Skip to main content

Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

Page 57

Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

Complexidade decorrente da natureza dos casos Em relação ao terceiro eixo, referente à complexidade específica dos casos de crianças e jovens em risco/perigo, torna-se evidente que é o que regista mais referências nas peças jornalísticas em causa. Desde logo, a dificuldade de diagnóstico ou deteção dos casos de maus-tratos é reportada abundantemente, principalmente em peças associadas ao meio hospitalar: “A menina só deixará o hospital depois de averiguadas as origens dos sinais de maus-tratos.” (5.1. PC). “Sentimo-nos horríveis quando deixamos passar um caso destes” diz Helena Almeida, presidente do núcleo de apoio às crianças e jovens em risco do Hospital Amadora-Sintra. Mesmo quando aparentemente se fez tudo ao nosso alcance.” (9.1. PC). “Os casos nem sempre são fáceis de identificar, quando as crianças mantêm as rotinas e continuam a frequentar a escola. Sandra Feliciano conta o caso de um menino de 14 ou 15 anos que vivia sozinho, mas continuou a ir à escola, e a fazer uma vida normal. “O sistema só se apercebeu da sua situação quando foi hospitalizado. Ninguém apareceu para assinar a alta”, relata.” (14.2. PC). “São coisas traumáticas. O que está em causa é se o sistema pode e deve preocupar-se com a identificação dos primeiros sinais de perigo. Houve situações mais graves do ponto de vista humano por motivos económicos e não houve um correspondente acompanhamento das organizações da primeira linha para detetar os sinais.” (24.2.PC). A complexidade do problema é também evidenciada quando se refere as múltiplas dimensões a ter em consideração: “Acrescentar que a equipa levou em conta “os aspetos clínicos, éticos, jurídicos e sociais que decorrem da situação em causa” e tomou uma decisão “considerando o superior interesse da criança.” (12.1.PC).

55


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook