GovInt
Importa igualmente ter presente que, para algumas questões, o estabelecimento de compromissos exige uma participação de nível superior ao do técnico: “Existem outros compromissos, que se calhar já é mais difícil e tenho que pedir sempre autorização, ou um parecer, se faz sentido ou não, neste caso a xxxxx, estar englobada, estar presente. Aí, tem sempre que passar por um nível superior.” (ECPCJ6.7.b). Finalmente, num outro registo de necessidade de estabelecer compromissos – com as famílias sujeitas a intervenção da CPCJ –, é também evidente a importância desta dinâmica, condição aliás essencial para a intervenção da CPCJ (necessidade de consentimento da família): “E chegámos ao fim da manhã, fez-se a visita, conversou-se com a mãe e a criança voltou para casa e isto tudo numa manhã e chegou-se de um extremo ao outro e isso só foi possível porque há este compromisso de se chegar aquilo que é o melhor para aquela criança.” (ECPCJ13.7.a.).
Fator VIII – Membros partilham a participação no processo e nos resultados A efetiva participação dos membros da CPCJ, quer no processo, quer nos resultados, é muito evidente nas respostas dos entrevistados, não só nesta questão específica, como também noutras. Essa participação resulta de uma dinâmica intencional, não-diretiva, com a construção de momentos e de dinâmicas para estimular e efetivar a participação e a permanente convocatória para a presença e envolvimento: “Há aqui um envolvimento grande, quer nas decisões, quer depois nos resultados.” (ECPCJ12.8.b.). “Perguntam sempre se queremos fazer propostas, o quê que achamos das atividades...” (ECPCJ18.8.a.). “Nesta equipa não há essa imposição, não há essa diretividade, há sim… “vamos ouvir todos, vamos perceber porquê que eu estava a pensar “assim” e tu a pensares “assado” e então se fizermos assim para ir”… Chegar ao consenso acaba por ser possível.” (ECPCJ13.8.a). 92