Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada
TABELA VI - EVIDÊNCIA DE COMPLEXIDADE POR TIPOLOGIA/ NOTÍCIAS CPCJ DA AMADORA, NO JORNAL “PÚBLICO” Complexidade decorrente do contexto
Complexidade decorrente do funcionamento do sistema de proteção
Complexidade decorrente da natureza dos casos
Impacto da pobreza e exclusão social
Aumento do número de algumas categorias de processos
Dificuldades de diagnóstico/ deteção casos de crianças em risco/perigo
Efeito conjuntural da crise
Dificuldades de obtenção de informação
Multiplicidade de dimensões a considerar
Falta de apoios institucionais às famílias
Competências repartidas entre vários organismos
Decisões a tomar com grande impacte psicológico
Sistema de proteção colocado em causa em virtude de falhas
Comportamentos paradoxais das crianças vítimas
Falta de recursos humanos qualificados e em quantidade suficiente
Impossibilidade de intervenção por falta de consentimento
Reincidência de casos
Complexidade decorrente do contexto Quanto ao contexto, estas peças jornalísticas identificam dinâmicas como o “impacto da pobreza e da exclusão social”, refletidas desta forma: “A eurodeputada comunista Ilda Figueiredo lembrou que o agravamento da pobreza e da exclusão têm “repercussões na família e nas crianças”. Para Ilda Figueiredo, os problemas prendem-se não só com os Governos, mas também com as políticas comunitárias que insistem na liberalização dos serviços públicos e no pacto de estabilidade.” (1.1. PC). “Há mulheres que sentem que não têm condições económicas adequadas para receber o bebé, há mulheres que não têm condições psicológicas, há mulheres que engravidam de homens que já têm uma vida familiar constituída, há muitas situações e não podemos, à partida, julgar. Há muitas situações que para as pessoas são psicologicamente insuportáveis.” (16.1.PC). 51