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BOLETIM INFORMATIVO Instituto Superior de Engenharia do Porto QUARTO TRIMESTRE 2008 | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

À CONVERSA COM... COSME TEIXEIRA

DESTAQUE MUSEU DO ISEP

DEPOIS DO ISEP CRISTINA FONTES

MUSEU

DO ISEP

10 ANOS


ÍNDICE ISEP.BI

03 EDITORIAL » Presidente do Conselho Directivo

04 A RETER » Primeiro Mestre pós-bolonha já está no mercado » ISEP a 100% » Um sério compromisso com a Ciência

06 EVENTOS » M-ELROB 2008 » Ciência Não Linear e Complexidade. Do Oriente para o Porto » Encontro Nacional de OpenSUSE no arranque de um ano de trabalho » As organizações do futuro constroem-se no presente » MEIT 08 apostou na tecnologia sueca » Um mês da Metrologia no ISEP » Grandes investimentos nacionais discutidos no Centro de Congressos do ISEP

10

EVENTOS XI JORNADAS TÉCNICAS ANIET

11

À CONVERSA COM... COSME TEIXEIRA 1º MESTRE PÓS-BOLONHA

16

DESTAQUE 10º ANIVERSÁRIO MUSEU DO ISEP

25

A NOSSA TECNOLOGIA BARCHETTA

11 À CONVERSA COM » Cosme Teixeira - 1º Mestre pós-bolonha do ISEP

14 DE FORA CÁ DENTRO » Grupo MONTEADRIANO

16 DESTAQUE » 10º ANIVERSÁRIO MUSEU ISEP

20 INVESTIGAÇÃO À LUPA » NITAE - CIETI

22 DEPOIS DO ISEP » Cristina Fontes

24 A NOSSA TECNOLOGIA » Barchetta - Laboratório Automóvel

26 BREVES » João Francisco Silva entre os finalistas do Prémio START » O processo de Bolonha à medida do ISEP » Novas ofertas formativas para 2009/2010 » ISEP entre as 12 melhores Instituições de I&D » Debater o trânsito e as soluções na indústria automóvel » Começar no “Zero” um futuro positivo » TecnoISEP - Tecnologia à solta no ISEP » As melhores tardes de quarta-feira são no DEI » Ao encontro da sociedade criativa » Docentes do ISEP continuam a marcar pontos em encontros internacionais » Um passaporte para o ISEP ir ao Cairo » Uma aposta Simplex » Engenheiros com mais competências para o mercado

30 PROVAS DE DOUTORAMENTO » Paula Viana


EDITORIAL ISEP.BI

ADEUS 2008

OLÁ 2009 Chega ao fim mais um ano. É a altura em que todos fazemos balanços do passado e voltamos os olhos para o futuro. É tempo de avaliar aquilo que foi feito e do que ainda está por fazer. É tempo de todos os alunos se preparem para uma fase de provas, apresentações de trabalhos e, também porque é fundamental, uma fase de algum descanso. É tempo de Natal, de solidariedade, de festa, de amizade. É tempo também de lançarmos a edição número 6 do 01

ISEP.BI recheada de novidades e histórias do Instituto. Este início de ano lectivo foi grande para o ISEP. Não só preenchemos todas as vagas como a maioria destas foram a primeira opção dos alunos. Isto enche-nos de orgulho. Por um lado, o sinal de que a notoriedade do ISEP continua a dar cartas e, por outro lado, a motivação que esperamos redobrada nos alunos que viram no ISEP a resposta aos seus ideais futuros.

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Também nos sentimos mais nobres por marcarmos pontos na história do Ensino Superior: saiu do ISEP o primeiro mestre do Ensino Politécnico Português. Neste ISEP.BI, com muita satisfação, apresentámo-lo. Cosme Teixeira, com licenciatura e mestrado em Geotecnia decidiu arriscar e hoje é mestre, o primeiro mestre de muitos que se seguirão, certamente. . 02

Cada vez mais integrado no dia-a-dia da comunidade, o ISEP leva o seu espólio, patente no Museu do Instituto Superior de Engenharia do Porto, a várias cidades do Grande Porto. Nas páginas que se seguem, chega-nos mais deste espaço, de visita obrigatória. Uma viagem com mais de 150 anos de história entre instrumentos e manuscritos, num total de mais de 10 mil peças, que retratam o ensino no ISEP desde a sua criação.

01 REGULADOR DE CORRENTES MPL208OBJ MUSEU DO ISEP 02 RETRATO DE FRANKLIN MPL142OBJ MUSEU DO ISEP

E como ISEP.BI sem tecnologia não é ISEP.BI, a “Nossa Tecnologia” é dedicada a mais um dos projectos aliciantes do ISEP: a Barchetta. Em entrevista ao ISEP.BI, Luís Miranda Torres, o responsável pelo projecto, explica o que é a Barchetta e como cada um de nós pode construir um carro de competição igual em casa. Em ano de comemoração do desenvolvimento sustentável, e a provar que o ISEP é um instituto preocupado com a preservação do meio, estão convidados a conhecer o NITAE/CIETI, o grupo de investigação que trabalha em prol do ambiente. Mas há mais... numa altura em que o mercado de trabalho é cada vez mais competitivo, damos a conhecer um dos muitos protocolos que o ISEP tem com o mundo empresarial. A todos, desejamos um 2009 cheio de projectos, novas aventuras e sempre com muita engenharia!

JOÃO ROCHA PRESIDENTE DO CONSELHO DIRECTIVO

FICHA TÉCNICA Propriedade ISEP - Instituto Superior de Engenharia do Porto - Rua Dr. António Bernardino de Almeida, nº 431 | 4200-072 Porto -Tel.: 228 340 500 - Fax.: 228 321 159 Direcção João Rocha Edição DCI|ISEP - Divisão de Cooperação e Imagem - e-mail: dci@isep.ipp.pt Redacção Alexandra Trincão, Flávio Ramos | Mediana Design José Silva & Óscar Andrade Impressão | Revista trimestral | Gratuita | Depósito legal 258405/07 | Tiragem 1000 exemplares


A RETER ISEP.BI

PRIMEIRO MESTRE PÓS-BOLONHA JÁ ESTÁ NO MERCADO Cosme Teixeira é um nome a reter. Ou melhor, mestre Cosme Teixeira.

Ensino Superior, os cursos de mestrado em Computação e Instrumenta-

Volvidos dois anos da introdução do Processo de Bolonha, um júri

ção Médica, Construções Mecânicas, Gestão de Processos e Operações,

composto, entre outros, por João Rocha, presidente do Conselho

Instrumentação e Metrologia e em Tecnologia e Gestão da Construção,

Directivo, assistiu à primeira defesa de uma dissertação de mestrado

aumentarão, a partir do próximo ano lectivo, a oferta formativa. Desde

no ISEP. Formado em Geotecnia e Geoambiente, o engenheiro de 27

2006, 713 mestrandos optaram pela nossa escola para prosseguir os

anos é o primeiro mestre do ensino politécnico pós Bolonha. O seu

seus estudos pós-graduados e é com um sentimento misto de missão

trabalho “Estudo hidrogeológico e hidropedológico das áreas peri-

cumprida e enorme prazer, que vemos crescer rapidamente para as

urbanas de Valbom e Avintes: implicações na gestão dos recursos

dezenas o número de mestres que o ISEP coloca no mercado.

hídricos subterrâneos” contou com o apoio do projecto Groundurban, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e integrou-se na linha de investigação de recursos hídricos subterrâneos da área metropolitana do Porto. A componente não lectiva do mestrado foi efectuada em contexto de trabalho, através de estágio na empresa Jeremias de Macedo e Cª Lda.. Além de permitir, desde logo, a operacionalização do projecto, a ligação à empresa acabou por continuar. O projecto investiga, numa perspectiva multidisciplinar, uma caracterização hidrogeológica e hidropedológica de dois campos experimentais, actualmente em investigação pelo Departamento de Engenharia Geotécnica do ISEP, Valbom (Gondomar) e Avintes (Vila Nova de Gaia). O mestrado em Engenharia Geotécnica e Geoambiente visa proporcionar uma formação avançada no domínio científico da Engenharia Geotécnica. Composto por 120 ECTS e dividido em componentes lectiva e não lectiva (ambas com duração de um ano), apresenta a opção de realização de uma dissertação, projecto ou estágio em ambiente empresarial, durante o segundo ano. Neste sentido são promovidos protocolos com empresas do ramo.

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No dia 21 de Julho último, Cosme Teixeira foi o primeiro mestrando de um politécnico a defender a sua dissertação, mas a primeira edição do curso de mestrado em Geotecnia e Geoambiente contou com mais 18 alunos. Actualmente, o ISEP está a leccionar cinco mestrados, nas áreas de Engenharia Informática, Engenharia Electrotécnica e de Computadores, Engenharia Electrotécnica - Sistemas Eléctricos de Energia, Engenharia Química e, claro, Engenharia Geotécnica e Geoambiente. Já aprovados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e

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A RETER ISEP.BI

ISEP A 100% Um sério caso de sucesso. Talvez seja esta a melhor forma de descrever os resultados do ISEP referentes aos ingressos no ensino superior. Para 2008/2009, e numa altura em que se verifica algum declínio na procura de formação superior em Engenharia a nível europeu, a nossa escola preencheu a totalidade das suas vagas. Os números deste ano colocamnos entre as cinco melhores instituições de ensino superior de Engenharia a nível nacional e demarcam-nos como a melhor escola a nível politécnico. Com os resultados da primeira fase, foram preenchidas as 805 vagas disponíveis. Para mais, o curso de Engenharia Química pautou-se como o melhor do país, todos os cursos pós-laborais apresentaram melhores resultados em comparação com outras instituições, a licenciatura em Engenharia de Instrumentação e Metrologia manteve a singularidade de ser a única da área em Portugal e, em termos gerais, as médias no ISEP subiram, o que evidenciou uma clara opção pela qualidade.

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as expectativas, com o preenchimento das 122 vagas disponíveis. Ao

UM SÉRIO COMPROMISSO COM A CIÊNCIA

nível da formação pós-graduada, os concursos externos atraíram 87

Apesar do crescimento científico verificado na última década, Portugal

caras novas. Perto de uma centena de futuros mestres considerou a

ainda não atingiu os objectivos do “Compromisso com a Ciência” e

nossa oferta a melhor do mercado. Tudo junto, ao preencher a tota-

encontra-se longe dos parceiros europeus. Estas são as principais ideias

lidade das vagas disponíveis para estudos de 1º e 2º ciclo, o ISEP vê

que se retiram do estudo realizado por Cristina Delerue Matos, docente

reconhecido todo seu o potencial humano e investimentos realizados

do ISEP, em parceira com Ferreira Gomes, da Faculdade de Ciências

para fomentar a sua posição de referência no ensino de Engenharia.

da Universidade do Porto. A nota técnica acrescenta ainda que o único

Os resultados dos concursos de habilitações especiais vieram confirmar

As justificações para estes resultados podem ser várias. Desde a preferência dos candidatos por uma escola que promova uma formação de índole prática e fortemente virada para as reais necessidades das

caminho para manter o país na rota do progresso passa por um reforço da capacidade de desenvolvimento tecnológico, ou seja, um aumento sustentado do investimento público e privado na Ciência.

