investir R$ 55 milhões nas universidades estaduais UECE receberá R$ 25 milhões. UVA e Urca ficaram com R$ 15 milhões, cada. O Governo do Estado do Ceará anunciou, em agosto, a liberação de R$ 55 milhões para investimentos nas três universidades estaduais até 2014. Os recursos foram distribuídos da seguinte maneira: R$ 25 milhões serão destinados à Universidade Estadual do Ceará (Uece); R$ 15 milhões para a Universidade Regional do Cariri (Urca) e R$ 15 milhões para Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). Na Uece, os investimentos serão aplicados na melhoria da infraestrutura física, com a construção de laboratórios, quadras esportivas e implementação de projetos de acessibilidade, além da aquisição de equipamentos e de ônibus tipo rodoviário, dentre outros. Na Urca, está prevista a construção do Campus de Artes Violeta Arraes, em Barbalha, bem como reforma e ampliação do Campus São Miguel (curso de Direito) e adequação dos campi da Universidade à acessibilidade. Haverá ainda aquisição de equipamentos, veículos, acervo e material didático, além de reforma da parte elétrica, reestruturação dos bacbones de dados dos campi e inclusão de Rede sem Fio. A UVA terá os recursos aplicados na compra de veículos para apoio às atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão; equipamentos

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de informática nos campi Betânia, Derby, Junco e CIDAO; construção da rede óptica para a interligação da UVA ao Cinturão Digital; mobiliários para salas de aula e construção e aparelhamento do Restaurante Universitário. Os investimentos beneficiarão ainda a área de assistência estudantil, compra de livros, apoio a projetos de pesquisa e extensão, climatização e melhoria das instalações do Museu Dom José, administrado pela Universidade. Para o secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, René Barreira, o desenvolvimento do Estado passa pelo fortalecimento das universidades. “Os investimentos realizados pelo governo estadual contribuem para a contínuo aperfeiçoamento das nossas universidades e refletem a preocupação do governo com o desenvolvimento do Ceará”. De 2008 a 2011 os investimentos nas estaduais somaram cerca de R$ 90 milhões, em infraestrutura, custeio e manutenção. O secretário da Secitece também destaca a forte contribuição que o Estado tem dado para a expansão do ensino superior público federal. De 2007 para cá, foram mais de R$ 18 milhões em recursos e desapropriações, resultando na criação da Unilab, em Redenção-CE, instalação de campi da Universidade Federal do Ceará no interior, bem como a ampliação do número de Institutos Federais do Ceará (IFCE) pelo Estado.


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Revista LerCiência #1  

Publicação da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará.

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