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TRANSFORMANDO O MUNDO: NOSSO OLHAR EM CRÔNICAS Projeto da Língua Portuguesa

OITAVOS ANOS/2016

Domingos de Almeida, 3388 – São Miguel


OITAVOS ANOS / 2016 Livro de Crônicas Projeto de Língua Portuguesa

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Sumário

Apresentação do livro – Isabella Fagundes................................................................................. 3 O que você faz quando acorda? ..................................................................................................4 Os livros ajudam.......................................................................................................................... 7 Momentos especiais.................................................................................................................... 8 Fases da vida.............................................................................................................................. 9 Solidão....................................................................................................................................... 10 Papo entre irmãs....................................................................................................................... 12 Internet nossa de cada dia! ....................................................................................................... 14 Amizade ou Inimizade? ............................................................................................................. 16 Preconceito não combina com rosa........................................................................................... 17 Conectados sim, mas em quê? ................................................................................................. 19 A Inovação................................................................................................................................. 21 Amar é ser feliz......................................................................................................................... 22 Ilusão......................................................................................................................................... 24 O Condomínio............................................................................................................................ 25 O meu maior medo é o amor! ................................................................................................... 26 Ocupado e Despreocupado...................................................................................................... 27 Torcidas de Futebol................................................................................................................... 28 Dias que não voltam mais......................................................................................................... 29 Papo entre Irmãs..................................................................................................................... 31 Recordações........................................................................................................................... 33 Jogos de Infância..................................................................................................................... 34 Os bilhetes de loteria............................................................................................................... 35

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Apresentação Os alunos dos oitavos anos, sob a orientação das professoras de Língua Portuguesa, produziram este livro de crônicas. Tentando uma conversa envolvente com o leitor sobre assuntos factuais e cotidianos. Os alunos dedicaram vários períodos de aula para trabalhar neste projeto, que depois de meses, transformou-se em livro. Porém, em uma plataforma diferente – digital. E assim, aliando a tecnologia à literatura. Escrever uma crônica não é fácil, pois a todo momento temos que ter o cuidado de não nos perder em detalhes superficiais. Mas é uma experiência maravilhosa! Podemos assim, transmitir um pouco de nossas inquietudes, de assuntos que nos cercam e que temos vontade de socializar com vocês. Falamos de amor, amizade, respeito, igualdade, tecnologia, futebol, inovação, preconceito, ilusão e muito mais, para saber é só começar a ler. Vamos lá!

Isabella Esteves Fagundes

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O QUE VOCÊ FAZ QUANDO ACORDA?

Vai tomar café? Escovar os dentes? Vai direto para escola? Sai correndo, porque já está atrasado para o trabalho? Caminha pela rua rápido para a parada de ônibus? E a pessoa que estava atrás de você? Você sorriu para ela? E se fosse o amor da sua vida? Já deu bom dia para o porteiro do seu prédio? Não faz muito tempo que eu mudei de prédio, e além da altura, outra diferença é que tinha porteiro e segurança. Eu ainda não tinha me acostumado com estas presenças, então no primeiro dia lá, eu passei direto pela portaria e ouvi uma voz distante “Tenha um bom dia”, vindo do porteiro, só percebi na rua e me senti mal por ter o ignorado, depois dessa cena constrangedora eu fiquei pensando e reparando nas outras coisas que eu não tinha percebido desde o início do meu dia. Eu vi que os tempos mudaram, antigamente se passava e se parava, se cumprimentava, conversava, as pessoas tinham tempo, tempo umas para as outras,

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elas se preocupavam, visitavam, iam atrás, agora se você demora para responder, te pergunto o porquê. Nós precisamos estar interessados nos seres humanos. Por algum momento parou para pensar o quão rápido fez tudo e que não percebeu a parede pintada, o canto matinal dos pássaros, enquanto se vestia apressado, a criança que chorava, cuja mãe acalmava. Você parou para pensar na bolsa que derrubaram e você seguiu seu caminho sem nem se importar? Parou para pensar que enquanto estava em casa, pegava o iogurte na geladeira e o pão do armário, tinha gente pedindo? Tinha gente madrugando, pessoas nascendo e morrendo, parou para imaginar que tem criança que acordou para trabalhar e adultos para procurar emprego. Quando você ligou a TV, você viu que atrás da repórter tinha um passarinho voando, ou lembrou dos atentados na Síria? Do batom que uma mulher colocou a procura de um elogio, no pedinte contando as suas mínimas moedas e no acidente da esquina? O que você fez para deixar alguém feliz hoje? Deu uma gorjeta a atendente que lhe trouxe o café? Elogiou alguém e disse que aquele suéter ficou bem nela? Ou assoviou para uma criança rir, ou simplesmente saiu correndo para não se atrasar para a reunião? Já se deu conta de que não reparou em nada? Não comprou nada para o pedinte que só queria algo para comer e quando alguém esbarrou em você na calçada. Parou para analisar que buzinou e gritou por causa de um pisca que não estava ligado? Se deu conta que entrou na padaria e nem bom dia deu a atendente? Como se fosse obrigação dela lhe servir um café em silêncio para não te atrapalhar, viu que do seu lado tinha um amigo do tempo de escola? E ouviu o barulho da chuva no lado de fora, ou você só prestou atenção na televisão? Essa semana cheguei na padaria como sempre correndo, tinha que fazer milhões de coisas depois de comprar o que precisava, cheguei no balcão e a moça me atendeu, pedi o que queria e fiquei ali esperando, enquanto usava uma rede social, até que escuto meu nome, é exatamente, do meu lado tinha um primo de 2° ou 3° grau, o cumprimentei e pedi desculpas por não ter lhe visto antes. Naquele momento, voltei para o carro e

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parei para pensar em quantas vezes isso havia acontecido com diversas pessoas pela falta de atenção e por um aparelho eletrônico. O mundo precisa ser valorizado, afinal os olhos não foram feitos apenas para ver a cor da roupa, mas sim para reparar nas coisas que nos rodeiam. Se todos nós víssemos que a felicidade está nos pequenos elogios, em uma pequena ajuda, no simples “bom dia”, enfim, nos pequenos detalhes... O nosso dia seria muito melhor e não precisaríamos apenas focar no horário da reunião e no documentário da TV. A vida está aqui fora. E, você? O que faz quando acorda?

