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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

“Há questões também políticas envolvidas, não é?, há sempre… até porque há associações, instituições que não têm os melhores relacionamentos com a xxxxxx por exemplo, e a CPCJ quer se queira quer não acaba por ter uma ligação muito chegada à xxxxxxx.” (ECPCJ5.B.b). “Ainda passa muito que a comissão é aquela instituição muito má que vai tirar os meninos aos pais, ainda existe muito essa visão.” (ECPCJ5.B.c).

3.7. Vantagens do modelo CPCJ No que se refere a vantagens identificadas pelos entrevistados no modelo da CPCJ, verifica-se, desde logo, uma convergência de referências em torno dos benefícios resultantes da colaboração entre diferentes instituições, bem como da representação e agregação dos recursos da comunidade. Uma outra expressão das vantagens encontra-se formulada na integração de respostas dos serviços e na multidisciplinaridade dos técnicos. Finalmente, sinaliza-se as vantagens que o modelo proporciona ao nível da participação, proximidade e corresponsabilidade.

Colaboração entre diferentes instituições O maior número de referências a “vantagens” encontradas nas entrevistas analisadas situa-se, claramente, no domínio da colaboração interorganizacional. Expressões como “facilita”, “riqueza”, “rapidez”, “desbloqueio”, são evidências dessas vantagens identificadas pelos entrevistados no que se refere à colaboração. “Eu acho que facilita muito esta ligação às entidades.” (ECPCJ3.V.b). “Eu acho que este modelo traz uma grande riqueza ao trabalho, por exatamente virmos de entidades diferentes porque conseguimos também de alguma maneira que cada uma das entidades à qual pertencemos desbloqueie alguns processos que se não tivéssemos ligadas a essa entidade se tornaria mais complexo.” (ECPCJ3.V.a). 63


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