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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

basear-se na minimização de fatores de risco e no fortalecimento de fatores de proteção.” (Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Amadora, 2014: 3). É reforçada a sua dimensão enquanto prática planificada e integrada, de modo que as ações se possam desenvolver concertadamente de uma forma holística e sistémica, convergindo assim claramente para a cultura de governação integrada. O processo de construção do PLPMTIJ decorreu após a conclusão do Projeto “Tecer a Prevenção” e reflete a forma como a visão e a missão da CPCJ foi formulada, incluindo uma primeira fase de diagnóstico, com início em 2012, que contou com a participação de quarenta e oito instituições da 1ª linha, para o levantamento de fatores de risco e dos fatores de proteção do território onde se insere. TABELA II - FATORES DE RISCO E FATORES PROTETORES Fatores de risco

Fatores protetores

• Competências parentais desajustadas; • Exposição a modelos parentais com comportamentos desviantes (violência doméstica, crime); • Exposição a comportamentos aditivos (toxicodependência/alcoolismo); • Permanência irregular em território nacional; • Diminuição dos recursos humanos e financeiros das instituições; • Abandono escolar/trabalho infantojuvenil; • Aumento das problemáticas associadas à saúde mental; • Desemprego/diminuição de rendimentos; carências socioeconómicas das famílias.

• Meio organizacional e associativo (Organismos públicos, IPSS, projetos sociais); • Programas de intervenção interinstitucional (Escolhas, PSP Policiamento de proximidade, Comissões sociais de freguesia, Pressley Ridge,…); • Rede social colaborativa/Prática de intervenção em parceria; • Existência de ações de intervenção na família, em contexto escolar e no âmbito de Projetos locais; • Flexibilização das respostas em função das necessidades das famílias, por parte dos serviços que estão a intervir; • Relação privilegiada com os Núcleos de Apoio à Criança e Jovem em Risco.

Fonte: Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Amadora (2014: 5)

Deste processo foi reafirmada a necessidade da CPCJ se constituir como “a entidade impulsionadora do compromisso interinstitucional na defesa dos direitos da Criança e do Jovem, através da promoção de uma visão integrada da Promoção e Proteção da Infância e Juventude, privilegiando a intervenção precoce e promovendo a redução das situações de risco” (Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Amadora, 2014: 6). Sublinha-se a presença recorrente do interinstitucional e da integração, como fatores críticos para a compreensão do papel da CPCJ.

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