GovInt
competências relacionais e envolvimento da equipa, capacidade de decisão, envolvimento da comunidade, assertividade, disponibilidade, capacidade de acreditar na equipa, dar o exemplo. A propósito do entendimento sobre o que é a liderança colaborativa, é interessante recuperar como a descreve no seu contexto de trabalho, de uma forma muito adequada, a anterior presidente da CPCJ da Amadora: “O papel do líder formal (presidente) é sobretudo o de servir de modelo para a construção de relações coesas e compensadoras prestando atenção ao lado humano da mudança; ele cria um ambiente caracterizado por altos níveis de confiança; desenvolve uma cultura de aprendizagem e de melhoria; ajuda a parceria a desenvolver um propósito coeso e mobilizador e a empenhar-se nele; estimula uma cultura de empreendedorismo relativamente a ideias e inovações que beneficiem a aprendizagem coletiva e assegura que a voz de todos os membros seja ouvida. (…) O presidente de uma CPCJ é, essencialmente, um gestor de relações. Ele tem a função essencial de promover a colaboração das instituições e pessoas, fazendo emergir o potencial e competências de cada um e criando as condições propícias para a sua participação.” (Fonseca & Louro, 2015: 145). No domínio da “Participação”, deve sublinhar-se que um modelo de relação interorganizacional de colaboração exige participação das partes interessadas, incluindo parceiros e beneficiários. Falar de governação integrada e de participação é quase um pleonasmo. No presente estudo de caso, a participação dos parceiros e da comunidade é mesmo considerada essencial, sem a qual seria impossível a CPCJ cumprir a sua missão, surgindo esse objetivo, por exemplo, claramente expresso no Plano Local de Prevenção. Refere-se que a participação das instituições e dos seus técnicos no processo colaborativo da CPCJ garante proximidade, corresponsabilidade e solidariedade mútua, podendo ser diferenciada em profundidade e em foco. A promoção da participação, por sua vez, é tida como uma das missões da liderança (Fonseca & Louro, 2015). Uma das conclusões relevantes do estudo de caso é que a participação resulta de uma dinâmica intencional (não é produto do acaso), não-diretiva (ninguém pode 128