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Observatório 34 – PIB da Economia da Cultura e das Indústrias Criativas

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REVISTA OBSERVATÓRIO ITAÚ CULTURAL #34

PIB DA ECONOMIA DA CULTURA

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Impactos da tecnologia digital na mensuração, monetização e participação cultural e criativa MARCELO MILAN

RESUMO O presente trabalho avalia as contribuições de Moreau, Navarrete, Rey e Sacco a partir do fio condutor da tecnologia digital. Moreau se concentra na mensuração do consumo criativo em condições de inexistência de preços monetários. Rey avalia como a economia criativa se utiliza do comércio eletrônico para circular bens e serviços. Navarrete considera como os museus e o patrimônio digital proporcionam insumos para novos produtos e para uma infraestrutura de conhecimento. Por fim, Sacco considera os limites da participação cultural e mostra as mudanças necessárias para uma democracia digital. INTRODUÇÃO A tecnologia em geral e a tecnologia digital em particular têm proporcionado grandes desafios para as atividades culturais e criativas e para aquele(a)s que se ocupam em oferecer reflexões sobre elas. Os trabalhos aqui avaliados representam uma amostra importante dessas questões. Todos têm como ponto comum os impactos das novas tecnologias na criação, produção, circulação comercial, acesso ou participação e na mensuração daquelas atividades em que a tecnologia reduziu os custos monetários de reprodução ou acesso a zero. O objetivo desta avaliação é sintetizar e articular as contribuições, proporcionando um recorte coerente, ao mesmo tempo que tece alguns comentários críticos a respeito.

Para organizar esse enquadramento, este trabalho propõe dois blocos analíticos: um primeiro considerando os efeitos da tecnologia digital nas transações econômicas das atividades culturais e criativas, apontando para os pressupostos necessários para que as plataformas de comércio eletrônico facilitem uma maior circulação dos bens e serviços (Rey) e os problemas de valoração que se impõem à mensuração dessas transações quando não há preço monetário (Moreau). O segundo bloco considera a questão da participação cultural e como a tecnologia digital a modula, reproduzindo modelos elitistas pré-digitais (Sacco) ou proporcionando insumos para novos produtos e para a infraestrutura de conhecimento (Navarrete). MONETIZAR OU NÃO MONETIZAR, EIS A QUESTÃO A contribuição de Rey avalia o impacto da tecnologia na comercialização de bens e serviços criativos, principalmente nas plataformas de comércio eletrônico, com referências à economia criativa e exemplos do setor cultural. Contudo, ela menciona também como o uso das tecnologias digitais e das plataformas estimula a cocriação, a coprodução e práticas de consumo entre criadores e consumidores. Ainda, a adoção da tecnologia da informação pelas pequenas e médias empresas


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