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empresas, ao bom nome de que o ISEP goza, fruto da qualidade do

Este ponto de situação da investigação científica em Portugal pretendia

seu corpo docente, da investigação que produz e da empregabilidade

avaliar o cumprimento do “Compromisso com a Ciência”, preconizado

dos seus graduados, sendo facilmente identificados alumni entre os

no início da legislatura pelo actual ministro da Ciência, Tecnologia e

quadros de empresas líderes de mercado. Uma aposta que também

Ensino Superior, Mariano Gago. Em comparação com os parceiros

poderá ter pesado foi a campanha de imagem que o Conselho Directivo

europeus, Portugal teve um crescimento notável no último decénio,

patrocinou junto dos alunos do ensino secundário.

mas está ainda muito longe do que seria esperado. Segundo os

O ISEP formou no ano passado 612 diplomados, entre licenciaturas, pós-graduações e mestrados e conta actualmente com um corpo estudantil de 5728 alunos.

resultados do estudo, é aparente a dificuldade em cumprir os objectivos da Estratégia de Lisboa e chegar a um por cento de investimento público e dois por cento de investimento privado em 2010, devido à falta de participação dos privados. Cristina Delerue Matos e Ferreira Gomes apontam igualmente que o crescimento superior a sete vezes, que se verificou nos últimos dez anos, ainda se encontra muito longe da média europeia. Apesar da duplicação do investimento público com a Ciência entre 2000 e 2006, é fundamental manter um esforço crescente na Ciência, de modo a garantir que a economia portuguesa assuma o modelo de desenvolvimento dos nossos parceiros europeus. No ISEP, funcionam actualmente dez grupos de investigação a trabalhar em diversas áreas da Engenharia. Com cerca de uma centena de projectos, mais de duzentas parcerias com empresas privadas e um orçamento para a ciência de 2.000.000€ em 2009, continuamos o nosso empenho com Portugal.


EVENTOS ISEP.BI 28 a 31JUL2008

NSC’08 » CIÊNCIA NÃO LINEAR E COMPLEXIDADE. DO ORIENTE PARA O PORTO O ISEP foi palco, no fim de Julho, da 2nd Conference on Nonlinear

Matemática Não Linear. A conferência dedicou ainda especial atenção

Science and Complexity (NSC’08). Volvidos dois anos da primeira

aos jovens investigadores do ISEP, através da realização de uma sessão

iniciativa do género, a NSC’08 viajou de Pequim até ao ISEP e serviu

especial para apresentação de trabalhos, a Master Students Poster

de plataforma para o intercâmbio dos mais recentes desenvolvimentos

Session.

e avanços na área da Ciência Não Linear e Complexidade.

A oferta de uma experiência completa incidiu também na aposta

Durante a cerimónia de abertura, coube a João Rocha, presidente do

numa forte agenda cultural. Os participantes foram premiados com

Conselho Directivo, a José Tenreiro Machado, presidente do Conselho

uma viagem pelo Douro, noite de Fados, visitas ao centro histórico da

Científico, e a Albert Luo, da Southern Illinois University Edwardsville

cidade e às caves do vinho do Porto.

(EUA), darem as boas vindas à plateia de especialistas nacionais e internacionais. Ao longo de quatro dias, o programa composto por 25 sessões e 105 apresentações, envolvendo investigadores de 30 nacionalidades diferentes, permitiu aos especialistas focarem as atenções em teorias e princípios fundamentais, abordagens analíticas e simbólicas e em técnicas computacionais nas áreas da Física e

ENCONTRO NACIONAL DE OPENSUSE NO ARRANQUE DE UM ANO DE TRABALHO

ENOS 6SET2008

A NSC’08 foi pautada de enorme sucesso, não só por uma excelente organização do evento e larga adesão, mas sobretudo pela oportunidade que constituiu para a divulgação de projectos de investigação nacionais, nomeadamente do ISEP, junto de uma plateia internacional de renome.

O Departamento de Engenharia Informática (DEI/ISEP) associou-se à Comunidade Portuguesa openSUSE e à Porto Linux na organização do “Encontro Nacional de openSUSE” (ENOS). Realizado no início de Setembro, o objectivo passou por reunir os utilizadores portugueses de openSUSE e junto destes, divulgar e discutir os últimos desenvolvimentos deste projecto, apelando (ainda) à participação na construção de uma comunidade. Os cerca de 40 participantes que passaram o dia nas instalações do ISEP puderam assistir às apresentações "Novidades no openSUSE 11.0”, "Migração Windows para Linux", "YaST - uma ferramenta de programação. PackageKit e PolicyKit", "Mono: introdução e suas funcionalidades", "Oxygen, um pilar do KDE 4" e "Produção audio/musical em Linux: Qtractor um sequenciador multi-pista para audio/MIDI". Para o fim de tarde ficaram reservados a openSUSE Install Party e a programação cultural “Porto à noite”. Em paralelo, o ENOS permitiu ainda a realização do exame de certificação LPI (Linux Professional Institute), que se apresenta como principal certificação em Linux a nível mundial.


EVENTOS ISEP.BI

MEIT 08

21SET A 1OUT2008

APOSTOU NA TECNOLOGIA SUECA

Depois do sucesso verificado na visita à Alemanha e Áustria em 2007,

(Gotemburgo), Saab Automobile (Trollhattan), Volvo Powertrain e

a edição de 2008 da Mechanical Engineering International Tour (MEIT

Volvo Cars Engine (Skovde), Dormer Tools (Halmstad), Saab Aerotech

08) proporcionou a 23 alunos de Engenharia Mecânica do ISEP a

(Linkoping) e Outokumpu (Avesta). Estas visitas permitiram a visua-

oportunidade de visitarem empresas suecas líderes de mercado. Da

lização e percepção de processos de fabrico tão importantes como a

comitiva constaram ainda três docentes do Departamento de

conformação plástica em larga escala, soldadura robotizada, montagem

Engenharia Mecânica e o Director do Núcleo do CENFIM de Ermesinde,

de automóveis, aspecto e funcionamento de altos-fornos, tratamentos

entidade parceira do ISEP.

térmicos de grande porte, ensaio de ferramentas de corte interactivo,

Entre 21 de Setembro e 1 de Outubro, a expedição por terras nórdicas levou a equipa do ISEP a conhecer por dentro empresas como a SKF

fabrico de peças de grandes dimensões para aviões, como asas para os AIRBUS A380, ou ainda a montagem de aviões militares.

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A MEIT 08 foi ainda marcada pela aposta cultural com visitas aos museus da Volvo, Vasa e da Força Aérea Sueca, bem como ao Palácio Drottningholm e às cidades de Estocolmo e Copenhaga.

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Ao fim de onze dias e com 3000 km percorridos, a comitiva aterrou no Porto com um generalizado sentimento de dever cumprido, quer pela aprendizagem, quer pela representação do prestígio do ISEP e também de Portugal, e a enorme satisfação era visível nos rostos cansados dos nossos alunos. Esta iniciativa, apadrinhada pelo Conselho Directivo do ISEP e pela presidência do IPP, atesta na perfeição a vertente do conhecimento prático que é feito na instituição com o objectivo de formar os melhores profissionais ao dispor de um mercado global.

17SET2008

SEMINÁRIO AS ORGANIZAÇÕES DO FUTURO CONSTROEM-SE NO PRESENTE Setembro marcou também a realização do seminário Teaching

e “Utilização integrada de recursos”, por docentes do ISEP, Teresa

Resources for Engineering Education (ISEP-TREE). Motivar os docentes

Bettencourt, professora da Universidade de Aveiro, fez ainda a

para a utilização de recursos educativos inovadores e motivadores da

apresentação “Uso de Second Life em Ensino”.

aprendizagem foi o motivo que levou o Conselho Científico a organizar este evento. O ISEP é uma referência enquanto escola de Engenharia, com relevo para a inovação e tecnologia, e por isso impõe-se a vanguarda nos métodos de ensino. O sucesso que se tem verificado no recurso a ferramentas como o Moodle justifica que o próximo

A forte participação no evento, que contou com a presença de cerca de 90 docentes, e as demonstrações de receptividade e apetência para a utilização de tecnologias no ensino da Engenharia, contribuíram para a avaliação positiva do evento.

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passo seja a exploração de outros meios como vídeos, applets, podcasts,

No seguimento do projecto TREE ficaram agendados um workshop

simuladores ou ambientes virtuais, entre outros.

prático sobre a utilização de questionários no Moodle (Novembro) e

Neste sentido, o seminário ISEP-TREE serviu para apresentar

uma sessão sobre Laboratórios Virtuais (Dezembro).

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metodologias desenvolvidas e aplicadas por docentes da casa e que

Já este ano, o ISEP tinha integrado o consórcio CDIO (Conceive-Design-

podem ser generalizadas ou mesmo exportadas para outras instituições.

Implement-Operate). Este consórcio, que promove o futuro do ensino

Além das apresentações “Google Earth nos domínios das Ciências da

da Engenharia, integra as maiores escolas mundiais da área e tem no

Terra”, “Applets Matemáticas em Engenharia”, “Laboratórios Virtuais”

ISEP o único representante nacional.

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EVENTOS ISEP.BI

"A metrologia tem um peso económico extraordinário, princi-

De 30 de Setembro a 30 de Outubro tivemos “Um Mês de Metrologia”,

palmente nos países com grande desenvolvimento tecnológico,

no ISEP. Ao longo de cinco semanas, realizaram-se outros tantos

podendo ser afirmado, sem receio de exagero, que um bom domínio

eventos que visaram reunir os principais actores nacionais desta ciência,

da Metrologia é um indicador seguro da capacidade de inovação

especialistas, com a participação de entidades de referência como a

de um país.

Sociedade Portuguesa de Metrologia, o Instituto de Soldadura e

Em Portugal, a primeira Escola Superior a entender que a Metrologia

Qualidade, o Instituto Electrotécnico Português, o Instituto Português

é a uma ciência transversal essencial, foi o ISEP, com a criação da licenciatura de Engenharia de Instrumentação e Metrologia que, à semelhança de formações de três anos em Instituições de Ensino

da Qualidade, o Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metalomecânica e a Associação de Laboratórios Acreditados Portugal, em torno da difusão e aprofundamento de conhecimentos junto a alunos,

Superior Europeias, nomeadamente em França, Irlanda, Escócia e

empresas, comunicação social e outras entidades.

Inglaterra, contribui com técnicos especializados neste domínio do

“Um Mês de Metrologia” iniciou-se com as “Jornadas Tecnológicas de

conhecimento."

Metrologia Dimensional”, a 30 de Setembro. Foi o arranque perfeito. Perto de 200 alunos e 180 profissionais da área afluíram ao Centro de Congressos do ISEP para ouvirem falar sobre a importância da metrologia na indústria actual e as tecnologias utilizadas na metrologia dimensional. A meio do evento houve espaço para uma demonstração dos mais avançados sistemas de medição tridimensional por parte da empresa Metrologia Sariki S.A..