Ana Luiza Komorowski Zirbes e Bianca Hernandez Varnier.

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OS LIVROS AJUDAM

Livros tanto nos tempos atuais como nos tempos passados são importantes, e de algum jeito quando a gente ler a gente entra num mundo mágico. Quando lemos um livro sabemos que independente do título ou história vamos viver uma aventura. Antigamente as pessoas costumavam ler mais pois, não existia computadores, celulares, só livros, então suas pesquisas, trabalhos e qualquer outra coisa que envolvesse escrita ou conhecimento era feita através de livros. Histórias que os pais contavam para as crianças na maioria das vezes era passada de pais para filhos, história antigas, diferentes e cheias de aventuras. Há dois anos atrás eu não lia comecei a ler quando, nas férias meus pais disseram: Como você não está fazendo nada, a partir de hoje todos os dias você vai ter que ler vinte páginas e me contar o que leu. Eu pensei: nossa que chato e desnecessário, nas férias! Todos os dias eu deitava na rede e lia as vinte páginas depois fazia o relatório para os meus pais. O nome do livro que li foi dragões de Éter onde viajei num mundo dos contos de fada por trás da história contada onde os bonzinhos se dão bem. Esse é um exemplo de que os livros podem abrir sua mente mudar sua perspectiva- e em pouco tempo eu comecei a me apaixonar por livros e ler cada vez mais, fui percebendo que minhas habilidades para escrita e para argumentar foram melhorando e sempre estou lendo um livro. Hoje, ao ler um livro com cada história diferente me encanto cada vez mais com os títulos a escrita, porque o autor toma cuidados com cada pedacinho da história, eles sabem para quem escrever, eles sabem como escrever diretamente para aquele determinado leitor. Mais imagino o trabalho que deve dar escrever um livro e responsabilidade ainda mais se for para os jovens, a maioria não e muito ligada em livro, mais foi quando os youtubers (aqueles que fazem vídeos, com palhaçadas ensinado algo,etc) decidiram escrever livros, ai aquele pessoal que só vivia no celular ou assistido esses vídeos de youtubers começaram a ler. Tempos atrás, as pessoas tinham mais costume de ler o que foi se perdendo a medida que a tecnologia foi tomando conta do mundo e esse costume foi perdido no tempo, mesmo com tantos livros juvenis e e-books que temos hoje, precisamos criar o hábito de ler e compartilhar o que lemos.

Cassiany Figueira Barbosa e Manuella Soares de Mattos Alves.

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MOMENTOS ESPECIAIS

Você já se sentiu arrepiada por causa de um abraço? Sabe aquelas sensações únicas e maravilhosas que os sentimentos nos proporcionam? Nada melhor quando se está triste do que um colo de mãe, uma conversa que te alivia, aquele abraço indescritível de pai para filho. O que são os pais em nossa vida? Sempre aprendendo, eles são únicos, cada um tem o seu, a configuração não importa, o que vale é a sensação de acolhimento, carinho, amor e por aí vai. Dizem que os filhos são criados para o mundo, mas quem realmente acaba deixando seu legado são os pais. Estes que amam, cuidam, educam, exercem papel essencial na vida de qualquer ser humano. Geralmente em datas comemorativas são realizados grandes e emocionantes homenagens a eles, que por sinal adoram e esperam todos os anos pelas próximas. A comemoração pode ser feita com, por exemplo, um abraço ou até mesmo uma carta, a certeza é de que assim tenta-se dimensionar uma pequenina parcela de como são esses momentos especiais em nossa vida. O importante é sempre aproveitar, pois um dia eles se vão, o seu legado fica, mas nada vai substituir o magnífico abraço.

Isabella Esteves Fagundes e Luísa Sabedra Inda

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FASES DA VIDA

Saudade é um sentimento melancólico e amor uma forte afeição por outra pessoa. Saudade e amor estão relacionados, pois quando se tem saudade, provavelmente exista o amor. Mas será que amor é apenas paixão, compreensão, respeito, carinho e atenção? Não, pois deixamos de ter uma vida sozinha para ter uma vida compartilhada, deixamos de ser felizes sozinhos para ter uma alegria duplicada, deixamos de pensar apenas em si para pensar também no outro. Tantos sentimentos que não conseguimos explicar, uma explosão de emoções que se vê no olhar. A capacidade de sentir o que o outro não consegue explicar. Quando estamos longe, um do outro, só pensamos no reencontro, nosso pensamento vai além, nos tornamos reféns. Não sabemos de onde surgiu, mas o certo é que existiu. Porém quando tudo isso desaba todo o encanto se acaba, a saudade dispara, tudo que passamos juntos virou lembrança e só restou um caminho de mudanças. O presente se tornou passado e o futuro se tornou distante. A “bad” bateu, meu mundo morreu, saudade aumentou, meu mundo parou. Mas será que tudo isso valeu a pena? Tanta magoa e ressentimento desperdiçado em lágrimas e sofrimento? Quando tudo isso acaba a “bad” passa, o sofrimento morre e logo logo tudo se resolve. Em um piscar de olhos tudo passou, tudo mudou e finalmente acabou. “E assim como a lua, a vida é resumida em fases” Camilli Ortiz Pereira e Lívia Fiori Sbicigo

