Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada
Dificuldades e limitações metodológicas Como acontece em qualquer trabalho científico é inevitável enfrentar limitações e dificuldades metodológicas. Enunciam-se seguidamente as principais identificadas. Limitação nas entrevistas diretas aos beneficiários dos casos estudados por questões éticas e operacionais – os estudos de caso selecionados aconselhariam uma audição dos beneficiários (crianças e jovens em risco) mas deparamo-nos com algumas limitações éticas e operacionais. No caso da CPCJ da Amadora, atendendo às questões éticas que se colocavam, foi excluída essa hipótese. Variações ao longo do tempo na história do “Estudo de caso” – uma das maiores dificuldades percecionadas no trabalho de campo, nomeadamente nas entrevistas, foi a referência temporal para cada resposta. Sendo a CPCJ da Amadora uma instituição com mais de uma década de vida, com mudanças inevitáveis nesse período, colocou-se a dificuldade de resposta por parte dos entrevistados quanto ao momento a que se refere a pergunta (se o atual, se há cinco anos, se uma “média” desse período). Procurou-se resolver essa dificuldade, contextualizado a entrevista com o momento atual o que tem como prejuízo, a ausência de resposta quanto ao passado e um potencial enviesamento das conclusões. Subjetividade e dificuldade na interpretação das perguntas do WCFI – sentiu-se no decurso das entrevistas, que alguns dos fatores do WCFI que surgem como base para as perguntas das entrevistas não eram suficientemente claros para os entrevistados, bem como lhes pareciam nalguns casos redundantes. Por outro lado, para alguns entrevistados, revelou-se difícil a resposta a algumas delas por desconhecimento da realidade.
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