EVENTOS ISEP.BI

Já em Outubro, realizaram-se três seminários subordinados aos temas “Medição de Volume e o seu Impacto na Sociedade”, “Metrologia Mecânica” e “Metrologia Eléctrica e Temperaturas”. A participação nos três seminários voltou a exceder as expectativas. Em termos globais, pelos três eventos, a participação de alunos, em especial, das áreas de Engenharia de Instrumentação e Metrologia, Engenharia de Computação e Instrumentação Médica e ainda Engenharia Mecânica, rondou os 230 participantes e registou-se ainda a presença de aproximadamente 100 empresas. Estes números vieram provar a consciência da comunidade estudantil do ISEP em apostar na formação complementar como um dos critérios de valorização subjacentes a Bolonha, mas também em reconhecer o trabalho desenvolvido pelos docentes e pela direcção em promover oportunidades de contacto com as maiores empresas do mercado. Este interesse de contacto era mútuo, já que empresas presentes reconhecem o valor dos nossos graduados e o trabalho ímpar do ISEP na promoção desta ciência.

Física), um dos responsáveis da organização, todo o trabalho compensou pela boa receptividade do público e destacou que o ISEP está sempre interessado em colaborar com entidades externas na promoção dos interesses dos alunos e de uma formação alargada. Destaque ainda do Encontro foi a visita ao Museu do ISEP, que além de brindar os participantes com um acervo científico ímpar e com peças que contam a evolução do ensino da Engenharia desde o séc. XIX, aproveitou ainda para inaugurar algumas valências.

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Os objectivos deste “Mês da Metrologia” passaram pela divulgação Mas o ponto alto estava reservado para o “3º Encontro Nacional da Sociedade Portuguesa de Metrologia”. As 21 comunicações serviram para debater o estado e o futuro da metrologia em Portugal e a Mesa Redonda lançou o debate entre os mais 80 especialistas presentes,

desta ciência transversal às diferentes áreas de Engenharia e promoveu o encontro dos mais reputados especialistas nacionais. O interesse gerado leva já os responsáveis a pensar na realização de novos eventos para 2009 na área da instrumentação médica.

num anfiteatro sempre muito cheio. No final, as entidades parceiras

Recorde-se que, em Portugal, o ISEP foi a primeira escola a reconhecer

elogiaram o potencial do Centro de Congresso do ISEP para acolher

a importância desta ciência indicadora da capacidade de inovação de

este tipo de iniciativas público-privadas. Do ponto de vista de Filipe

uma país, através da criação da licenciatura de Engenharia de

Pires de Morais (Presidente da Comissão Directiva Departamento de

Instrumentação e Metrologia.


EVENTOS ISEP.BI

XI JORNADAS TÉCNICAS DA

ANIET

9NOV2008

GRANDES INVESTIMENTOS NACIONAIS DISCUTIDOS NO CENTRO DE CONGRESSOS DO ISEP O Centro de Congressos do ISEP serviu de palco às IX Jornadas da ANIET, no início de Novembro. A exposição de equipamentos e veículos pesados de indústria extractiva, que temporariamente transformou a entrada da escola, ajudou a criar um clima especial aos visitantes, mas despertou igualmente a curiosidade em toda a comunidade académica. Lançado o mote, este encontro da Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora debruçou-se sobre os principais temas na ordem do dia do sector, designadamente, o posicionamento do

do Instituto Superior de Engenharia do Porto na área da Geotecnia e Geoambiente, entre outras.

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A grande afluência, quer de entidades públicas, quer privadas, usufruiu do espaço de stands montados na zona da sala de eventos para oportunidades de negócio e encontros informais e foi ainda brindada com uma visita ao Museu do ISEP. Destaque para a participação de Carlos Caxaria, em representação do secretário de Estado adjunto da Indústria e Inovação, Eduardo Gomes, vice-presidente da Estradas de Portugal, Manuel dos Santos, director Regional do Norte da ASAE, Paulo Gomes, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e Luís Marques, da RAVE.

Ministério da Economia e Inovação, a construção da linha de alta

As IX Jornadas da ANIET serviram ainda para divulgar um equipamento

velocidade, implicações do Plano Rodoviário Nacional, o papel da

de excelência que está aos dispor de parceiros e da comunidade em

fiscalização e inspecção no sector ou o impacto das valências técnicas

geral – o nosso Centro de Congressos.


À CONVERSA COM... ISEP.BI

À CONVERSA COM...

COSME TEIXEIRA O PRIMEIRO MESTRE DO ENSINO POLITÉCNICO PORTUGUÊS

PASSO A PASSO... ATÉ AO MESTRADO Bolonha deu-lhe a oportunidade e ele aproveitou-a. Cosme Teixeira pode orgulhar-se de ser o primeiro Mestre do Ensino Politécnico Português. Se pudéssemos descrever o seu percurso académico numa expressão diríamos que foi... passo a passo. Cosme desde cedo traçou metas e também, muito prematuramente, começou a suplantá-las. Queria ser serralheiro, depois perdeu-se de amores pela Engenharia Civil, mas foi na Geotecnia que consolidou a sua vida profissional. Ao ISEP.BI contou um pouco daquilo que foi, e é, a vida de um mestre que se não fosse engenheiro seria... dono de uma papelaria.

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ISEP.BI Qual a sensação de ser o primeiro mestre do Ensino Politécnico

Faculdade de Ciências, e agora também no ISEP, o método de Guelph.

Português?

Este trabalho contribuiu para incentivar o uso em conjunto das várias

Cosme Teixeira (C.T.) Sinceramente, nunca pensei que conseguisse

técnicas de hidrogeologia existentes, que nem eu sabia que existiam.

ser o primeiro a acabar o mestrado. Mas como a parceria com os meus

Quem lê o trabalho vê que se eu continuasse a pesquisa, por exemplo,

orientadores sempre foi muito forte, decidi apontar a apresentação

para um doutoramento, tinha muito pano para mangas.

do trabalho de mestrado para Julho. Fizemos alguns sacrifícios e acabei por conseguir ser o primeiro a apresentar a tese. No princípio sentime um pouco atrapalhado, mas agora sinto-me até orgulhoso por ter sido o primeiro e por acabar por fazer parte da história do ISEP em mais uma marca importante na vida deste Instituto.

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ISEP.BI Em que se baseou o seu trabalho durante o mestrado? C.T. O trabalho foi feito na área da hidrogeologia, sob a orientação dos docentes Hélder Chaminé e Maria José Coxito. Foi um trabalho

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ISEP.BI Aconselha todos os seus colegas de geotecnia a seguir o caminho do mestrado? C.T. Sim, porque hoje em dia o mercado de trabalho está a exigir cada vez mais. Quem não tiver o mestrado, pelo menos na área da Geotecnia, que está em constante evolução, começa a andar para trás. Neste momento, o mestrado é fundamental para arranjar um bom trabalho na área.

que veio já na sequência do projecto da licenciatura, também sobre

ISEP.BI Quais as maiores dificuldades que sentiu por fazer parte da

hidrogeologia. A diferença é que o projecto de mestrado foi mais

primeira “fornada” de mestres do politécnico?

trabalhoso porque constituiu a comparação entre duas áreas distintas.

C.T. Essencialmente a grande dificuldade foi precisamente pelo facto

O trabalho de mestrado debruçou-se essencialmente sobre técnicas

de termos sido os primeiros. Isso exigiu que criássemos a nossa própria

de hidrogeologia. Usei uma técnica que em Portugal só é usada na

linha de actuação dado não haver exemplos prévios a seguir.

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À CONVERSA COM... ISEP.BI

ISEP.BI Quais as maiores diferenças que sentiu entre o mestrado e a licenciatura? C.T. Não senti muitas diferenças entre a licenciatura e o mestrado. Posso dizer que a licenciatura foi mais difícil do que o mestrado porque demorou mais tempo. O mestrado foi uma oportunidade que me foi dada e que decidi aproveitar, embora o trabalho final tivesse sido muito exigente porque envolveu uma pesquisa muito mais profunda, foi muito mais técnico, com mais trabalho de campo. Gostei muito do mestrado. ISEP.BI A exigência dos professores foi outra durante o mestrado? C.T. Os professores estão a mudar, pelo menos em Geotecnia! Estão muito mais exigentes! O mestrado também exige mais, por isso, eles também exigem mais do aluno. Posso falar dos orientadores, porque passei mais tempo com eles do que com os professores. Sei que o

ISEP.BI Quando era mais novo, o que queria ser “quando fosse

trabalho foi rigoroso e meticuloso e por isso é necessário um nível

grande”?

mais alto de empenho. Além disso, como são orientadores, também

C.T. Quando era miúdo, o meu tio tinha uma serralharia e eu andava

têm a sua quota-parte de responsabilidade no trabalho, exigem mais

por lá sempre a fingir que era um serralheiro a sério. E, na altura, era

do aluno, para que este cumpra os seus objectivos com sucesso.

o que queria ser. Depois, quando fui para o secundário e tirei o curso tecnológico de construção civil, queria ser algo relacionado com construção civil, ou medidor orçamentista ou técnico de construção civil. Mas depois candidatei-me ao Ensino Superior, e a primeira escolha que fiz aqui para o ISEP foi Engenharia Civil. Mas não consegui entrar na primeira tentativa e tive de ficar parado um ano para fazer de novo as provas de acesso. Na segunda vez que concorri, como já tinha colegas na Geotecnia, já não coloquei Engenharia Civil na primeira hipótese, mas sim a Engenharia Geotécnica. ISEP.BI Tendo feito um curso tecnológico, o que o levou a entrar no Ensino Superior? C.T. As mesmas razões que me levaram a ir do bacharelato à licenciatura. Quando acabei o 12º ano, não tinha grande experiência de vida e era difícil encarar o mercado de trabalho. E também tinha aquele bichinho de tentar entrar no Ensino Superior e tentar ir mais além. Tive quase para desistir quando não entrei, mas acabei por tentar a segunda vez e ainda bem, porque consegui. ISEP.BI Porquê o ISEP? C.T. Escolhi o ISEP porque já tinha uma noção daquilo que era o Instituto em termos de ensino. Sempre achei que tinha uma vertente muito mais prática do que as faculdades. E, claro, como já tinha colegas cá, o ISEP foi sempre a primeira escolha. ISEP.BI Qual foi o seu primeiro emprego? C.T. O meu primeiro emprego foi enquanto estava a estudar, numa papelaria. Tive um ano parado e aproveitei para trabalhar. Quando entrei para o ISEP, o dono da papelaria propôs-me continuar nos tempos livres e eu aceitei. Até ao mestrado conciliei sempre os estudos com o trabalho.

“Sempre achei que tinha uma vertente muito mais prática do que as faculdades.”

ISEP.BI Onde trabalha neste momento? C.T. Neste momento estou a trabalhar na empresa Jeremias de Macedo, uma empresa de construção civil, sedeada em Tabuaço, mas que tem uma pedreira em Bragança, onde fiquei colocado logo no início do estágio. No entanto a empresa tem várias obras, sendo que 80 por


À CONVERSA COM... ISEP.BI

“Estou a fazer de tudo para ficar em Portugal, mas sei que poderá ser um erro...” cento delas são para as Estradas de Portugal, desde alargamentos até estradas novas. Quando voltar ao trabalho, espero eu em Janeiro, para assinar um contrato, vou para uma obra em Mongadouro, Algozo, ou uma outra, da competência das Estradas de Portugal, o troço Torre de Moncorvo - Freixo de Espada à Cinta. Numa dessas, ou nas duas, vou participar e estou muito entusiasmado e motivado! ISEP.BI Quais as suas funções? C.T. Sou multifacetado. Se estiver em Bragança, na pedreira, faço ensaios ou estudos de materiais. Ao mesmo tempo, estou na parte do controlo da qualidade. Ou seja, em obra, tenho feito um pouco de tudo o que seja controlar temperaturas, materiais aplicados, controlo de qualidade de materiais, seguindo a metodologia que comecei no estágio. ISEP.BI Considera que está a concretizar um sonho? C.T. Não sei se é um sonho, mas posso dizer que é muito bom sair do ISEP e ter a sorte de arranjar uma empresa para fazer um estágio e ter a possibilidade de continuar nessa empresa, acrescido do facto de ser da área na qual nos inserimos. É bom principalmente quando vejo que há muitos colegas meus que, infelizmente, ainda não conseguiram arranjar nada ou ainda têm o futuro muito incerto ou não fazem aquilo que gostam... Sinto-me, obviamente, muito satisfeito e com a sensação de estar a ser recompensado pelo meu investimento pessoal.