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SOLIDÃO

Dias atrás, parei para pensar sobre como as pessoas tratam a solidão, que para alguns é algo terrível e que gera menosprezo, mas para outros é uma forma de refúgio, como se a solidão fosse uma velha amiga, com quem você conversa muito e nem vê a hora passar. Não sei o motivo, mas quando falamos a alguém que “estamos solitários”, já somos enxergados mentalmente em um quarto escuro, chorando, cortando os pulsos e ouvindo uma música lenta e amarga. De certa forma, a solidão já é logo ligada a depressão, as pessoas já acham que você precisa ir a um psicólogo, pois logo tentará cometer suicídio. O ser humano tem mania de só ver o lado ruim das coisas, sem ao menos perceber que há um grande benefício por trás das piores coisas no mundo, se não houvesse a solidão, não haveria o desejo de estar junto de alguém e a grande alegria em revê-lo, pois só damos certos valores a alguém quando o perdermos.

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Solidão é como aquele ditado popular “a males que vem para o bem”, pois ela nos faz pensar, refletir, às vezes até chegar ao estado de espírito muito semelhante ao da meditação. As pessoas tratam a solidão como algo ruim, mas a solidão é algo tão bom, tão necessário, tão incrível. Geralmente saio de circuito, desligo do mundo e procuro ficar sozinha, gosto de ouvir o silêncio e entrar em sintonia com os meus pensamentos, tendo meu “momento solidão”. Em um desses momentos me vi refletindo sobre o que é a solidão, seria então, sorrir sozinho, mas no fundo é estar junto de si, do mundo, dos outros. Às vezes, fico com medo de amar a solidão mais do que eu deveria, pois a solidão é algo tão abstrato e tão confuso. Solidão é estar rodeado de pessoas, mas mesmo assim estar mergulhado em pensamentos, como se criássemos uma bolha metafórica, que nos prende e dá conforto, que ao mesmo tempo é fácil de estourar e “sair”. Pois afinal pense comigo, quando você está sozinho em seu quarto, mexendo em alguma rede social qualquer, você está em meio a solidão. Quando você está tomando seu banho ou vegetando na frente do guarda-roupa/geladeira, você está em meio à solidão. Então, por que as pessoas ainda acham que a solidão é algo tão ruim? Milla da Costa Leite

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PAPO ENTRE IRMÃS

Naquela tarde de domingo, estava eu, em meu quarto, perdida em meio a tantos pensamentos. Até então, nunca havia tido algum tipo de conversa mais séria com as minhas irmãs e nem vontade de contar sobre meus segredos e sentimentos, pensando que elas nunca me entenderiam e as pessoas que eu realmente poderia ter confiança eram minhas amigas. Aos poucos, cada uma foi entrando em meu quarto. A mais nova, com sua inocência e o sorriso mais sincero estampado em seu rosto perguntou, como quem não quer nada, o que havia acontecido. Nunca dei muita bola para ela, já que tinha pouco mais da metade de minha idade, portanto os assuntos e interesses eram muito diferentes. A mais velha, tendo esse mesmo pensamento sobre mim e a caçula, bateu na porta e entrou, séria, perguntando rapidamente o porquê de minha atitude. Por mais que muitas vezes eu achasse que minhas irmãs não entenderiam nem metade do que se passava pela minha cabeça, naquele momento vi, que mesmo eu não dizendo nada, elas sentiam que algo estava “fora do lugar”. Isso me fez recordar da 1 2


nossa relação, quando eu tinha oito anos, em que brincávamos de boneca juntas e a idade e nem esses problemas importavam. Porém, hoje cada uma tinha seus interesses, suas amizades e a conexão parecia perdida. Contei sobre os problemas, que poderiam ser considerados, de certa forma, banais. Minhas irmãs ouviram silenciosas e me entenderam de uma forma que nunca imaginei. Percebi que um dos motivos para que eu não estivesse me sentindo bem era a falta de tê-las presentes na minha vida como antes. E cada uma sentia essa falta, de uma maneira diferente obviamente. A partir desse momento, não vi motivos para que a nossa relação entre irmãs continuasse dessa forma e, sem perceber, nossa conversa tomou outros rumos e já estávamos rindo e conversando sobre tudo. Esse papo todo só restabeleceu toda a sintonia que havia entre nós e me fez ver que as verdadeiras amigas eram e sempre serão minhas irmãs. Mesmo que tivéssemos momentos de rivalidade, a alma nos mantinha juntas e conectadas, porém só precisava de um “empurrãozinho” e de ali em diante soube que poderia conversar, revelar meus segredos, dar risada e servir de apoio nos momentos mais complicados, para poder ver minha amiga, irmã e parceira feliz, sorridente e cantarolando sua música favorita.

Helena de Souza Freitas

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INTERNET NOSSA DE CADA DIA!

