Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada
cretamente os relacionados com a criança, como sejam o choro ou as brincadeiras, que desencadeiam respostas desproporcionadas e impulsivas; baixa tolerância ao stress, exaltando-se facilmente com o comportamento dos filhos; escassas capacidades para resolver conflitos: negação do problema, isolamento ou reação agressiva; défice de estratégias para resolver os problemas que surgem na educação das crianças; perturbações emocionais (ansiedade, depressão, …), mentais ou físicas, que os impede de reconhecer e responder adequadamente às necessidades da criança; baixa autoestima e grande dependência emocional em relação a outras pessoas; expectativas dos pais em relação às características da criança (saúde, sexo, traços fisionómicos...)6. Acrescem ainda fatores como o desemprego, dependências e consumos, comportamentos desviantes, entre outros, sendo que muitos destes interagem entre si, condicionando-se e influenciando-se mutuamente. O mesmo fenómeno de interação de fatores de risco acontece na dimensão “família”, em que situações como desestruturação familiar, elevado número de filhos, elemento da família com vulnerabilidades particulares (dependências de substâncias, desemprego, doença mental, deficiência ou doença crónica, alcoolismo, exclusão social, precariedade laboral, etc.), pais adolescentes, conflitos conjugais, violência doméstica, expectativas irrealistas relativamente ao comportamento e capacidade dos filhos, desconhecimento das necessidade infantis, autoridade parental ausente ou demasiado permissiva ou punitiva, ausência de comunicação pais-filhos, ausência de interação compensatória pais-filhos, vinculação insegura, problemas de comunicação, défice do exercício das responsabilidades parentais antecedentes de vivência pessoal de maus-tratos, monoparentalidade7 e ainda pobreza, habitação degradada, medo/dependência do agressor, ou ainda o sentido de “propriedade” da criança, constituem fatores possíveis de risco para as crianças. Ao nível da comunidade, surgem como fatores de risco a aceitação de violência como forma de disputa interpessoal, exaltação mediática da violência, tolerância social para a educação através da punição física, escassez na 6 CNPCJR, 2011 7 CNPCJR, 2011
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