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ISEP.BI Se não fosse engenheiro geotécnico, o que seria?

ISEP.BI Considera que o mundo da geotecnia em Portugal é suficiente-

C.T. Como trabalhei muitos anos numa papelaria, e se o negócio não

mente aliciante para os jovens?

estivesse tão mau como está, abria uma papelaria ou um negócio

C.T. É bastante aliciante porque a Geotecnia tem muitas vertentes. Os

próprio dentro do género.

meus colegas estão todos espalhados por Portugal, e mesmo em

ISEP.BI Que conselhos daria aos jovens que agora entram no mundo

vários países no mundo.

da engenharia geotécnica?

ISEP.BI Pensa continuar em Portugal ou já pensou em trabalhar no

C.T. Primeiro, quando entras num curso de engenharia, pelo menos

estrangeiro?

em Engenharia Geotécnica, é preciso ter um gosto muito grande pela

C.T. Estou a fazer de tudo para ficar em Portugal, mas sei que poderá

área. É também importante gostar muito da natureza, porque é tudo

ser um erro não ir para o estrangeiro porque ficamos com um bom

muito relacionado. E por último, durante o curso, devemos aproveitar

currículo e, a nível económico, é vantajoso. Mas, ir trabalhar para outro

o mais possível, porque tudo o que é aprendido acaba por ser

país é o último recurso.

aproveitado profissionalmente.

Nome Cosme Manuel Fernandes Teixeira Data de Nascimento 19/08/1980 Livro preferido “Ossos” de Stephen Booth Filme de eleição Trilogia do Senhor dos Anéis Máxima preferida “Não acrescentes anos à tua vida mas sim vida aos teus anos” Viagem de sonho Áustria


DE FORA CÁ DENTRO ISEP.BI

PARCERIA JÁ PROPORCIONOU ESTÁGIO A MAIS DE 30 ALUNOS DO INSTITUTO

Nasceu em 1980 e, quase três décadas depois, o Grupo MonteAdriano aposta seriamente na internacionalização e diversificação do seu trabalho. Para ajudar na persecução dos seus objectivos integra nas suas equipas, todos os anos, e há mais de duas décadas, estagiários oriundos do Instituto Superior de Engenharia do Porto. E os resultados estão à vista: actualmente, o Grupo tem dois ex-alunos do ISEP em cargos de direcção. Tratase de uma das parcerias que o Instituto mantém para aproximar os seus estudantes do mercado de trabalho.

As parcerias entre o ISEP e o mundo empresarial têm-se revelado fundamentais para a inserção dos alunos no mercado de trabalho. Actualmente, o Instituto tem várias centenas de protocolos com empresas das várias áreas da engenharia que promovem, entre outras actividades, estágios curriculares que permitem aos estudantes pôr em prática aquilo que aprendem no ISEP. O protocolo com o Grupo MonteAdriano não é excepção. Iniciada em 1994, a parceria entre o ISEP e a MonteAdriano Agregados tem dado os seus frutos e, até aos dias de hoje, já foram integrados mais de 30 estagiários. Normalmente, os seleccionados para os estágios são das áreas de Engenharia Civil e Geotecnia, mas as candidaturas estão abertas a todos os alunos do ISEP. A competência técnica dos estudantes do ISEP é, para José Avelino Monte, responsável pelo Departamento de Recursos Humanos (DRH) do Grupo, a grande maisvalia desta parceria. Segundo o responsável do DRH, “por um lado, há um elevado número de formados a trabalhar no Grupo; por outro lado, a MonteAdriano Agregados celebrou em 2004 um protocolo com o ISEP no sentido de receber alunos para efectuar estágio na empresa”. Há, actualmente,


DE FORA CÁ DENTRO ISEP.BI

dois quadros técnicos que estão em fase final de tese de mestrado na MonteAdriano Agregados. Para José Avelino Monte, a grande maisvalia desta ligação com o Instituto é “aliar dois saberes fundamentais: o técnico e o prático”. Para além disso, explica o responsável, “cativa técnicos com capacidades e valências específicas para a organização que poderá também ser uma forma de melhorar e potenciar o I&D necessário ao futuro da MonteAdriano”. Ao ISEP, a MonteAdriano oferece facilidades na integração dos alunos no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, a oportunidade de concluir a formação académica, além de estágios, visitas de estudo e a possibilidade de ingressar no Grupo. E tudo isto porque acredita na excelência do ensino prático do ISEP. “É uma instituição que fez uma aposta clara no “saber fazer”, acrescenta José Avelino Monte.

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Com os olhos postos no mundo Tal como explicou ao ISEP BI o responsável pelo DRH, a estratégia do Grupo MonteAdriano assenta em dois grandes vectores: a internacionalização e a diversificação. Sendo dois vectores bastante díspares, o responsável explica que o primeiro pressupõe “levar o know-how da MonteAdriano a outros mercados que não o nacional e, o segundo, conseguir atrair para o Grupo novas competências e saberes técnicos”. “Se, por um lado, sentimos que o tamanho actual do Grupo deverá ser em breve duplicado nas suas áreas de maior competência, por outro, sentimos também que a descoberta de novas competências são essenciais para um futuro sustentável e mais rentável do Grupo”, explicou. E é aqui que o ISEP tem um papel fundamental

diversificação. José Avelino Monte explicou ainda que, em termos

a desempenhar.

comerciais, o Grupo MonteAdriano ambiciona posicionar-se entre os

Alicerçado na Engenharia, a principal missão do Grupo MonteAdriano é satisfazer as necessidades dos clientes e principalmente concretizar sonhos e ambições, criando valor para todos os intervenientes. Para

maiores grupos económicos privados do sector em Portugal graças à comparticipação, na última década, em obras que totalizam cerca de dois mil milhões de euros.

tal, o Grupo MonteAdriano está estruturado em cinco áreas de negócio:

Para o futuro, os objectivos são ambiciosos, mas realistas perante a

a engenharia e a construção, concessões, agregados e indústria,

actual situação económica do país e do mundo. E no horizonte,

ambiente e imobiliário e serviços. Os objectivos estratégicos assentam

continuará a parceria com o ISEP, e a inserção dos seus estudantes

em quatro pilares: crescimento, internacionalização, rentabilidade e

nos inúmeros projectos do Grupo.

“O ISEP aposta claramente no saber ‘fazer’”


DESTAQUE ISEP.BI

MUSEU DO ISEP CONSERVA 150 ANOS DE HISTÓRIA Para quem não conhece é de visita obrigatória! O Museu do ISEP,

Passaram 10 anos desde que a vontade de reunir testemunhos de

situado no coração do campus deste Instituto, guarda um espólio

evoluções técnicas e didácticas, uma constante entre professores e

com cerca de 10 mil peças, entre instrumentos, livros e documentos

funcionários do ISEP, deu origem à criação do Museu do ISEP.

centenários que retratam mais de 150 anos de história do Instituto de Engenharia mais antigo do país. No ano em que comemora uma década de vida, novas metas estão traçadas para o Museu. A prioritária é dar-se a conhecer ao Instituto e à comunidade, através de uma série de iniciativas que vão levar o espólio fora de portas, e, em simultâneo, mostrar ao público como se ensinava engenharia há mais de um século.

Foi também fruto deste espírito de lembrança e recordação que chegou até aos dias de hoje uma preciosa colecção de instrumentos e modelos científico-didácticos que espelham a evolução científica e técnica no ensino experimental desde a criação da Escola Industrial, em 1852. É deste ano que data, aliás, o mais antigo conjunto de objectos do espólio: a colecção de instrumentos de física. A partir desta data foram adquiridos, para os laboratórios e gabinetes da Escola Industrial, materiais científicos essenciais para a nova forma de educação que estava a surgir no nosso país. Uma parte considerável do acervo museológico do Museu do Instituto Superior de Engenharia do Porto provém dos laboratórios e gabinetes que adquiriam anualmente instrumentos adaptados às necessidades do ensino experimental, tão característico desta escola desde o seu início. Apesar de ter nascido apenas em 1998, há dez anos, o facto é que a ideia de criar um núcleo museológico no ISEP não é recente. Tal como a responsável pelo Museu, Patrícia Costa, explicou ao ISEP BI, “um dado curioso é que em 1856 já era referida, em correspondência oficial, a existência de um museu na Escola Industrial do Porto”.

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DESTAQUE ISEP.BI

10 mil objectos que contam a história do ISEP Uma visita ao Museu do Instituto Superior de Engenharia do Porto é uma autêntica lição de história dentro de um mundo tão técnico como o da engenharia. Os olhos confundem as formas e estranham objectos que, apesar de serem já ultrapassados pelas inovações tecnológicas, redobram a atenção para tentar compreender para que serviram um dia. Devidamente demarcado por secções, o espólio do Museu estendese a quase todas as áreas da engenharia alguma vez leccionadas no ISEP, da Física à Electrotecnia, da Matemática à Mecânica, da engenharia Química à Civil, das Minas à Metalurgia, sem esquecer a copiosa colecção de mineralogia. Para além dos objectos, o Museu do ISEP possui ainda um considerável espólio bibliográfico, destacando-se grandes obras de referência como a enciclopédia de Diderot e Alembert, um precioso livro de física de Musschenbroeck ou um livro de arquitectura de Leon Battista Alberti. Alberga, ainda, um arquivo histórico com numerosos documentos que, tendo perdido a sua utilidade administrativa, são considerados de relevante importância para fins probatórios, informativos ou de investigação.

Espólio em exposição pela região do Porto

Dada a riqueza bibliográfica do Museu, Patrícia Costa confidenciou-

Em ano de comemoração de uma década de vida do Museu do

nos que “há já muitos estudiosos, nacionais e estrangeiros que

Instituto Superior de Engenharia do Porto está em curso uma série de

procuram o Museu do Instituto Superior de Engenharia do Porto para

actividades entre Novembro e Julho de 2009, com o intuito de

os seus trabalhos de investigação: uma verdadeira prova da qualidade

comemorar uma data tão especial. A primeira dessas iniciativas teve

do espólio”.

lugar na Biblioteca Municipal Florbela Espanca, em Matosinhos, onde 11 modelos da colecção de Geometria Descritiva do Museu, a mais

Museu do ISEP na rota do SIC 2008

completa de que há registo em Portugal, foram expostos ao público. A sessão de abertura da exposição teve lugar no passado dia 8 de

A 27ª edição do Symposium of the Scientific Instrument Commission

Novembro e ficou patente até ao dia 29 do mesmo mês. Através de

(SIC), decorrida em finais de Setembro, trouxe ao Museu do ISEP 60

um protocolo com a Câmara Municipal de Matosinhos a colecção de

especialistas internacionais de museologia, permitindo dar a conhecer

geometria Descritiva, composta na sua totalidade por 27 modelos,

aquela que é uma das mais completas colecções científicas académicas

esteve pela primeira vez exposta ao público fora do espaço do museu.

de Portugal. Para Patrícia Costa, esta visita foi “muito bem sucedida”.

