Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada
Capacidade de acreditar na equipa
“Esse reforço positivo, esse reconhecimento é fundamental. Esse acreditar no outro…” (ECPCJ5.20.e). “Tem que acreditar nos técnicos, ter uma equipa multidisciplinar e também acreditar no profissionalismo, dar espaço, nem que seja espaço para o erro, porque às vezes as pessoas também são por tentativa-erro, mas dar espaço para também serem criativas, darem ideias novas, quer dizer, ouvi-las.” (ECPCJ17.20.b).
Dar o exemplo
“Um líder tem que ser alguém que está pronto para arregaçar as mangas com os outros. Não está atrás, nem está a mandar fazer. (…).” (ECPCJ5.20.g).
Organização e capacidade de criar limites
“Tem que ser também uma pessoa que não tenha dificuldades em criar relações, mas ao mesmo tempo criar limites, … já estou a pensar mais no âmbito processual dos processos, existem prazos a cumprir. E com uma capacidade de organização assim muito, muito boa mesmo.” (ECPCJ6.20.c).
Fonte: Entrevistas CPCJ da Amadora
Em conclusão, a evidência da relevância atribuída pelos entrevistados ao Fator “Liderança capacitada”, bem como a capacidade de definir os traços de um perfil desejável, permitem-nos percecionar um modelo de liderança de rede colaborativa, cujos traços podem orientar processos de capacitação e capacitação de novos líderes.
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