O uso da internet é algo que ao longo dos anos se tornou muito comum em nossas vidas, mas você já parou para pensar que até pouco tempo atrás está ferramenta era apenas um “sonho” e hoje se tornou uma dependência mundial? Um e-mail por exemplo, é algo que nos dias de hoje é muito comum, no entanto nem sempre foi assim, o primeiro e-mail a ser enviado foi em 1971 e não era tão popular quanto hoje, pois as máquinas usadas naquela época não eram tão modernas quanto as de hoje. Com a popularização da internet tivemos inúmeros avanços, mas também tivemos grandes retrocessos. A Internet que serviria para aproximar as pessoas, acabou distanciando, seria um lugar de compartilhar o conhecimento e ajudar as pessoas e acabou virando um lugar onde muitas vezes o ódio, a inveja e a maldade se sobressaem. E como nós, seres ditos “racionais”, deixamos de ter uma conversa com quem está ao nosso lado, para enviar uma simples mensagem de texto. E, por que atrás de computadores e “smartphones” nos sentimos mais “corajosos” e “fortes”? Será que estamos perdendo a nossa racionalidade em troca dessa insanidade chamada de Internet? Parece que a sociedade está deixando de amar, para postar; de viver, para invejar e até mesmo deixando de ser para aparecer! Luís Filipe de Almeida Salgado da Silva e Maurício Silveira Menna Barreto

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AMIZADE OU INIMIZADE?

Será que seu amigo é verdadeiro? Isso já aconteceu comigo, acreditei cegamente em alguém e depois de um tempo descobri que tudo era mentira, o que eu acreditava não era real. A pior coisa que pode acontecer, é você achar que a pessoa é um tipo e depois descobrir que ele é outra coisa, que você estava enganado em relação o que pensava. Creio que todos são bons, desde que mostrem o contrário, se você achar que está sendo “apunhalado” pelas costas, acredito que este conselho lhe ajudará: Seja amigo de todos não fale mal de outra pessoa, mostre os valores da mesma. Para você não sofrer o que eu sofri, por ser enganado, sempre saiba que seu melhor amigo jamais o enganará e aceitará suas opiniões, concordando ou não com elas. Você pode acreditar nesta pessoa, porém quando começar a mostrar as “garras”, fique ligado, no mundo há muitos lobos em pelo de cordeiro. Muitas pessoas podem aparecer na sua vida somente para ser falso, sem a “amizade” que você sempre acreditou ter.

Thayna Goulart Dorneles e Maria Eduarda Salinos

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PRECONCEITO NÃO COMBINA COM ROSA

Os padrões de beleza são claros e explícitos, mulheres altas, magérrimas, com cabelos na maioria lisos, mas o que acontece com uma gordinha, baixa, negra, de cabelo crespo, aquela pessoa cheia de estilo, será que o mundo fashion irá ser bom com ela? Há muitas justificativas para esse modo de pensar, entre elas, o fato que para os estilistas produzirem as roupas dentro de um modelo padrão seu trabalho é facilitado. Sem dizer que em uma mulher com poucas curvas a peça ganha destaque, isso no pensamento de alguns. Não podemos esquecer que a moda se adapta ao tempo moderno e agora nada impede a força feminina. Algo que dê certa forma já vem acontecendo através de uma nova safra de modelos que vem rompendo padrões, demonstrando atitude e opinião. Não devemos nos opor radicalmente nem apoiar de forma integral esses padrões de beleza, já que são muitas vezes abusivos, levando a sociedade a fazer loucuras, mas devemos reconhecer que eles vêm se adaptando aos poucos, um exemplo disso é a modelo senegalesa que tomou destaque neste ramo por seu tom de pele extremamente escuro ou as modelos “plus size” como Justine LeGault, canadense de 26 anos. Como eu que sou mais magra que o comum, escuto muitas pessoas dizendo “Coitada, não deve ter o que comer em casa” ou “Você é anêmica?” como se ter este porte físico fosse uma doença, fraqueza, ou outras coisas pejorativas.

Uma

demonstração dessa realidade é que esses dias li em um livro escolar um texto que deixava subentendido que ser como Gisele Bündchen era um problema. Portanto, lhe pergunto, sou errada? A moda é construída por nós, já que somos suas únicas clientes e ela não deve excluir alguém que é mais ou menos encorpado, com um cabelo crespo, liso ou cacheado, com a pele negra ou branca, a moda deve ser inclusiva...Já que ela existe, pois há quem compre suas ideias e conceitos, portanto compre e use coisas que valorizam o seu corpo e a fazem, acima de tudo, se sentir bem. Não faça regimes

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subhumanos para entrar em uma calça ou ficar bem naquela blusa, essa área tem várias opções, escolha a que melhor se adapta ao seu corpo, aprenda a se aceitar.

Portanto, o primeiro passo, para a moda é compreendermos que ela deve se adaptar, e que se não nos aceitarmos não haverá moda que nos inclua. Ou seja, é a moda que exclui? Ou nós não a flexibilizamos?

Ariel Trindade Scolari e Maria Eduarda Marques Furtado

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CONECTADOS SIM, MAS EM QUÊ?