E até meados do próximo ano, o Museu do ISEP envolve-se numa

“Os comentários foram os melhores e estes convidados, peritos na

série de actividades do género, espalhadas um pouco por todo o

matéria, não nos pouparam elogios. Consideraram um Museu fasci-

Grande Porto. O objectivo é, essencialmente, dinamizar e divulgar as

nante, com uma excepcional e surpreendente colecção, com muitos

colecções que fazem parte do espólio, dando a conhecê-las ao público

objectos únicos”, destacou, orgulhosa, a responsável pelo Museu.

em geral.


DESTAQUE ISEP.BI

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS 2008 DEU O IMPULSO QUE FALTAVA O Museu do ISEP já existe há dez anos, mas foi em 2008 que comemorou pela primeira vez o Dia Internacional dos Museus. É uma prova de todo o potencial e dinamismo deste e dos seus responsáveis, que apostam numa maior ligação a toda a comunidade. Através da conferência realizada no dia 19 de Maio, subordinada ao tema “Museus da Ciência e da Técnica na Cidade do Porto: Significados e Direcções”, o ISEP recebeu vários peritos da área. O objectivo foi, acima de tudo, divulgar o espólio científico existente, não só no Instituto, mas em toda a cidade do Porto e discutir o seu papel enquanto espaços ilustrativos da evolução técnica e científica, bem como o seu lugar no desenvolvimento e coesão social. Pela voz de vários oradores de renome, em representação de diversos museus, foram analisadas prespectivas e abordagens que permitiram uma visão mais heterogénea e abrangente do que são efectivamente museus de ciência e técnica.

“Formas no Tempo” leva o museu do ISEP a Matosinhos

foram os oradores convidados de uma conferência que serviu para explicar um pouco da história das peças presentes e a evolução histórica desta ciência. Na inauguração marcaram ainda presença Fernando Rocha, vereador da Cultura da Câmara Municipal de

Foram cerca de 140 anos de história do ensino da Engenharia que o

Matosinhos, Ana Luísa Ramos, directora da biblioteca e o vice-presidente

Museu do ISEP expôs na Biblioteca Municipal Florbela Espanca, em

do ISEP, Barros de Oliveira. De referir que a colecção de geometria

Matosinhos. Resultado de uma parceria entre o ISEP e a Câmara

descritiva do nosso museu, que serviu para o ensino de artesões

Municipal de Matosinhos, a exposição “Formas no Tempo” decorreu

portuenses de renome, é a mais completa de que há registo em

entre 8 e 29 de Novembro e permitiu ao público conhecer 11 modelos

Portugal.

de geometria descritiva usadas no ensino da Engenharia do séc. XIX.

“Formas no Tempo” insere-se nas celebrações do 10º aniversário do

Na sessão de abertura, Patrícia Costa, responsável pelo Museu do ISEP,

Museu do ISEP, que até Julho de 2009 contará com diversas iniciativas

José Matos, coordenador do Laboratório de Engenharia Matemática

espalhadas pelo grande Porto.


DESTAQUE ISEP.BI

Projectos 2009 O ano de 2009 será para o Museu do ISEP um importante ponto de viragem. São já vários os objectivos que o Museu pretende atingir, na expectativa de melhorar quer o espaço físico, quer o modo como as peças estão expostas. Uma das primeiras metas a atingir é a reestruturação total da exposição permanente cujo destaque é a história dos 155 anos do ISEP. O objectivo é contar esta mesma história através das colecções que fazem parte do espólio de mais de 10 mil peças que ajudam a contar a história do ensino da engenharia em Portugal. Outro dos projectos é a candidatura

Para o próximo ano, Patrícia Costa adianta ainda que vão “apostar igualmente no material de divulgação”. “A edição de um flyer, assim como de uma pequena brochura ilustrativa das colecções do museu, são dois dos exemplos já planeados”, explica. A responsável avançou ainda que “a disponibilização de informação on-line sobre o Museu, como imagens, história e descrição do espólio também poderá ser uma realidade no próximo ano”. E, continuando uma política de descentralização iniciada em 2008, e que levou o espólio do ISEP para fora do Instituto, estão a ser planeadas diversas exposições em vários locais que, segundo Patrícia Costa, “ainda são segredo”.

do Museu do ISEP à Rede Portuguesa de Museus. O processo está

O objectivo desta tão ansiada reestruturação é simples: “dotar o museu

prestes a ser finalizado e vai permitir a credenciação do museu: uma

da escola de infra-estrururas chaves, permitindo fazer deste espaço

avaliação e reconhecimento oficial da sua qualidade técnica.

uma sala de visitas de excelência”.


INVESTIGAÇÃO À LUPA ISEP.BI

OBJECTIVO: TRANSFORMAR RECURSOS NATURAIS EM ENERGIA “É um grupo pequeno mas com investigadores de grande qualidade”. As palavras são de Elisa Ramalho, a líder do Núcleo de Investigação em Tecnologias Ambientais e Energia – o NITAE/CIETI. Nascido em meados de 2007, o grupo que conta hoje com sete investigadores doutorados resultou da reestruturação de alguns núcleos de investigação, no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), aquando da adaptação da Escola ao processo de Bolonha. O grupo de investigação está inserido numa unidade mais vasta, o Centro de Inovação em Engenharia e Tecnologia Industrial – CIETI, do qual fazem ainda parte o Núcleo de Engenharia e Processos (NEP), o Núcleo de Biomateriais e Nanotecnologias (NBIN) e o Laboratório de Investigação em Sistemas (LABORIS). O CIETI surge, no ISEP, em simultâneo com o arranque dos cursos de mestrado, que exigem um maior envolvimento dos estudantes na investigação. Um dos objectivos dos mestrados é que os alunos desenvolvam projectos de investigação inseridos em ambiente empresarial ou em ligação com a Indústria. Os grupos de investigação podem ser a plataforma de apoio ao desenvolvimento destes projectos.

“É um grupo pequeno mas com investigadores de grande qualidade” Nasceu há cerca de um ano, mas logo se destacou quer

Inserido no CIETI, o NITAE é um grupo que se dedica à investigação

pelos projectos já desenvolvidos, quer pela área em que

em diferentes áreas ligadas às tecnologias ambientais, como o

decidiu apostar: a rentabilização de recursos ambientais.

tratamento de efluentes, estudos e valorização de resíduos sólidos e

Numa altura em que as questões energéticas e ambientais

produção de biocombustíveis.

são assuntos cada vez mais na ordem do dia, o Núcleo de

Segundo Elisa Ramalho, o grande objectivo do CIETI, desde a sua

Investigação em Tecnologias Ambientais e Energia

criação, é “promover uma investigação aplicada, ligada à indústria,

(NITAE/CIETI), assume-se como um grupo de investigação que tenta contribuir para a sustentabilidade energética e ambiental, fazendo sempre mais e melhor. Desde a sua criação, que o grande mote da investigação desenvolvida é a produção de biodiesel através da valorização de

com o intuito de criar novos produtos, processos e sistemas, que contribua para a inovação, para a competitividade industrial e para assegurar a dinâmica científica e tecnológica dos mestrados”. Ligar os alunos à realidade empresarial e à investigação, em particular, é fundamental, daí que o NITAE/CIETI tenha sempre integrado estagiários, na sua generalidade do ISEP, e acolhido vários projectos de mestrado.

resíduos orgânicos líquidos e sólidos. Um sério caso de

Neste momento, são sete os licenciados em engenharia que estão no

rentabilização de recursos.

grupo de investigação a desenvolver o seu projecto de mestrado.


INVESTIGAÇÃO À LUPA ISEP.BI

NITAE/CIETI Uma mais-valia para as empresas Elisa Ramalho conta que já antes de serem integrados no CIETI, o NITAE e outros núcleos de investigação tinham já projectos concretos ligados à realidade empresarial. Para a líder do grupo, este é um aspecto fundamental na investigação do ensino superior. “Os projectos podem até ser bons, mas se não estiverem inseridos numa realidade profissional não terão o mesmo impacto”, acrescenta.

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Para Elisa Ramalho, o NITAE/CIETI pretende criar condições para responder às solicitações das empresas, nomeadamente um laboratório de investigação e desenvolvimento, e contribuir para a formação dos seus técnicos. Estas são, aliás, as grandes razões pelas quais o grupo de investigação tem diversas parcerias empresariais. Este tipo de colaboração deu origem a um projecto de investigação recentemente aprovado: o Fleshdiesel. Financiado em cerca de 80 mil euros pela Agência de Inovação, o projecto pressupõe o desenvolvimento de novas formas de valorização para a raspa verde, que, tal como explica Elisa Ramalho, “é um importante resíduo sólido, não curtido, gerado nas empresas de curtumes”. Este projecto tem como um dos objectivos a valorização dos resíduos de curtumes na produção de biodiesel: o biocombustível mais apontado como substituto dos combustíveis convencionais. Como parceiros neste projecto, o NITAE/CIETI/ISEP tem o Centro Tecnológico do Couro e duas empresas: Curtumes Fabrício, Lda e Bioportdiesel. O Fleshdiesel é a continuação de um outro projecto do NITAE/CIETI: o VEGOR. Iniciado em Novembro de 2006 e finalizado em Junho de 2008, o projecto “VEGOR - Desenvolvimento de sistema de valorização energética de resíduos de gordura animal para a produção de biodiesel”, foi elaborado em colaboração com uma das empresas que é agora parceira no Fleshdiesel. Elisa Ramalho confessou-nos, inclusive, que com o Fleshdiesel “faz-se a passagem da escala laboratorial para a escala piloto”. Perante o facto de o NITAE/CIETI ser um grupo exclusivamente do ISEP e que trabalha apenas com os meios existentes no Instituto, Elisa Ramalho é uma coordenadora com os pés bem assentes na terra. Para o futuro, a investigadora responsável apenas lança o objectivo de “trabalhar o mais possível com a indústria até porque num politécnico faz sentido trabalhar em parceria com o mundo empresarial”. No que diz respeito ao ensino prático no ISEP, e em particular nos cursos do Departamento de Engenharia Química, Elisa Ramalho considera que os alunos estão, “de uma forma geral, bem preparados para a investigação devido à inclusão de disciplinas práticas laboratoriais em todos os anos dos cursos”. No entanto, a investigadora admite que “é evidente que a aprendizagem é sempre curta, e a permanência dos alunos nos laboratórios de investigação do ISEP só facilita a consolidação dos conceitos e técnicas apreendidas”.

