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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

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GovInt

“De facto, a alargada é muito mais difícil de envolver, muito mais difícil de trabalhar do que a comissão restrita, porque as pessoas não estão tão predispostas. (...) agora, as coisas estão diferentes, eu acho que há um envolvimento muito maior, mas é muito mais difícil, pelo menos a minha opinião. É muito mais difícil trabalhar numa alargada do que numa restrita. É diferente…” (ECPCJ5.7.c). Esta capacidade de construir consensos não é sinónimo de ausência de discussão entre diferentes pontos de vista ou de dificuldades entretanto ultrapassáveis: “Não que não haja lugar à discussão, a discussão no bom sentido.” (ECPCJ9.7.a). “Nem sempre é fácil, mas nós temos conseguido.” (ECPCJ10.7.a.). Numa outra perspetiva – a do compromisso/comprometimento dos parceiros com o funcionamento da CPCJ –, são registadas algumas dificuldades, quase sempre em torno de alocação de recursos humanos: “Eu acho que é difícil, eu acho que se vai conseguindo estabelecer alguns compromissos, para já houve aqui um grande compromisso que se estabeleceu, que é a permanência destas pessoas nas comissões.” (ECPCJ13.7.a.). O compromisso – no sentido de se comprometer – é facilitado pela interação mais frequente e pela abertura à participação dos parceiros: “Agora pertenço a um grupo de trabalho em que nos temos reunido bastantes vezes e acho que existe esse sentido de compromisso.” (ECPCJ6.7.a.). “Se há uma ideia, facilmente se propõe a uma outra entidade, ou com várias, com as que forem necessárias. Marca-se uma reunião, discute-se e dali pode surgir uma nova metodologia de medida de trabalho, ou de intervenção.” (ECPCJ9.7.b). “Nós, numa das reuniões alargadas, estivemos a determinar o plano de atividades, e no qual estava incluído as atividades para o mês de abril (mês da campanha de prevenção). Foi absolutamente consensual, surgiram ideias 90


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