Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada
Anexo II Nota metodológica A opção pelo “Estudo de caso” A abordagem do “Estudo de caso” (uma das cinco estratégias de investigação nas metodologias qualitativas) adequa-se quando se quer estudar processos, atividades e acontecimentos e, no presente contexto de investigação (Governação integrada), parece ser a opção mais adequada. A opção por um “estudo de caso” permite uma descrição mais completa e holística de uma realidade. Na perspetiva de Yin (2003: 2): “A necessidade de utilizar estudos de caso surge do desejo de entender fenómenos sociais complexos. O estudo de caso permite aos investigadores apreender de uma forma holística e com sentido as características de acontecimentos da vida real”. Esta abordagem em profundidade permite perceber o “como” e o “porquê” (Yin, 2009), outra característica típica do “estudo de caso”. Ainda segundo este autor soma-se “a dimensão da contemporaneidade dos eventos a estudar e o fato do investigador não ter controlo sobre eles” (Yin, 2009: 13). Uma outra dimensão a ter em consideração é a abordagem de um fenómeno delimitado espacialmente, num determinado momento ou período de tempo (Gerring, 2007). Finalmente, “o método do estudo de caso é o método a escolher quando o fenómeno a estudar não é separável do seu contexto” sendo que “a inclusão do contexto como parte fundamental do estudo cria desafios técnicos específicos” (Yin, 2003: 4). Para o desenvolvimento dos estudos de caso recorreu-se a entrevistas, análise documental e análise de imprensa. A opção de constituição de múltiplas unidades de análise (embedded), nas entrevistas semiestruturadas com várias correlações 147