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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

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GovInt

“Existe esse respeito, essa confiança no colega, nos outros elementos da equipa. Nós sabemos que estamos a construir um futuro para uma criança. Portanto não é o meu futuro, nem o futuro da minha colega: é o futuro daquela criança.” (ECPCJ10.4.c). “Desde que me apercebo, a comissão sempre foi dos sítios mais coesos, não sei se é pelo motivo (…) Eu acho que é pelo bem que servem, não é?” (ECPCJ2.4.a). “Acho que aqui existe um trabalho, é um trabalho mesmo de equipa, nós, em 2012, fizemos um diagnóstico, tentámos fazer umas dinâmicas e todos os parceiros se envolveram. Foi fácil de chegar a outros parceiros, até a nível pessoal, ou seja, o técnico deixou de ser só técnico da instituição para ser ele próprio pela causa.” (ECPCJ1.4.a). “Isto é uma prática, muitos anos, e acaba por haver muita discussão e muita tomada de decisão conjunta e por isso fortalece esse espirito de colaboração entre as pessoas e de respeito e as pessoas sabem o que cada um faz...” (ECPCJ3.4.a). “Eu acho que essencialmente tem a ver com as pessoas, se calhar, e não tanto com o modelo de organização.” (ECPCJ15.4.a). “Muitas vezes, há situações de emergência que nos obrigam a tomar a situações no próprio dia. E se é preciso ir levar uma criança ao Porto ou a Coimbra, qualquer um está disponível, portanto não se coloca a questão de: “eu fui ontem” ou “eu fui a semana passada não vou agora.” (ECPCJ15.4.d). Ainda neste domínio da construção de relações de confiança, são referidas como relevantes a fase do acolhimento, o sentimento de proximidade, a ausência de julgamento pessoal, a aceitação de perspetivas diferentes: “Desde que estou aqui a representar a xxxxxx, senti um acolhimento muito bom, senti-me muito bem acolhida e depois mesmo em termos do nosso trabalho, confio plenamente nas colegas e partilhamos muita informação.” (ECPCJ6.4.a).

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