Atualmente a tecnologia não serve apenas para lazer, estamos conectados diariamente. Até as crianças mais novas nascem conectadas, sabendo mais detalhes e atalhos que os adultos, mas percebemos as mudanças nos jovens e adultos quanto a conexão, porque desperdiçamos mais da metade do nosso dia em redes sociais. Nós, jovens hoje, ficamos muitas horas vidrados no celular sem prestar atenção ao tempo e ao mundo que nos rodeia. Ficamos desejando várias curtidas na nossa foto de perfil no Facebook, que o nosso amigo responda rápido no WhatsApp, muitos seguidores no Instagram, que o nosso Youtuber favorito poste um vídeo novo e que lancem uma nova temporada da nossa série favorita ou um novo filme da coleção que adoramos. Após a modernização muita coisa mudou, um grande exemplo são os celulares, antes eram os de "botões", que nem tinham muitos aplicativos, faziam ligações, enviavam mensagens e tinham jogos, muitos nem tiravam fotos! Hoje quase ninguém os utiliza, pois os celulares "touch" fazem praticamente tudo, trabalha como um computador e na visão dos adultos e jovens é bem mais prático. Depois da mudança dos celulares, vários idosos não se acostumaram com a nova tecnologia, eles não conseguiram acompanhar a mudança, preferindo os celulares com "botões" a celulares "de dedo"(touch), não se acostumaram com as redes sociais, usam apenas os celulares para ligar para pessoas que estão longe. E, quando a configuração muda, eles chamam os netos que entendem, que estão a par com a tecnologia e entendem mais, conseguindo ajustar sem precisar chamar um técnico- apenas com o técnico sr. Google. Me lembro que, quando eu era menor, celular touch era algo novo, diferente e caro por ser lançamento e poucas pessoas o possuíam, pois muitas tinham medo de não se adaptarem e na primeira batida quebrarem a tela por serem muitos frágeis. Nós podemos utilizar a tecnologia para lazer, mas nunca ficar todo o dia navegando na internet sem conversar com pessoas que estão ao nosso redor, pois a tecnologia nos 1 8


"prende" nos deixando com vontade de ficar mais tempo conectados a ela. Usar muito tempo aparelhos tecnológicos traz males a nossa saúde como, por exemplo, visão cansada e tendinite por fazer esforços repetitivos. Seja consciente! Alice Rodrigues Mazaro e Beatriz Bueno Carvalho.

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A INOVAÇÃO

Pokémon, GTA, Minecraft, Far Cry, Battle Field, etc. Para muitos isso pode soar estranho, mas para os jovens de hoje em dia isso é tão normal, quanto dizer um “oi” ou “tchau”. Lembro da época em que as crianças brincavam na rua de bola e pular corda... Bom, você pode ficar confuso quando chega algo inovador, algo tão estranho quanto comer arroz sem feijão. A inovação chegou se acomodando nas casas das pessoas, na sala é o centro das atenções. O vídeo game, como foi chamado, passou a ser a nova bola e a nova corda de pular das crianças, e isso foi tão marcante quanto um marcador de páginas.

Tiago Pinto Felix e Pedro Pinto D’Avila

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AMAR É SER FELIZ

Se te faz feliz, o que custa correr atrás? Naquela noite chuvosa, 26 de julho de 2011, vi que o amor tinha chegado a minha família, mais forte do que nunca. E, que minha felicidade era pelo simples fato que os amava. O amor está sempre no seu interior, quando você mais precisa, ele te encoraja, dá forças e motivos para prosseguir. “O amor é sofredor, é benigno” 1 coríntios 13:4 O verdadeiro amor se fortalece em tempos difíceis, pois é na dificuldade que a pessoa precisa de uma prova de que é amada. A presença de uma pessoa amada, traz conforto e alegria, sem outra razão ou motivo, independente do que traga consigo. Amar é uma coisa tão singela, tão simples e ao mesmo tão complexa. Vai de um beijo na testa de despedida dos pais, até aquele presente inesperado do seu grande amor. O amor não está só em gestos, mas também, em palavras. É um “eu te amo”, um “se cuida” e “saudades”. Em meu primeiro dia de aula no colegial, entrelacei meu olhar com o daquela pessoa (cujo nome vamos ocultar). Foi um dia inesquecível, pois a primeira vez 2 1


em que olhei nos olhos do meu primeiro amor, a primeira vez em que senti uma coisa estranha, que não sabia ao certo o que era, mas, sentia borboletas no estômago, senti faíscas se fundirem, senti um desconforto, mas ao mesmo tempo, um sentimento bom e inexplicável. Isso foi há 10 anos, hoje em dia, percebo que foi uma coisa passageira, que não foi amor verdadeiro, porém um sentimento muito bom e diferente, que nunca havia sentido antes: foi inexplicável! O amor não machuca, ao contrário do que muitas pessoas pensam, ele é a cura e o que machuca é a sua falta. Aprecie cada momento!

Anna Beatriz da Silva Joviano e Nathália Pasini Machado

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ILUSÃO

Uma moça namorava um rapaz. O casal era feliz, até um certo momento. Em seu aniversário de namoro a bela moça descobriu que havia se iludido, que seu amor era unilateral. Seu amado a traia com várias mulheres, inclusive com suas amigas. A mesma entrou em depressão profunda, havia perdido anos e anos de sua vida amando um rapaz que não sentia o mesmo e a evitava. A garota virou usuária de drogas e acabou cometendo suicídio. Ilusão, uma palavra e vários significados... Podemos entender que ilusão são pensamentos, na maioria das vezes, bobos, que só nos machucam no final. Como achar que uma pessoa te ama e que não te trairia nunca? Ou pensar que ele tem olhos apenas para você? Na maioria das vezes isso pode ser doloroso e frustrante, por achar que aquele pensamento era apenas mentira e que o amor era e sempre foi unilateral, que ele te traia com suas amiguinhas... Te evitando sem você perceber, mas como estava cega de amor não ligava. A desilusão pode levar à depressão, as vítimas podem se tornar usuárias de drogas, ter um refúgio de tudo e todos... Talvez, nunca mais vão amar como antes, com receio de acontecer novamente. Aí a “bad” chega e “nos” faz chorar, tanto que pode nos levar até o fim.