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DEPOIS DO ISEP ISEP.BI

antiga aluna de Engenharia Química

Cristina Fontes Seguiu os passos da Química desde o Ensino Secundário e, hoje, sabe que fez a escolha certa. Ao segundo ano de licenciatura noutra escola, Cristina Fontes decidiu mudar para o Instituto Superior de Engenharia do Porto. Uma escolha mais do que acertada até porque a partir daí a sua vida alterou-se, culminando, no quinto ano de curso, com a aventura no programa ERASMUS, através do qual partiu para a Holanda em busca de novas experiências e novas oportunidades. Uma decisão que, para a jovem engenheira química, mudou para sempre o seu percurso pessoal e profissional. Até porque hoje, é no país das tulipas, numa grande multinacional, que esta engenheira do ISEP marca pontos.

Aos 25 anos, Cristina Fontes é já uma engenheira química internacional.

foram o primeiro e segundo da licenciatura e o último. E porquê?

Mas a sua simplicidade não deixa transparecer o seu presente promissor.

Cristina explica: “O primeiro ano foi um ano de muitas mudanças não

Actualmente a trabalhar na SABIC IP - Saudi Basic Industries Corporation

só a nível pessoal, com a integração na vida académica, criação de

Innovative Plastics, a antiga General Electric Plastics, Cristina desde

novas amizades, mas também do ponto de vista escolar pois tive que

cedo se habituou a lutar e a arriscar na vida.

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fazer um esforço extra para acompanhar um novo método de ensino

Recuando alguns anos, a jovem engenheira química confidenciou ao

mais exigente e com maior carga horária”. Aliás, é neste aspecto que

ISEP.BI que, apesar de não ter percebido logo qual seria o seu futuro,

Cristina considera que o ISEP mais se destaca, pois a exigência dos

sabia que “iria seguir a área das matemáticas”. “Quando estava no

professores e a grande componente prática deram-lhe “um ritmo de

nono ano tive dúvida entre a área de economia e a área científico-

trabalho que, ainda hoje, é uma ajuda a nível profissional”. E, por fim,

tecnológica. Fiz testes psicotécnicos e aconselharam-me a seguir as

Cristina admite: “O último ano no ISEP foi o ano que mais gostei, já

ciências. Em conjunto com os meus pais optei por fazer o Curso

tinha o ritmo de trabalho dos anos anteriores e foi o ano em que resol-

tecnológico de Química num colégio particular”, recorda. Esta foi, para

vi fazer ERASMUS na Holanda, a melhor experiencia da minha vida”.

Cristina, sem a menor sombra de dúvida, a melhor opção porque, no

Da experiência académica do ISEP, a jovem engenheira confessa que

final do 12º ano, não teve qualquer dúvida em “optar pela Engenharia Química”.

o que mais a marcou foi a diversidade de disciplinas e “a mudança de abordagem de estilo de ensino, pois tanto tinha aulas com 60 alunos

Cristina contou-nos que a passagem pelo ISEP ficou marcada por

como aulas com apenas 5”. Cristina considera que esta diversidade é

“quatro anos muito diferentes”. “Entrei no ISEP para o 2º ano de

fundamental para os alunos se habituarem “a todos o tipo de ambientes

Engenharia Química, por transferência do Instituto Politécnico de Bra-

e também porque as matérias não são iguais e por isso é necessário

gança do Curso de Engenharia Química”, conta. Esta foi, segundo a

ensiná-las em ambientes diferentes”. A grande vertente prática do

jovem engenheira, a melhor decisão que tomou na sua carreira escolar.

curso foi, aliás uma das grandes mais-valias do ISEP em termos

Analisando os quatro anos que viveu no ISEP, Cristina considera que

profissionais. Na vida pessoal, Cristina acredita que o ISEP a habituou

“não houve um ano melhor ou pior, simplesmente foram diferentes”.

a ser “uma pessoa mais flexível” e a ter consciência que “não é possível

Confidenciou-nos, no entanto, que os anos que mais a marcaram

controlar tudo a nível de trabalho”.


DEPOIS DO ISEP ISEP.BI

operacionais e de liderança”. “São dois anos de programa, de três rotações de oito meses cada. O objectivo é que se passe por três temas diferentes dentro da empresa e por três países diferentes, para ter uma maior experiência de trabalho em ambientes diferentes e ter uma ideia global da empresa”, conta orgulhosa. O primeiro projecto desenvolveu-se na área das operações químicas e consistiu na optimização dos produtos intermédios (HCl e NaOH) na produção de Cloro” em Bergen op Zoom, na Holanda. “Neste momento”, explica Cristina, “estou na minha segunda rotação no departamento de logística em Cartagena, Espanha com o projecto Manejamento de Materias-

Uma engenheira química na Holanda Estava no último ano da licenciatura em Engenharia Química no ISEP

Primas”.

Futuro promissor

quando decidiu entrar num programa Erasmus na Holanda. Uma decisão que, segundo Cristina, lhe mudaria a vida pessoal e profissional

“Não posso dizer que seja um sonho, mas sim uma etapa”. É assim

para sempre. O departamento de tecnologia da multinacional General

que Cristina caracteriza a sua passagem pela SABIC. A jovem afirma

Electric Palstics foi a instituição que acolheu o estágio ao abrigo do

que quer ver o que “esta grande oportunidade” lhe dá e ver depois “o

Programa Erasmus, durante seis meses. Este foi, aliás, o primeiro

que se proporciona mais a frente”. “Uma coisa que tenho sempre

emprego da jovem engenheira. E a oportunidade não poderia ter sido

muito ciente é que existem muitas oportunidades e que o essencial

melhor aproveitada. Fruto do trabalho desenvolvido por Cristina

é não ficar parado”, remata.

durante o estágio e a três meses do final deram-lhe a oportunidade

Em termos pessoais, Cristina prefere não fazer planos. É uma jovem

de concorrer a um programa da própria empresa: Operations

firme nos seus ideais: “Na vida devemos ser flexíveis e não planear

Management Leadership Program.

com muita antecedência. A vida está sempre a mudar e devemos

Uma vez mais, decidiu arriscar. Concorreu, submeteu-se a uma

mudar as nossas ideias mediante o que ela nos proporciona. Temos

entrevista e passou à segunda fase de selecção. “Na segunda fase fui

que ser flexíveis mas sempre lutar pelo que queremos”.

a um “Assessment Day” que consistia num Business Case e em três

Para o futuro, a curto prazo, Cristina Fontes vai cumprir a última etapa

entrevistas com directores de fábricas”. As boas notícias não tardaram

do programa em que está inserida, a última rotação que, na qual a

e Cristina soube que tinha sido seleccionada. Só havia um entrave: a

própria ainda não sabe o que vai fazer, nem tão pouco onde fica

apresentação do trabalho de final de curso no ISEP. Cristina organizou

localizada. Só tem um objectivo, e é por ele que vai lutar: “cumprir a

a sua vida e o seu trabalho e conseguiu começar a trabalhar só depois

última etapa com sucesso e acabar o programa”.

da apresentação do projecto e da conclusão do curso.

A longo prazo, a jovem confessa que gostaria de tirar um Executive

Cristina explica que o programa em que começou a trabalhar logo

MBA in Global Supply Chain, mas é algo que “ainda está em análise,

após o estágio consistia em “desenvolver capacidades técnicas,

pois vai depender do trabalho e localização no futuro”.

“Fazer Erasmus foi a melhor experiência da minha vida” Nome Cristina Fontes Lopes Idade 25 anos Naturalidade Romariz, Santa Maria da Feira Ano de inscrição no ISEP 2003 Licenciatura Engenharia Química Profissão Engenheira Química


A NOSSA TECNOLOGIA ISEP.BI

BARCHETTA

NOVO PROJECTO ISEP/MUNDAUTO QUASE PRONTO PARA COMPETIR Chama-se Barchetta e é um automóvel de competição de dois lugares, mais leve e mais rápido do que o vencedor Fiat Uno 45. A nova criação do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior de Engenharia do Porto foi concebida para ser ela própria a origem de um novo troféu de competição. O desafio está lançado, os parceiros convencidos e o novo automóvel quase apto para correr nas pistas. É mais um exemplo da cooperação entre docentes, alunos e empresas.

A ideia surgiu no final de um treino do Team ISEP/Mundauto para o

Pultrudidos Lda, BP Portugal SA, Interescape Lda e DBE Suspension

Challenge Desafio Único no circuito de Braga, no final do ano passado.

Engineering.

Hoje, a Barchetta é um protótipo real quase pronto para ser experimentado.

Para Luís Miranda Torres, a Barchetta é, antes de mais, “um exercício de integração e aplicação de conhecimentos de engenharia, no qual

O ambicioso projecto de uma equipa que envolve o Departamento

os alunos têm a oportunidade de trabalhar num cenário real”. Mas a

de Engenharia Mecânica do ISEP e a empresa Mundauto, liderada por

ambição vai mais além. “Para além deste exercício, temos como

Luis Miranda Torres (ISEP) e José Leite (Mundauto), envolveu

objectivo homologar a Barchetta para uma competição do

directamente, até à data, sete alunos do curso de Engenharia Mecânica.

Campeonato Nacional de Velocidade, criando um troféu de baixo

Esta equipa conta ainda com a colaboração das empresas Alto-Perfis

custo, que se pode posicionar entre o Challenge Desafio Único e as


A NOSSA TECNOLOGIA ISEP.BI

restantes categorias existentes no panorama do Nacional de Velocidade”, acrescenta o docente. Neste momento, a equipa criadora da Barchetta encontra-se a desenvolver uma segunda versão do chassis, corrigindo alguns pontos em conformidade com a regulamentação da Fédération Internationale de L’Automobile (FIA) e da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK). “A nova versão do chassis terá um novo desenho dos berços frontal e traseiro e uma solução mais evoluída no que diz respeito às suspensões”, explica Luís Miranda Torres. Estas correcções, segundo o engenheiro, vão servir para uma homologação do automóvel para as futuras provas. “Depois do desenvolvimento desta segunda versão do chassis, seguese a sua construção, acertos de pormenor na carroçaria, montagem de todos os componentes mecânicos, testes e instrução do processo de homologação” e, depois sim, a Barchetta estará pronta para correr

Em termos técnicos, a Barchetta é um carro de corrida aberto com

em cenários de verdadeira competição.

um chassis tubular que se insere na categoria II (automóveis de

Dado que o objectivo último da Barchetta é a criação de um troféu de baixo custo, que se posicione entre o Desafio Único e as provas situadas nos escalões superiores, Luís Miranda Torres explica que “o projecto tem sido desenvolvido de forma a permitir que este carro de

competição), grupo E (fórmula livre) e classe 5 (até 1000 c.c.). Tem uma carroçaria em fibra de vidro, motor central de origem FIAT (modelo Uno 45), tracção traseira, travões de disco nas quatro rodas e suspensões com triângulos sobrepostos.

corrida possa ser adquirido em kit e construído pelas equipas

Tal como Luis Miranda Torres explicou ao ISEP.BI, a Barchetta “é um

concorrentes de acordo com instruções de montagem, respeitando

carro de corrida para circuitos e rampas que usa a mesma mecânica

os regulamentos aplicáveis”.

dos modelos intervenientes no Challenge Desafio Único”. A diferença está nos materiais usados na construção, sendo de esperar que o tempo por volta, em qualquer circuito, seja significativamente mais baixo do que o conseguido pelos melhores Fiat Uno, “uma vez que é mais leve cerca de 200 kg, possui um centro de gravidade e uma distribuição de pesos mais favorável, para além de permitir mais afinações da geometria de suspensões”, explicou o engenheiro.

