GovInt
A influência da dimensão conjuntural da crise social e económica na problemática das crianças e jovens em risco gera, neste universo noticioso, abordagens opostas, o que acentua a dificuldade de compreensão do problema: “Os elementos que são sinalizados, pelo peso que têm, estão relacionados com este cenário de crise”, considerou o psicólogo, evocando o agravamento dos conflitos entre casais e a falta de perspetivas dos jovens.” (14.3.PC). “Aquele responsável recusa estabelecer uma associação direta entre o aumento destes casos e a crise económica e social que o país atravessa. Até pela diversidade das situações. “Podemos estar a falar de situações de pobreza extrema, como podemos estar a falar de instabilidade familiar, de mães adolescentes ou da existência de maus-tratos na família e estes, como se sabe, não são exclusivos de famílias pobres.” (8.1. PC). Finalmente, no eixo “contexto” registam-se referência à falta de apoios sociais às famílias: “A falta de apoios institucionais obriga muitas mães a abandonarem os filhos sozinhos em casa durante a noite, enquanto trabalham para o sustento da família monoparental, alertaram também hoje outras presidentes de comissões de menores.” (2.1. PC).
Complexidade decorrente do funcionamento do sistema de proteção Já no que refere a este eixo, surge a referência do aumento do número de casos em algumas categorias: “O relatório assinala, contudo, uma tendência: o número de “novos” processos em que se calcula que as crianças e jovens fiquem entregues a si próprios quase duplicou de 2012 para 2013 (de 580 para 1150).” (11.2. PC). “Mas, a nível nacional, a negligência (presente em 25,3% dos processos) e a exposição a comportamentos que podem comprometer bem-estar e desenvolvimento da criança, na maioria dos casos cenas de violência familiar, são as problemáticas mais sinalizadas, estando esta última a aumentar.” (11.1. PC). 52