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GovInt

Qualidade da comunicação entre instituições

(dados qualitativos das entrevistas) “Para conseguirmos fazer uma intervenção adequada, até mesmo para passar as mensagens para a minha própria instituição, acho que é fundamental o processo de comunicação... é um processo muito transparente e muito fácil.” (ECPCJ6.4.b). “Há uma excelente comunicação, eu acho que é por isso que isto funciona tão bem, nós falamos e ninguém fica com a informação só para si.” (ECPCJ12.14.a). “Assim que veem uma chamada não atendida minha, ela é imediatamente devolvida assim que podem. Os meus e-mails também são sempre respondidos. Não tenho qualquer problema em termos de comunicação com a Comissão.” (ECPCJ4.14.a). “Há instituições que nos dizem a nós e à comissão, “a qualquer hora é só telefonarem que se arranja (uma solução)”. Há uma criança que precisa de acolhimento, resolve-se. (...). Antigamente, “ah, estamos cheios!” ou “Não há!”, ou não havia um contato, ou não se sabia com quem falar. E eu agora sei.” (ECPCJ11.10.a). “Quando sinalizamos uma situação, se fizermos uma chamada telefónica a dizer ‘eu sei que isto se calhar não é bem do âmbito (da CPCJ), mas estamos muito preocupados porque por trás disto vem...’, eles dão resposta, (…) acaba por haver essa flexibilidade.” (ECPCJ4.10.a).

Objetivo: Intervenção em tempo útil, tendo em conta a urgência e o tempo próprio da criança

Rapidez de intervenção

(dados qualitativos das entrevistas) “A rapidez decorrerá seguramente da falta de técnicos. Às vezes nós precisávamos que as respostas fossem mais rápidas e não são.” (ECPCJ4.B.c). “As respostas ao nível da justiça também são lentas.” (ECPCJ4.B.d). “Sobretudo a burocracia, o termos que pedir as autorizações demora, é mais um passo que é demorado e que se poderia melhorar neste aspeto, mas é o que está previsto na lei, portanto só alterando a lei.” (ECPCJ7.B.a). “Uma das grandes vantagens é a proximidade entre técnicos. O facto de haver aqui contactos privilegiados e diretos facilita muito... até a rapidez na resposta.” (ECPCJ4.V.a). “Muitas vezes, há situações de emergência que nos obrigam a tomar decisões no próprio dia. E se é preciso ir levar uma criança ao Porto ou a Coimbra, qualquer um está disponível, portanto não se coloca a questão de: “eu fui ontem” ou “eu fui a semana passada não vou agora”.” (ECPCJ15.4.d). “Obviamente que a resposta não é tão rápida quanto se calhar devia ser…” (ECPC18.13.a). “O ritmo das pessoas é bom, é normal, é de acordo com a capacidade que têm. Agora o ritmo de intervenção, eu penso que tem que ser melhorado, esse já é demorado.” (ECPC7.13.a).

Capacidade de estabelecer compromissos e tomar decisões partilhadas

“Normalmente é muito fácil estabelecer compromisso. As decisões são todas tomadas por unanimidade.” (ECPCJ5.7.a). “Eu noto uma capacidade de compromisso. É raro nós termos uma decisão que não seja por unanimidade...” (ECPCJ12.7.a). “Se há uma ideia, facilmente se propõe a uma outra entidade, ou a várias, as que forem necessárias. Marca-se uma reunião, discute-se e pode surgir uma nova metodologia de medida de trabalho, ou de intervenção.” (ECPCJ9.7.b).

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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada  

Um estudo de caso da CPCJ Amadora

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