Investigação fundamental para o desenvolvimento do ISEP Para Luís Miranda Torres, todas as iniciativas e projectos ligados à investigação são fundamentais dado que promovem a aplicação de conhecimentos num cenário real e contribuem para o desenvolvimento da cultura técnica dos alunos. Além disso, promovem o desenvolvimento de uma visão integrada dos problemas, facto que

A técnica da engenharia A construção da Barchetta integra dois tipos de elementos: uns reciclados e outros criados especificamente para este projecto. O chassis tubular em aço, incluindo os braços de suspensão, a carroçaria em fibra de vidro, o conjunto de pedais e o depósito de gasolina foi, segundo o docente responsável, concebido especialmente para a Barchetta. Os restantes componentes mecânicos são provenientes de

é, para o engenheiro, “fundamental no exercício de qualquer actividade de engenharia”. Projectos como a Barchetta contribuem também para o desenvolvimento das suas capacidades de trabalho em equipa. “Outro aspecto importante é o facto de os alunos desenvolverem trabalho em colaboração com empresas, potenciando a sua colocação mercado de trabalho, como aliás tem acontecido”, acrescenta o docente. No Departamento de Engenharia Mecânica, a satisfação pelo sucesso

automóveis usados sem valor comercial, neste caso, o Fiat Uno 45,

da Barchetta é geral. Quanto a novos projectos, Luís Miranda Torres

entre eles o motor, a caixa de velocidades, a caixa de direcção, as

confessa que “ideias não faltam, no entanto, é necessário concluir os

mangas de eixo e os discos de travão.

projectos que estão a decorrer e depois partir para novos desafios”.


BREVES ISEP.BI

JOÃO FRANCISCO SILVA ENTRE OS FINALISTAS DO PRÉMIO START João Francisco Silva, docente do departamento de Engenharia Mecânica do ISEP, foi um dos finalistas do Prémio Nacional de Empreendedorismo 2008. Integrado numa equipa da qual constavam igualmente investigadores Universidade do Porto, do INEGI e da Universidade do Minho, o investi-gador do ISEP ajudou a criar um projecto de produção de postes para equipamentos urbanos feitos a partir de materiais compostos.

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A premissa passou pela oferta de um produto mais ecológico, eficiente, duradouro, seguro e... lucrativo. A Polight propõe a criação de postes de iluminação, para exploração de energia eólica ou transporte de energia em baixa, média e alta tenção a partir de material compósito, em alternativa aos convencionais postes de betão ou aço. Apesar de a tecnologia já existir nos EUA, a proposta inova ao permitir o recurso a matérias recicláveis. A brasileira Romagnole, que actua igualmente nos EUA, Canadá e China e a angolana Telectrinf en-

O PROCESSO DE BOLONHA À MEDIDA DO ISEP No passado dia 28 de Outubro, o Conselho Científico organizou um workshop intitulado “Implementação do paradigma de Bolonha no ISEP”. Este evento serviu para apresentação dos diferentes cursos de licenciaturas e mestrados, pelos seus responsáveis, incidindo nos principais impactos verificados com a adaptação a Bolonha. A reestruturação do ensino superior continua a exigir o empenho de toda a comunidade académica, mas, num auditório cheio, apresentaram-se casos concretos em que a adaptação a Bolonha foi apenas uma transposição de boas práticas já cá existentes. Debateram-se desafios e oportunidades, como o sistema de auto-avaliação, a aposta tecnológica, a internacionalização ou o estreitar de laços com o tecido empresarial. Neste último caso, a presença de representantes de empresas líderes de mercado, como a Critical Software, Mota-Engil, Toyota Caetano Portugal e Evoleo Technologies serviu para apresentar também o ponto de vista e expectativas do mercado de trabalho. A presença de figuras, cujo percurso académico passou pelo ISEP e que hoje ocupam posições de destaque em organizações fortes, atesta o posicionamento do ISEP que continua a oferecer a melhor formação superior, sempre de uma perspectiva operacional.

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contram-se já entre potenciais clientes, além

Com o início do 3º ano pós-Bolonha, o ISEP já formou os seus primeiros mestres, continua a

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preencher a totalidade das suas licenciaturas e vai acumulando distinções na investigação.

de municípios nacionais e europeus.

O projecto da equipa do prof. João Silva já se encontra patenteado e dará, em breve, lugar a constituição da empresa Ownersmark

O objectivo mantém-se o mesmo de sempre - superação, no que podemos oferecer aos nossos estudantes e aos nossos parceiros.

Polight, que irá desenvolver a comercialização

NOVAS OFERTAS FORMATIVAS PARA 2009/2010

do produto. De realçar também a parceria

Estar sempre na linha da frente! É este o objectivo do reforço da oferta formativa no Instituto

com a empresa holandesa Lightweight

Superior de Engenharia do Porto já a partir do próximo ano lectivo, com a inclusão dos cursos

Structures, que permitirá desenvolver e testar

de mestrado em Computação e Instrumentação Médica; Construções Mecânicas, Gestão de

os protótipos em distribuidoras de energia

Processos e Operações; Instrumentação e Metrologia; Tecnologia e Gestão da Construção.

eléctrica na Holanda, Polónia e Alemanha. .

Com estes quatro novos mestrados recentemente aprovados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o ISEP passa a cobrir a oferta do 2º ciclo de estudos em todas as suas áreas de formação. O ISEP, reforça assim a sua posição no panorama do ensino superior de Engenharia a nível nacional. A escola teve a visão de aproveitar a transição a Bolonha como uma oportunidade de redobrar a exigência e competitividade. Este esforço contínuo começa a dar frutos, já que este ano, a grande procura esgotou completamente todas as vagas de licenciaturas e mestrados. Estes números atestam a qualidade dos nossos cursos. Recordamos que o universo ISEP é actualmente composto por mais de 5700 alunos, tendo aproximadamente 700 mestrandos. A partir de 2009/2010 o ISEP terá ofertas de 2º ciclo em todas as suas áreas de Engenharia: Engenharia Química; Engenharia Geotécnica e Geoambiente; Engenharia Electrotécnica Sistemas Eléctricos de Energia; Engenharia Electrotécnica e de Computadores; Computação e Instrumentação Médica; Construções Mecânicas, Gestão de Processos e Operações; Engenharia Informática; Instrumentação e Metrologia; Tecnologia e Gestão da Construção.

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BREVES ISEP.BI

ISEP ENTRE AS 12 MELHORES INSTITUIÇÔES DE I&D Notícia de última hora foi a revelação da avaliação da Fundação para a Ciência e Tecnologia

COMEÇAR NO “ZERO” UM FUTURO POSITIVO

(FCT) relativamente às unidades de investigação e desenvolvimento (I&D) nacionais. O desempenho dos grupos de I&D do ISEP é de destacar, com 20% dos seus grupos a obterem a classificação de “Muito Bom”. A inovação é tida como crucial para a competitividade europeia e portuguesa. Do choque tecnológico, ao Compromisso com a Ciência, o caminho passa claramente pelo aproveitamento da produção científica realizada em Instituições de Ensino Superior. Ao longo dos tempos, o ISEP tem vindo a executar um investimento sustentado neste sentido. Com dez grupos de investigação, uns a dar os pri-meiros passos, outros líderes da área com forte presença internacional, o ISEP tem vindo a afirmar-se neste caminho, privilegiando a ligação às empresas e a projectos público/privados. No recente relatório da FCT, destaca-se, desde logo, que dois dos nossos grupos, o Centro de Investigação em Sistemas Confiáveis e de Tempo-Real (CISTER) e o Centro de Investigação e Desenvolvimento em Engenharia Mecânica (CIDEM), foram avaliados com “Muito Bom”, representando desde logo uma fatia de um quinto da nossa produção avaliada como óptima. A motivação, a criatividade e sobretudo o enorme profissionalismo e competência foram factores identificados para o sucesso agora alcançado. Com estes resultados o ISEP afirmase entre as doze melhores instituições de I&D a nível nacional, sendo a única instituição de ensino politécnico presente a este nível e afirma-se ainda entre a elite na área da Engenharia. Estes números são no entanto encarados com alguma reserva, pois prontamente se lançaram metas de superação. Nota de destaque ainda para o desempenho do Laboratório de Engenharia Matemática (LEMA), que sendo uma unidade do ISEP, está associado ao Centro de Matemática da Universidade do Porto (CMUP) e que contribuiu para a excelente avaliação deste último. Um exemplo do valor das nossas unidades agregadas em Laboratórios Associados.

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O ISEP está a realizar um curso de preparação para a integração no ensino superior. Apelidado “Ano Zero”, esta iniciativa visa oferecer as melhores oportunidades de desenvolvimento académico a toda a comunidade e foca-se essencialmente nos estudantes que completaram o 12º ano de escolaridade, mas não atingiram o objectivo de ingressar no ensino superior. O “Ano Zero” constitui uma abordagem inovadora e inclusiva no processo de transição para o ensino superior. Ao longo de três trimestres fornece formação específica de

DEBATER O TRÂNSITO E AS SOLUÇÕES NA INDÚSTRIA AUTOMÓVEL A vinda de dois docentes da Universidade de Ciências Aplicadas da Estónia gerou imensa curiosidade em torno do seminário “Automative Industry and Traffic Problems”. Promovido pelo Departamento de Engenharia Mecânica (DEM), este evento contou com a presença de 80 participantes e serviu para discutir problemas e soluções de mobilidade no sector automóvel. A presença no ISEP dos professores Sirje Truu e Maie Kuning decorreu ao abrigo da teaching staff mobility, do programa Erasmus e enquadrou-se nas acções de divulgação que o DEM tem promovido sobre temas relevantes a esta indústria. A acção espelha igualmente a atenção que é dada a uma formação mais alargada, já que são várias as iniciativas promovidas no sentido de consciencializar os alunos para a realidade dos mercados globalizados. Para 2009, está já prevista a realização, no ISEP, de um curso internacional intensivo de duas semanas,

preparação para o Exame Nacional de Matemática (prova obrigatória para quem pretende seguir Engenharia). Permite ainda aos formandos usufruírem do ambiente académico de ensino superior, bem como todo o acompanhamento necessário à execução de uma candidatura bem sucedida no ano 2009/2010. Por último, o Ano Zero prevê ainda a possibilidade de creditação de unidades curriculares aos alunos que ingressem posteriormente no ISEP.

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envolvendo a congénere báltica e mais nove instituições de ensino superior europeias,

Numa primeira avaliação, a inscrição de três

dedicado ao tema “Ecology and Safety as Driving Forces in the Development of Vehicles”. A

dezenas de alunos superou as expectativas

avaliação do seminário saldou-se como bastante positiva, sobretudo pela grande interacção

iniciais e obrigou mesmo a formação de uma

que se verificou entre os docentes convidados e os estudantes presentes.

segunda turma do “Ano Zero”.

