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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

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GovInt

“Sinceramente (acho) que há uma grande participação e que as pessoas sentem isso. Eu costumo dizer que nós rimos juntas e choramos juntas.” (ECPCJ12.8.a.). Verifica-se uma participação diferenciada em função: a) da complexidade e da exigência de cada processo, sendo que onde há mais complexidade se exige mais participação; b) da vontade dos técnicos; c) ou ainda consoante se está na comissão restrita ou na alargada: “Temos um volume percentual imenso. Há situações, naturalmente, que entendemos serem de maior perigo e acabam por merecer uma discussão aprofundada. Há outras situações que se calhar acabamos por ter que tomar uma decisão que nunca é individual – é sempre apresentada em reunião –, mas que não merece discussão de uma hora.” (ECPCJ13.8.b). “Os que estão aqui na restrita participam ativamente nos objetivos da comissão. Para os outros, a participação acaba por ser mais pontual…” (ECPCJ13.8.a). “Há uns que são muito participativos. Há outros que têm uma postura mais passiva, dão a informação sobre as suas instituições, um bocadinho para esclarecer, mas depois não há uma postura tão proactiva.” (ECPCJ16.8.a). “Na alargada é mais parcial, mas sim, mas eu acho que também se está a começar a perceber, principalmente com esta questão de fazer os planos de atividade em conjunto, (referindo-se à participação).” (ECPCJ2.8.a). Há uma exigência de melhoria dos processos de participação, especialmente na apropriação de resultados e na aprendizagem partilhada: “Precisamos muito de melhorar. Há muito pouco tempo para a partilha de resultados. Fazemos alguns encontros de vez em quando, até entre nós, e mesmo aqui, relativamente aos resultados do trabalho processual. Eu acho que não é suficiente.” (ECPCJ15.8.b). “Deveria haver mais, mas não conseguimos, muito sinceramente (...) Porque é um ritmo muito acelerado, temos muitos processos. Realmente, se calhar, deveria de parar mais vezes para refletir.” (ECPCJ14.8.a). 94


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