GovInt
• A implementação das atividades do Plano dependeu em grande medida do envolvimento e coordenação dos membros da restrita; • Perceção de que técnicos/as representantes na comissão alargada não têm poder de decisão sobre os temas aí debatidos; • Perceção de um envolvimento gradualmente mais forte dos membros da comissão alargada; • Perceção de que o bom trabalho em parceria não se reflete com a mesma intensidade no acompanhamento das medidas de promoção e proteção aplicadas; • Pouca corresponsabilização no acompanhamento das medidas de promoção e proteção, pouca participação na assinatura dos acordos. Causa relacionada com a falta de tempo necessário ao trabalho em parceria.
3.4.1. Objetivos, indicadores e evidências de “Eficácia” e de “Eficiência” As questões da eficácia e da eficiência, na esfera de intervenção da CPCJ da Amadora, são de definição mais difícil que no estudo de caso Centro Nacional de Apoio ao Imigrante (CNAI). Em si mesmo, o problema complexo sobre a qual age a CPCJ é mais denso e a intervenção que lhe é pedida, mais complexa. Vale a pena, por exemplo, ter em conta as páginas, onde a partir da análise de imprensa, de notícias referentes a temáticas correlacionadas com a CPCJ da Amadora, no domínio referente “complexidade decorrente da natureza dos casos”, se mostra como é difícil a abordagem do tema sucesso/insucesso ou de eficácia/ineficácia da ação21. Mesmo a avaliação de dados aparentemente simples, como a evolução do número de novos processos abertos na CPCJ em cada ano, é de difícil interpretação, podendo mesmo gerar leituras contraditórias (p.e. o aumento de processos significa que a situação se agravou e/ou que a CPCJ não está a ser eficaz na prevenção destes eventos, ou, pelo contrário, que a CPCJ e as instituições da comunidade 21 O estudo “Eficácia percecionada e resultados de parcerias comunitárias” (Moniz, 2012), concluía, a partir de um trabalho de campo com líderes e membros das CPCJ, que “os resultados demonstraram a variabilidade das realidades em função da localização geográfica das Comissões (urbanas, rurais, mistas), como o tempo de funcionamento, (...) e que as variáveis associadas ao clima social (partilha de poder no processo de decisão, a resolução de conflitos, a liderança inclusiva e a presença de uma missão partilhada) têm uma influência positiva significativa na eficácia e na influência percecionada pelo trabalho em parceria desenvolvido pelas CPCJ’s e não tem uma influência significativa nas mudanças sociais observadas ao longo do tempo nas comunidades” (Moniz 2012, p. V).
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