Skip to main content

Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

Page 131

Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

ser “obrigado” a participar), implica a construção de momentos e de dinâmicas para a estimular e a efetivar (exige tempo e engenho) e a permanente convocatória para a presença e envolvimento (e não pode ser só episódica). Deve, por sua vez, ser capaz de assumir uma melhoria progressiva, nomeadamente através da apropriação de resultados e da aprendizagem partilhada. Também o fator crítico de sucesso “Comunicação” é muito relevante no contexto da CPCJ. Só a comunicação permanente, multidirecional e eficaz, através de todos os canais adequados e envolvendo todos os parceiros, permitirá o alinhamento da visão e da missão desta rede colaborativa, bem como a articulação e coordenação das suas ações. A comunicação aqui entende-se não só no registo da sua expressão formal, codificada e registada, como também, e com grande relevância, de todos os mecanismos e processos de comunicação informal, ágil e flexível que não dispensando a dimensão formal, lhe soma um potencial enorme para o reforço do capital relacional entre as organizações. Do estudo de caso, recuperam-se também algumas referências para fundamentar a opção de considerar a comunicação como um dos fatores críticos de sucesso da governação integrada. Salienta-se a importância que é dada pelos entrevistados à boa comunicação como condição necessária de sucesso, bem como a sinalização que fazem de que a ausência de comunicação é causa de disfunções. É muito significativa a referência à comunicação informal, e consequentemente às relações informais, no âmbito dos estudos de caso. Surge como fator identificativo da sua especificidade e como chave de sucesso para a missão atribuída a cada uma das instituições. Para além da importância que é atribuída à comunicação informal, não deixa de ser também referida a necessidade de algum nível de formalização, no quadro de uma comunicação ascendente e descendente, dentro da própria estrutura. Por outro lado, há que ter em conta que uma comunicação aberta e frequente pode constituir um estímulo à participação e co-construção. Pontualmente, surge a referência a que o excesso de informação pode, por vezes, constituir um obstáculo a uma boa comunicação, o que constitui um importante 129


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada by Instituto Padre António Vieira - Issuu