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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

Promotora de coesão

“A presidente é quem tenta unificar. Tenta não só difundir a informação e a missão e os propósitos todos que a missão tem, como tenta depois congregar as opiniões dos outros, as dificuldades que as outras instituições têm. Acho que ela é bastante atenta.” (ECPCJ3.20.c.).

Ponderação

“Ela é uma pessoa muito ponderada.” (ECPCJ10.20.a.).

Capacidade de envolvimento da equipa

“Eu acho que a presidente da CPCJ envolveu e envolve muitas as pessoas. A forma como recebe, a forma como está, e como envolve os membros… Eu acho que isto é um fator muito importante.” (ECPCJ8.20.b.). “Avalio muito bem, porque a sensatez da xxxx, o empenhamento dela, o querer formar a equipa, o desenvolver também muito emocionalmente… estamos todas muito envolvidas, porque realmente partilhar a vida de crianças é uma coisa tão difícil, porque se espera tanto de nós, enquanto técnicos...” (ECPCJ10.20.b).

Partilha da liderança

“Não há uma liderança vertical, no sentido, de temos ali uma pessoa que nos dá as diretrizes e temos que cumprir, não. Acho que todos somos um bocadinho líderes com a nossa coresponsabilidade.” (ECPCJ17.20.a).

Envolvimento da comunidade

“Nesta comissão estou muito surpreendida porque existe efetivamente uma facilidade, acho eu, de captar novos recursos e novas instituições para o trabalho ou para a missão da comissão e eu acho que isto também é muito conseguido para este envolvimento informal que se vai tendo com os técnicos. Vai-se conseguindo chegar às hierarquias superiores, penso eu que também através desse contato mais informal.” (ECPCJ56.20.a).

Fonte: Entrevistas CPCJ da Amadora

Refira-se, ainda, a perspetiva da existência de margem ainda para melhorar, nomeadamente numa maior audácia: “Acho que ela ainda está em crescendo, em termos de liderança. Há ainda algum trabalho a fazer, mas acho que é muito positivo” (...) acho que talvez às vezes pudesse haver aqui um bocadinho mais de audácia … acho que, às vezes, também precisaria de ter um bocadinho mais de se avançar um pouco mais. Arrisca-se pouco, às vezes...” (ECPCJ3.20.d.). Quanto ao que deveria ser, em abstrato, o portfolio de competências de um líder de uma CPCJ surgem várias características apontadas. Uma boa síntese enunciada foi por alguns entrevistados: “Deve ser uma pessoa preocupada com a sua equipa, deve mostrar respeito, dever ser uma pessoa que ela própria encare o espírito da comissão, de democracia entre todos, de respeito pela opinião de cada um e pela representatividade de cada um. Acho que o peso da sua própria instituição deve ficar lá fora. Deve favorecer o espírito da equipa através desses momentos mais pessoais e de interação.” (ECPCJ13.20.d). 121


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