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BREVES ISEP.BI

TecnoISEP » TECNOLOGIA À SOLTA NO ISEP A TecnoISEP voltou a animar o Outono no ISEP. Organizada pela Associação de Estudantes do ISEP (aeISEP), a Semana de Engenharia Técnica (TecnoISEP) decorreu entre 24 e 28 de Novembro e permitiu um contacto privilegiado entre os nossos alunos, algumas das melhores empresas da área tecnológica e os grupos de investigação do ISEP. O objectivo passou por criar oportunidades de emprego, fomentar o desenvolvimento de projectos de I&D e, claro, dar a conhecer o espírito de inovação que se vive na nossa escola às empresas. Já na 5ª edição, a TecnoISEP escolheu para tema deste ano as energias renováveis e deu a conhecer a todos os visitantes as novas tecnologias que fazem o presente, ao mesmo tempo que alertou para a emergência do desenvolvimento sustentável e desenvolvimento de práticas ambientais.

AS MELHORES TARDES DE QUARTA-FEIRA SÃO NO DEI O Departamento de Engenharia Informática realizou, entre 15 e 18 de Outubro, a 2ª edição do workshop Pesquisa de Informação constituído por um seminário QTDEI (Quartas à tarde no DEI) e duas sessões Hands-On. O seminário “Pesquisa e Exploração de Informação na Web: Aplicações”, que contou com o patrocínio da APPIA (Associação Portuguesa Para a Inteligência Artificial), deu o mote de partida ao workshop. Nuno Silva moderou uma sessão que permitiu discutir, com recurso a casos concretos, a pesquisa e exploração de informação e os desenvolvimentos em ambiente web. O workshop prosseguiu com duas sessões práticas Hands-On. Realizadas em paralelo, estas sessões centraram-se na construção de motores de

A exemplo do ano anterior, a edição de 2008

pesquisa sobre grandes volumes de informação e na extracção de informação para resposta

voltou a apostar num modelo mais prático,

automática a perguntas. A actualidade e o interesse destas áreas contribuíram, novamente,

substituindo palestras por exposição e

para a boa afluência, que contou com cerca de 90 participantes.

demonstrações de produtos e tecnologias,

Já em Novembro, o DEI, com o apoio do Chapter Português da IEEE Computational Intelligence

apresentação de empresas e projectos de I&D, o que casa com o espírito prático que se incute nos nossos graduados.

Society, dedicou a programação da QTDEI à Inteligência Artificial. “Aplicação de técnicas de DataMining no estudo de Segurança das Redes de Energia Eléctrica” e “Agent Based Intelligent Transport Systems” foram os temas moderados por Ana Madureira e debatidos pelo Grupo

A massiva afluência que se verificou no espaço

de Investigação de Engenharia do Conhecimento e Apoio à Decisão (GECAD/ISEP) e convidados

de 500 m2 atestou a TecnoISEP como um dos

dos Institutos Superiores de Engenharia de Lisboa e Coimbra. Estiveram presentes na sessão

principais eventos do calendário da instituição.

50 participantes.

Uma nota de interesse vai para o cuidado da

A organização das QTDEI perpetua-se como uma referência na divulgação e debate dos

aeISEP em alargar o evento a horário póslaboral de modo a acomodar os interesses dos muitos trabalhadores-estudantes e estudantes em regime pós-laboral da escola.

avanços na informática em Portugal.

AO ENCONTRO DA SOCIEDADE CRIATIVA Em Outubro foi a vez da Ordem dos Engenheiros escolher o ISEP para palco do seu workshop “Geração de Ideias e Criatividade”. Realizado através do curso de especialização em Manutenção Industrial, este workshop procurou dar respostas a um dos maiores desafios do sector – qual será o lugar da Manutenção na Sociedade Criativa? À medida que as actividades tendem a evoluir de uma Sociedade Baseada no Conhecimento para uma Sociedade Criativa, impõe-se uma postura de constante aprendizagem. A criatividade serve de base à inovação e por isso é preciso saber operacionalizá-la. O workshop visou explorar a produção de conhecimento para a geração de tecnologias inovadoras e metodologias de gestão e organização do trabalho originais. Moderado pelo Eng.º António Costa Gonçalves, participaram neste evento o Eng.º João Craveiro (Associação Portuguesa de Manutenção Industrial), Eng.º José Simões (Universidade de Aveiro), Prof.ª Katja Tschimmel (Escola Superior de Artes e Design - Matosinhos) e Eng.º Luís Andrade Ferreira (Comissão Executiva da especialidade em Manutenção Industrial).


BREVES ISEP.BI

DOCENTES DO ISEP CONTINUAM A MARCAR PONTOS EM ENCONTROS INTERNACIONAIS Os docentes António Flores e José Carvalho, ambos do Departamento de Engenharia Electrotécnica, foram agraciados com “Best Poster Award” no decorrer da XVIII International Conference On Electrical Machines, promovido pela Associação Portuguesa para a Promoção e Desenvolvimento da Engenharia Electrotécnica. O artigo "Mechanical Fault Detection in an Elevator by Remote Monitoring" foi distinguido entre 475 outros trabalhos expostos na conferência, que decorreu de 6 a 9 de Setembro, em Vila Moura. O trabalho vencedor contou também com a colaboração de um docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. António Castro, investigador do GILT foi distinguido pelo artigo que apresentou no decorrer da LACLO 2008 - 3ª Conferência Latino-Americana de Objectos de Aprendizagem. Considerado um dos melhores trabalhos apresentados na conferência, "Descripción de pasos básicos para la construcción de objetos de aprendizaje y uso del repositorio médico compartido MELOR" resulta da tese de doutoramento que está a ser elaborada pelo docente. António Castro, que trabalha com Objectos de Aprendizagem Médicos, foi igualmente convidado para fazer, durante Dezembro próximo, uma apresentação do seu trabalho à Rede Universitária do Chile.

UMA APOSTA SIMPLEX Eficiência sempre foi um conceito fortemente associado à Engenharia. Com isto em mente, o ISEP instituiu recentemente um sistema pioneiro que vai facilitar a vida dos seus alunos e funcionários. Trata-se de uma plataforma informática através da qual os alunos podem, a partir de um computador com acesso à internet, requerer e imprimir as próprias certidões de matrícula de uma forma rápida. A certificação do documento é dada através de um número de série único e informaticamente impossível de falsificar atribuído a cada um dos certificados requeridos. As entidades que queiram comprovar a autenticidade das certidões podem também fazê-lo online.

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Esta ideia pioneira cumpre ainda com os objectivos de modernização administrativa, que têm como objectivo agilizar ao máximo os processos da função pública. Dá-se assim mais um passo no percurso tecnológico da escola.

ENGENHEIROS COM MAIS COMPETÊNCIAS PARA O MERCADO O Gabinete de Orientação do ISEP dinamizou dois cursos de formação em competências

UM PASSAPORTE PARA O ISEP IR AO CAIRO

transversais. Estes cursos do ISEP|GO

Dia 22 de Outubro foi marcado pela apresen-tação da Imagine Cup 2009, no ISEP. Eduardo

uma vez mais, como objectivo alargar as

Neves, aluno do Departamento de Engenharia Informática (DEI) e Microsoft Student Partner,

ferramentas ao dispor dos nossos alunos.

abriu as hostes ao desvendar o tema para 2009, “Imagine a world where technology helps

Ambas as formações, em liderança e trabalho

solve the toughest problems facing us today”.

em equipa e comunicação para apresentações

Após o excelente 2ºlugar obtido por uma equipa do ISEP na competição nacional de 2008,

em público, constituíram uma oportunidade

o interesse em torno da mesma aumen-tou, bem como as expectativas para a presente edição.

de enriquecimento dos respectivos portfolios

O projecto então apresentado – r-Ecycled – consistia no desenvolvimento de uma rede social

de competências. Esta iniciativa do ISEP|GO

que, com o recurso à internet, identificava e reportava problemas ambientais em tempo real

inseriu-se na política institucional de formar

às autoridades competentes. A nossa equipa ficou apenas atrás do projecto da Universidade

os futuros engenheiros em todas as vertentes

de Trás-os-Montes e Alto Douro, que viria a ser a quarta classificada na competição mundial,

essenciais para o seu sucesso no mercado de

mas mesmo assim à frente das equipas do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa,

trabalho.

decorreram ao longo de Novembro e tiveram,

Universidade do Minho ou de Aveiro, entre outras. O sucesso alcan-çado estimulou os alunos do ISEP e neste momento o DEI conta já com quatro equipas a trabalhar em projectos a apresentar na competição. Na sessão de apresentação estiveram presentes, a convite do DEI, Miguel Chaves, em representação da Microsoft Portugal, e o vencedor deste ano da edição nacional e 4º classificado na final mundial, que partilhou da sua experiência e apresentou o seu projecto. Durante o evento realizaram-se ainda duas sessões técnicas sobre “PopFly” e “Asp.Net Ajax Control Toolkit”. A final de 2009 da maior competição tecno-lógica de estudantes decorrerá em Julho, no Egipto, sendo o finalista português apurado em Maio próximo.

“Não pares, orienta-te”


PROVAS DE DOUTORAMENTO ISEP.BI

MEDIA ASSET MANAGEMENT IN BROADCASTING New approaches to enable the effective management of physical resources and media objects de material, esta tese discute arquitecturas, componentes e

Nome: Paula Viana

funcionalidades de um sistema de gestão de arquivos audiovisuais.

Área Científica: Engenharia Electrotécnica e de Computadores

Uma proposta baseada em tecnologias da informação é apresentada

Data da Prova: 17 de Julho de 2008

juntamente com um protótipo desenvolvido e instalado num ambiente

Local: FEUP – Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

de utilização real. Este protótipo permite a validação das ideias principais e serve de base para outras propostas que pretendem implementar

Tradicionalmente, os arquivos de televisão têm sido considerados o último elemento numa cadeia de produção complexa. Limitações em termos de recursos financeiros, de pessoal e de tempo, fizeram com que a reutilização dos arquivos de televisão fosse difícil. Além disso, os requisitos técnicos para manter filmes e cassetes em ambientes estabilizados, impedem a utilização dos arquivos como ferramenta de trabalho diário.

uma gestão efectiva dos componentes e recursos do sistema.

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Para abordar a questão da gestão de recursos, propõe-se uma arquitectura de dois níveis. A camada inferior, baseada numa plataforma composta por um conjunto de interfaces e protocolos, actua ao nível do software e hardware e permite a integração de aplicações e produtos heterogéneos. A camada superior introduz o conceito de Business Driven Management aplicado aos arquivos de televisão de grande

No entanto, a importância dos arquivos de televisão tem vindo a

dimensão e define uma ontologia que actua como plataforma de

aumentar não só porque lhes é reconhecido um valor cultural

integração de metadados e fornece uma interface simples para a

importante, mas também porque é possível prever um retorno

implementação de ferramentas de apoio à decisão de alto nível.

financeiro considerável. Este cenário fez com que os detentores de arquivos deixassem de os considerar apenas como um lugar conveniente onde armazenar material, para passarem a vê-los como uma fonte quase inesgotável de conteúdos reutilizáveis.

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Esta tese aborda o projecto de sistemas de gestão de arquivos audiovisuais de televisão. Para além da arquitectura e componentes do sistema, o trabalho apresentado discute o problema da instalação e utilização destes sistemas em ambientes reais apresentando propostas que deverão facilitar esta tarefa. Numa primeira tentativa de responder à necessidade urgente de definir mecanismos que reduzam a manipulação de cassetes, o trabalho intensivo, a distribuição errada de material e que permitam uma anotação mais rápida dos conteúdos, fornecendo também as bases técnicas para a implementação de comércio electrónico e reutilização

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ISEP.BI 06