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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

“Os técnicos têm uma coesão muito grande, não só a nível da modalidade restrita como atualmente da modalidade alargada de alguns anos para cá, lá está, porque estamos a trabalhar e estamos a investir.” (ECPCJ14.4.a). “O facto de nós estarmos reunidos todas as semanas, às terças-feiras, e estarmos no mesmo espaço a gerir situações que nos preocupam, que são as situações das famílias e das crianças, é quase como o momento em que também estamos de uma forma mais íntima, não é, mais próximos porque também partilhamos as nossas dificuldades e fazemos intervisão.” (ECPCJ15.4.b). Curiosamente, regista-se, também, uma perspetiva, ainda que pouco expressiva, que considera essa proximidade como um fator de potencial redução de confiança: “Pelas pessoas se conhecerem tão bem e muitas vezes (...) não acreditam tanto no trabalho uns dos outros, exatamente porque conhecem os pontos fracos.” (ECPCJ3.4.b). Um dos fundamentos referidos para essas relações de confiança decorrem do reconhecimento do papel e do contributo de cada elemento e da respetiva valorização, bem como da noção de interdependência e corresponsabilidade: “Há um grande reconhecimento pelo papel de cada um dentro da equipa.” (ECPCJ13.4.b). “Há um trabalho também de valorização e de reconhecimento (da equipa) da minha parte.” (ECPCJ15.4.e). “É muito importante pois se nós temos uma especialização em áreas diferentes, se não houver confiança como é que se pode então colaborar assim?” (ECPCJ7.4.b). Como elementos explicativos da construção de relações de respeito e confiança, encontramos a forte motivação pela missão que une todos os membros, a abertura à participação e corresponsabilidade dos membros, as características pessoais, bem como a dedicação e empenho, entre outros:

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