Karina Paola Cunha e Gabriela Airi

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O CONDOMÍNIO

Em uma tarde de verão naquele condomínio, na avenida Presidente Vargas, naquela rua asfaltada, iluminada, que a cada passo se avistava um boteco diferente, as crianças que nunca brincavam na avenida, agitavam o condomínio, jogavam futebol, vôlei, taco, brincavam na pracinha... No final de semana, as crianças que estavam sempre suadas se arrumavam para as festas no condomínio e reuniões (a cada dois meses), tempos que não voltam mais, brincadeiras que antes eram só diversão me transformaram no que sou hoje. Fiz parte dessas brincadeiras, me lembro bem daquela vez em que briguei com meu melhor amigo, o que era apenas uma discussão durou muito tempo, acho que ficamos sem nos falarmos por 3 meses, mas depois a amizade retornou e ficamos de bem novamente. O condomínio antes animado e agitado pelas crianças hoje é deserto, o máximo de sons que se houve é o canto dos pássaros, condomínio que era cheio de vida que dava gosto de morar, hoje é quieto e reservado às crianças que antes animavam o local e hoje são adultos, uns foram para outras cidades, no entanto, outros apenas deixaram de morar ali. Na minha opinião, o condomínio deveria ser melhor valorizado, pois é lá que se aprender a interagir, brincar, participar, agir, conversar, enfim é lá que se aprende a viver a vida.

Kellerson Bastos e Gabriel Fassina

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O MEU MAIOR MEDO É O AMOR!

Quando eu era pequena, tinha medo de aranhas, de quebrar coisas, trovões, de comer cachorro-quente e passar mal, até hoje tenho esse medo. Cresci e os medos continuam os mesmos, acrescidos de outros mais compreensíveis, ficar com pendência em Filosofia, ter filhos naturalmente, levar um tiro, perder a chave de casa, ficar presa no elevador e um pânico de palhaços. Hoje, meu maior medo é amar e não ser amada! Ou mesmo, magoar alguém porque acordei com o pé esquerdo, ver uma criança sorrindo e achar sem sentido, não ajudar pessoas por orgulho e ver alguém em um caixão e só conseguir perdoá-lo nessa condição. Agora às 23h10min dessa segunda-feira, meu maior medo é que você tenha esquecido de mim, que eu não seja mais do que uma amiga e uma página virada, agora eu prefiro esquecer meu lado humanitário para pensar no que me faz sofrer. Hoje quero o teu colo para dormir. Queria que você, meio sonolento, me dissesse que quer tomar um café da manhã ao meu lado... Nessas simples atitudes me fortaleço e esqueço os meus medos!

Mª Vitória Alves de Araujo e Talita dos Santos Velasques

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OCUPADO E DESPREOCUPADO

Claudio um homem que como todo brasileiro muito ocupado, mas além de ocupado ele é despreocupado deixando tudo para última hora não dando importância para os seus compromissos, ele foi demitido de um emprego por chegar atrasado várias vezes, seu chefe não aguentava mais a desorganização de sua sala e documentos esparramados pela sua mesa. Certo dia isso chegou no limite para sua mulher, Márcia, que era totalmente ao contrário dele, organizada e comprometida com tudo, era dona de casa, mas como diz o ditado: “os opostos se atraem”, ela já estava no final de sua paciência e fez ele arrumar todo o seu guarda-roupa, era domingo a tarde depois do almoço na casa da sogra ele arrumou bravo e Márcia mais ainda por que ele tinha tanta coisa nas suas gavetas como: pião, ioiô, câmera fotográfica... mas lá no fundo tinha um álbum de fotos. Ele começou a olhar e se emocionou, eram as fotos do seu casamento, ele sem se importar com a rincha dele e a mulher chamou ela e mostrou-a. Os dois ficaram emocionados e de agora em diante eles iriam se aceitar do jeito um do outro, mas Cláudio prometeu mudar. E é aquele ditado: “o amor sempre reina”. E sim, eu sou um Claudio da vida, para ter uma ideia estou fazendo esse texto quinta-feira á tarde, mas sou organizado, minha mãe briga comigo por isso uma “Márcia”, mas isso é uma fase que logo passa.

Eike Lubini e João Vitor Rodrigues Forte

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TORCIDAS DE FUTEBOL

As torcidas brasileiras, como a Geral do Grêmio, Popular do Internacional, Mancha Verde e Gaviões da Fiel são o que motivam os times, dando garra dentro de campo, nas horas dos piores momentos nos campeonatos, como Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores da América e campeonatos regionais. As festas nos estádios com sinalizadores coloridos, papel picado e serpentina, escondem o lado negro das torcidas brasileiras. Muitas vezes vemos atos que mancham a reputação de um clube, como por exemplo, o caso do goleiro Aranha, na Copa do Brasil de 2013, no confronto entre Grêmio e Santos, pelo primeiro jogo das oitavas de final da competição. O goleiro foi chamado de vários apelidos racistas, pela torcida gremista. As torcidas são o coração de um time, impulsionando-os as vitórias. O futebol respira com a ajuda das torcidas, que fazem lindos espetáculos e ajudam o time. Porém, podem manchar a reputação do time, causando brigas, mortes e vandalismo.

