Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada
A participação pode ser desincentivada por falta de reconhecimento das chefias do esforço feito ou pela falta de recursos humanos: “Muitas vezes, temos que fazer horas a mais e se não é esse reconhecimento da parte superior, as pessoas acabam por perder um bocadinho de energia e não investir tanto.” (ECPCJ16.8.b). “Se calhar, às vezes, por motivos de Recursos Humanos não participamos em todas, porque não temos disponibilidade de dispensar um técnico.” (ECPCJ17.8.b). A participação pode ser dinamizada por iniciativas que apelam a um envolvimento mais forte de todos os parceiros, como a construção partilhada de diagnósticos e de planos de ação, mas enfrenta bloqueios como os decorrentes das inúmeras solicitações que recebem: “Quando houve o diagnóstico do concelho, houve instituições que participaram ativamente.” (ECPCJ13.8.b). “Todas as instituições têm várias coisas sem ser a CPCJ e muitas vezes não conseguem chegar a tudo.” (ECPCJ18.8.b). Em síntese, este empenho decorrente da participação efetiva faz toda a diferença, como bem descreve um dos entrevistados: “Se não houvesse esta ligação, esta presença, não funcionava: isto simplesmente não funcionava.” (ECPC11.8.b).
Fator IX – Participação multinível Uma outra dimensão da avaliação da participação é a sua expressão multinível, nomeadamente, com o envolvimento de níveis hierárquicos superiores ao do técnico ou representante na CPCJ. Este fator surge, na avaliação feita pelos entrevistados, como um dos menos bem cotados e esse facto deve-se sobretudo à distância e desconhecimento por parte níveis hierárquicos superiores, recorrentemente citada, a par com uma delegação no técnico que representa a instituição: 95