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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

Participação, proximidade e corresponsabilidade A consequência lógica da colaboração interorganizacional gera, como vantagem identificada pelos entrevistados, a participação das instituições e dos seus técnicos no processo. Esta dá-lhes maior proximidade à realidade e corresponsabiliza-os pelo resultado, beneficiando também da solidariedade mútua nesse processo. “(O modelo) leva a pensar as pessoas sobre si próprias e sobre os seus problemas, que as apoia na tomada de decisão e que lhes devolve a responsabilidade.” (ECPCJ12.V.a). “Este modo de trabalhar provavelmente é o modo mais natural, mais próximo das pessoas, até de compreender melhor as situações.” (ECPCJ3.V.d). “Os diagnósticos quando são mais participativos aproximam-se mais da realidade porque nós temos tendência quando estamos a trabalhar em algo mais restrito em tomar a parte pelo todo e às vezes aquilo que diagnosticamos não corresponde propriamente aquilo que são as necessidades mais gerais e mais comuns. Penso que isso é a grande vantagem de haver este trabalho em rede.” (ECPCJ2.V.b). “(...) as decisões serem tomadas em conjunto. O técnico não sente que tomou aquela decisão sozinho... sentir-se apoiado nessa decisão e isso enquanto profissional, existe uma maior confiança e menos receio da falha e de estar a prejudicar alguma situação, alguma família...” (ECPCJ6.V.a).

Integração da resposta entre serviços Em menor número, mas com relevância no quadro do presente estudo de caso, surgem as referências à vantagem da integração/articulação de resposta entre serviços proporcionada pela CPCJ, com vantagens para o cumprimento da sua missão. “Agora, claro que há vantagens porque as famílias se cruzam e porque quando eu estava no atendimento na Ação Social e Rendimento Mínimo havia processos, havia crianças daquela família, daquele agregado que tinham processos naquela condição e vice-versa, e, às vezes, era a Comissão 65


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