Flávio Germano Bahi Santana Pedroso e Felipe Pelizzaro Pancieira

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DIAS QUE NÃO VOLTAM MAIS

Há algum tempo, as pessoas eram mais comunicativas, isto é, interagiam com as outras, era fácil criar vínculos de amizade, bastava conversar, as pessoas eram mais amigas e estas são memórias que provavelmente nunca irão voltar, agora as pessoas parecem amargas, fechadas e solitárias. Acabam procurando diversão em jogos ou brincadeiras, principalmente na Internet, tecnologia responsável por afastar grande parte das pessoas. Nos dias passados, as pessoas costumavam conversar mais umas com as outras, costumavam passar mais tempo juntas, marcavam encontros e eram unidas, contando os segredos para as outras pessoas. Era um tempo em que tínhamos muitos amigos verdadeiros (não que os de agora não sejam), pessoas que estavam ali para toda e qualquer situação/ ocasião independente do que fosse ou da dificuldade. Esta época foi muito boa, as pessoas eram bastante amigáveis e alegres, todos eram amigos, as crianças jogavam futebol nas ruas, que não muito movimentadas ou brincavam com amigos em casa ou na rua, as mulheres conversavam com suas amigas enquanto desfrutavam de chás ou cafés da tarde, homens se juntavam em bares para comemorar algo olhando jogos de futebol e jogando pebolim ou aproveitando seu tempo livre com suas esposas e filhos. Todos eram amigos, gostavam de se encontrar e brincavam juntos até altas horas da noite. Todos eram unidos e amigos, praticamente não havia preconceito ou bullying, eles eram considerados verdadeiros amigos.

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Agora apenas temos memórias e pensamentos, que são contados por nós (adolescentes, jovens, adultos e idosos) para as futuras gerações, que poderão seguir ou não os passos de seus antepassados. Sentimos felicidade ao relembrarmos do tempo em que éramos crianças. Agora, sempre que vamos a um lugar, por exemplo um restaurante ou uma loja, sempre tem alguma criança com a “cara enfiada” em um aparelho celular ou “tablet”, gastando seu tempo, que poderia ser melhor aproveitado com brinquedos ou com algum outro conhecimento. Por fim, devemos chamar a atenção dessas crianças, convidar um amigo e moderar seu tempo em contato com as tecnologias, impondo um limite, afinal crianças devem ter tempo para aproveitar sua infância. Elas devem ter tempo para aproveitar e não se preocupar com atividades adultas e que tenha tempo para fazer o que melhor sabem, ou seja, brincar!

Thiago Colares Araújo

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PAPO ENTRE IRMÃS

Naquela tarde de domingo, estava eu, em meu quarto, perdida em meio a tantos pensamentos. Até então, nunca havia tido algum tipo de conversa mais séria com as minhas irmãs e nem vontade de contar sobre os segredos e sentimentos, pensando que elas nunca me entenderiam. Irmãs também podem ser amigas do coração que procuram o seu bem, estão contigo nos momentos tristes e felizes. São aquelas que não te deixam na mão e acima de tudo acreditam em seu potencial, assim como nossas irmãs de sangue que suportamos e nos suportam. Estão todos os dias conosco e independente de qualquer briga e desavença nos amam. Lembro-me que há dois anos atrás, numa sexta-feira, um dia ensolarado e quente, com o ventinho que fazia os cabelos balançar, não poderia estar mais perfeito. Eu estava deitada na grama de minha casa, escutando o assobio dos pássaros, quando minha irmã caçula chegou chutando bola e gritando que nem uma louca, foi então que notei que minha paz havia terminado. Até que ela parou com a bagunça, mas a chatice 3 0


não. Sentou ao meu lado e começou a me encher de perguntas, e claro, sem respostas obtidas. Eu me retirei do pátio e me dirigi a minha casa, quando percebi que minha irmã tirou o brilho do rosto e sua felicidade naquele momento. Eu estava conversando com minhas amigas por mensagem, e aos poucos cada uma de minhas irmãs foi entrando em meu quarto. A mais nova, com sua inocência e o sorriso mais sincero estampado em seu rosto perguntou como quem não quer nada o que havia acontecido. Nunca dei muita atenção para ela, já que tinha pouco mais da metade me minha idade, portanto os assuntos e interesses eram muito diferentes. A mais velha, tendo esse mesmo pensamento sobre mim e a caçula, bateu na porta e entrou, séria, perguntando de cara como eu estava. Eu continuei sem falar nada, fiquei de boca calda, não queria que elas se intrometessem em minha vida, até porque eu já contara tudo para minhas amigas, mas alguma coisa me dizia que eu deveria ceder. Com o ‘tactac’ do pé batendo no chão fez com que eu contasse tudo, e percebi que foi muito bom receber conselhos e carinho delas, enquanto me emocionava com aquela preocupação. É necessário valorizarmos nossas irmãs, deixá-las ajudar, respeitar suas opiniões, senso de humor e viver com elas sem perder nenhum minuto e segundo. Suas perguntas são de tanta pureza, que naquela época não entendia, pensava que aquela sexta foi só para tirar minha paciência, me chatear. Confiar, “bater um papo” é tão bom quanto sair com as amigas ou fofocar. Nossas irmãs tanto de sangue, quanto de coração vão rir contigo, dar dicas sobre o “crush”. Mas é preciso ceder, porque independentemente da idade todas tem algo a nos ensinar, uma com sua ingenuidade e a outra com um pouco ou bem mais de maturidade na vida. Paula Wrasse Tremp

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RECORDAÇÕES

Outro dia estávamos assistindo algumas séries antigas, entre elas: Um maluco no pedaço, Chaves, Chapolin Colorado e outras assim, e percebi como tudo mudou... Assistia essas séries com a família na sala, todos reunidos, divertiam-se, mas agora isso raramente acontece, pois as “crianças” não querem ver séries assim e os adultos só se preocupam com os afazeres pessoais e domésticos. Antigamente, as crianças iam para a rua jogar bola, pular amarelinha, bola de gude e Três Marias enquanto os adultos conversavam sobre o futebol, novidades e outros assuntos. Atualmente na minha rua, vejo somente carros e ônibus pois as crianças estão no mundo da tecnologia, jogando vídeo-game ou vendo televisão e os adultos também fazem a mesma coisa. Será que esses tempos voltarão? Acho que não, a humanidade evoluiu.

