Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada
Nas vozes mais críticas, regista-se a defesa da manutenção da formalidade das relações e o facto de as relações informais poderem ter riscos associados: “Para mim, são sempre situações formais. Isto tem a ver com as minhas características. Eu sinto que elas são promovidas, mas eu própria não sou uma pessoa com uma adesão muito forte. Uma proteção talvez…” (ECPCJ8.15.a). “(Relações informais) Acho que influencia das duas maneiras. Acho que tanto pode influenciar positivamente, como pode influenciar negativamente.” (ECPCJ14.15.b). Finalmente, importa sublinhar as referências feitas ao contributo das relações informais para a motivação e o reconhecimento expresso de que este é um ativo importante desta equipa: “Parte da motivação é motivarmo-nos uns aos outros. Portanto, as relações informais são fundamentais.” (ECPCJ12.15.a). “Outra das riquezas dessa equipa é essa: eu acho que nós temos muito essa relação fora do formal porque também construímos isso (…) é intencional, é complementar, porque antes de sermos profissionais somos pessoas.” (ECPCJ15.15.a).
Fator XVI – Objetivos gerais e específicos concretos e alcançáveis O sentido unânime das respostas obtidas aponta para que os objetivos são concretos e explícitos: “A missão é clara, e os objetivos também. E, diante das possibilidades, acho que conseguimos alcançá-los.” (ECPCJ1.16.a). “Estão definidos e são exequíveis… são aplicáveis, sim.” (ECPCJ8.16.a). Pelas respostas dos entrevistados perpassa uma tensão entre a ambição dos objetivos traçados e a sua exequibilidade. Na sua maioria, a opção por uma definição realista que os entrevistados fazem dos objetivos da CPCJ, excluindo uma opção 113