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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

Anexo I O essencial sobre problemas complexos e governação integrada O paradigma da complexidade veio para ficar A velocidade, a turbulência, os ciclos curtos, a incerteza e a interdependência, entre outros fatores, cresceram exponencialmente, num mundo marcado pela conectividade e suas interações/retroações, pela globalização e pela mobilidade humana. Terminaram os tempos de um amanhã previsível, de causas que geram efeitos constantes e que neles se esgotam, ou de trajetos lineares. Simultaneamente esvaiu-se a ilusão de tudo poder explicar, bastando que para tal se decompusesse um fenómeno incompreensível no seu todo em pequenas partes ao alcance da nossa compreensão. As múltiplas interações entre inúmeras unidades, interações essas que podem ser simultaneamente previsíveis e imprevisíveis, desejadas e indesejadas, de grande e de pequena magnitude, definem a complexidade nos nossos dias. Também por isso, temos hoje um cenário que alguns definem como a “sociedade do risco”, seja ele ecológico, social ou global (Giddens, 2001), outros como a “sociedade da insegurança” – económica, política e física (Judt, 2010). É seguramente a sociedade do zig-zag, da desatenção e do clique, que nos dá a vida vista (e vivida) em simultâneo, em múltiplos ecrãs (smartphone, tablet, computador, televisão…), numa fragmentação de imagens e tantas vezes numa desconexão de sentidos. As questões sociais também sofrem o impacto desta revolução em curso. Se é verdade que os problemas sociais nunca foram simples, é igualmente certo que nunca foram tão complexos. E isso coloca um enorme desafio a todas as instituições.

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