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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

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Comissões de Proteção de Crianças e Jovens como modelo de Governação Integrada

rem bom relacionamento, a comunicação é muito mais fácil, muito melhor.” (ECPCJ5.15.a). “(Relações informais) São fáceis e acho que isso é importante para o resultado final.” (ECPCJ2.15.a). A intensidade emocional e a exigência do trabalho desenvolvido numa CPCJ são, em si mesmo, condicionantes favoráveis para o desenvolvimento de relações informais, que por sua vez, quando existem, permitem suportar melhor os momentos mais difíceis da sua missão: “Nós temos que ser mentalmente saudáveis. A matéria com que nós trabalhamos é muito pesada, portanto, é bom que existam estas relações informais, mais descontraídas.” (ECPCJ8.15.b). “Passamos imenso tempo juntas e claro que se vão criando relações extraprofissionais e que nos vamos envolvendo. Claro que vamos transmitindo as nossas questões pessoais.” (ECPCJ14.15.a). Neste quadro, compreende-se que seja igualmente referido que as relações informais contribuem para a construção de laços de confiança e de proximidade e que estes permitem desenvolver um trabalho com maior qualidade, desde a facilidade de contacto até à disponibilidade para a ajuda mútua: “Eu acho que é mais positivo, porque criam-se laços, quer dizer, a pessoa não é só o técnico, não está só ali a trabalhar, (...) os laços ficam mais fortes.” (ECPCJ17.15.b). “É mais fácil se uma pessoa vê que uma coisa não está a funcionar, liga, e diz “olha, isto não está a resultar, como é que é, se calhar temos de fazer diferente...”.” (ECPCJ18.15.b). “Uma das coisas que acontece muito é que, por exemplo, se precisa de contatar alguém, se não se consegue pelos números fixos ou profissionais, temos os números pessoais e ligamos e não há problema…ou por e-mail… tenta-se sempre resolver… portanto há essa proximidade e à vontade.” (ECPCJ16.15.a). 111


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