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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

Os ganhos evidentes desta dinâmica de colaboração, assente num histórico positivo, são referidos por vários entrevistados, como a redução de duplicações de intervenção, a partilha de recursos e o melhor conhecimento dos canais adequados para encaminhamento de casos: “As instituições conversam umas com as outras e tentam arranjar parcerias para que não haja uma duplicação do trabalho, que não se trabalhe famílias 3 e 4 vezes da mesma forma.” (ECPCJ12.1.d). “Também como não temos os recursos suficientes e as IPSS vivem de recursos em muitos casos, a partir do momento em que existe uma colega ou uma IPSS ao lado que tem um serviço, nós tentamos sempre aproveitar o serviço e aquilo que nós podermos disponibilizar também o fazemos.” (ECPCJ1.1.d). “O facto de conhecermos os técnicos e às vezes também o espaço físico das instituições, faz com que também exista uma maior proximidade, e assim sabemos também mais onde é que nós podemos trabalhar mais, para onde é que nós podemos reencaminhar algum caso.” (ECPCJ17.1.b).

Fator II – CPCJ visto como líder legítimo pela comunidade Nas respostas a esta questão obteve-se um resultado ambivalente, em que o reconhecimento do papel de liderança da CPCJ pela comunidade se expressa positivamente: “Eu acho que é visto como tal (líder).” (ECPCJ3.2.a). “Líder legitimo, sim, sem dúvida (...). É um papel que está muito definido.” (ECPCJ8.2.a). Mas com entendimentos distintos, consoante o ponto de vista. O maior número de referências coloca, porém, inequivocamente, o papel da CPCJ centrado na imagem ainda persistente junto das famílias enquanto “quem retira as crianças”, dando, pois, uma conotação negativa a essa liderança: “Acho que (a população) ainda pensa que a Comissão existe para retirar as crianças. (…) E não é. E não é o que acontece.” (ECPCJ9.2.a). 73


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