Rafael Marasca Noro e Pedro Leonardo De Carvalho Vargas

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JOGOS DE INFÂNCIA

Eu duvido que algum adolescente dos tempos atuais não teve aquele vídeogame que ficou marcado na memória. Desde aquele ‘’game boy’’ de 1,99 até um PS3,e hoje os direi o meu progresso até os dias atuais citando um dos jogos que sinto saudades ate hoje: o Playstation 2. Tudo começou quando eu estava assistindo TV, quando o meu pai entrou e me entregou uma caixa de sapatos. Provavelmente, eu fiquei aborrecido, pois eu pedi antes o PS2, mas quando eu abri os meus olhos brilharam, porque recebi o que eu queria, com mais uma caixa cheia de jogos, como GTA San Andreas, algo que foi nostálgico para mim, foi um emulador de jogos antigos, aonde o jogo que eu mais gostava, inclusive a minha mãe, se chamava Super Mario World. Anos depois, em Uruguaiana, o meu amigo de novo Hamburgo pediu para que eu comprasse um jogo chamado Mortal Kombat. Após comprarmos o jogo, a noite, minha mãe resolveu testar o jogo, mas eu morri de medo porque tinha trauma por sangue, eu corri ao banheiro para me esconder mas depois de alguns minutos, voltei para ver o jogo, e Assim aos poucos eu fui jogando o gostando de jogos sangrentos. Enfim, hoje em dia eu jogo meu PS3, mas aqueles jogos, a minha memória jogará eternamente.

Vinícius Wentz Ritzel e Gabriel Santos

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OS BILHETES DE LOTERIA

Uma família pobre estava devendo dois meses de aluguel e a conta de luz. A família dependia muito do pai para poder pagar as contas, pois era o único que tinha um emprego. Mas o pai acabou sendo demitido porque a empresa estava falida, devendo muito dinheiro para os seus clientes, pois não tinha competência para agradar a todos. Como muitas empresas por aí, que ganham muito dinheiro com os seus clientes e não tem a capacidade de retribuir fazendo um bom trabalho. Com o dinheiro da rescisão, a família começou a acertas as contas, mandaram o seu filho ir até a lotérica. O garoto foi até a lotérica, viu que estava cheia, ficou esperando. Depois de um tempo esperando, o garoto viu uns bilhetes de loteria e pensou ter achado a solução para os seus problemas (de uma forma muito inocente). Era só raspar o máximo de bilhetes que puder e conseguir o dinheiro para ajudar sua família. O garoto raspou todos os bilhetes que pode, mas não sabia que quando chegou, a lotérica estava prestes a fechar. Quando o garoto foi pagar a conta de luz, após ter raspado os bilhetes, viu que a lotérica havia fechado. O menino voltou para casa e contou a seu pai o que havia acontecido, falou que eles finalmente poderiam sair daquela miséria. O filho levou uma surra do pai, que esqueceu de explicar ao filho que não devia acreditar em tudo que via na rua e quis culpá-lo pelo problema que causou. No outro dia, acordaram com um barulho de uma buzina ensurdecedora, saíram para ver o que era, seus olhos se encheram de emoção. Era o carro do eletricista para cortar a luz da casa.

Rafael Oliveira e Gabriel Tavares

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Alunos: 8 º A:

8º B

Ana Luiza Komorowski Zirbes Bianca Hernandez Varnier. Cassiany Figueira Barbosa Manuella Soares de Mattos Alves. Milla da Costa Leite Helena de Souza Freitas Luís Filipe de Almeida Salgado da Silva Maurício Silveira Menna Barreto Ariel Trindade Scolari Maria Eduarda Marques Furtado Alice Rodrigues Mazaro Beatriz Bueno Carvalho Anna Beatriz da Silva Joviano Nathália Pasini Machado Kellerson Bastos Gabriel Fassina Mª vitória Alves de Araujo Talita dos Santos Velasques Thiago Colares Araújo Paula Wrasse Tremp

Camilli Ortiz Pereira Lívia Fiori Sbicigo Thayna Goulart Dorneles Maria Eduarda Salinos Tiago Pinto Felix Pedro Pinto D’Avila Karina Paola Cunha Gabriela Airi Eike Lubini João Vitor Rodrigues Forte Flávio Germano Bahi Santana Pedroso Felipe Pelizzaro Pancieira Rafael Marasca Noro Pedro Leonardo De Carvalho Vargas Rafael Oliveira Gabriel Tavares Vinícius Wentz Ritzel Gabriel Santos Pietra Castanho Milena Alves

Editoria: Isabella Esteves Fagundes Desenhos: Luísa Sabedra Inda Professoras: Lilian Jacques e Karla Rutz

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Transformando o mundo: nosso olhar em crônicas  

Projeto dos oitavos anos/2016 da escola Instituto Laura Vicuña. Livro de crônicas.

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