GovInt
“As famílias ainda têm muito medo do que nós fazemos, tem vindo a melhorar também, mas eu acho que tem muito medo do que é que é a comissão.” (ECPCJ12.2.b). “Porque, muitas vezes, o que acontece é que conhecem, mas não o conhecem no sentido em que se calhar muitas vezes as entidades tinham as mesmas ideias de senso comum como qualquer outra pessoa, não é, que ah! Vão retirar…ah! Vão fazer…” (ECPCJ14.2.b). “A nível de famílias, se calhar é tipo um bicho papão para aquelas famílias mais… (...) ou seja a função é retirar as crianças.” (ECPCJ11.2.a). “Que é um organismo que cumpre uma função e que é um organismo aborrecido e que só serve para chatear a vida das pessoas e para lhes causar ainda mais problemas.” (ECPCJ10.2.a). Regista-se, no entanto, que esta perceção tem vindo a melhorar, sobretudo fruto da maior abertura, em consequência do trabalho da equipa da CPCJ feito junto da comunidade: “Aquilo que vimos nessa altura (diagnóstico em 2010) foi que a comunidade nos via ainda como uma instituição pouco fechada, sobre si própria, e que era preciso dar passos no sentido de estabelecermos ligações mais efetivas com o exterior. E eu acho que a partir daí, nós começamos a fazer um percurso de abertura e até de captação dessa responsabilidade social que todos temos nessa questão da promoção e proteção das crianças e jovens.” (ECPCJ15.2.a). “A forma como as instituições veem a comissão tem vindo a mudar porque a comissão tem-se implantado no território.” (ECPCJ13.2.a). “O facto de trabalharmos muito em rede permite que as pessoas vão conhecendo melhor o trabalho das comissões.” (ECPCJ12.2.c). “Temos tido esse trabalho aqui na comissão, de abertura à comunidade, de apresentar e de fazer conhecer o nosso trabalho.” (ECPCJ14.2.a).
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